A princesa de Illéa
13 Diplomacia
Notas iniciais
As famílias foram embora logo no dia seguinte, então não deu para aproveitar mais a companhia de May. Maxon foi falar comigo depois que o açoitamento acabou.
– Você sabia o tempo todo, porque não me contou?
– Do que você está falando — Pergunto confusa
– Descobrimos Marlee e Carter pelas câmeras de segurança, eu vi você entrando e falando com eles
– Pera ai, papai viu? — Pergunto preocupada. Se fosse realmente isso acho que ele já teria me chamado para tirar satisfações, mas vai saber.
– Não, ele pausou o vídeo assim que viu o suficiente, eu te encobri e apaguei — Ele explicou — Alias, você esta me devendo uma
Dou um suspiro de alivio e um abraço apertado em Maxon
– Obrigada, você é o melhor irmão do mundo, nem sei como te agradecer.
– Que tal se você for a uma reunião do comitê de planejamento de guerra no meu lugar? — Ele brinca
– Receio que não posso fazer isso, mas se pudesse pode ter certeza que eu iria.
– Bom, então já que você não vai, eu tenho que ir, até mais — Ele fechou a porta atrás de si ao sair do quarto.
No dia seguinte, eu, minha mãe e as Selecionadas passamos o dia no salão das mulheres. Minha mãe teve uma conversa particular com America, mas infelizmente não pude ouvir o que era, mas acho que é sobre o que aconteceu ontem. Alguns minutos depois as Selecionadas começaram a discutir e America partiu para cima de Celeste.
Celeste por sua vez respondeu com unhadas, America cortou os lábios de Celeste, depois deste golpe, Celeste pegou um pires e jogou na orelha de America. Era hora interferir, os guardas logo chegaram e minha mãe se aproximou.
— Você viu o que ela fez comigo? — gritou Celeste.
— Cale a sua boca! — berra America — Nunca mais fale de Marlee!
— Ela é louca! Você ouviu? Você viu o que ela fez?
— Me solte! — Exclamou ela em quanto lutava com um guarda
— Você é uma psicopata! Vou contar tudo para Maxon agora. Pode dar adeus ao palácio! — Celeste ameaçou.
— Ninguém verá Maxon agora — disse a minha mãe num tom severo, porém decepcionado. Ela olhou ambas nos olhos; primeiro Celeste, depois para America. — Vocês duas vão para a ala hospitalar.
Alguns dias depois, meus pais iam conversar com as Selecionadas para conhecê-las melhor e me incluirão nisso. Não sei porque, com exceção de America, não me sinto a vontade com as Selecionas, eu não faço parte do grupo delas, sou mais nova e distante.
Pensei em começar com America, mas ela se atrasou, então o jeito foi conversar com a que parecia a mais simpática das 4, Kriss.
– Ah, oi — Digo meio sem graça
– Olá Alteza — Ela cumprimenta com um sorriso e uma reverencia.
– Pode me chamar de May e não precisa da reverencia
– Desculpe, é que eu não queria cometer o mesmo erro que cometi quando conheci seu irmão — As bochechas dela coraram
– O que aconteceu? — Pergunto curiosa. Não podia ter sido "pior" que America, isso tenho certeza.
– Eu esqueci de fazer uma reverencia, simplesmente estendi minha mão e disse "oi, meu nome é Kriss" — Ela fica ainda mais vermelha, porem dá uma breve risada, eu a acompanho.
– Como é sua família? Você é três, né?
– Sou, minha família é normal, meus pais são professores universitários, eu penso em seguir pelo mesmo caminho, embora ainda pense na literatura. Sou filha única, infelizmente. — Começo a pensar no que mais posso disser quando ela me faz uma pergunta – E você? Gosta de ter um irmão?
– Acho que sim, as vezes ele é irritante, mas Maxon já me salvou de varias enrascadas, inclusive uma bem recente, além do mais, se eu fosse filha única ia ter que herdar o trono e ser rainha é uma coisa que definitivamente eu não quero.
Kriss pareceu que ia questionar, mas meu pai chegou ao nosso lado.
– Desculpe, tenho que falar com as outras garotas.
Conversei com Elise, mas não foi nada de mais, ela apenas me contou sobre os costumes de sua família, com se quisesse deixar bem claro o motivo por estar ali.
Depois desta conversa eu fui falar com Natalie, quando America chegou, mas seria indelicado deixar Natalie agora. A conversa foi normal, não descobri nada de muito interessante, mas ela é bem animada.
Finalmente ia poder conversar com America quando Celeste me chamou e novamente seria indelicado rejeitar. A conversa com Celeste foi animada, falamos de fotografia e pintura, falamos sobre cantoras e atrizes famosas e principalmente sobre a própria Celeste.
— Ah, senhoritas, o tempo fugiu de nós — anunciou meu pai. — Precisamos descer.
Coitada da America, percebi que ninguém foi falar com ela, o que me pareceu muito indelicado, mas eu não podia fazer nada, infelizmente.
O dia seguinte era um sábado, o que significa passar o dia inteiro no salão das mulheres com as Selecionas e minha mãe.
– Seu pai já falou da visita da Federação Alemã e da Itália? — Minha mãe pergunta
– Não estou sabendo, quando? — Isso significa muito trabalho a fazer, especialmente minha mãe que é quem organiza isso.
– A federação Alemã vem daqui a quatro dias e a Italiana daqui a cinco
– Então a senhora deve estar bem atarefada para organizar tudo em tão pouco tempo — Digo um pouco preocupada
– Na verdade desta vez não sou eu quem vai organizar e sim as selecionadas. — Ela explica — Falando nisso Silvia chegou, vamos explicar para elas agora.
Nós duas nos aproximamos das garotas e de Silvia. Minha mãe e Silvia explicam o trabalho as Selecionadas
– Quisemos que fosse o mais justo possível — Falou minha mãe — Então todas terão a mesma tarefa. Celeste, Natalie e Elise organizarão uma das recepções, Kriss e America cuidarão da outra. Como vocês duas tem uma pessoa menos terão um dia a mais. Os visitantes da Federação Alemã chegaram na quarta-feira ao passo que os italianos chegam na quinta.
– Quer dizer que temos quatro dias? — Celeste chiou
– Sim — Respondeu Silvia — Mas a rainha faz esse trabalho sozinha e ás vezes com menos tempo.
As meninas pareciam estar à beira do pânico.
– Poderiam nos dar o material, por favor? — Pediu Kriss
Entregamos os materiais e deixamos elas trabalhando em quanto fazíamos as unhas, o que me pareceu um pouco mesquinho.
***
Acordo com uma sirene que não ouço há anos, recordo que era o alarme para invasão de rebeldes. Calço rapidamente minhas pantufas e visto meu roupão, um guarda me aguarda do lado de fora par me levar ao abrigo, estou meio lerda porque meu pé ainda não se recuperou totalmente, mas consegui chegar sã e salva.
Estava morrendo de sono, afinal estávamos no meio da noite, então a primeira coisa que fiz foi colocar a cabeça no colo de minha mãe e dormir profundamente.
Acordei horas mais tarde, pelo menos eu acho. Kriss estava ao lado de Maxon e com o tornozelo em fachado, Natalie, Elise e America estavam dormindo. Meu pai lia uns papeis, minha mãe estava dormindo com a cabeça apoiada no encosto da cadeira, como não tinha nada para fazer, fiz tranças no cabelo da minha mãe até dizerem que estava tudo bem e nos autorizarem a sair.
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