Notas iniciais
Espero que gostem! Comentem, favoritem e recomendem (não custa sonhar). Enjoy the cap

Minhas criadas me acordaram para o café, coloquei um vestido e desci para comer. Todas as selecionadas estavam em volta da America perguntando como foi o encontro. O que eu queria mesmo perguntar é porque ela não veio no jantar hoje, mas como princesa devo sentar na mesa principal e esperar em silencio.

Escutei gritos, guardas e portas se fechando. Rebeldes, algumas das selecionadas ainda não entenderam o que está acontecendo, não estão acostumadas.

— Para o fundo da sala, senhoritas! — gritou o meu pai, correndo até uma janela.

As garotas obedientes foram para o fundo. O meu descia uma persiana, que não servia apenas para diminuir a luz. Era feita de metal e rangia ao fechar. Ao lado dele, Maxon baixava outra. E ao lado dele, minha mãe corria para baixar a seguinte. Eu fui abaixar a ultima.

Vários guardas entram na sala e fecham as portas gigantes com barras de metal.

— Eles invadiram a propriedade, Majestade, mas conseguimos conter o avanço. Seria bom que as senhoritas saíssem, mas estamos muito próximos da porta...

— Entendido, Markson — o rei respondeu, cortando a frase do militar.

Rebeldes dentro do muro do palácio, sera que são Sulistas ou Nordistas? Isso ia acontecer uma hora ou outra, os rebeldes devem odiar a Seleção, uma ou outra isso ia acontecer.

As selecionadas logo começaram a baixar as persianas também. Algo atingiu a janela que America estava fechando.

Maxon surgiu imediatamente.

— Você está ferida?

— Não, estou bem.

— Para o fundo da sala. Agora! — ele ordenou.

Maxon foi consolar as meninas, algumas estavam chorando, outas catatônicas e ainda uma estava desmaiada. Meu pai estava no fundo da sala conversando com um guarda e abraçando minha mãe com uma das mãos.

Depois de algum tempo, muito choro e muito tijolos jogados, finalmente deixam a gente sair, eu fui correndo para o meu quarto, geralmente depois dos ataques, meu quarto fica todo revirado e bagunçado, por sorte nem tinham chegado lá.

Depois do ataque, os guardas estavam ocupados vasculhando o castelo, hora perfeita para ir ver Clancy. Eu coloquei a roupa mais simples que eu tenho, infelizmente ele é um vestido rosa cuja a saia vai até o chão com um laço, vai ter que servir. Não tem nenhum guarda na floresta, então foi fácil passar pelo buraco, o mais difícil foi lembrar qual era a casa.

Bati na primeira, apesar de estar aberta.

– Quem é? — Perguntou uma voz, acho que é Clancy ela foi se aproximando, até ele aparecer na porta — Ah, é só você

– Só você? Isso é jeito de falar com a sua princesa? — Digo de brincadeira, na verdade gostei da informalidade.

– Desculpe vossa Alteza, é uma honra ter a senhorita aqui — Ele corrigiu e nós dois caímos na gargalhada

– Você fica sempre sozinho aqui? — Pergunto

– Sim, o resto da minha família são cantores, atorese um é fotográfo, de artista só eu e tinha minha irmã que era pintora, mas ela se casou com um três, agora é escritora. — Ele explica

– Como é sua família? — Eu pergunto curiosa. Queria saber como seria se eu tivesse nascido uma cinco.

– Normal, tenho 11 irmãos e irmãs. Isabelle, Marry, James, Beatrice, Jane, Casey, Josh, Marcus, Sophia, Vinicius e a pequena Tracy. Todos exceto Isabelle e Vinicius são musicos ou atores, Tracy ainda nem sabe falar direito, então... Meus pais são atores, eles são muito legais, mas não me dão muita atenção. E a sua família, deve ser muito diferente.

– Bom, Maxon adora fotografia, tem um ótimo senso de humor, mas agora anda muito ocupado, você sabe... Nem um de nós gosta das normas e etiquetas. Minha mãe é a melhor pessoa que eu já conheci, ela é super gentil, educada, graciosa e tenta ser uma mãe presente, mas sabe como é, rainha, essas coisas. Meu pai é muito exigente e distante, ele bate no meu irmão e já quase me bateu, no geral somos meio distantes.

– Interessante saber as coisas que acontecem por trás das cenas do Jornal. — Ele comenta — Deve ser muito legal morar no palácio, ter muita comida todos os dias...

– Como assim? Você passa fome? — Interrompo

– Claro, não é sempre, mas geralmente falta dinheiro para roupa, comida e outras necessidades básicas

Me sinto mal, eu tenho tanta coisa e ele tem tão pouco, isso não me parece justo

– Eu tenho que ir ou vão sentir minha falta, até a próxima — Digo

– Até mais Vossa Alteza — Nós dois damos uma risadinha e eu vou embora

Notas finais
Espero que tenham gostado