Notas iniciais
Oi galera, desculpem a demora mas escola é foda.

Após horas de choro nos dormimos no chão mesmo, pensei que depois daquilo tudo estaria resolvido, mas aquilo era apenas o início, acordei com o sol batendo em meu rosto, levantei e minhas costas doíam, não havia sinal de Elena no quarto, fui ao closet e pegar um terno e vi que as roupas dela não estavam lá, desci as escadas bravo ainda com a roupa do dia anterior, ela estava sentada na mesa comendo um pedaço de bolo com desanimo.

– Por que suas roupas não estão no closet?

Ela não respondeu, olhou para mim e baixou os olhos para o bolo, não quis descurtir, não naquele momento, o dia correu normalmente mas Elena não pronunciou uma se quer palavra, o silêncio me corroía, não havia raiva nem dor em seu olhar, não havia nada, eu já tinha visto isso, nos olhos de minha mãe, tudo parecia tão ruim, a casa estava mais silenciosa que o abitual.

Estava deitado no sofá vendo tv e Elena estava na mesa fazendo um dever, após 30 minutos ela terminou o dever, chamei-a para irmos deitar e ela não disse nada, subimos as escadas mas no corredor ela foi para o lado oposto, aquilo de trocar de quarto era sério então.

– Você vai mesmo agir assim comigo?

Nenhuma resposta

– Estou cansado desse silêncio, fui até ela é a sacudi, saiu mais forte que planejei e uma lágrima saiu de seus olhos.

Finalmente o silêncio foi rompido

– Você sempre foi assim? Incapaz do amar?

O jeito que ela falou aquilo me machucou mais que qualquer tiro, eu sentia algo por alguém em anos e essa pessoa me odiava.

– Eu acho que você nem sabe oque amor, você é só uma criança boba.Eu estava tomado pela raiva.

– Se eu sou só uma criança boba por que não me deixa ir?Ela chorava e eu ainda apertava seus braços.

Eu não podia deixar ela ir, minha única parte humana estava nela, uma parte de mim que eu achava ter morrido com minha mãe, eu a... Amava.

– Não posso fazer isso

–Eu odeio você, você representa tudo que mais odeio então me deixe ao menos ficar calada.

Pov Elena

Meu interior parecia querer entrar em chamas, todos aqueles sentimentos não saiam de dentro de mim, me soltei de seus braços, os meus estavam roxos e doloridos, corri até o quarto como se ele fosse um forte protetor, mas quando entrei e bati a porta a sensação de alívio e proteção não veio, o desespero continuava ali, a semana foi a pior da minha vida, não conversamos nenhuma vez, o clima era tão pesado que parecia ser palpável, na sexta à companhia tocou as 11 hrs da noite, a empregada abriu a porta e um homem alto e muito bonito entrou, ele parecia um ator famoso, loiro de olhos escuros e misteriosos, para entrar assim sem seguranças vigiando deveria ser alguém importante, o homem caminhou até mim e pegou minha mão beijando a em seguida.

– Você deve ser minha genra

Então era o pai do Damon, eles não se pareciam nem um pouco, tanto na aparência quando na personalidade, ele era tão simpático que me lembrava um avô, desses de filme.Damon entrou na sala e seu rosto não desfarçava a falta de entusiasmo em ver o pai.

– Chris o que está fazendo aqui?

– Boa noite pra você também Damon, como tem passado?

– Vou bem, por que veio?

– Conheci minha genra, boa escolha.

– Sim, vai ir embora hoje ou vai dormir aqui?

– Não seja grosso com seu pai Damon, ele parece ser alguém que traz luz a uma casa, o homem era tão alegre, eu precisava dessa alegria.

– Tudo bem pode dormir aqui.

Damon me chamou em um canto após muita conversa durante o jantar.

– Tome cuidado com ele, não de detalhes de sua rotina

– O que você tem na cabeça, ele é seu pai.

– Ele esconde por traz dessa gentileza muita coisa ruim.

– Pelo menos ele tenta esconder, você nem faz questão. Combinei com ele de mostrar a cidade amanhã.

– Não. Damon gritou, alguma coisa tinha, estava muito estranho.

Notas finais
Elena é bem ingênua né?! Confia em qualquer um, e o que será que Damon esconde?