Notas iniciais
Yeeeeeeeiii!! Voltei ;) Desculpem a demora. Estava com esperança de que iam surgir mais comentários, mas enfim... Bom, esse é o penúltimo capítulo e, como foi dito, é Finchel. Tive muuuuuita dificuldade para escrever, pois não é meu shipp, então... hahaha. Mas espero que gostem ;D

Mais um fim de tarde sem graça. O dia estava frio em Nova Iorque e a neve fina caía lentamente. As aulas de Rachel Berry terminaram no horário do almoço, desde então ela pôs-se a ver filmes aleatórios em frente à TV. Estava sozinha. Kurt estava em seu primeiro período, os horários eram integrais. E Santana... Bom, estava trabalhando ou correndo atrás de outros bicos como o comercial que fizera.

Eram quarto da tarde. A jovem já havia tomado capuccino, comido pipoca, chocolate e as mais diversas besteiras. Ela se sentia sozinha – mesmo dividindo o loft com seus amigos. Depois da briga entre Finn e Brody ela não sabia mais como proceder. Sabia que ninguém poderia ocupar o lugar do seu primeiro e único amor, mas não podia voltar como um cão arrependido e implorar a seu ex-noivo que voltasse a namorá-la. “Droga ! Estava tudo tão bem...” Ela pensou enquanto levantava do chão.

Andou pelo loft procurando algo que a distraísse. Não encontrou. Olhou para o relógio. Cinco minutos haviam passado. “Droga de dia.” Ela murmurou em um tom de reclamação. Resolveu parar e fazer com que todos seus pensamentos se misturassem. Talvez assim ela não precisasse se preocupar tanto com aquela nostalgia que a atormentava.

Andou mais um pouco, com a cabeça baixa, e parou subitamente ao lado da mesinha lateral que havia na suposta sala do loft. Havia um porta retrato horizontal ali que abrigava uma foto simbólica. Era o antigo clube do coral. Era sua foto no fim das Nacionais – quando eles venceram. Ah, as nacionais... Ah, o clube do coral... Tudo no ensino médio era mais fácil e mais gostoso. Por que o tempo não podia parar ali ?

Rachel levantou o objeto na altura de seus olhos e passou a mão direita sobre a foto. Parou por um segundo no rosto de Kurt e no de Mercedes. Até Quinn recebeu essa atenção. E finalmente ela chegou no rosto de Finn. Ao sentir o gosto salgado de suas lágrimas pôs o objeto no mesmo lugar de antes. Levou suas mãos ao rosto e o secou bruscamente. Não estava permitida a chorar novamente. Não por ele. Não pela perda dele.

Respirou fundo e cruzou os braços sobre o diafragma. Esfregou as mãos em seus braços em uma tentativa de se aquecer e espantar o frio daquela tristeza que a atormentava. Foi surpreendida pelo barulho da imensa porta sendo arrastada.

– Oi. – Era Kurt. – Voltei porque esqueci alguns croquis. Isabelle irá me matar se eu não entregá-los hoje. – O rapaz estudava em tempo integral em NYADA e no início da noite atuava como assistente de Isabelle – editora chefe da Vogue.com

Rachel tentou disfarçar e forçou um sorriso. Kurt estava tão eufórico que se dirigiu rapidamente à mesa da cozinha para pegar seu material e não notou o estado da amiga. Quando virou ouviu alguém suspirar.

– Você está bem ? – Mudou sua expressão e se aproximou. – Oh meu Deus, Rachel. Você está chorando. Outra vez...- Ele a abraçou e a ouviu soluçar enquanto as lágrimas caíam mais grossas.

– Desculpa. Eu sei que prometi... Eu só... não consigo, Kurt. – Ele sabia do que ela estava falando.

– Vai ficar tudo bem. Eu sei que vai. – Ele realmente sabia que ia. Aquelas palavras pareciam mais convincentes desta vez.

– Desculpe. – Ela disse se afastando. – Não queria encharcar seu suéter. – Soltou um riso abafado. – Pode ir, caso contrário se atrasará ainda mais. – Ele a olhou sério. – Eu ficarei bem. Sempre fico. – Apertou os lábios que esconderam um sorriso forçado e fechou os olhos ao sentir os lábios delicados de Kurt selando sua testa.

– Prometo não demorar. – Ele se afastou e pegou suas coisas antes de se dirigir à porta. Não olhou para trás. Sabia que ver Rachel naquele estado o prenderia mais tempo ali.

*

Às cinco da tarde, Rachel conseguiu pegar no sono. Não havia chorado mais. Seus olhos estavam ardendo e ela tentou pensar no tamanho de suas olheiras no dia seguinte. Seu sono foi profundo e inteiramente pesado. Ela não sonhou – estava cansada demais para isso.

Às sete e quinze, levantou-se. O quarto estava escuro e foi aí que ela percebeu que o tempo havia voado. Sem pressa, tomou um banho quente. Aquele, depois do sono, definitivamente era seu melhor remédio.

Sem ânimo e apetite nenhum, ela pulou a parte da cozinha e sentou-se – ainda desanimada – no sofá da sala. Ligou a televisão. Não tinha cabeça para ensaiar ou estudar.

Barbra Streisand. A moça brilhou na tela da televisão e Rachel resolveu parar de trocar os canais ali mesmo. Não sabia qual era o filme – não se deu ao trabalho de checar nem de tentar lembrar o nome – e nem estava interessada em prestar atenção. Ela só precisava de alguém que lhe fizesse companhia naquele apartamento vazio.

Não era mais preciso. Houve duas batidas na porta.

A jovem se assustou. Seus companheiros não costumavam bater na porta. Eles tinham a chave e total liberdade para entrarem e saírem dali quando bem entendessem.

Desligou a televisão, intrigada, e andou até a porta. Arrastou-a com um pouco mais de força que o normal e surpreendeu-se com a pessoa que viera lhe ver.

– Finn ? – Ela quase gaguejou ao falar seu nome. Fazia dois meses que não o via ou falava com ele.

– Posso entrar ? – O jovem tentou um sorriso tímido antes de pedir permissão. No mesmo instante Rachel lhe deu passagem.

Depois que a garota arrastou a porta para o local de início, eles andaram calados até o sofá. Ela estendeu um braço e ele entendeu o gesto. Sentou-se sem cerimônia, mas definitivamente não estava totalmente confortável. Passaram alguns minutos encarando o chão. Não sabiam como olhar um ao outro. Não sabiam o que falar um com o outro.

– Então... – Rachel tentou começar enquanto virava seu corpo para Finn. – Por que está aqui ? – Perguntou hesitante para depois receber um olhar ligeiro, tímido e feliz.

– Eu passei. Para Juilliard. – Abriu um pequeno sorriso torto e juntou as mãos.

– Oh meu Deus ! – Ela exclamou contente. – Isso é incrível. – Sorriu enquanto sua boca abria um pouco mais. – Isso é maravilhoso, Finn. – Não conteve seu entusiasmo e o abraçou fortemente. Estava, definitivamente, feliz por isso.

– É, é... – Ele tentou se convencer daquilo quando ela o soltou. – Digo... é estranho ter que sair de uma cidade pequena e vir para cá. – “Eu entendo.” Foi o que os olhos da amada transmitiram. – Eu estava na lista de espera. Alguns alunos não conseguiram bom desempenho e eles me deram a oportunidade. – Sorriu alegre. Ela sorriu de volta.

– Eu estou muito feliz. De verdade. – O encarou confiante e sorrindo.

Mais silêncio...

– Hm... Eu... Não estou aqui só por Juilliard. – Disse hesitante. Rachel mexeu a cabeça, não estava entendendo. – Estou aqui por você. – Disse depois de respirar fundo e tomar coragem o suficiente.

Rachel estava com a cabeça baixa. Sentia-se insegura. As últimas palavras de Finn a fizeram levantar o olhar bruscamente. Suas bochechas adquiriram um tom rosado e então ela o olhou sem entender muito bem.

– Você sabe, melhor do que ninguém. Você sabe que não teria dado certo com Brody nem com nenhum outro...

– Brody era um garoto de programa. Não significa que todos seriam. – Ela tentou se convencer daquilo.

– Está certa. – Ela pareceu se arrepender do que dissera, mas Finn lhe sorriu. – Esteve certa também quando disse que nós éramos feitos um para o outro e que nosso futuro já estava escrito antes mesmo de começarmos a nos falar. – Ela sorriu com as lembranças do ensino médio. – Nós tentamos amadurecer da forma errada. – Ele pausou e se aproximou dela. – Admito: estava errado sobre te dar tanto espaço. E não lhe apontarei por ter beijado outro cara enquanto eu estava ausente. Eu procurei isto. – Ela estava prestes a interrompê-lo. – Shh... – Ele sussurrou enquanto apertava os olhos, se aproximava ainda mais e colocava uma mecha de cabelo atrás da orelha esquerda de Rachel. – E embora tenha falhado tantas vezes... Eu ainda te amo.

Finalmente a distância entre seus lábios era quase imperceptível. Quando finalmente eles se encontraram, ambos sentiram uma onda quente enche-lhes todo o corpo. Separaram-se por alguns segundos.

– Me desculpa.

– Por...? – Ele perguntou sem entender.

– Eu poderia ter sido mais madura. Digo, eu poderia entender que você estava me dando espaço para crescer, eu não devia... – Suspirou. – Desculpa por esquecer de nós. – Ele sorriu.

– Você não tem de se desculpar. Está tudo bem agora. – Ele lhe sorriu transmitindo confiança e ela tentou relaxar.

A segunda vez que seus lábios se encontraram naquele momento não foi tão estranha como a primeira. Eles estavam mais relaxados, mais certos do que sentiam um pelo outro. Tudo estava voltando ao seu devido lugar. Não parecia real.

Finn conseguiu se aproximar ainda mais e, apertando a fina cintura da amada com seu braço, colou seus corpos. Rachel surpreendeu-se, mas fez de tudo para relaxar. Aquilo era normal. Com ele era normal e totalmente correto.

A jovem envolveu o pescoço oposto com seus braços e aprofundou o beijo. Suas línguas, agora, se entrelaçavam de forma real e verdadeira. Porém, aquilo não pareceu o suficiente.

– Espera, espera. – Ela disse depois de cortar o beijo. Estava ofegante e deixou um sorriso escapulir de seus lábios.

– O que foi ? – Ele não entendeu sua reação. Ela riu nervosa.

– Kurt pode chegar a qualquer momento. Ele me disse que voltaria mais cedo. E tem Santana. Às vezes o movimento o bar está vazio e ela acaba voltando mais sedo. Não podemos... – Ele selou seus lábios calmamente, impedindo-a de falar.

– Eu tenho certeza que eles não aparecerão tão cedo. Certeza absoluta. – Ele realmente sabia daquilo. Ele pedira para Santana e Kurt voltarem no dia seguinte...

Rachel percebeu que havia algo, mas gostou daquela sensação. Sabia que era algo bom. Ela sorriu e se deixou ser beijada por Finn. Agora eles já estavam deitados sobre o sofá, e aquela noite com certeza marcava a mudança – para melhor e mais feliz – de sua vida em Nova Iorque.

Notas finais
É isso, pessoal ! Espero que tenham gostado e, por favor, deixem comentários ! Vocês sabem como eles são importante. Por favor, galera, comentem bastante. Beijos :*