A portadora
1 Conhecendo meu futuro (Prólogo)
Notas iniciais
Voltei!
Depois de séculos, eu volteeeeeeeei!
Ok, chega de festa, eu sei que eu sou demais (sqn).
Enfim, essa fic nova NÃO é totalmente original, ela é baseada na série The Holders. Quero que saibam disso. Eu só escrevo a visão da personagem sobre os desafios.
Boa leitura!
A luz me despertou na manhã seca e fria do meu primeiro dia de aula. Levantei, com preguiça, e segui em direção ao banheiro feito um zumbi. Esfreguei os olhos e observei minha pobre imagem no espelho.
Meus cabelos negros e lisos, totalmente embaraçados e despenteados apontavam para todos os lados, armados. Meus olhos tinham remelas, minha face estava cheia de espinhas e na minha velha blusa preta que eu usava para dormir, vestígios da minha baba que escorria da minha boca enquanto eu dormia.
Tirei a roupa e entrei no chuveiro, deixando a água quente e confortante acertar meu corpo frio por conta do ar condicionado, agora já desligado. Me lavei, lavei meu cabelo e sai de lá, voltando para meu quarto e enfiando a roupa lentamente. Peguei meias no armário, as coloquei, calcei meus tênis pretos e penteei os cabelos.
Peguei minha mochila e saí de casa, sentando na calçada para esperar a van, que depois de pouco tempo chegou.
- Bom dia – Me cumprimentou o motorista – Meu nome é Gregório. Espero que você goste do novo colégio.
Ele parecia ter pouco mais de 35 anos e tinha um ar muito simpático.
- Bom dia, Gregório, e obrigada – respondi, sorrindo levemente.
- Como é seu nome mesmo?
- Rose.
- Belo o nome. Você é estrangeira, por acaso?
- Não, não sou. E obrigada, a propósito.
Me sentei e coloquei os fones de ouvido, procurando algo para ouvir. Gosto muito de Emmerson Nogueira, por isso, logo fui em direção a uma das músicas dele.
- Ah, Ventura Highway!
- Desculpe, você falou comigo? – Gregório me olhou pelo retrovisor.
- Não, é só o nome de uma música.
- Ah, sim.
Depois disso não falei com mais ninguém na van até chegar na escola. Todos estavam muito ocupados falando com seus amigos.
Sai num salto, me despedi de Gregório e fui em direção a entrada da escola.
Olhei em volta, sem saber para onde ir.
- Você é nova? – Me perguntou uma adulta. Ela era bonita, tinha cabelos loiros presos em um coque no alto da cabeça, usava um vestido vermelho que lhe caia muito bem e ia até os joelhos, com sapatilhas da mesma cor. Notei também as jóias de ouro: uma pulseira, um brinco e um cordão.
- Sim. Meu nome é Rose e estou no 2º ano do ensino médio, na turma 2001.
- Eu sou Olivia, seja bem vinda. Eu serei sua professora de químicaesse ano.Sua sala fica por ali – ela apontou para minha direita.
- Ah, obrigada, professora Olivia.
- Você pode falar com aquele garoto ali com a mochila azul-escura. O nome dele é Leo, ele vai saber te mostrar a escola.
- Obrigada mais uma vez. Tchau!
- Adeus! – Ela acenou.
Caminhei em direção a Leo, que estava com outro garoto. Devia ter a mesma idade que eu, era negro e tinha o cabelo cortado bem curto, quase raspado. Quando me aproximei, consegui notar que ele era alguns centimetros mais alto que eu, devia ter 1,70 e poucos metros.
- Com licença. A professora Olivia me indicou você para me mostrar a escola, se não se importar. Seu nome é Leo, certo?
- Sim, sou eu, Leonardo. Não tem problema nenhum. Hã, esse aqui do meu lado é o Túlio.
Ele me mostrou um cara mais ou menos do seu tamanho, branco e magrelo com cabelos castanhos grandes e encaracolados. Ele virou para mim, meio desengonçado, e vi que usava óculos.
- Oi, garota! Você é da nossa série?
- Bem, se vocês forem da 2001, sim – respondi.
- Ah, que rude de mim! – exclamou Leo – Qual é seu nome?
- Eu sou Rose. Prazer – apertei-lhe a mão.
- O prazer é nosso, né Túlio? – Leo olhou para o amigo, que fez que sim com a cabeça – Vem com a gente, vamos te mostrar a escola.
- Obrigada, muito legal de vocês.
- Que isso! – Disse Túlio – Nós tratamos muito bem os novatos aqui.
Eles começaram a andar e eu os segui. Eles me mostraram quase toda a escola e explicaram tudo. Era uma escola bem grande, mas eu consegui captar o básico, só para eu poder andar por aí. O sinal tocou bem no meio do nosso passeio, e fomos para a sala.
Depois da aula, saí com Leo.
- Meu deus, o Carlos não tinha uma piada pior pra fazer na aula de física não?
- Haha, concordo! – respondeu Leo – Mas ele sempre foi assim, meio maluco. Apesar disso, ele é um cara legal e inteligente.
- Parece mesmo... Ele respondeu várias perguntas em filosofia e acertou a maioria.
- Ele só tira notão. O cara é gente boa.
Depois de um tempo de silêncio, decidi puxar assunto.
- Com quem você vai pra casa, Leo?
- Na van do Gregório.
- Jura? Eu também!
- Puxa, que coincidência!
- Mas eu não te vi hoje na van...
- Hoje eu me atrasei um pouco, por isso meu pai me trouxe. Dei sorte de conseguir vir, meu pai decidiu ficar em casa pra resolver umas coisas.
- Ah, entendi...
E o silêncio apareceu de novo, mas dessa vez quem quebrou foi Leo.
- Você trabalha, Rose?
- Não, e você?
- Eu sou recepcionista e ajudante em uma clínica mental. É provisório, estou pegando uns conhecimentos pra medicina lá. Minha tia trabalhava lá e eu entrei no lugar dela depois que se aposentou.
- Interessante. Você vai fazer medicina mesmo? Em que área, mais ou menos?
- Eu quero medicina, mas ainda não sei bem a área. E você?
- Sou meio indecisa, pra falar a verdade. Mas acho que vou fazer direito.
- Interessante! – Disse ele tentando imitar a minha voz, mas acabou por engasgar e fez uma careta.
Não aguentei e cai na risada, e depois de se recuperar, Leo também deu uma gargalhada.
- O Greg chegou – ele me avisou quando consegui parar de rir e respirar.
Juntos, pegamos nossas mochilas e fomos para a van, sentando na frente com Gregório.
- E ai, Leo? Vejo que já conheceu a Rose – Ele deu uma cotovelada de leve em Leo e deu uma piscadinha, fazendo Leo revirar os olhos.
- Sim, somos da mesma sala.
- E então, como foi o primeiro dia, Rose? – perguntou Gregório, ligando o carro e seguindo para a casa dos adolescentes e crianças na rota da van.
- Bem, e melhor do que eu esperava! – respondi.
- Que bom, você parece ser daquelas que se enturma fácil.
- E é – disse Leo – acho que a turma te adorou.
- Que bom. É bom criar uma boa reputação assim de cara. Espero que todos gostem de mim...
- Vão com certeza! – Gregório e Leo responderam juntos, se entreolharam e riram.
- Vocês dois são uns bobos!
- Olha que eu te deixo lá na clínica onde o Leo trabalha! – respondeu Greg – Aliás, ele já te falou?
- Sim, ele me contou.
- Pois é. Nosso Leo aqui é muito inteligente!
Leo ficou um pouco corado.
- Talvez...
- Bem, chagamos na sua casa, Rose — Disse Greg.
- Ah, obrigada por tudo, meninos! – eu disse, com uma risadinha – Até amanhã, Galera!
Eles acenaram e eu entrei em casa.
A partir daquele dia, eu e Leo nos tornamos grandes amigos, e Greg e eu nos tornamos mais íntimos, ele chegou a me chamar apenas de nerd por conta das minhas altas notas na escola e a me dar concelhos,
Mas então, depois de um ano e meio, Leo me veio com uma surpresa...
Notas finais
De qualquer jeito, estamos na era florida e bonitinha da fic. Esperem experiencias interessantes e de arrepiar pra frente!
Obrigado pela leitura, e se gostou deixe aquele review maroto!
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