A pior das sentenças.
1 Digno de pena
Notas iniciais
Aos meus amigos e inimigos.
De vida regada a morte e culpa.
O grande rubro observa vossas almas.
Ali mesmo onde ninguém passa de uma penumbra.
diz ele a todas elas — bem-vindos onde não há salmas.
Paz? Amor? Não há, não aqui e nem lá.
Apenas o inferno onde ferro canta o eterno dos culpados.
Sua vida sempre foi julgar.
Desde do nada ao tudo.
Nascido para julgar e condenar, nem mais e nem menos — apenas o grande Rubro.
Da vida regada um dia ele se cansou — e assim ele amou.
Uma jovem inocente, pura e de doce alma.
Infeliz grande Rubro — para sempre condenado.
Condenado por amar, por querer ser um bom almado.
Por ela negou, por ela ele renunciou.
“Se é assim que deve ser, aos meus irmãos o meu mais sincero adeus”
Tolo seria por resolver amar.
Sua vida sempre foi para desprezar.
Após muito lutar, à tirania ele entregou seu lar.
Fogo, ferro e sangue transbordaram de lá.
Tudo pelo amor que jurou desbravar.
Essa é a história da pequena garota e do grande Rubro.
Por ela jurou pecar, matar e destroçar.
Isso era mesmo amor?
Não.
Ele só conhecia a desgraça.
De uma brisa veio seu furacão.
Tudo desmoronou, seus irmãos o abandonaram.
Inclusive a doce alma havia lhe abandonado.
Quem sou eu? O que sou eu? — pergunta para sua mãe.
minha fúria e nada mais.
Sua vida sempre foi digna de chorar.
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