A piada final
1 Noite de diversão
Notas iniciais
Algum lugar em Gotham City/ 18h34/ Hoje
Os risos se espalhavam por todo lado, a trilha de sangue deixada por um lunático escorria junto com os pingos da chuva. Aquela noite parecia ser a mais escura de todas.
Finalmente ele o encontra. Batman olha diretamente para o sorriso ensanguentado do palhaço. Ele não olha para os olhos, não consegue, o sorriso macabro e louco o atrai.
O Coringa ri sem parar, mesmo estando totalmente machucado por lutar com o morcego, ele continua rindo. Batman alcança a mão em seu ombro direito, o buraco deixado pela faca que o Coringa cravou não para de sangrar, e a dor é muito grande.
Os dois estão frente a frente novamente e dessa vez, estão decididos a por um fim em tudo.
Bats: Coringa! Já chega, você não pode mais fujir!
J: HAHAHAHA! Eu não quero fujir, não sem me despedir de você primeiro hehe... A noite está tão bela, tudo está como no meu sonho.
Batman com seus braços escondidos por baixo de sua longa capa, pega um Batrang de seu cinto de utilidades, apenas aguardando um momento de distração do palhaço para joga-lo.
J: Então querido... não vai falar mais nada?
Coringa segurava uma faca e brincava com ela enquanto olhava fixamente para o morcego.
Bats: ... isso... isso não precisava ter chego a esse ponto, não precisa terminar desse jeito.
J: Suas palavras me emocionam Bats hehehe. Mas você sabe que isso é inevitável, esse é o nosso destino e não podemos mudar.
Bats: Sim, nós podemos, já podia ter sido mudado a muito tempo, mas você é o culpado... você quis chegar até aqui.
J: Não me diga que esse não era seu sonho?
Bats: Não Coringa, meu sonho era que você se tornasse alguém bom, que nós não precisássemos lutar mais... que eu não precisasse matar você.
J: Isso foi lindo Batsy, mas não é verdade, você quer me matar, no fundo você quer, mas não faz isso por que sabe que se você me matar, nada vai impedir de que você faça o mesmo com outros, afinal, você é como eu, um louco, um assassino natural, exatamente como eu.
Bats: Não... eu não sou como você.
J: Hehehe... você sabe que é, nós somos um só, e você não vai me matar porque, assim como eu, você me ama. Você quer me matar, mas seu amor por mim é mais forte hehehhe.
Bats: Eu já te amei Coringa, já te amei... mas isso acabou. Tudo que eu sinto por você agora é ódio e isso nunca mais vai mudar.
Com um rápido movimento, Batman arremessa o Batrang que acerta em cheio na boca do palhaço, quebrando um de seus dentes e rasgando seus lábios.
J: HAHAHAHAHAH DROGA BATS! PORQUE VOCÊ ESTRAGOU ESSE MOMENTO TÃO LINDO? heheheh não foi bem assim que eu tinha imaginado que ia acontecer heheheh. Mas vamos continuar mantendo esse ritmo e as coisas vão se encaixar em seus devidos lugares hahahahhaha.
Batman correu em direção ao palhaço prestando atenção nas mãos do psicopata que brincava sem parar com aquela faca. Quando ele se aproxima, da um salto e agarra o Coringa pelo seu terno arremessando-o sobre uma lata de lixo ao lado.
Bats: EU DEIXEI MEU FILHO MORRER! EU DEIXEI ALFRED MORRER, MAS TE DEIXEI VIVO!
Coringa levanta lentamente enquanto Batman vem caminhando em sua direção.
J: Hehehehe, eu sei, é por isso que eu te amo.
Bats: Eu ainda me pergunto o porque te deixei vivo. Eu podia te-los salvo, mas deixei você viver.
Batman agarra o Coringa novamente e soca seu rosto fazendo com que o palhaço cuspa jatos de sangue.
J: ... hehehe... "cusp"... você escolheu bem, eles só te atrapalhavam, precisavam morrer hehehe.
Com um rugido que ecoou por todos os lados, Batman deu uma joelhada que fez com que o Coringa voasse até um muro logo atrás dele.
A chuva, ficava cada vez mais forte e apesar de todos os trovões e o barulho feito pelos pingos, a risada diabólica do palhaço se destacava naquela noite.
O sangue se espalhava pelo cenário, assim como a loucura.

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