A pequena Lady de Ferro 2
13 Conversa Constrangedora
Notas iniciais
JULIE
— Precisam de ajuda? — penguntei a meu pai e Bruce. Eles estavam tentando rastrear o Tesseract usando o cetro do Loki.
— Por enquanto não. O computador está fazendo o mapeamento — Bruce respondeu.
— Então, como foi? — papai me perguntou.
— Como foi o que? — me fiz de desentendida mesmo sabendo do que ele estava falando.
— Não se faça de desentendida Thalia — papai disse — Como foi a DR?
— Não foi uma DR — expliquei — mas pelo menos nós voltamos a ser amigos — completei, lembrando da conversa do dia anterior.
— Espero que sejam só isso — papai comentou.
— Pai! — O repreendi — Pare de ficar insinuando essas coisas. É constrangedor.
— É pra isso que os pais servem — ele disse — Você não tem treino com a Romanoff?
— É daqui a pouco — eu disse — Pai, posso fazer uma pergunta?
— Já está fazendo.
— Você bem que poderia me devolver a minha armadura não é? — perguntei da forma mais calma e educada possível.
— Nem pensar — papai respondeu — Você quase morreu da última vez em que a vestiu.
— Não sou mais uma criança — disse, mas eu sabia que meu pai não ia mudar de ideia. Muito menos eu.
— Thalia Juliet Martinez Stark — ele disse e quando ele dizia o meu nome completo era porque o assunto já estava encerrado — Você não vai vestir ela outra vez. Assunto encerrado ok?
— Ok.
— Além do mais — acrescentou ele — sua mãe iria me matar se eu deixasse.
— Tem razão — concordei rindo só de imaginar a cena
— Bem, vou me preparar para o treino. Tchau pai. Tchau Bruce.
— Tchau — os dois falaram ao mesmo tempo.
Fui para meu quarto na ala dos dormitórios e vi que alguém já havia posto roupas de treino para mim em cima da cama. Era uma legging preta, top preto que deixava minha barriga exposta e um par da tênis. me vesti e amarrei meu cabelo.
Fui até a sala de treinamento e encontrei Romanoff e Brad lá.
— Olá Julie. Está pronta pra começar? — Natasha perguntou. Ela usava roupas pretas de treino também. Brad estava com seu uniforme de agente mesmo.
— Estou. E você Brad? Veio aqui pra me ver fazer vexame? — perguntei.
— De modo algum. Estou aqui porque Natasha vai ter que sair no meio do treino e eu vou substituí-la.
— Por que?
— Eu estou investigando um caso. Um agente da SHIELD, Clint Barton. Ele está sob o domínio de Loki — Natasha explicou, desviando seu olhar para Brad.
— Ok. Vamos começar — eu disse.
Natasha me ensinou os conceitos básicos de como chutar, socar, desviar e desarmar um oponente. Até que eu estava indo bem.Como Brad havia dito, Natasha foi embora na metade do treino.
— Ok. Agora vamos ver como você se sai em uma luta — Brad disse — Me dê um soco.
— Ok. Eu acho.
A primeira tentativa foi um fracasso total. Brad pegou meu braço e o girou até minhas costas.
— Os inimigos não vão ter misericórdia. Tente de novo.
Tentei três vezes consecutivas sem sucesso. Aquilo já estava me aborrecendo.
— Talvez você seja frágil demais para conseguir — Brad começou a dizer.
Ele não terminou de falar porque eu o acertei com um soco daqueles.
— Frágil é a sua avó — eu disse, bufando de raiva.
— Calma Julie — ele começou e eu pude notar que ele estava rindo — Eu só disse porque as vezes, insultos podem liberar a força de uma pessoa. No seu caso deu certo.
Pouco depois, comecei a praticar com o saco de pancadas.
— Quem é esse Barton? — perguntei.
— Ele é meu mentor e o irmão que eu nunca tive. Foi ele quem me tirou das ruas e me treinou na Academia da SHIELD — Brad explicou.
— E ele está sob o poder de Loki?
— Sim, mas eu e Natasha vamos traze-lo de volta — Brad respondeu e eu pude notar que ele tinha mesmo muita afeição por Barton.
— Ele e Natasha tem alguma coisa? Ela parece abalada toda vez em que toca no nome dele — falei.
— Sei que tiveram alguma coisa há muito tempo — Brad respondeu e então sorriu — Mas na minha opinião, acho que eles ainda tem alguma coisa. Só não querem admitir.
Terminei minha sessão e nos encaminhamos para os bancos. Nos sentamos e continuamos nossa conversa.
— E você? Nenhum namorado? — ele perguntou parecendo visivelmente constrangido com a pergunta que fizera.
— Não, mas tem um garoto na escola que se diz apaixonado por mim — eu disse, tomando água logo em seguida. Era estranho falar dessas coisas com ele — E você?
— Não posso ter relações desse tipo com civis. Isso a colocaria em risco — ele respondeu automaticamente.
— Mas uma agente pode? — perguntei.
— Acho que sim — ele respoondeu e pude notar que ele estava vermelho — Então, quem é esse garoto?
— Que garoto?
— Esse que é apaixonado por você.
— Ahh — entendi a pergunta e corei — Ele se chama James Carter. Ele tentou me beijar na festa de formatura mas... — parei no momento em que lembrei de por que eu não havia beijado James.
— Mas? — Brad me incentivou a continuar.
— Mas nada — respondi. E lembrei da única coisa que não havíamos falado. Do beijo de anos atrás. Será que ele lembrava? — Então, estou liberada? Já são 4 horas da tarde — falei olhando para o grande relógio.
— Sim. Terminamos.
Me encaminhei para a porta até que Brad me chamou.
— O que foi? — perguntei, ainda parada na porta.
— Eu só queria dizer que eu lembro de tudo o que aconteceu quando eu fui te visitar anos atrás — Brad disse e eu fiquei mais vermelha do que já estava.Apenas assenti quando palavras me faltaram para responder. O que raramente acontecia. Saí de lá imediatamente.
BRAD
Observei Julie sair para o corredor. Eu não sei se deveria ter dito que lembrava do beijo, mas não consegui me conter.
Nunca tive a oportunidade de dizer que eu havia gostado do beijo, mas agora não é a hora certa para pensar nessas coisas.
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