Notas iniciais
Obrigada pelos reviews e um maravilhoso "BEM-VINDA" para as leitoras novas xD Heyoshida sua linda maravilhosa, obrigada pela recomendação, minha leitora fiel hahah, vc ta aqui ó

Me esforcei para abrir os olhos, havia esquecido a janela aberta. Os raios de sol jorravam por todos os lados no cômodo. Ao me acostumar com a luz, olhei para o lado e vi Peter sem camisa. Oh, visão do paraíso. Sentei-me.

Não, pera.

Olhei novamente para ele. Um lençol o cobria da cintura para baixo. Eu não... Nós... Será?

Cuidadosamente me estiquei até ele e puxei lentamente o lençol até perceber que ele ainda usava as calças. Ufa. Ah, espera. Eu tô de roupa. Com o mesmo vestido rasgado. Ótimo. Assim eu tinha certeza de que...

— Bom dia. — Peter entreabriu os olhos e rapidamente colocou uma mão em frente ao rosto.

— Oi. — Disse sem graça.

Ele encarou a si mesmo por um milésimo e deu um risinho.

— Não! — Falei imediatamente.

— É, cê tá com o vestido. — Ele me olhou com a cabeça inclinada para baixo.

Nossa, e eu já estava com vontade de agarrá-lo de novo, e de novo, e de novo, e de nov...

— Vamos sair.

— Pra onde, Peter?

— Sei lá... — Ele olhou pro teto. — Julie?

— Não sei...

(...)

— Ótimo, ótimo vocês terem aparecido. — Ela estava toda sorridente, abrindo a porta. — Juntos já essa hora?

Peter pigarreou.

— S-Sim... Não tínhamos nada pra fazer.. — Tentei explicar.

Ela lançou um olhar desconfiado.

— Que eu saiba a essa hora o Peter gosta de dormir. — Julie deu um sorrisinho.

— Adoro. — Ele sorriu malicioso e Julie pareceu entender tudo.

Mas não tinha o que entender já que, não tinha acontecido nada. Ela sorriu e deu dois tapinhas nas minhas costas acompanhado de um "hehe". Entramos e eu me sentei no primeiro sofá que vi, totalmente vermelha.

— Meus pais não estão, e eu não quero ser uma tocha olímpica, então... — Julie falou enquanto encarava Peter.

— Chama logo o Henry. — Ele bufou.

— Obrigada! — Ela riu e pegou o celular. — Ah, e, antes, vão até o quarto de banho e peguem alguma coisa pra colocar já que hoje tá calor e vamos pra piscina.

Nem pude rebater e ela sumiu como um flash. Ou melhor, como o foguete Julie.

Ficamos ali uns cinco minutos em silêncio até que eu levantei e fui até lá. Era um closet enorme, só com biquínis e maiôs, uma loucura. Realmente coisa de quem não tem mais no que gastar. Coloquei um biquíni que era fino e preto. Na verdade, foi a primeira coisa que vi, e realmente estava com calor. Vi uma toalha e como precisaria de uma, me enrolei nela e desci correndo até a piscina. Passei por Julie, Peter e Henry no caminho, mas nem olhei para eles.

Saí pela rua e enxerguei a enorme piscina que havia lá. Era como a de um clube, e na parte mais funda tinha dois metros e meio de profundidade. Sua profundeza era em diagonal, como as profissionais, tinha linhas e tudo, dava até pra fazer um campeonato. Mas mesmo pensando em tanta coisa eu corri em disparada até a primeira cadeira de descanso daquelas chiques que tem em clubes de piscina e larguei a toalha lá. Corri ainda mais rápido para a enorme "poça" de água em minha frente e dei uma ponta.

Senti a água preencher todo o espaço no qual eu me encontrava. Fazia tempo que eu não sentia aquela sensação, era uma coisa maravilhosa que eu sempre procurava fazer no clube onde eu fazia natação. Uma coisa que eu fazia para esquecer os problemas. E eu sempre fui sozinha. Sempre ficava sozinha, lá embaixo. Sempre.

Ouvi um barulho e ao virar para o lado vi Julie sorrindo enquanto as bolhas saíam de seu nariz. Ela segurava uma câmera profissional, me assustei ao ver aquilo, mas logo pensei que ela não seria doida de estragá-la. E aí foi a vez de Peter se atirar. Ele surgiu atrás de mim, e ouvi alguns grunhidos. Certamente de quando alguém tenta falar e não consegue, pois está de baixo d'água. Me virei e o encarei, sorrindo. Eu logo perderia o ar, então, tentei ir mais para cima.

Ele me puxou, colocando uma mão nas minhas costas por baixo do meu cabelo que flutuava, e outra no meu queixo. Me puxou para si e colou nossos lábios rapidamente. Foi estranho, mas bom. Me afastei o mais rápido que pude e voltei até a superfície. Respirei o mais profundo que pude, ao retomar o ar.

— Tá bem? — Henry perguntou. Ele estava sentado na beira da piscina somente com os pés n'água.

— Tô. — Respondi, ofegante. — E você?

— Também. — Ele sorriu.

Por mais que eu amasse a água, queria sair. Subi para fora e fui até a cadeira de descanso, peguei a toalha e me enrolei. Fui até Henry e me sentei ao seu lado.

— Não vai entrar? — Perguntei.

— Nah. — Ele encolheu os olhos. — Nem um pouco afim.

Julie emergiu e logo após a ela, Peter.

— Que fazem aí? — Ela falou, aproximando-se da borda.

— Nada. — Henry sorriu.

— Tirei uma foto. — Julie sorriu, colocando a câmera e logo em seguida o corpo para fora da água.

Peter ficou ali, boiando...

Conversamos mais um pouco e logo já foi hora de ir pra casa. Dei tchau só pra Julie e saí rapidamente. Me vesti correndo e chamei um táxi. Logo cheguei em casa.

Abri a porta e ao entrar a chaveei. Me joguei na poltrona branca da sala e fiquei olhando pro teto. Eu deveria comprar um carro. A carteira, posso nunca ter mencionado, mas já a tirei. Eu só precisava de... um carro.

Fechei os olhos e tirei um cochilo.

(...)

Ouvi batidas na porta. E nem precisava de esforço para adivinhar quem era. Abri a porta, logo a fechei e nos sentamos no sofá.

— Então, eu resolvi passar aqui porque... Sim. — Peter tentou se explicar.

— Interessante.

— Ah, qual é. — Ele me encarou. — Você é minha namorada, não preciso de um motivo pra vir te ver.

Sorri boba. Realmente, eu sou a namorada de Peter Johnson. Eu o encarei. Ele colocou a mão no meu rosto e estava levando de encontro ao seu.

— Não... — Desviei, tirando a mão dele de mim. — ...Tô com vontade.

— Engraçadinha.

— É sério.

— Eu sei que se eu tirar a camisa você fica louquinha. — Ele sorriu.

Merda, merda. Como ele é tão esperto? Droga. Maldito. Fiquei mais vermelha que um pimentão. E ele tirou. Tirou a camisa! Pra quê?! Pra me fazer ficar com fogo? HAHAHA.

— Vai se fuder! — Berrei.

Ele só deu um risinho e lançou um sorriso torto. Um sorriso de canto, que só ele sabia fazer. E como na primeira vez que o beijei, ele se deitou por cima de mim, no sofá. Eu vou infartar.

Coloquei as duas mãos no meu rosto, cobrindo-o.

— Se você não quer que eu beije a boca eu vou partir pra outras partes.

— Eu não sabia que você era tão safado. — Tirei as mãos da face, realmente apavorada.

— Nem eu. — Ele sorriu.

Sorri de volta, sem querer. Isso foi um sinal de que eu dei passagem. Merda. Não pude evitar um sorriso com AQUELA COISA LOIRA GOSTOSA na minha frente. E ainda sem camisa.

Ele se aproximou e eu tapei a cara dele com minhas mãos. Ele riu. Quando afastei as mãos de sua face, ele ainda sorria. Estava com uma sobrancelha arqueada.

— Não posso beijar minha própria namorada?

— Você está se aproveitando.

— Não. — Abriu um sorriso mais largo ainda.

— Só se você me responder uma coisa.

— Que coisa? — A cara monótona voltou.

— Qual o trato com Lilly? — Também fiquei séria.

— Você sabe que ela é lou....

— Não me venha com essa Peter. Você pode enganar qualquer uma por aí com esse olhar sedutor, mas a mim não.

Ele se sentou, colocando a camisa. Me encarou de canto.

— Peter. — Chamei.

— Eu não poss... — Ele se calou. — Não sei do que essa doida anda falando.

Ele estava mentindo. Embora fingisse muito bem, a sua quase primeira frase o entregara. O encarei, decepcionada.

— Não vai me contar? — Encarei o chão.

Ele tirou o celular do bolso, olhou a hora e o guardou de volta.

— Tá tarde. Tenho que ir. — Ele se levantou e saiu.

Notas finais
Espero que gostem. Deixem reviews u.u