A pedra do caos
6 Uma voz estranha: Violet
Brian olhou para trás, onde havia uma turma de góticos sentados no sofá. Fiquei observando e um deles ficou me encarando por mais tempo. Quando o gótico se virou, senti Khufu puxando meu braço. Brian me chamou e olhou para uma estátua, percebi que era o deus Tot.
–Meu pai é arqueólogo, mas estuda principalmente cultura egípcia. E sua família?
–Minha mãe é cozinheira e meu pai é professor de história egípcia. -disse Brian num tom triste.
Bastet estava vindo com Amália na escada. Elas estavam bem, pelo que aparentava. Amália saiu andando e Bastet veio em minha direção.
–Não reclama comigo, por favor! — eu disse em tom bravo.
–Agh.
–Certo. — disse Bastet — Khufu me pediu para levá-la até a quadra para jogar basquete.
–Depois Khufu...
Bastet me deu um sorriso e me deu à mão. fomos andando até um chafariz que tinha no fundo da mansão. Nos sentamos na escada e ela esfregou meus cabelos que já não era dos melhores.
–Você me lembra seu pai, Violet.
–Meu pai? Bastet, você o conheceu?
–Sim, — disse Bastet, que virou a cabeça para o céu que agora estava avermelhado — conheci Carter Kane muito bem e Sadie Kane também, ajudei eles a enfrentar perigos e os magos.
Olhei para o céu, começava a entardecer. Lembre de meu pai, de minha mãe e até da Eleanor. Apesar de ser adotada, ela era como irmã de sangue para mim. Bastet estava calada, pensativa, assim como eu
–Bastet, aqueles colares são para que? — perguntei
–Ísis e Hórus estão lá. Para derrotarem Set, vão precisar deles.
Isso mesmo, querida. Vai precisar.
Uma voz estranha na minha cabeça disse aquilo, não era minha mãe muito menos Eleanor. Khufu chegou furioso e resolvi jogar basquete com ele, mas fiquei pensando na voz, olhei para o colar. Fiquei pensando.
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