A pônei mais mágica de Equestria!

2 A história de um unicórnio


Uma gigantesca biblioteca. Muito, muito grande! Circular, e com um imenso corredor adiante. Havia todos os tipos de livros, pergaminhos e objetos mágicos que jamais se encontrariam em qualquer outro lugar de Equestria!

Lá, na gigantesca biblioteca, estava ela e o unicórnio.

Ele olhou para ela, abrindo um sorriso amigável, enquanto ela, bem… Ela estava sentada no chão, engolindo a sua própria saliva, pensando: “E agora, o que poderia ser pior que isto?”.

— Acalme-se querida, não há um pônei que não passou por esta sala sem reconhecer a felicidade que é entreter-se com a magia.

Olhou para ela novamente, sério como da outra vez:

— Não há!

Ele deu alguns passos para frente, abrindo a porta entre a biblioteca e o corredor, e disse a ela:

— Você ficara aqui, trancada nesta sala, e só sairá daqui quando souber o significado da magia!

Trancou a porta sem dizer mais nada.

Ela estava desanimada, não soube o que responder. Apenas calou-se e aceitou o fato de que estava completamente abalada e perdida.

Ficou entediada por muito tempo. Mas, quando menos percebera, estava estudando o lugar e analisando-o minuciosamente tudo o que estava vendo:

A biblioteca era circular, mas não totalmente fechada e escura. A verdade é que ela era absolutamente o contrário: a biblioteca consistia em um chão ornamentado, feito de ouro e diamantes, e uma enorme janela de vidro atrás das estantes de livros que deixavam a luz entrar na biblioteca, reluzindo nas pedras preciosas do local. E, das janelas, era possível ver toda a cidade e todos os unicórnios que ali viviam bem no alto. O céu da biblioteca era aberto, e através da mágica fechava e abria espontaneamente de acordo com o tempo.

Era simplesmente maravilhoso!

À medida que observava o lugar, a jovem potra encontrava interesse, ela começava a observar com outros olhos aquilo que antes parecia invisível. Exatamente o contrário do que aconteceu quando ela entrou na cidade, a felicidade que havia no lugar passou a tomar conta dela, e ela começou a enxergar tudo com outros olhos.

Em pouco tempo ela começou a procurar nas estantes, procurava por livros, por histórias, queria saber do lugar, o que aconteceu por ali, quem são estes unicórnios, o que havia de tão especial que parecia tão harmonioso e feliz! Ela não parou por nenhum momento, procurava por alguma coisa sem saber o que era, pegou livro por livro e começou a ler, sem parar:

“...Nunca houve tamanha união em Equestria desde que a raça unicorniana surgiu neste reinado. Nós somos únicos, construídos em magia!...”

“...A cidade mágica de Canterlot e o entrelaçar de seus paços, construída sob as aras e os trotes de Seus passos, e a sua descoberta pelo fogo, pela magia e pelo tempo...”

“...O primeiro unicórnio que nasceu com a especialidade da magia, casto e intensa, conseguia remodelar montanhas, mover estrelas e até mesmo trazer vida a quem uma vez não pudesse mais te-la...”

Ela observou espantada, estava curiosa para saber como poderia haver tanto poder que pudesse fazer tal obra. De início, desacreditava no que estava lendo, mas lembrou com tamanha convicção o que aquele unicórnio havia feito. Sim, era verdade! Ele facilmente modificou os céus, porque não poderia fazer coisas ainda maiores?

Entretanto, havia um problema, subitamente a sua felicidade se esgotou, porque ela sabia que não era uma unicórnio, ela era apenas uma potra terrestre, simples e comum. Por que deveria aprender o significado da magia, se ela mesma não tinha?

— Ahh! — inspirou lamentosamente — Como posso faze-la, se eu não a possuo?

Derrubou alguns dos livros que segurava, sentou-se no chão e, triste, chorou novamente. Prantos e mais prantos, aquilo ainda fazia pior o pesadelo que tinha. Era solitária e tristonha, agora, descobre que há coisas muito melhores da qual não possui.

Desesperadamente, muito chorou… Então um forte vento que surgia dos céus fez virar uma das páginas de um dos livros que havia derrubado, fazendo-a ler o que estava escrito nele:

“Como tornar-se um unicórnio, com Starswirl, o barbudo.”

Ela observou com maravilhosos olhos encantadores.

— Será mesmo... Verdade!?

Assim ela leu, e leu novamente, leu várias e várias vezes até entender o processo necessário para esta conquista.

“...Você deve encontrar a magia em si. Explorar, delicadamente, aquilo que te faz especial, uma fagulha de magia e tudo o que for pensamento, espalhará em verdade...”

Tentou encontrar a razão, mas tudo que conseguia era pensar em coisas que a levavam diretamente para... Lugar nenhum.

O tempo passava. Ela faminta. A noite sutilmente a erguer-se pela tarde.

Neste momento, o unicórnio apareceu novamente:

— Então, você já sabe o significado da magia?

Ela o olhou entristecida, mas muito mais animada que antes e, obviamente, cansada.

— Quando descobrir, verá que não isto não a trará para lugar nenhum.

Silêncio se fez, ela não quis olhar para ele.

— Eu trouxe algumas coisas para você, tenho certeza que gostará!

Entregou-lhe dois sanduíches, uma torta doce e um pote de água.

— Agora eu preciso ir…

— Espere! Você não pode me dizer o significado da magia?

— Isso é uma coisa que você precisa descobrir, ninguém pode fazer isso a não ser você mesma!

Ela ficou confusa, ainda entristecida, mas com esperanças sob o que aquilo poderia ser.

— Se precisa descansar, ou se estiver com sono — caminhou para um canto, apontando para um lugar da biblioteca — basta apenas pisotear aqui.

Ele então dirigiu-se para o corredor e, novamente, trancou a porta.