A outra
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Hi leitores! Primeira vez postando uma fanfic.
Dei meu melhor para que o primeiro capítulo tenha um resultado satisfatório.
Tomara que gostem e boa leitura s2
P.O.V Karina
— Durante um verão intenso do século XIX nascia duas belas princesinhas de cabelos ruivos como os pelos de uma raposa. Katherina com olhos azuis como o céu e o mar, me fazia lembrar o por do sol e toda a sua beleza, e Karina, nasceu tão pálida quanto a neve do inverno, com deus olhos chocolates e meigos. – Minha mãe começava uma história enquanto me ajudava a me vestir para dormir.
— Não mamãe, de novo a história de como nós nascemos? – Katharine já deitada na cama ,se virou de maneira delicada e perguntou.
— Não gostam da história? –Nossa mãe ri me colocando ao lado de minha irmã na cama e sentando em uma poltrona de cor musga e sem vida.
— Eu amo. – Respondi sonolenta virando para a minha irmã, que revirava os olhos em reprovação.
— E deve, é importante saber a sua história,ela é como um filme,um filme só seu. Sabe meninas,a vida é como um pássaro ,eles voam para chegar a um destino e quando chegam lá muitos esquecem o trajeto que fizeram para conquistar, por isso as recordações são tão importantes. – Ela fala com sua voz calma e encantadora , mais serena que uma música, é mais tranquilizante que o som das ondas do mar batendo em pedras.
— Eu tenho uma coisa para vocês. – Ela diz se levantando e virando seus olhos de cores cristalinas para duas caixas que estavam em cima do móvel de madeira escura e fria no canto do quarto mal iluminado. Ela pega as caixas e trás até nós que esperávamos ansiosas para saber o que era.
Ela nos olhava com seu belo sorriso enquanto abríamos a caixa. Dentro de minha caixa, encontrei um caderno de capa de couro claro com detalhes em dourado e uma rosa vermelha desenhada, e na de minha irmã se encontrava o meus, mas o couro de seu caderno era escuro como os móveis da casa.
— Era pra eu entregar apenas daqui a alguns meses no aniversário de nove anos de vocês, mas acho que já estão preparadas para ter um diário.
— Preparadas para que? – Katherine se manifesta questionando enquanto tirava uma mecha de seu cabelo ruivo do rosto.
— Para escrever sua história. – Ela responde sorridente beliscando o nosso nariz.
— Boa noite mamãe – Eu e minha irmã falamos em coro um caloroso boa noite.
— Boa noite minhas gêmeas – Ela disse antes de passar pela porta.
Essa foi a última vez que eu lembro de ouvir seu boa noite sem um tom cansado ou preocupado acompanhando.
No mesmo ano antes do nosso aniversário nossa mãe veio a falecer por causa de uma doença que devastou o interior. Antes que pudéssemos ser vítimas da doença nosso pai nos levou para morar por alguns meses com nossa tia, só podíamos falar com nossa mãe por cartas, e o que era frequente o contato se tornou quase raro enquanto ela adoecia, e acabou quando ela se foi.
Lembro-me daquela noite como a fosse a minutos atrás, nossa tia que nos informou, eu e Katherine passamos a noite toda agarradas esperando que nosso pai chegasse para nos buscar, a partir daquele momento seria apenas nós três, e no nosso aniversário, não aceitamos nenhum presente, pois o que nós realmente queríamos ninguém poderia dar, trazer nossa mãe de volta.
***
Anos se passaram e tudo se tornou diferente, eu e Katherine já tínhamos feito 15 anos e foi a idade que mais nos mostramos diferentes, Katherine raramente fazia boas escolhas, era rebelde e impulsiva. Me lembrava muito bem das noites que eu,ela e nosso pai nos sentávamos para jantar juntos, o assunto sempre era os problemas que Katherine causava, o que rendia várias brigas e comparações do tipo “Porque você não pode se portar como sua irmã?”.
E aos nossos completos 16 anos , Katherine foi embora de casa,e antes de ir ela olhou em meus olhos me entregou uma rosa da cor preta e falou “ Me desculpa ,mas eu não nasci para viver aqui. Eu amo você “, foi uma das maiores dores que eu senti depois da morte de minha mãe. Passei semanas me sentindo abandonada,mais uma das pessoas que eu mais amava tinha ido embora,mas tive que me recuperar, até porque eu tinha perdido uma irmã, mas o meu pai perdia uma filha, e perder uma filha é algo que nenhuma dor no mundo superará.
***Dias atuais***
—Bom dia minha flor -- Meu pai me acordou de maneira alegre abrindo as cortinas de cores escuras para que a luz do sol invadisse o quarto.
— Bom dia meu pai – Retiro meus cachos ruivos de meu rosto e me sento na cama ainda sonolenta ajeitando minha roupa de dormir.
— Vamos, vamos! Acorde, hoje teremos muitos hóspedes. – Ele diz motivado saindo do quarto batendo a porta com força.
Uma ano depois que Katherine saiu de casa as vendas dos vegetais frescos de nossa família caiu ,e o que antes era bastante lucrativo se tornou um preço que não era o bastante para sustentar a casa, então meu pai teve a grande ideia de transformar a nossa gigante casa com móveis escuros em um pequeno hotel,o que ultimamente está dando super certo já que muitos viajantes preferem o ar fresco do campo que agitação da cidade. Eu o ajudava com os hóspedes e cuidava de onde eu ficava a maior parte do tempo , o jardim ,onde eu plantava as flores preferidas de minha mãe, lindas rosas vermelhas.
Tirei a meu vestido bege com uma fita azul no qual eu tinha dormido,tomei um banho gelado ,coloquei minhas roupas íntimas também aderindo a um espartilho e me vesti com um dos meus vestidos preferidos, ele era amarelo com detalhes em azul inclusive o laço que se localizava na parte de trás do vestido.
— Bom dia senhor Philip, Bom dia senhora Verona… -- Sai do quarto e enquanto passava no gigante corredor da casa cumprimentava os nossos hóspedes, o que era um hábito comum do dia a dia, eu amava ouvir os cumprimentos de ambos.
-Bom dia senhorita Webson, fiquei sabendo que seu aniversário de dezoito anos será daqui a cinco dias… que tal um baile para comemorar? -- Henry o primogênito da família Padalecki que estavam a duas semanas hospedados em minha casa apareceu sorrateiramente em meu lado.
— Ah, Henry, que susto -- Coloco a mão no babado de meu vestido na altura do meu coração respirando fundo.
—Me perdoe, não foi minha intenção assusta-la, mas o que me diz? -- Ele passa rapidamente a mão em seus cabelos longos e escuros e faz uma expressão envergonhada.
— Bom,eu ainda não sei, talvez… --Eu respondo descendo as escadas onde íamos esbarrando em pessoas que estavam indo em direção ao contrária que nós.
— Então me conte se decidir fazer um, terei o prazer de ajudar. – Nós paramos ao fim da escada e ele diz antes de beijar minha mão e sair pela porta da frente. Ele era tão carinhoso que me fazia sorrir , seus longos cabelos escuros quanto a noite e seus olhos caramelados eram encantadores, e era tão impressionante o jeito que sua pele morena fazia ele ser um quebra cabeça perfeito,com suas peças todas no lugar.
— Um admirador imagino… -- Meu pai diz sério se aproximando.
— Apenas um amigo – Cruzo os braços e sorrio de canto inclinando a cabeça.
— Espero, não estou pronta para perder minha filha para outro homem – Ele diz sério mas ao mesmo tempo brincalhão e coloca seu braço em volta de meus ombros.
— Não vai – O abraço carinhosamente, em sua roupa sinto um cheiro de café que era tão familiar quanto qualquer outro cheiro.
— Bom, você pode ir tomar seu café da manhã e depois deve me ajudar a atender aos hóspedes. – Ele me larga e volta a correria diária para organizar as coisas.Antes que eu pudesse concordar , ele se vira e sobe as escadas dando ordens aos empregados que passavam ao seu lado.
Caminho até a sala de refeições onde posso ver alguns hóspedes se alimentando dos mais variados tipos de pães. A todo momento, enquanto eu caminho até a mesa, cumprimento cada uma das pessoas amistosas da sala.
— Mas um dia feliz? – Uma voz animada e tranquila soa de trás de mim, não precisava me virar para saber quem era, pois em qualquer lugar reconheceria aqueles fios loiros presos em um coque.
— Claro… Bom dia Henestie -- Digo a abraçando minha melhor amiga.
— Seu pai pediu para que eu mantivesse a ordem da mesa de comida, mas como eu irei conseguir? Além de ter muita gente eu só vejo um bando de animais famintos. – Ela diz brincalhona com os braços cruzados. Henestie era minha melhor amiga além de ser uma das mulheres que trabalhavam na cozinha, era uma das poucas meninas que eu poderia considerar minha amiga.
— Então tenha uma boa sorte para conseguir, pego uma maçã da tigela de frutas e dou uma mordida me virando indo em direção a porta.
— Aí! Você não vai ajudar sua amiga? – Ela diz batendo o pé.
— Tenho certeza que você consegue sozinha. – Digo antes de passar pela porta.
O lado de fora da casa era um dos lugares mais calmantes do hotel para os hospedeiros, podia se ver crianças brincando e casais se apaixonando a todo momento, o verde do gramado ela tão convidativo quanto uma cama macia em um dia de exaustão, e os morros com variadas tonalidades de verde que cercavam o interior era como uma representação de como meu paraíso seria.
E em alguns passos eu cheguei a porta do lugar onde era o lugar mais calmante para mim.
—Bom dia senhorita Webson, as suas rosas estão lindas. – Marco, o cocheiro que estava em frente a estufa admirando as plantas elogiou as minhas criações ao passar por mim.
— Obrigada – Sorrio e abri a porta branca da minha estufa particular.
Era incrível como o cheiro de rosas penetrava meu nariz de maneira tão deliciosa. Elas ainda estavam fechadas mas não demoraria muito para que se abrissem.
O vermelho era tão magnífico e puro que nada conseguiria desfazê-lo, tão forte quanto uma guerreira e tão sereno quanto as águas correntes de um rio. E como todas as manhãs,eu reguei rosas e me sentei em uma cadeira que ficava bem no centro do local, e lá fiquei escrevendo em meu diário bom...por alguns breve minutos,até alguém me interromper.
— Senhorita Webson, seu pai pediu para que cuidasse da recepção do hotel pois ele está em seu escritório resolvendo negócios.
— Tudo bem, estou indo – Coloco meu diário em uma caixa na estufa e o deixo lá.
Não demorei muito para ir até a entrada da casa, e fiquei alguns minutos esperando que alguém aparece para ser atendido e não reparei que o tempo passou rápido e o relógio já batia meio dia,e como ninguém tinha aparecido até agora já estava de saída para ver se o almoço já estava pronto.
—Boa Tarde, Vocês ainda tem quartos sobrando?. – Uma mulher com um belo vestido preto com detalhes em dourado apareceu na porta de entrada, ela usava um chapéu das mesmas cores do vestido que continha um véu ,o que dificultava a visão do rosto da mulher que tinha um ar misterioso e vulgar ao mesmo tempo.
— Ah… sim, sim, é claro. – Vou até a uma bancada onde ficava o livro onde se anotava informações de novos hospedeiros e reparo em Marco que estava tirando algumas das malas da senhorita da carruagem.
— Bom senhorita, que tipo de quarto a senhorita deseja? – Pergunto sem olhar para ela.
— Ah ,não precisa ser formal comigo...aceito ser chamada de você – Por baixo de seu véu consigo ver seu sorriso de dentes brancos bem marcados pelo seu batom vermelho aplicado perfeitamente aos lábios que a mexiam vagarosamente e quando sua voz sexy e tranquila era transmitida — Eu vou querer um quanto vem confortante, irei ficar por um bom tempo.
— Tudo bem. – Eu respondi sorrindo sinceramente.
— Ah e… qual é seu nome?
No começo não entendi o motivo do silêncio constrangedor, tudo ficou lento e misterioso… mas logo quando levantei a cabeça para ver o rosto da bela mulher que tinha retirado seu véu foi o momento onde eu juraria que estava sonhando.
—Katherine… Katharine Webson, Olá minha gêmea.
Continua....
Notas finais
Não foi um primeiro capítulo grande, mas eu acho que descreveu bem o que esta por vir.
Tomara que tenham gostado.
Bye!
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