A origem - Geração V - Prólogos
2 Prólogo - Medo
Notas iniciais
Eu acordei...Levei um tempo para me acostumar à claridade, meu corpo doía, eu estava em uma cama...Uma cama macia, fazia muito tempo que eu não me deitava em uma cama macia...Eu me virei para o lado...Pensei que tudo o que eu tinha vivido teria sido um pesadelo...Minha Tia não tinha sido soterrada por um telhado em chamas...Eu não fui sequestrado, eu não sofri...Eu fechei meus olhos pensando nessas coisas...Imaginando que tudo tinha sido um pesadelo...Longo e terrível...Mas quando abri meus olhos, eu percebi que não era minha casa, só tinha um único cômodo, tinha janelas pequenas com a exceção da janela ao meu lado esquerdo, que dava uma visão de um lugar acima de algumas árvores, apenas uma pequena portinha para baixo parecia ser a saída. Quando tentei me mover percebi que alguns machucados tinham sido envoltos em faixas dr tecido branco, de uma forma muito amadora, e havia um pouco de sangue nelas... Mas eu ainda estava sujo, só que sem minha blusa.
Eu olhei em volta, totalmente apavorado, eu percebi alguém se aproximando...A portinha se abriu, e eu pulei para trás da cama, eu olhei por cima da cama, e vi uma garota de cabelos castanhos, com olhos azuis e vestido branco...Da mesma idade que eu, ela estava conversando com a gata branca que a acompanhava, ela tinha uma cesta com maçãs e outra fruta azul que eu não conhecia.
Ela pulou em cima da cama e ficou cara a cara comigo, ela parecia feliz, mas eu me encolhi no canto abaixo da janela que estava fechada.
–Você acordou! -Ela riu- Você estava muito machucado...Mas eu resolvi -Ela sorriu e esperou alguma resposta...Mas eu estava com medo...- Oh...-Ela ficou meio sem graça.
A gata estava na frente da portinha, e por trás da gata entrou um gato muito grande e negro, mas ele não parecia normal ...Tinha elevações nas costas e um rabo sem pelos com uma seta na ponta...Como o rabo de um demônio. Eu reconheci aquele gato...Era o gato da minha tia que cuidou de mim por pouco tempo antes de morrer...
A garota os observou por alguns instantes e voltou a olhar para mim.
–Qual seu nome?...- Ela disse com uma voz calma. Mas mesmo assim eu virei o rosto, como se não quisesse responder.- Você não tem nome?...- Eu olhei para ela e vi um brilho de animação em seus olhos- Posso criar um nome para você?-Ela se alegrou um pouco, mas pareceu se conter.
Eu pensei um pouco...Nunca gostei do meu nome...Ter um novo seria ÓTIMO.
Ela riu e sorriu para mim.
–Que tal...Dean? -Eu gostei do nome...Mas recusei, não combinava direito comigo- Sam? -Eu fiz que não com a cabeça- Caike? -Eu parei, mas disse não de novo.
Ela me sugeriu dezenas de nomes, mas ...Eu queria um nome perfeito, como qualquer garoto orgulhoso, eu queria o melhor nome.
Até que ela parou...Encarou a janela por breves instantes, e olhou para mim por breves segundos.
–Que tal Rokay?...- Meus olhos vermelhos brilharam, não sei porque esse nome me pareceu perfeito, ela me disse que significava "Guardião".Eu balancei a cabeça dizendo que sim. Ela deu um suspiro.
–Eu pensei que seria um nome idiota...Mas eu sempre tive sonhos de que estava chamando e gritando por esse nome.- Pareceu que essa frase ia ficar em minna cabeça para sempre. Meu breve pensamento foi cortado por uma frase: "Está com fome? " Eu imediatamente disse que sim. E ela me estendeu a cesta com as frutas, eu queria as maçãs mas as frutas azuis me chamaram atenção pelo cheiro doce que tinham...E eu acabei pegando uma.
Eu não sei se foi impulso ou algo parecido , mas me levantei e sentei ao lado dela na cama, eu a observei por alguns instantes até ela sorrir e eu mudar meu olhar para a fruta, eu mordi, e senti um gosto muito doce, fazia tanto tempo que eu não sentia gosto de algo doce...A fruta estava cheia de polpa e de uma água adocicada e azul, que escorreu para fora através das marcas da mordida.
Ela sorriu e eu estendi a fruta para ela, mas ela recusou.
–Rokay... ...Meu nome é Carolaine...Tudo bem?- Eu gostei do nome dela, combinava bastante com o rosto que ela tinha, ela tentou passar a mão no meu cabelo, mas eu dei um pulo pro lado com medo, e ela se encolheu.Me senti mal quando percebi que ela não queria me machucar, mas eu ainda tinha medo dela...Os dois gatos haviam sumido.
E ela ficou comigo, tentando conversar e brincar comigo até o sol começar a se pôr.
Ela pegou a cesta, na qual só sobrava uma maçã vermelha, ela pegou a maçã e a mordeu antes de se levantar.
Ela bocejou
– Boa Noite pequeno Rokay...Amanhã te vejo de novo, tudo bem?...- Eu balancei a cabeça dizendo sim e esperei ela sair, depois de um tempo eu percebi que nenhuma das janelas, nem as pequenas nem as grandes estavam fechadas, nem a pequena portinha estava fechada...Ela não queria me prender...Eu me virei na cama macia, e mentalmente desejei um "Boa Noite Carolaine" para ela...Estava ansioso para o dia de amanhã...Meus pesadelos tinham acabado...Pelo menos eu esperava...
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