Notas iniciais
O último dos prólogos para a Geração V sair. Desculpe

Eu não me lembro muito bem daquele dia , só lembro que foi o último dia que a vi, até hoje, me lembro de acordar de baixo da cama, como sempre, eu gostava mais de dormir no chão frio do que nos lençóis .

Lembro de ir para floresta com a pequena garota de cabelos castanhos encaracolados, acho que estávamos indo colher frutas, lembro de ouvir risadas vindo das folhagens... Eu poderia jurar que não tínhamos ido muito longe...

— O que aconteceu? — Ela perguntou vendo meu olhar preocupado, alguns pedaços de folhas e madeira queimados começaram a vir com o vento, nos entre olhamos, tinha cheiro de fumaça.

— LAILA! — Ela gritou correndo antes de mim de volta para casa. Eu me apressei para segui-la.

Eu vi a casa da árvore em chamas, não ouvi nem vi a Carolaine , mas algo me dizia que ela estava por ali, vi pessoas correndo para todos os lados, gritos de desespero e choro em todos os cantos, eu andava , apressado, em meio aquele fogo, enquanto homens... Ou monstros, andavam e atacavam qualquer pessoa pela frente, mas eu não estava preocupado com eles, eu me apressei para chegar à casa dela, eu era pequeno, não sabia o que estava acontecendo, mas eu me lembrava muito bem do meu juramento , e me lembrava que fiz dela o meu motivo de estar vivo, eu já tinha visto coisas muito piores, do que aquele incêndio, mesmo com apenas sete anos, nada mais me assustava, eu segui até a encontrar entre a madeira flamejante, agarrada à sua pequena gata branca Laila, o pelo da gata estava cinza pela fumaça e sujeira, quando eu segurei e a puxei para fora da casa, tudo parecia silêncio, ou foi um momento de tensão ou foi minha cabeça, eu corria no auge do meu cansaço, sem estar preocupado, mas amedrontado pelo silêncio, nem mesmo o fogo tinha barulho, coloquei Carolaine à minha frente para ela correr, ela chorava.

Nesse momento eu senti algo me puxando para trás, era alguém muito alto, era um homem vestido de branco, eu reconheci o olhar dele... pelas memórias recentes de pelos meses que sofri nas mãos de pessoas como ele, eu entrei em desespero, com meu pequeno corpo eu tentei me debater tentando sair das mãos do meu agressor, eu senti que queria chorar, não queria voltar para aquele quarto escuro e sofrer tudo de novo, eu não queria, não podia.

Ouvi o grito de Carolaine atrás de mim , ela não gritou... Eu acho, mas eu vi o olhar dele para ela, ele olhou de forma diferente para ela, diferente de como olhava para mim, eu o mordi , no momento em que ele me botou de lado para agarra-lá , eu o puxei para trás, com toda a raiva em mim , eu senti tanta raiva que arranquei um pouco de sangue do braço dele.

Ele chutou Carolaine, não vi para onde ela foi, mas ele se segurou pelos meus cabelos ruivos e me arrastou de volta ao fogo, eu não sei se foi por cansaço ou medo mas eu desmaiei.

Quando eu acordei, eu estava na boca de uma caverna, ainda nos braços daquele homem ,ele me jogou lá dentro, eu estava sem forças , não me mexi, mas já estava preparado para o pior, uma agressão talvez... Ou tortura?

Mas ele fechou a boca da caverna com uma pedra enorme, quando eu acordei de novo, meus olhos doíam, eu estava no escuro... mas ainda haviam frechas de luz da lua por entre a pedra , e alguns freches vindos do teto alto da caverna, eu bati contra a pedra inúmeras vezes... Sem sucesso.

Eu perdi tudo... Minha vida... Minha amiga... Minha casa... Eu perdi... E eu só conseguia pensar nisso...

Eu vi insetos pelo chão... havia uma pequena poça de água ali... Mas na minha cabeça eu senti que iria morrer...

Notas finais
Acabou a série de prólogos da Geração V
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!