Notas iniciais
Meus sinceros agradecimentos à; XX Thalia Salvatore insano insone Zero Nati2605 Juliet McLaren Dragon D maya Sabedoria. Bjus

Já passava das oito da noite e a cada tic-tac do relógio, Annabeth ficava mais preocupada.

– Viu algum fantasma, filha? – Atena indagou, extremamente cordial.

– Não, apenas estou preocupada com a escola.

– Não parece. Aconteceu alguma coisa?

– É que os Grace irão dar uma festa amanhã, eu gostaria de ir. – Respondeu a loira, tentando disfarçar.

– Só isso?

– É, mas como vive falando que me colocar em um internato, acho que não poderei ir.

– O garoto Jackson vai estar lá?

– Não, está fora da cidade.

– Tem certeza? – Atena indagou, encarando Annabeth.

– Absoluta. Além disso, não falo mais com ele. – Mentiu a garota.

– Finalmente um pouco de sabedoria entrou na sua cabecinha, querida. Seria bom ir à festa, porém não poderei te levar.

– Posso falar com Piper, Afrodite não se incomodará em me levar.

– Se você acha que não...

– Isso é um sim?

– É. É o aniversário de Thalia, não é?

– Sim. Preciso comprar um presente, mas estou sem dinheiro algum. – Reclamou a Chase mais nova.

– Eu te empresto, além disso, Thalia é uma boa amiga.

– Com certeza ela é.

Após alguns minutos, Annabeth disse que iria colocar seu celular para carregar e seguiu até seu quarto. Abriu a porta do closet devagarinho e se deparou com Percy sentado em meio aos sapatos esquecidos no chão.

– Está com fome? – Indagou ela.

– Sim, e com sede também. E com vontade de usar o banheiro, e com dor no corpo...

– Já entendi. – Sussurrou. – Minha mãe irá dormir daqui a umas duas horas, depois poderá sair sem riscos.

– Minha Mãe deve estar desesperada!

– Então mande uma mensagem , fale que está na minha casa.

– Com a sua mãe junto? Ela viria correndo para me salvar da possível morte.

– Olhe, não tem como sair agora, me desculpe.

– Eu deveria ter deixado você me mandar uma foto do closet...

– Eu sempre tenho razão. – Ela se gabou. – Vou trazer algo para você comer, ok?

– Tá. À propósito, belo pijama. – Ele falou, sorrindo.

Ela olhou para baixo, constatando que vestia um pijama de estampa infantil.

– Cale a boca. – Falou, rindo. – Fique quietinho, já volto.

Ele fez um sinal nos lábios, o famoso “zíper na boca”. Da mesma forma devagar como abrira a porta, Annabeth a fechou.

* * *

– Percy? – Indagou a loira, baixinho.

– Que horas são? – Ele perguntou.

– Onze e meia.

– Droga! – Praguejou o rapaz. – Minha mãe já deve ter chamado a polícia para me procurar e...

– Mandei uma mensagem para ela, falei que estávamos assistindo um filme e que já estava no final.

– Já posso sair daqui?

– Sim, minha mãe dormiu na sala. Só precisamos sair silenciosamente, o mínimo ruído pode acordá-la.

Ele se levantou, e um barulho sugeriu que algo em seu corpo havia estralado. Gemendo baixinho, Percy ajeitou a roupa.

– Cara, ficar na mesma posição por muito tempo dói. Vou precisar de uma compressa e de uns comprimidos.

– Exagerado. – Zombou a garota. – Só precisa dormir em um bom colchão e amanhã já acordará novinho em folha.

– Tomara. Mas amanhã temos que ir à festa da Thalia.

– Nem me fale. Minha mãe acha que você estará fora da cidade.

– Será que um dia descobriremos o porquê de tanto ódio pelos Jackson’s? Quero dizer, eu sou um cara legal, por que me julgar por algo do passado?

– Depende muito do que o seu pai fez, Atena é um pouco rancorosa...

– Um pouco? – Interrompeu o rapaz.

Annabeth ouviu um barulho vindo da sala, no mesmo instante se assustou. Por sorte, fora apenas a TV. Aquilo foi como um recado para que seu namorado fosse embora.

– Tire os sapatos. – Ordenou a menina.

– Por quê?

– Para não fazer barulho, ora.

Reclamando, Percy tirou rapidamente os seus tênis. Seguiram – na ponta dos pés – até a sala. Atena dormia tranquilamente no sofá, a TV ligada era a única fonte de luz do recinto, e refletia em seu belo rosto.

Com cuidado, Annabeth destrancou a porta e abriu-a devagar, dessa vez sem rangido algum.

– Tome cuidado, os assaltantes estão soltos pelas ruas e...

Percy a interrompeu, colocando a mão em seu ombro.

– Tomarei. Assim que chegar em casa, mandarei uma mensagem.

– Ok.

– Não se esqueça da festa de Thalia, é obrigatório ir à caráter.

– Eu irei. – Disse ela, sem muita certeza. – Só prometa que tomará cuidado.

Ele se aproximou da garota, dando um beijo em sua testa.

– Pode deixar.

Com os sapatos na mão, saiu do apartamento. Annabeth trancou a porta e voltou para seu quarto na ponta dos pés, apenas parado para conferir se sua mãe ainda estava dormindo.

Haviam escapado por pouco. A loira jurou a si mesma nunca mais levar o namorado para casa no meio da tarde.

Escovou os dentes, ajeitou o quarto e ficou esperando a mensagem de Percy, meia hora depois,ela chegou. A loira sequer teve tempo para responder, apenas desligou a tela do celular e encostou a cabeça no travesseiro, caindo em sono profundo.

Percy invadiu seus sonhos, como em quase todas as noites.

Percy

– Filho? – A voz de sua mãe soou.

– Oi, mãe. – Disse o garoto, trancando a porta.

– Estava até agora na casa de Annabeth? – Indagou a mãe, levantando-se do sofá.

– É. Atena precisava trabalhar, mas a Annie não queria ficar sozinha.

– Custava me avisar? Faz ideia do quão desesperada eu fiquei? – Falou, aumentando o tom de voz.

– Desculpe, mãe. Juro que não acontecerá novamente.

– Está bem. À propósito, seu pai ligou.

– O que queria?

– Tenho cara de vidente? – Sally indagou, com uma expressão que fez Percy se esforçar para segurar o riso. – O que foi?

– Nada. Só foi engraçado.

– Não falei nada de engraçado. Por um acaso andou usando drogas?

– Não, mãe. – Respondeu ele, rindo. – Tenho cara de drogado?

– Ah, vá se danar. – Declarou a mãe. Percy concluiu que deveria estar de TPM.

– Vou para meu quarto, depois tomo um banho e jogo videogame...

– Tome um banho e vai dormir. Ah, mas antes me responda, o que está acontecendo entre você e Annabeth?

– Nada, mãe, somos amigos.

A mãe lançou-lhe um olhar malicioso.

– Só amigos? Sei...

Corado, retirou-se para se quarto, pensando em como teria sido caso Atena tivesse acordado na hora em que ele saíra de sua casa. Na melhor das hipóteses, estaria em uma ambulância nesse exato momento.

Enviou uma mensagem para Annabeth e, após seu banho, dormiu em menos de cinco minutos.

Sally precisou cobrir o filho com o cobertor,pois nem disso havia se lembrado. Ela sorriu com a lembrança de quando ainda era uma criança.

No fundo, ainda era uma.

A mulher apagou a luz do quarto, fechou a porta cuidadosamente e foi também dormir.

Notas finais
Escrevia duas fics novas, se quiserem dar uma olhada... - Oneshot: http://fanfiction.com.br/historia/627464/Im_Only_Human/ - Fic; http://fanfiction.com.br/historia/625345/A_fera_de_Zarden/ Bjus de paçoca da Zia