Notas iniciais
N.I: Oi gente! Preparados para a nostalgia?❤ Boa leitura! Foto do capítulo: https://www.instagram.com/p/B-F2xbkFShl/?igshid=1h6h45q0z6u78

Dias depois...

Pov's Seeylfe

Hoje era o dia em que seria realizada a terceira prova,numa arena enorme.Quem se saísse melhor,ganharia o torneio.Courtney e Adriel já tiveram sua vez,agora era a vez do meu irmão.

Eu estava tão nervosa e preocupada com Soluço,afinal,todas as três escolas o veriam enfrentar o Pesadelo Monstruoso e ele ainda não disse exatamente o que ele iria fazer,mas se fosse besteira eu ia dar uns cascudos nele.

Naquele momento,eu e Astrid estávamos com Soluço na entrada da arena para dar apoio moral antes dele entrar para a prova final.

—Em breve,veremos o campeão de Hogwarts,Soluço Strondus,matar o dragão!

Soluço suspirou,nervoso.

—Cuidado com esse dragão-pediu Astrid receosa.

—Não é com o dragão que eu tô preocupado-respondeu meu irmão indiferente.

—O que você vai fazer?-questionei.

—Vou dar um jeito nisso,ou pelo menos tentar-suspirou se virando para me encarar-Seeylfe,se alguma coisa der errado,não deixe que ninguém encontre Banguela e Flora.

Senti medo nessa parte.

—Okay,mas promete que não vai dar nada errado?-pedi o encarando.

Bocão apareceu na hora.

—Tá na hora Soluço,quebra tudo-incentivou.

Abracei Soluço,sentindo meus olhos marejarem.

—Boa sorte-murmurei

Ele retribuiu o abraço e em seguida se separou,me lançando um sorriso fraco.

Então,se virou entrando na arena.

Quando os portões fecharam,meu irmão botou o capacete enquanto ele caminhava até as armas e escudos.

O pior dessa prova é que não podia usar a varinha...

Agarrei as grades do portão com as mãos,nervosa.

Pov's Stoico

Eu observava meu filho pegar uma adaga e um escudo.

—Eu escolheria um martelo-comentei.

—Ah Stoico!Eu peguei os registros de nascimento das crianças como você me pediu.Eu não olhei nada-declarou Bocão

—Depois Bocão-respondi sem encará-lo

—Mas Stoico,não quer saber se sua filha está mesmo viva?-questionou.

Meus olhos pararam em Seeylfe,que parecia preocupada com Soluço.

—Isso pode esperar-alertei.

Pov's Seeylfe

—Tô pronto-declarou meu irmão.

Os portões foram se abrindo lentamente até revelar um Pesadelo Monstruoso furioso com o corpo em chamas.

Ele correu por toda a arena e disparou,quase acertando a multidão.O dragão parou no teto,quando as chamas do corpo se apagaram.

Ele encarou Soluço e desceu,se aproximando perigosamente.

Soluço deu passos pra trás,largando a adaga e o escudo no chão.

Franzi a testa confusa.

O que ele tá fazendo?

Meu irmão murmurava alguma coisa para o dragão enquanto mantinha os braços estendidos em sua direção.

Ainda tô afim de dar aqueles cascudos...

—Eu não sou um deles-declarou Soluço tirando o capacete e jogando no chão.

Arregalei os olhos chocada ouvindo os murmúrios confusos de todos.

Ele pirou!?!

—Parem a luta-ouvi meu pai ordenar,num tom nada satisfeito.

—Não,vocês precisam ver isso-pediu meu irmão-Tudo o que sabemos sobre eles está errado,não precisamos matá-los.

Todos murmuravam entre si.

Isso não vai prestar...

—Eu disse:PAREM A LUTA!-berrou papai furioso batendo o martelo na grade.

O barulho causado fez o dragão se irritar e quase arrancar a mão de Soluço,que gritou e correu fugindo.

O dragão disparou,quase acertando nele.

—SOLUÇO!-berramos eu e Astrid desesperadas.

Olhei ao redor vendo um martelo no chão.

O peguei colocando embaixo do portão.Fiz um esforço para puxar ele um pouco pra cima,criando uma pequena abertura.Eu e Astrid passamos por ela.

O dragão corria e perseguia meu irmão,tentando pegá-lo com os dentes.

Astrid correu até as armas e pegou uma machadinha e jogou na cara do dragão,que começou a persegui-la.

Fechei o punho sentindo a adrenalina correr em minhas veias.

Criei uma bola de neve na minha mão e joguei na cara do dragão que me encarou mortalmente.

Ah não...

Corri sendo seguida pelo o dragão.

Gritei de dor quando senti seus dentes em meu braço e ser erguida no chão.

O dragão me jogou no chão e me prendeu com suas garras.

Pov's Soluço

Meu pai abriu o portão com tudo.

—Venham!-chamou ele.

Eu e Astrid corremos em sua direção,mas eu parei quando ouvi um grito.

Me virei e arregalei os olhos logo em seguida,vendo o dragão tirar Seeylfe do chão,com os dentes em seu braço.

—Seeylfe!-exclamei correndo na direção da minha irmã.

—Soluço!-ouvi meu pai me chamar.

Pov's Seeylfe

—Volta Soluço!-repreendi.

O dragão pegou meu irmão com as garras livres e o jogou ao meu lado,o prendendo com as mesmas.

O encarei,segurando sua mão e ele me encarou com medo.

Ouvimos dois rugidos e em seguida um barulho de algo explodindo que espalhou uma enorme neblina pela a arena.

Senti as garras me soltarem.

Soluço se aproximou e me ajudou a levantar.

A neblina sumiu e fiquei chocada ao ver Banguela com Flora atacando o Pesadelo Monstruoso.

Eles estavam nos protegendo?

Os dois pararam na nossa frente rugindo para o dragão que queria nos atacar.O mesmo desistiu,se afastando.

Me aproximei de Flora e Soluço de Banguela.

—Vai Flora,vai embora daqui-pedi colocando as mãos na sua cabeça.

Os vikings começaram a se aproximar,alguns com armas ou varinhas em punho.

—Anda Flora,saí daqui!-insisti outra vez temendo por sua vida.

Observei meu pai pegar um machado e se aproximar correndo.

—Não,pai!Eles não vão te machucar!-berrou Soluço.

Banguela não se conteve.Ignorando os chamados de Soluço,derrubou uns 3 vikings até pular em cima de papai imbolizando-o.

Ele se ergueu abrindo a boca pronto para disparar o jato de plasma.

Arregalei os olhos.

—NÃO!-berramos eu e Soluço ao mesmo tempo.

Banguela ouviu nossa voz e parou,nos encarando com os olhos dóceis.

Respirei aliviada.

Os vikings pularam em cima de Banguela,o prendendo.

Meu irmão se desesperou tentando impedir,mas foi segurado por Astrid.

Outros vikings agarraram Flora também a prendendo.

—NÃO!SOLTEM ELA!-berrei tentando me aproximar,mas fui puxada pra trás pela a cintura.

Me debati desesperada.

—Para,Seeylfe!-reconheci a voz de Dag.

Parei,com a respiração ofegante.Dag me virou me fazendo encará-lo.

—Temos que cuidar disso-apontou para o meu braço ensanguentado

—Prendam com os outros-ouvi a voz firme de papai.

Levantei meu olhar vendo ele pegar Soluço pelo o braço e em seguida me pegar pelo o braço — o bom — e nos arrastar para fora da arena.

(...)

No grande salão...

Papai nos empurrou para dentro do salão e encostou a porta.

Ele começou a andar de um lado para o outro.

—Eu devia saber,eu devia ter visto os sinais-murmurou ele.

—Pai...-contestou Soluço.

—VOCÊ ME ENGANOU!-berrou papai irritado.

—Eu sei pai,mas isso foi antes de...ah!-grunhiu meu irmão-Que confusão danada!-esbravejou passando as mãos nos cabelos.

Papai o encarou friamente.

—O que aconteceu na arena...era um truque!Era mentira!-falou indignado.

Em seguida,me encarou com seu olhar frio,me fazendo encolher.

—E você...o ajudou!-acusou.

Meus olhos marejaram.

—Olha pai,faz o que quiser comigo,me castiga,mas por favor,não machuca o Banguela e a Flora-suplicou Soluço.

Papai o encarou outra vez.

—Os dragões?É com eles que estão preocupados?E não com as pessoas que vocês quase mataram?-perguntou incrédulo.

—Eles só queriam nos proteger,eles não são perigosos!-explicou meu irmão.

—ELES MATARAM CENTENAS DE NÓS!-berrou papai furioso

Senti meu sangue ferver.

—E nós matamos milhares deles!Eles só se defendem,pai,só isso!-rebati.

Soluço e ele me encararam de olhos arregalados.

Soltei um som de espanto levando as mãos à boca,percebendo a besteira que eu fiz.

—D-Do que você me chamou?-gaguejou ele.

As lágrimas escorreram pelo o meu rosto quando tirei as mãos da boca.

Eu não podia mais esconder...

Respirei fundo.

—Meu nome completo é Seeylfe Spantosicus Strondus III,sua primogênita que sumiu há 12 anos atrás no mesmo dia em que minha mãe,Valka,foi morta.Eu tinha 2 anos na época-declarei-Tenho esse colar desde bebê,pois foi um presente de nascimento.Sou irmã gêmea do Soluço,nós nascemos no mesmo dia:1 de Março.

Ele parecia nervoso e perdido.

—Você...quer dizer que você é...-sua voz morreu.

—Sim-confirmei chorosa-Sou sua filha.

Soluço sorriu,deixando algumas lágrimas caírem.

Papai balançou a cabeça.

—Não é possível,minha filha morreu há 12 anos!-berrou-Eu preciso de provas!Você ajudou Soluço numa mentira!Nunca acreditaria em você!

Arregalei os olhos chocada.

Eu não acredito.

Meu peito descia e subia rápido,por conta dos soluços.

—Pai,os dragões,eles só atacam porque eles são obrigados.Se eles não levarem bastante comida,eles também acabam sendo comidos!-esbravejou Soluço-É que tem uma coisa na ilha deles...é uma coisa..

—Na ilha deles?-interrompeu papai-Você foi até o ninho?

—E-eu disse ninho?-gaguejou.

—Como encontrou?-questionou.

—É...não fui eu,foi a Flora.Só um dragão pode achar a ilha-respondeu sem pensar.

Um dia eu vou bater nele por ser boca grande!

O olhar de papai ganhou um brilho de determinação.Então,começou a caminhar para a porta.

—Ah não,não,pai!-pediu Soluço percebendo o mesmo que eu.

Abaixei o olhar,abraçando meu corpo não prestando atenção nos gritos de Soluço.

Levantei o olhar assim que ouvi um grito mais alto.

—Pai,não!SERÁ QUE SÓ UMA VEZ NA VIDA VOCÊ PODE ESCUTAR O QUE EU TÔ FALANDO!?!-berrou meu irmão segurando o braço de papai que o empurrou,derrubando-o no chão.

Papai se virou,nos encarando indiferente.

—Vocês passaram para o lado deles.Vocês não são vikings-respondeu-Como é que podem ser meus filhos?-perguntou incrédulo antes de se virar e sair do salão.

Levei a mão à boca tentando abafar os soluços fortes.

Fechei os olhos caindo de joelhos no chão.Abracei meu corpo com mais força abaixando a cabeça deixando as lágrimas rasgarem meu rosto.

Eu havia perdido Flora.Havia perdido minha dignidade e o pior de tudo,perdi meu pai.

Joguei a cabeça pra trás gritando em angústia.

—Porque...-murmurei abrindo os olhos-...eu tenho que sofrer tanto?

Pov's Stoico

Parei de andar assim que ouvi os soluços altos de Seeylfe.

Fechei os olhos,deixando as lágrimas rasgarem meu rosto quando ouvi o grito de Seeylfe.

Balancei a cabeça e saí dali imediatamente.

Pov's Seeylfe

Soluço se abaixou ao meu lado e me abraçou com força.

—Vai ficar tudo bem...-afirmou com a voz trêmula.

Ele também estava chorando,mas não tanto quanto eu.

Ouvi o ranger da porta do salão e ergui meu olhar,vendo nossos amigos.

—Nós escutamos tudo...-relatou Moana tristonha.

Todos eles se aproximaram e fizeram um abraço grupal,ao meu redor e de Soluço.

Meu coração se aliviou um pouco por conta daquele gesto.

Notas finais
N.F: —--------------------------------------------------------------------------------------------------------------- (Cap.59)Batalha-parte 1 (...) Arregalei os olhos quando uma kunai com papel bomba foi jogada na nossa frente. —SE PROTEJAM!-gritei. (...) —Stoico,desculpe eu não aguentei a curiosidade-confessou abrindo o livro e mostrando-Aqui é a prova de que Bolor não teve nenhum filho com as três esposas,ou seja,não teve netos,se não estaria registrado aqui-explicou passando para outra página-E de acordo com os registros,só tem uma Seeylfe que nasceu em 1 de Março e ela é sua filha.Aquela garota é sua filha,Stoico!Você a encontrou!-exclamou feliz. (...) Prendi o riso vendo Astrid puxar Cabeça-Quente pelo o cabelo fazendo ela se afastar do meu irmão. —Então,qual é o plano de vocês?-sorriu colocando as mãos na cintura. Sorri marota assim como Soluço. (...) —--------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Até!