A nova garota

5 Capítulo 5


Notas iniciais
Primeiramente, eu quero agradecer a todos vocês que estão lendo, e a todos os comentários fofos. Cinco pessoas acompanhando? Isso é muito legal, mesmo!

Deuses, por favor, me matem. Sério, eu definitivamente não mereço isso. Depois de resmungar para Nico o pedido de desculpas mais curto da história, os garotos de Apolo chegaram, e eu fui treinar esgrima. Surpreendentemente, eu até que me saí bem, e não tinha nenhum hematoma quando corri até o chalé de Dionísio onde, me disseram, vendiam bebidas.

Eu estava disposta a comprar um refrigerante, e um garoto (acho que esse era Pollux) veio até mim. Perguntei a ele que bebidas eles tinham, e ele me respondeu:

— Bom, para os semideuses comuns, temos água e refrigerante. Para os amigos, podemos arrumar néctar. Mas para você, acho que posso conseguir um pouco de vinho. — Terminou, sorrindo.

— Não, obrigada. — Eu disse.

— E que tal um chá Long Island? — Ele insistiu.

Chá. Parecia uma boa ideia, então pedi um desses. Tomei um gole e cuspi quase istantaneamente, encharcando o chão. Ah, que ótimo.

— Isso tem...

— Álcool? — Ele disse.- Lógico que tem. É um chá Long Island.

— Nunca estive em Long Island. — Retruquei, e só depois percebi como tinha soado idiota. "Bom, agora já foi" , pensei. Saí de lá sem ao menos lembrar do meu refrigerante, ou da minha poça de chá no piso. Andei um pouco e dei de cara com quem? É, adivinhou. Com o Nico.Meu coração parece estar querendo correr na Fórmula 1. E ele (o Nico, não o meu coração) estava se matando de rir, portanto acho que ele viu aquela cena. Ou não. Por favor, que ele não tenha visto meu showzinho no chalé de Dionísio...

— "Nunca estive em Long Island" ? — Perguntou, vermelho de tanto rir. É, ele viu meu showzinho no chalé de Dionísio.

— Era pra ser uma piada! — Me defendi. — Mas minhas piadas não são muito boas. Ou talvez sejam, do contrário você não estaria rindo.

— Ok, você me pegou. Mas o que estava procurando?

— Uma Diet Coke decente. A que servem aqui não é igual à original... — Eu disse, suspirando. E não era mesmo. Quer dizer, a Diet Coke que eu pedia no jantar era muito boa, não entenda mal, só que não era... Bem, Diet Coke. Acho que você já entendeu. Ou não.

Então ele disse que ia me arrumar umas latinhas e saiu assim, sem mais nem menos. Eu não tinha mais o que fazer, já que esgrima era minha última atividade do dia, e o jantar só seria em uma hora e meia, portanto resolvi ir para o meu quarto. Mas fui parada por uma garota de cabelo escuro, que falou, toda patricinha:

— Então é você aquela garota metida a besta, que os meninos do chalé 07 estão dizendo que parece filha de Afrodite? — Me lembro vagamente de ter sido apresentada a ela. Seu nome era... Drew, isso. Drew Tanaka. — Bom, vejamos... Sinto muito, querida, mas não. Você é muito feia para ser minha irmã.

— Não sou feia. — Respondi calmamente. — Na verdade, sou mais bonita que você. Tão bonita, que minha beleza distorce sua visão e você me enxerga feia.- Esperei enquanto ela tentava entender o que eu tinha dito. Como não esboçou nenhuma reação, eu dei as costas a ela e saí, ainda sem acreditar na coisa ridícula que eu tinha acabado de dizer. Uma piada tosca à moda do Leo, como ele tinha me ensinado para usar caso alguém me irritasse.

Finalmente, cheguei ao meu quarto. Fechei a porta e abri o livro que tinha levado. Estava lendo Harry Potter e o Cálice de Fogo, pela milhonésima vez, no mínimo, quando ouvi uma batida na porta. "Com minha sorte, deve ser o Nico" , pensei. Quanto abri a porta e vi que era realmente ele, um outro pensamento me ocorreu: "Dez pontos para a Corvinal", que era a casa em que eu achava que ficaria caso fosse para Hogwarts. (n/Aut: Parabéns, Julie! O seu cérebro é completamente útil. Você frequenta o Acampamento Meio-Sangue, já não está bom?) (n/Julie: Ai, vaza daqui e deixa eu narrar em paz!) (n/Aut: Okay, já saí.)

Tive que olhar para cima para ver o rosto dele. Ó deuses, por que eu tenho só 1,64 m. enquanto ele tem, no mínimo, 1,78 m. ?

— O que faz aqui? — Perguntei. Não queria ser grossa, mas saiu pior do que eu esperava.

— Não seja rude. — Ele disse, sério.

— Não fui rude. Quer ver o que é ser rude? Oi, Nico, como vai? Já conhece minha amiga Porta? Porta, esse aqui é o Nico, querem se conhecer melhor? — Dizendo isso, bati a "Porta" na cara dele, esperei um segundo e abri novamente. Ele estava parado lá, com uma expressão confusa. — Isso foi ser rude. Mas, como eu não estou sendo rude, vou te convidar para entrar. — Dei espaço para que ele passasse, mas como ele não fez nada, eu completei: — Olha, isso foi uma piada. Já te falei que não sou boa nisso. Agora quer entrar ou não?

— Na verdade, eu preciso ir. — Ele sorriu enquanto balançava alguma coisa vermelha perto da minha cara. — Só vim trazer isso.

Oh meus deuses. Percebi o que ele segurava: seis latinhas de Diet Coke! Peguei-as, maravilhada. Eu era realmente viciada naquilo, e ficar uma semana sem beber não foi fácil. Até no mundo inferior eu dava meu jeito... Comecei a gostar de Nico ainda mais por isso. Quer dizer, não foram as latinhas, foi o gesto. Ele foi realmente legal comigo. Talvez tivesse conseguido elas com os Stoll, mas eles cobravam os olhos da cara! Oh meus deuses, o que estou dizendo? Deve ser aquele chá Long Island. Que, pensando bem, eu não tomei realmente...
Nico se despediu e me deixou lá, com meu tesouro. Mal se passaram alguns segundos e eu ouvi um barulho muito alto quase como se...

Ok, acabou por hoje, voltem sempre, prefiro que tentem me matar apenas de segunda a sexta, ok? Seria meio chato morrer no fim de semana.

Pensando bem... Ok, vai. Corri até a escada e encontrei Nico lá embaixo, esparramado no chão.

— Você caiu? — Perguntei, chegando até ele.

— Nãããão. — Ele respondeu, sarcástico. (n/Aut: Ah vá que era sarcasmo! Lerdeza pega, fica a dica.)

— Então o quê? Se cansou no meio do caminho e resolveu descer o resto rolando?

Ele riu, e nem preciso dizer que fiquei muito feliz em fazê-lo rir. Muito feliz mesmo. Então ele disse:

— E você diz que não é boa em contar piadas.

— Não sou. — Respondi. — Isso foi horrível, nem sei como conseguiu dar risada.

Eu ajudei ele a levantar e apesar de seus protestos, fiz ele ir para a enfermaria. Então chegou a hora do jantar, e fomos para o refeitório.

Notas finais
Comentem o que acharam! Beijos... PS: Alguém reparou que eu adoro reticências?? Amo vcs...