A nova garota

40 Capítulo 40


Notas iniciais
Hey, bolinhhos! Tudo azul? Espero que gostem desse capítulo, eu decidi aliviar um pouquinho pro lado de Afrodite. Sem mais spoilers, boa leitura.

Ainda fiquei parada em frente ao edifício por alguns segundos, decidindo se entrava ou não. Quer dizer, eu não fazia ideia do que vinha depois... E se Afrodite não tivesse nada a ver com isso? E se Nico só tivesse resolvido fugir de mim? E se, e se, e se...

Todos esses "e se" me apavoravam.

Mas tinha que ser Afrodite. Do contrário, quem... Quem teria algum motivo pra sequestrar Nico? E Tempestade não tinha ajudado muito, afinal TODOS os filhos de Ares eram meus tios. Eu levaria o dia todo apenas para descobrir os nomes de todos os deuses menores irmãos do meu pai.

Até se eu pesquisasse no Google.

Finalmente, entrei no saguão. Lá estavam as mesmas coisas de sempre: as mesmas plantas decorativas nos cantos, o mesmo elevador no qual eu já tinha entrado uma cem vezes, o mesmo Josh atrás do balcão lendo um livro policial.

Acho que a única coisa que mudava era o livro que ele lia.

— Ei, Julie! — Disse, sorrindo, quando me viu. — Você por aqui? Deixa eu adivinhar, trabalhando para Perséfone de novo.

— Não, hoje não. — Respondi, cumprimentando-o.

— Então, que bons ventos te trazem aqui?

Deixei escapar uma leve risada. O mesmo Josh de sempre, repito. O homem de uns 40 anos, que sempre foi legal comigo sem motivo algum, e que adorava falar essas frases antigas.

— Bons? Não. — Falei. — Meu amigo sumiu e...

— ... E você vai cobrar alguma informação de Afrodite sobre o seu "amigo". — Ele fez aspas no ar, depois de completar minha frase. — Eu não deveria te deixar entrar por tão pouco, mas se me perguntarem direi que você me rendeu. Tudo bem assim?

Ri de novo.

— Rendi você? Como? Mas tudo bem assim. Trago um chocolate pra você da próxima vez que aparecer por aqui.

Ele assentiu e me entregou o cartão dourado. Peguei-o e corri até o elevador, hesitando um instante antes de inseri-lo na fenda e apertar o botão que me levaria ao Olimpo. Por fim, decidi deixar a enrolação de lado e subir logo.

Lembrei de como tinha feito aquilo apenas alguns dias antes. A diferença agora era que Nico não estava comigo.

Quando ouvi o sinal de que tinha chegado, fiquei parada por alguns segundos. Seria bem estranho se alguém quisesse saber o que eu estafa fazendo ali, porque a única resposta possível seria algo como: "Eu vim brigar com Afrodite por causa de uma coisa da qual nem tenho provas de que ela é culpada, e provavelmente não é, mas mesmo assim eu vou brigar com ela porque sou doida."

Sorri pensando nisso. Eu e minhas respostas completamente lógicas.

Depois disso, a porta se abriu e eu não tive mais escolha. Fui caminhando o mais discretamente que pude até o templo de Afrodite e (sim, eu fiz isso, me internem, chamem a ambulância, a polícia, os bombeiros, a guarda costeira!) bati na porta.

— Entre, querida! — Disse uma voz lá dentro. Ela já sabia que eu iria até lá? Não era possível.

Empurrei a enorme porta e dei de cara com a própria deusa das babaquices sentada em seu trono purpurinadérrimo (eu sei que essa palavra não existe!), com o usual tamanho de mais de cinco metros. Ela deu um sorriso com seus dentes perfeitos.

— De novo por aqui? — Perguntou.

— Sim, de novo. — Tentei ser direta. — Quero que me conte o que sabe sobre o sumiço de Nico.

Ela riu.

— Oh, está me acusando?

— Talvez.

— Certo, você venceu. — Afrodite sorriu com escárnio e fez um movimento na direção da bolsinha que ela segurava (por que diabos ela estava com uma bolsinha dentro do próprio templo?) — Ele está aqui na minha bolsa.

O que, pensando bem, não era completamente impossível, considerando o tamanho dela. Comecei a ficar irritada. (n/Aut: Irada.) (n/Julie: Sai daqui!)

— Vamos, fale logo!

— Ora, a culpa não é minha se você não tem inteligência nenhuma. — Oh, claro, falou a Atena. — Pelo que eu sei, as Irrmãs Cinzentas já deixaram escapar a informação.

Lá vem essa de novo.

— Mas que tio? — Disse, indignada. Com certeza Afrodite já sabia do que eu estava falando.

— O único que já teve uma discussão com o Nico, meu caro Watson. — Ela respondeu, calmamente.

Deimos? Que eu saiba, eles não tinham discutido de verdade.

— Mas eles não... — Não que eu saiba. E eu estava desmaiada. A deusa das babaquices percebeu que eu tinha entendido e disse:

— Bingo!

*****

Saí de lá mais transtornada do que estava ao entrar. Na calçada, eu me lembrava vagamente de Josh dizendo alguma coisa, mas parecia que todos os sons estavam saindo de dentro de um túnel. Não conseguia pensar em nada.

Só que eu tinha que ir atrás de Deimos.

Notas finais
Vou ver se posto outro hoje ;) Gostaram? Comentem! Beijos :*