A nova garota

24 Capítulo 24


Notas iniciais
Surpresinhaaa! Mais um capítulo pra vocês! Tá, antes de tudo... Eu queria agradecer, de verdade, a Um Anjo Louco, pela perfeita recomendação! OBRIGADA SUA MARAVILHINDA! Bjks ;) Esse capítulo eu vou dedicar a você! Espero que gostem. Boa leitura.

POV Julie

Só pra encher linguiça, eu cocei novamente as orelhas de Rex quando ele abaixou a cabeça, sem querer entrar naquela sala por... Bom, medo.

(n/Aut: Encher linguiça? Virou açougueira?) (n/Julie: Você entendeu muito bem.) (n/Percy: Mas eu não.) (n/Aut: Ela está enrolando.) (n/Percy: Tentando ganhar tempo ou adiar o medo?) (n/Aut: Adiar o medo.) (n/Julie: Vamos parar com a aula de etimologia por um minuto?) (n/Percy: O que é etimologia?) (n/Aut: É o estudo da origem das palavras.) (n/Julie: Eu desisto. Podem conversar e me avisem quando acabarem.) (n/Aut: Mas agora o assunto já se esgotou.) (n/Julie: Estão brincando comigo?) (n/Percy: Não.)

Finalmente, entendi que quanto mais enrolasse, mais demoraria para que eu conseguisse sair de Lugar Nenhum. Isso me motivou a continuar.

Quanto entrei na galeria, fiquei extremamente surpresa com o que vi: era um espaço amplo, sem saídas, com cerca de quatro metros de altura. Mas as paredes eram incrustadas de pedras preciosas, de todas as cores.

A única coisa que estragava toda essa beleza era a deusa Afrodite, parada no centro de tudo. (n/Aut: Que ironia, a deusa da beleza estragando a beleza de um lugar.) (n/Afrodite: Achei ofensivo, pode parar.) (n/Julie: É, nem precisava dizer isso, todo mundo já sabe que ela não presta.) (n/Afrodite: Desnecessário, mesmo.) (n/Julie: Quer saber o que é desnecessário? Essa missão maluca.) (n/Aut: Ei, vamos parar? Não quero ninguém saindo no tapa aqui!)

— Oi, querida! — Disse, sorrindo. Ah, como eu queria arrancar todos aqueles dentes na base do soco! — Como está indo? Já com saudades do Nico? Quer alguma notícia dele?

Fiquei tentada a aceitar, mas lembrei que ela só me faria ficar desapontada. Eu sabia que provavelmente Nico estava numa situação muito melhor do que a minha.

— É um beco sem saída. — Falei, evasiva. — Não vai me dizer que eu devia ter escolhido o túnel da direita...

— Não, você está no caminho certo. Quase terminando. Agora só falta ouvir uma história, bem pequenininha, e resolver o enigma...

Oh meus deuses, onde será que aquilo iria parar? Sentei, certa de que a "historinha" de Afrodite levaria o dia inteiro.

— Bom, vou tentar resumir para você. — Ela começou. — Há alguns anos, uma mulher se apaixonou e veio procurar por minha ajuda...

— E o que exatamente eu tenho a ver com isso? — Perguntei.

— Deixe as dúvidas para depois. — Falou, severa. — Bom, continuando, ela veio procurar minha ajuda. — Ela já disse isso. — Não interessa o nome dela agora. — Quero saber esse nome. — Dei a ela minha melhor joia, prometendo que isso faria com que o homem se apaixonasse. — Vou morrer de tédio. — O que eu não sabia era que o homem em questão era um deus. — Acho que você deveria saber disso, tia Dite. — Depois de alguns meses, o homem a deixou e ela veio queixar-se a mim, colocando a culpa de tudo em minhas costas e...

Afrodite parou, com um suspiro. Nesse ponto, eu já estava quase roncando, mas aguentei firme.

— Acho que você já entendeu. A questão é: ela não me devolveu a joia, no caso, um colar. E eu temo que você saiba onde está. — Disse, por fim. — Alguma pergunta?

— O que eu tenho a ver com isso? — Repeti.

— Simples. A mulher era sua mãe, a tal da Jane, e o homem, seu pai, Fobos. — Ela falava como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo, mas eu fiquei chocada. Minha mãe tinha procurado a ajuda de Afrodite? Para conquistar Fobos? Alô, sanidade, onde está você? Bem, Fobos é... FOBOS. Não faz sentido algum alguém se apaixonar por ele.

Bom, ele tem um rosto bem bonito, se for contar a verdade. Não é nem de longe tão feio quanto Deimos. Mas... Sei lá. Só acho um pouco impossível que alguém se apaixonasse tão perdidamente por ele a ponto de procurar a ajuda de Afrodite. Principalmente se esse alguém fosse minha mãe.

Eu tinha fotos dela, era uma mulher muito bonita. E eu me parecia um pouquinho com ela... Sempre adorei que me dissessem isso.

Afrodite me arrancou de meus pensamentos.

— Terra chamando! Garota, você morreu? — Gritou.

— Acho que não... — Respondi, fracamente.

— Muito bem, pestinha, agora me devolva meu colar! — Disse, dando alguns passos na minha direção.

Tirei meu medalhão do pescoço, cada vez mais confusa. Quando a deusa o viu, seus olhos brilharam.

— É esse mesmo! — Ela praticamente se atirou em cima de mim, as mãos estendidas. Sem querer, aninhei-o nos braços de modo protetor.

— Espera aí! — Disparei. — Quer dizer que a droga do colar que ficamos praticamente uma semana procurando estava o tempo todo comigo? Como assim? — Eu estava andando para perto de Afrodite agora, quase berrando. — Apolo disse que você tinha escondido essa porcaria por aqui!

— Foi o que eu disse a todos. Não queria que soubessem que eu o tinha perdido.

Entendi que tinha que fazer uma escolha. Era entregar o medalhão, a única lembrança que eu tinha da minha mãe, ou nunca mais ver Nico.

Adivinharam o que eu fiz? Óbvio. Joguei o colar no chão, aos pés dela, e perguntei:

— Como eu volto?

— Apenas encontre Nico. Mas temo que você ainda tenha que andar muito, já que seu cãozinho parece bem cansado. Não faz ideia do quanto se deslocou até aqui! — Dizendo isso, sumiu, com um sorriso idiota no rosto e meu colar na mão.

Com uma lágrima descendo pelo rosto, de novo, resolvi descansar. Seria um dia muito longo.

Notas finais
E aí, o que acharam? Comentem! Amanhã eu posto outro, quem sabe até dois ;) Beijos