A nova garota

20 Capítulo 20


Notas iniciais
Olá, pessoas do meu S2 Não liguem, hoje eu estou melosa mesmo 'rs Deve ser por causa da bênção de Eros. Bom, chega de enrolar. Aqui está mais um capítulo...

Acho que eu concordo com Nico. Sou mesmo louca.

— Em todo caso, nós... — Comecei a falar, mas parei imediatamente quando o barulho da água ficou mais alto. Uns 150 metros à frente, tinha uma pequena abertura no alto da caverna. — Está vendo? — Perguntei a Nico, animada. — Me dá isso aqui. — Peguei a tocha da mão dele e corri em direção à luz.

(n/Aut: Correu em direção à luz? Alguma pessoa maravilhosa me fez o favor de te matar?) (n/Julie: Ai, que engraçado. A piada do ano.) (n/Percy: A Julie morreu? Quando?) (n/Annabeth: Chega, Cabeça de Alga, isso é informação demais para você.) (n/Aut: Não, deixa o Percy aqui! Se ficarmos sozinhas, essa maluca vai me matar!) (n/Julie: Vou te internar num hospício, isso sim.) (n/Aut: Me ame menos.) (n/Nico: Briguem logo pra gente continuar!) (n/Julie: Saiam daqui, agora!)

Havia pedras no rio, e mesmo com a correnteza sendo fraca elas formavam uma pequena cortina de água. A luz batia exatamente lá, e formava um pequeno... Arco-íris.

Rindo, Nico me deu um abraço de repente, mas se afastou rápido depois de um segundo.

— Ahn... Bom, achamos o sinal. — Ele disse, olhando para os lados. — E agora?

— Continuamos andando, eu acho. — Falei. — Depois desvendamos a última parte da "profecia" de Apolo. — Completei, fazendo aspas no ar com os dedos.

Andamos o resto do dia, e o caminho não tinha mais bifurcações. Muitas curvas, mas sem bifurcações.

— Credo, essa caverna deve ser infinita! Provavelmente já estamos na China a essa hora. — Disse, quando paramos.

— Não, estamos em Lugar Nenhum.

Eu comecei a rir.

— Um oferecimento de Coragem, o Cão Covarde. — Continuou, me fazendo gargalhar. — Cachorro idiota. — Murmurou, imitando a voz do velho Eustácio. Se não estivéssemos na China, aposto que de lá as pessoas estariam ouvindo minhas risadas.

— Chega, Nico! — Falei, com a barriga dolorida por rir tanto.

Ele me obrigou a dormir primeiro. Por incrível que pareça, tive um sonho completamente normal. Isto é, se sonhar com Eragon puder ser considerado normal...

Acordei de repente, acho que pelo simples fato de Eragon ter morrido no meu sonho. Pois é, meu cérebro é tão útil...

Disse a Nico para dormir, sob a ameaça de vários tipos de tortura caso ele negasse. Tratamento de choque, queimaduras com gelo e fazê-lo ouvir ópera no último volume, por exemplo. Acho que a última foi a pior. Ele apenas riu e aceitou meus termos.

Logo que pegou no sono, recebi uma visita inesperada. A própria Íris estava na minha frente, sentada no chão. Ela apareceu do nada...

— Já entendeu o que deve fazer? — Perguntou, me olhando. Que costume irritante esse que os deuses têm de começar uma conversa pelo meio, sem as palavras básicas de educação (oi, tudo bem, como vai você, por exemplo).

— Não exatamente. — Respondi.

Ela rolou os olhos.

— Gosto muito de você, Julie, mas pense um pouco!

(n/Aut: Eu falo que ela parece filha de Poseidon.) (n/Íris: Vou ter que concordar.) (n/Julie: Ficaram amiguinhas agora? Depois vocês combinam de fazer trancinhas no cabelo uma da outra, mas eu estou tentando contar uma história aqui.) (n/Aut: Grossa. Já saí.)

Pense um pouco? Oh, claro, para ela é fácil falar. Vasculhei fundo em minha mente, tentando achar alguma solução para o final daquela profecia.

— Nada. — Disse, balançando a cabeça. — Quer dizer, tem uma coisa, mas isso é ridículo.

— Afrodite é ridícula, e essa missão também. — Sussurou. — Então talvez o ridículo seja o certo.

Dizendo isso, sumiu. Simplesmente isso, sumiu. Alô, educação, onde é que a senhorita foi parar?

Pensei no que Íris tinha dito. Me lembrava de Rachel correndo até mim feito uma doida e falando... O que ela tinha falado mesmo?

"A confiança é uma joia frágil." As palavras dela ecoaram em minha memória. "E para, finalmente, a tarefa completar, a joia frágil deve se quebrar." Como eu sou burra. Devia ter percebido isso muito antes, muito antes mesmo.

A confiança. Seria a confiança que existia entre Nico e eu? (n/Aut: Naaaaaah, é entre você e o Darth Vader.) (n/Julie: Vou estrangular você com uma corda de violão!) Afrodite idiota. Mas como eu ia quebrar a confiança dele em mim?

"Deixando-o sozinho", disse uma voz no meu cérebro. Se eu levasse tudo o que tínhamos, Nico pensaria que eu queria sair daquele lugar e deixá-lo para morrer...

Relutante, entendi que teria que fazer isso para nos tirar de Lugar Nenhum. Teria, ou ficaríamos presos ali para sempre.

Com uma lágrima teimosa descendo por meu rosto, peguei a mochila com tudo o que restava nela e coloquei metade das frutas dentro, numa mensagem clara de "sobreviva sozinho".

— Desculpe. — Sussurrei. Um pouco à frente, havia outra bifurcação. Não sabia como, mas tinha certeza de que seria a última.

Tomei, por impulso, o caminho da direita. E assim eu parti.

Notas finais
Tá, podem me matar agora... O que acham que eu preciso melhorar? Comentem! Beijos!