A nova garota

44 Capítulo 44


Notas iniciais
Tá, hora de infartar vocês mais um pouquinho. Só um pouquinho... Boa leitura. PS: Ah, ALC, obrigada pela recomendação sua linda perfeita! Gente, oito recomendações, isso é tão perfeito, tão belo, tão... DIVO! Obrigada a todas as divas que recomendaram, esse capítulo é de todas vocês!

Imaginem qual não foi minha surpresa quando, depois dos treze dias que passei "acampando" na enfermaria, Nico finalmente acordou. No começo, achei que estva sonhando de novo, mas percebi que era bem real depois que Drake me tirou de lá sob o pretexto de buscar mais ambrosia.

Drake... Acho que ele já queria fazer isso desde o dia em que sugeriram que eu voltasse às atividades normais e eu ameacei me algemar ao pé da cama caso tentassem me tirar de lá. Sem comentários. Quíron apenas riu e concordou que eu ficasse, por fim.

Mas eu não me deixei irritar por isso. Faltava muito pouco para eu sair correndo e gritando de alegria feito uma retardada, então fui o mais rápido que pude buscar a ambrosia. Quando voltei, os dois estavam com um sorriso besta na cara, e eu não entendi nada.

— Perdi alguma coisa? — Perguntei, o que fez Drake levantar.

— Não, não. — Ele apontou para Nico. — E você pode tratar de ficar quietinho aí, entendeu? Não quero ninguém desmaiando porque tentou levantar. — Disse isso e saiu, sem mais nem menos.

Nem parecia o mesmo filho de Apolo que tinha sentado na minha frente treze dias antes com uma expressão pesarosa. "Ele foi atingido com força na cabeça", tinham sido as palavras dele, as que ficavam ecoando em minha mente. "Contusão cerebral. Num quadro mais grave, pode haver uma hemorragia. Eu não gosto de ser pessimista, mas eu já diria pra se preparar caso... Você sabe. O pior chegue a acontecer."

Olhando para Nico agora, ele nem estava tão mal. Tinha bandagens na cabeça, claro, e na perna direita. Os cortes em seu rosto estavam quase cicatrizados.

Sentei na poltrona a seu lado e nós conversamos um pouco, sobre o que tinha acontecido lá antes de eu chegar e também o que tinha acontecido no Acampamento durante a ausência dele. Notei que ele girava nervosamente o anel de caveira no dedo, de novo, mas resolvi deixar isso para mais tarde.

*****

Mais três dias. Três dias acampando na enfermaria, mas dessa vez com a feliz certeza de que Nico acordaria de manhã. Foi isso o que aconteceu no início daquele dia, a milésima vez em que tive um quase-infarto desde que eu havia conhecido Nico.

Senti o familiar aperto na mão antes de abrir os olhos. Já tinha se tornado um costume dele me acordar assim.

— Bom dia. — Ele sorriu.

— Bom dia. Como está a dor de cabeça? — Perguntei, preocupada.

— Hum... — Respondeu, pensando por um segundo. — Acho que diminuiu de 'bomba atômica/nuclear no cérebro' para um básico 'latejante insuportável'.

Eu ri. Então ele se ergueu e sentou na beirada da cama, perguntando se eu poderia ajudá-lo a levantar. Fomos juntos até lá fora, onde ele me soltou e se apoiou na madeira que cercava a varanda, respirando fundo. Ficamos em silêncio por alguns momentos. Ele ainda girava o anel no dedo. Será que estava preocupado com alguma coisa?

— Olha, eu prometo comprar um mais bonito pra você depois, tudo bem? — Disse, de repente. Eu ainda estava tentando entender quando ele tirou o anel e se ajoelhou, com certa dificuldade, na minha frente. — Eu sei que não é nada delicado, mas eu queria... Eu queria te dar uma coisa que tivesse um significado pra mim, que fosse importante. Porque você é importante. Julie, você ainda está me devendo uma resposta. Não tem que ser nada comprido, eu só preciso de uma palavra.

— Ah, Nico... — Oh meus deuses, oh meus deuses, oh meus deuses! Tá, chega de oh meus deuses. Ele estava querendo me fazer chorar de emoção ou gritar de alegria? Ou as duas coisas?

— Namora comigo, Julie?

(n/Aut: Agora o certo seria eu fazer eles se beijarem, se casarem, terem filhos e um cachorro chamado Rex, mas seria muito mais "EU" se aparecesse um monstro enorme do nada e matasse os dois. O que acham? Votem por meio de MP e eu exibirei o resultado ainda esse ano. Ou não, sei lá. Tá bom, parei. A última coisa que vocês querem agora é uma autora chata atrasando a cena romântica. Fui.)

— Claro que sim, Nico, claro que sim! — Eu falei, com um sorriso de orelha a orelha. Ele sorriu também e colocou o anel no meu dedo, levantando logo em seguida e me dando um abraço apertado.

Depois, segurou meu rosto entre as mãos e o puxou para um beijo. Acho que a intenção não era que fosse um beijo épico, nem que eu ficasse tonta. Mas foi mesmo, e eu fiquei tonta de verdade. Como ele é bem mais alto do que eu, minha cabeça estava num ângulo de 90 graus, mas pouco importava porque agora a mão dele apoiava confortavelmente meu pescoço.

Nos sepramos depois de um tempo, e eu senti que estava tudo começando a dar certo. Oh meus deuses de novo. inalmente.

Notas finais
Gostaram? Comentem! Beijos azuis :*