A nova garota

35 Capítulo 35


Notas iniciais
Desculpem a demora, tive um pequeno atraso. Um enorme atraso, pra falar a verdade... Agora, OBRRIGADA LADY DREAMS OF LOVE PELA PERFEITA RECOMENDAÇÃO! Mas... Último capítulo? Ainda não, vocês não perdem por esperar... MUAHAHAHAHAHAHA 6 recomendações gente, isso é tão perfeito! Querem me matar do coração? Sim. E, falando em infartar pessoas, eu quase matei algumas leitoras por três capítulos direto. Resolvi dar uma folga e fazer um normal hoje. Só que não. Boa leitura.

Oh meus deuses. Eu estava simplesmente surtando. Surtando! Preciso respirar. Vamos Julie, se acalme. Mas por que eu estou falando sozinha mesmo?

(n/Aut: Porque sente a minha falta.) (n/Julie: Acho que não.) (n/Nico: Tenho certeza que não. Mas você sumiu.) (n/Aut: Claro, Hellboy, eu tenho coisas mais importantes pra fazer do que ficar discutindo com a Julie aqui.) (n/Nico: Vamos parar com isso de Hellboy?) (n/Aut: Então escolha, tem Nikito, Darkboy e Garoto dos Infernos.) (n/Julie: Esqueceu Caveira Júnior.) (n/Nico: De que lado você está?) (n/Julie: Desculpe. Mas, voltando, que coisas importantes, por exemplo?) (n/Aut: NTI.) (n/Nico: O quê?) (n/Aut: Não te intressa.) (n/Julie: Grossa.)

Sem surto. Nico tinha me pedido em namoro. OH MEUS DEUSES, EU VOU SURTAR SIM. Estava esperando que a qualquer momento um monstro gigante aparecesse na minha frente e me engolisse inteira. Claro, sempre que eu penso que tudo está perfeito, acontece um completo desastre.

Ele se afastou e esperou pacientemente a minha resposta. Quando abri a boca para dizer alguma coisa, um rapaz do chalé 12 apareceu do nada.

Paz, onde você está, minha querida?

— Um garoto foi reclamado. — Disse, ofegante. Ele parecia ter corrido até aqui.

E o que diabos eu tenho a ver com isso? Ah, claro, a comemoração. Nico e eu nos entreolhamos e ele sorriu. Numa espécie de acordo silencioso, decidimos que continuaríamos mais tarde.

"Tudo está bom demais para ser verdade", pensei. Sabiam que pensar nisso dá azar? Pois é, eu descobri da maneira mais difícil.

Corremos até o Pavilhão e descobrimos que um garoto indeterminado tinha sido reclamado por Hermes. Oh meus deuses, mais um para fazer pegadinhas com todo mundo...

O nome dele era... Matheus, isso. Matheus de qualquer coisa. Ele tinha uma aparência latina, com cabelo preto cacheado, era bem magro e devia ter uns onze anos. Mas seus olhos castanhos sempre exibiam um brilho travesso que fazia você checar se sua carteira estava no lugar certo. Coisa de filho de Hermes.

A maioria dos semideuses do acampamento estava indo parabenizá-lo, dar tapinhas em suas costas, etc. Mas o resto apenas aproveitava para fugir das atividades costumeiras e jogar conversa fora. Em menos de cinco minutos, perdi Nico na multidão e não o vi mais.

Piper e Hazel vieram para perto de mim e me puxaram para um canto.

— Ok, desembuche. Nos conte tudo. — Piper disse.

— Ahn... Tudo o quê? — Disfarcei.

— Pode ir soltando o verbo, cunhadinha! — Brincou Hazel.

— Sobre o quê?

— Ora, vamos. — Pediu Piper. — Vá já contando tudinho o que está havendo entre você e o Nico.

Oh meus deuses. Fiquei três segundos pensando no que falaria, porque eu ainda não tinha nada com Nico. Ainda. Quíron, de longe, gritou para que todos voltassem às atividades normais. Salva pelo gongo.

Resmunguei uma despedida e fui para a aula de arco-e-flecha, ainda sem encontrar Nico. No início, isso não me preocupou muito, ele também tinha o que fazer.

Cinquenta minutos de aula, erros, flechas perdidas e gritos do meu instrutor depois, finalmente acabou o momento papelão do dia. Tempo livre. Andei por todos os lugares que foi possível, mas não o encontrei. Cruzei com Grover numa dessas voltas, e perguntei se ele sabia onde estava Nico. Nada.

Rachel, Calypso, Leo, Jason, Annabeth, Piper, Percy, Clarisse, Chris, ninguém sabia onde ele estava.

"Será que ele está me evitando?" , pensei, mas logo descartei a ideia. Mesmo se estivesse, com certeza alguém o teria visto...

Uma outra pequena ideia começou a se formar em minha mente.

"Ainda não terminei por aqui."

Oh meus deuses. Será?

Aproveitei os dez minutos que ainda me restavam de intervalo para clarear as ideias. Seria possível que Fobos, por algum motivo, tivesse sequestrado Nico? Isso era loucura. "Mas a história do colar também era", lembrei. "E tinha um motivo."

Droga.

Não. Eu tinha acreditado no arrependimento de Fobos e ia continuar acreditando.

Mas ainda me restava Afrodite...

Eu teria que pensar nisso depois. Talvez fosse apenas coisa da minha cabeça e eu tivesse me desencontrado com Nico.

Quem dera...

Eu agora estava ligada no modo 'piloto automático'. Meu corpo estava no Acampamento, mas a mente viajava por qualquer lugar onde Nico pudesse estar.

Fui até o lago para aprender a tecer cestos. Continuar aprendendo, digo, porque os meus se pareciam mais com galinhas do que com cestos. E eu falo sério, foi um milagre aquela coisa que eu fiz em Lugar Nenhum ter segurado alguma fruta.

Quando cheguei, a náiade que me ensinava olhou meu rosto com preocupação.

— Tudo bem por aí? — Perguntou.

— Acho que sim. — Disse. — Por quê?

— Nada, você só está meio... Robozinho. — Ela deu de ombros. — Acho que é impressão minha.

— Pode ser. Você viu o Nico por aqui? — Resolvi tentar.

— Não o vejo desde que o garoto de Hermes foi reclamado.

Trocamos mais algumas palavras, mas era inútil. Ela pegou os materiais e começou a (tentar) me mostrar como se entrelaçava as fibras, para ficar firme. Dizem que isso ajuda a relaxar, mas eu acho que esse fato não se aplica se você só consegue fazer algo parecido com um tijolo.

Dessa vez, porém, evoluí de galinha/tijolo para cesto de bicicleta. Era um progresso. Eu merecia aplausos.

Mas não estava nem aí para isso, pois não consegui achar Nico depois da aula também. Foi aí que comecei a perceber que tinha um problema.

Um problema bem grande e bem difícil de resolver.

Notas finais
Repetindo: Tentativas de assassinato apenas nos dias úteis, por favor. Meu Zeus, eu vou morrer... Gostaram? Comentem! Beijos :*