A nova garota

32 Capítulo 32


Notas iniciais
Cá estou eu, a humilde Larissa, para deixar mais um capítulo em minha história. Ah, mas lembrem-se: eu não vou pagar indenização por infartos. Considerem-se avisadas as leitoras com coração fraco. Voltando à minha retardadice habitual, eu gostaria muito de agradecer a Giovana Conod por recomendar a fic! Obrigada, sua linda! E era só. Eu gostei muito de escrever isso, então espero que vocês também gostem de ler.

Oh meus deuses. Oh meus deuses! OH MEUS DEUSES!

Acalme-se, Julie. Nico di Ângelo está te convidando para dar uma volta. É isso. Nada demais.

Mentira, isso é demais. Preciso me acalmar. Contar até dez. Respirar fundo. Tomar um calmante. Onde enfiam a drroga do calmante quando eu preciso?

Tentando parecer completamente normal e ignorar o mini-infarto que eu estava tendo, andei em círculo ao redor de Nico e parei de novo em sua frente. Ele me olhou confuso.

— Acabo de dar uma volta. — Expliquei com minha melhor cara de inocente.

— Engraçadinha. — Ele disse, rindo.

Tá, acho que deu certo. Eu o fiz rir. Era isso o que eu queria. Agora chegava o assunto sério.

— Não acha que temos que voltar para o Acampamento? — Perguntei, preocupada.

— Provavelmente a maioria nem se deu conta de que sumimos. No máximo, Quíron, Hazel, Frank, Percy e Annabeth. E só. Acho que podemos enrolar um pouco. — Respondeu.

— Não. Temos que voltar. — Falei, mas acho que Nico já tinha percebido que eu estava brincando. É bem possível, porque seu rosto exibia um sorriso divertido. — Vou de metrô até... O mais longe que o metrô for e depois pego um táxi. — Me virei e saí andando.

Ele segurou meu braço.

— Como quiser. — Disse, depois me girou fazendo com que eu desse meia-volta. — Mas o metrô é para lá. — Apontou na direção para a qual eu estava virada agora. — Besta.

Uau. Besta. Que romântico.

Dei risada e deixei que ele me conduzisse pela calçada. Andamos, rindo e falando bobagens, por uns dois quarteirões, eu acho. Nem me dei conta quando ele parou na frente de um cinema.

Só pra constar, já estava escurecendo. Mas sem pressão, claro.

Observei enquanto ele ia até a bilheteria e perguntava:

— O que tem de água-com-açúcar para agora? — A moça começou a mexer num computador atentamente. Cheguei perto de Nico.

— Água-com-açúcar? — Sussurrei, ainda rindo. — Vai sonhando.

Ele me olhou duvidoso.

— Acha que aguenta um de terror, então? — Perguntou.

— Isso foi um desafio? — Eu disse, erguendo uma sobrancelha.

— Como quiser. — Nico sorriu.

Ficou combinado assim, e escolhemos o filme de terror que tinha o melhor título. Acreditariam se eu dissesse que não me lembro qual era? Juro que é verdade.

Então, antes de começar a sessão, fomos até a lanchonete. Concordamos em pedir uma pipoca extra-grande e uma Diet Coke bem gelada.

— Espero que dure até o fim dos créditos iniciais. — Brincou.

O lugar que escolhemos era bem no fundo, e tinha pouca gente. Bem onde o ar-condicionado estava programado para resfriar mais. Assim que os trailers acabaram, nico disse "Atacar!" e começamos a matar a pipoca. Era a primeira porcaria que eu colocava na boca havia 11 dias. Teria que aproveitar.

O filme era sobre monstros. Foi ótimo, mas eu gostaria mais ainda se tivesse conseguido prestar atenção no filme. Isso porque toda hora Nico ficava fazendo comentários sobre as cenas:

— Ali! Mata ele com o garfo de churrasco! Vamos, Julie, temos que ajudá-la!

E eu ria como uma doida. Bom, eu sou doida.

— Tem um livro em cima da mesa! Joga na cabeça dele! — Ele me cutucava levemente, brincando. — Essas garotas dos filmes não têm criatividade, não acha?

As pessoas nos jogavam pipocas e sussurravam para que ficássemos quietos, mas eu simplesmente não conseguia. Os que estavam perto o bastante para ouvir o que Nico dizia também riam.

Quando saímos, estava bem escuro. Eu não fazia ideia de como voltaríamos ao Acampamento.

Nico me puxou para um banco de pracinha ali perto, mas eu me sentei encostada na árvore que estava ao lado. Ele se sentou também no chão, sorrindo. Mas aí sua expressão ficou séria.

— Olha, é o seguinte... — Começou. — Eu queria te pedir um conselho. Somos amigos, certo?

— Claro, pode falar. — Respondi.

— Pois é... — Ele suspirou. — A verdade é que eu estou apaixonado.

Nossa. Alguém consegue me dizer um jeito mais suave e amigável de ser definitivamente colocada na Galezone? Digo, friendzone? (n/Gale: Não gostei dessa brincadeira.) (n/Julie: Desculpe, não resisti.) Eu não. Mas Nico queria meu conselho, e eu não ia decepcioná-lo.

— Acho que deveria dizer para ela. — Opinei.

— Mas eu já disse.

— E o que ela disse? — Apesar de gostar de verdade dele, eu estava ficando curiosa.

— "Acho que deveria dizer para ela." — Ele respondeu, me imitando.

Levei um segundo para entender. Mas quando caiu a ficha... Oh meus deuses. Oh meus deuses. Mas não pode ser! Eu estou na friendzone!

Quando viu que eu duvidava, Nico cruzou os braços.

— Não acredita em mim? — Ele segurou minha cintura com uma das mãos e me puxou para perto. Com a outra, colocou minha franja atrás da orelha e apoiou meu queixo. Seu rosto estava a dois centímetros do meu. — Então eu acho que vou ter que provar.

Dizendo isso, ele me beijou. ELE ME BEIJOU! E dessa vez, posso garantir, não era nenhum sonho.

Confesso que, para o primeiro beijo de um casal, foi bem estonteante. Ele se afastou suavemente e olhou nos meus olhos.

— Acredita agora? — Perguntou. Fiz que não com a cabeça e ele sorriu. — Ótimo.

Senti seus lábios nos meus. Ele me beijou de novo. Nico me beijou de novo! Oh meus deuses. Agora eu estou realmente infartando. Quieto, Speed Racer!

Ele se afastou novamente.

— E agora? — Disse. Dessa vez, fiz que sim. Não tinha como não acreditar. — Já quer voltar para o Acampamento?

Não queria, mas não tinha escolha. Olhei para o céu e vi que já deviam ser umas oito horas.

— Temos que ir. — Respondi por fim. Mas eu ainda estava sorrindo, e ele também.

— Certo, então vamos.

Meu dia teria sido perfeito se Fobos não tivesse aparecido.

Notas finais
E aí, gostaram? Surtaram? Infartaram? Eu sim... Comentem! Beijos :*