A nova garota
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Agora mais essa. Minotauro? Isso é sério? (n/Aut: Naaah, é uma projeção holográfica.) (n/Percy: Sério?) (n/Aut: Não.) (n/Julie: Não está ajudando.)
Isso não era engraçado, não mesmo. O monstro veio correndo para cima de nós, e Nico me disse para esperar.
— Você está louco? — Perguntei.
— Só mais um pouquinho... Agora! — Gritou, me empurrando para o outro lado enquanto ele mesmo saía do caminho. O Minotauro foi parar uns dez metros à frente.
Agora, não sei o que você pensa quando eu falo "Minotauro" . O que quer que seja, não é feio o bastante, podem acreditar em mim. Ele tinha uma cabeça hororrosa de touro (n/Aut: Ah, jura que é de touro? Eu achei que era de borboleta.) (n/Julie: É Minotauro, não Minorboleta. Ai, credo, isso ficou horrível... Esquece.) com chifres e uma argola no nariz, daquelas que se usa pra marcar as Her... Ops, vacas. Seu tórax era igualmente peludo, mas em algum lugar da barriga os pelos ficavam menos densos e surgiam pernas humanas. Estava usando uma bermuda rosa, o que teria sido bem engraçado se ele não estivesse tentando nos matar.
O Minotauro se virou com dificuldade e olhou para mim. Eu tinha sido jogada na terra e enfiei a cara em um formigueiro. As donas dele picaram meu nariz e minha testa. "Se Nico sobreviver a isso, eu vou matá-lo" pensei. Agora, o monstro estava olhando para ele, e começou a correr com as mãos estendidas à frente do corpo, pronto para agarrar meu amigo se este tentasse fugir.
Nico estava encurralado, então eu fiz a coisa mais estúpida da minha vida, o que é dizer muito: fui correndo até o Minotauro, que já tinha desacelerado, e pulei em suas costas. Segurei em seus chifres enormes enquanto ele balançava, como em um touro mecânico. Eu lutava para não cair e ao mesmo tempo tentava manter a criatura longe de Nico, que já tinha pegado a espada e procurava um jeito de "me salvar". Se você já tentou pilotar um Minotauro, dá pra entender a dificuldade da minha situação, ainda mais com um pulso quebrado, segurando com uma mão só. É quase impossível encontrar o freio!
Fui atirada para a frente e bati a cabeça em uma árvore, fazendo minha visão ficar embaçada. O cara da bermuda rosa estava na minha frente, pronto para me matar, quando alguma coisa escura atravessou seu peito e ele se desfez em pó. Atrás, com uma expressão zangada, estava Nico.
— Essa foi por pouco. — Disse, e seu rosto se suavizou. — Tudo bem? — Assenti. Ele me ajudou a levantar e fomos para nosso abrigo.
Nico me convenceu a dormir primeiro. O que, em parte, foi bom porque eu estava morrendo de sono. Acho que eu já estava dormindo antes mesmo de deitar...
*****
Eu estava novamente sentada embaixo de uma árvore, mas desta vez não era Afrodite que me esperava. Eram Hermes e Apolo.
— Dois deuses vieram falar comigo de uma vez? Devo ter ganhado na loteria. — Falei baixinho. Mas acho que eles ouviram... Ops.
— Afrodite está meio brava com você. — Apolo disse. — Vocês já acharam a caverna e desvendaram metade da profecia. Ela esperava que demorasse mais.
— Não era pra ter contado isso! — Hermes parecia um pouco irritado. — Mas tudo bem. Não podemos demorar muito tempo ou ela descobre que estamos aqui, e corta nossos pescoços.
— Será que Afrodite não podia ter nos mandado fazer alguma coisa mais... Hum... Criativa? — Perguntei.
— Ah, isso é só fachada. — Apolo me explicou. — O objetivo dela é...
— Cala a boca, Apolo! — Hermes praticamente gritou. — Não ligue para ele. Adorei te ver montando no Minotauro, isso é inédito.
— Sim, merece até um poema. — Apolo olhou para mim e respirou fundo.
— Não, obrigada. — Falei antes que ele começasse. Hermes olhou para o próprio pulso (que nem tinha relógio, por sinal) e disse rapidamente:
— Temos que ir. Espero que goste do presente. — Acrescentou, piscando.
*****
Acordei, olhando em volta. Que presente? Nico estava sentado a alguns metros dali, e eu lembrei que tinha esquecido de interrogá-lo e também de matá-lo, por fazer com que eu enfiasse a cara num formigueiro. Foi quando reparei em uma mochila preta, dessas de escola, do meu lado. Peguei-a e abri, dentro havia um short jeans e uma camiseta verde para mim, uma calça e uma blusa para Nico, néctar, ambrosia e... UMA BARRA DE CHOCOLATE!
— Hermes, Apolo... — Eu disse, arregalando os olhos. — A partir de agora vocês são meus deuses favoritos.
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