Notas iniciais
Esse plot eu peguei do Curious cat da ahlupin, em uma discussão sobre quem Lily iria preferir como nora, dps disso acendeu uma luz na minha mente e peguei inspiração pra essa fic rs

Vai ser bem pequena mesmo, dois capitulos no maximo, e espero que curtam ai ♥

Harry Potter estava radiante quando, no início das férias, decidiu que seria uma ótima ideia levar a namorada Ginny Weasley para “apresentar” aos pais, pois seria como oficializar de vez o relacionamento, mesmo que todos na casa já conhecessem a menina há anos.

James ficou igualmente contente com a ideia, afinal sempre teve carinho pela garota. Já Lily Potter estava nervosa.

Não que a mãe de Harry desgostasse de Ginny, não, muito pelo contrário. A mulher sentia um enorme carinho pela garota, apesar de nunca ter visto ela como uma nora em potencial (muito diferente do seu marido).

Quando Harry enviou uma carta contando os acontecimentos, da final do campeoato de quadribol, da vitória da Grifinória, e do início de seu namoro com a Weasley, Lily não pode deixar de se sentir feliz pelo filho, apesar de se espantar um pouco com a última revelação. Por outro lado, James Potter parecia até mesmo ter adquirido um humor muito melhor depois de saber que, além da Grifinória ter ganho a copa (“com Harry como capitão”, ele gostava de deixar bem claro), o filho havia finalmente desencalhado, “e com minha nora preferida, ainda por cima” dizia o mesmo.

Desde o primeiro ano de Harry em Hogwarts, quando o garoto contou de suas amizades em uma carta, Lily sempre teve um carinho a mais por Hermione. A garota era inteligente, bonita, e ainda por cima era nascida trouxa, o que em sua concepção era algo ótimo, afinal, ela mesma vinha do mundo trouxa e teriam muitos assuntos para conversar em um almoço de família.

Por isso, Lily sempre idealizou Hermione Granger como a nora perfeita. Desde as primeiras vezes que a garota frequentou sua casa, na companhia de Rony Weasley, por serem melhores amigos de Harry, ela quis que o filho futuramente se revelasse apaixonado por ela.

Contudo, sempre que expunha seus sentimentos á James, o mesmo ria com muita vontade.

“Ainda acho que a pequena Weasley vai acabar conquistando o coração do nosso garoto. Irmã do melhor amigo, fruto proibido. Ele é meu filho, gosta do perigo, quando a gente menos perceber ele vai estar na mão dela” era o que ele sempre dizia. Bem, no fim ele estava certo.

Lily preparava o almoço para a visita da garota. Daqui algumas horas Harry e James iriam buscá-la pela rede-de-flu para um almoço em família.

James desceu as escadas indo em direção a cozinha e deu um beijo estralado no rosto da mulher, que não respondeu nada além de um resmungo.

Já acomodado em uma cadeira, ele disse.

— Não fica com essa cara meu amor, não é como se a responsável pelo sequestro de Harry estivesse vindo. É só a namorada dele, Ginny Weasley — Fez questão de acentuar o nome da garota, sabendo da cisma de sua esposa.

— Mas é quase isso não é? Uma sequestradora. Ela vai sequestrar ele para aquele quarto e não sair de lá tão cedo. ­– resmungou Lily.

— Você não estaria reclamando tanto se Hermione estivesse no lugar dela não é?

— Hermione é uma garota comunicativa, duvido que ficaria todo o tempo no quarto com Harry – argumentou, enquanto guardava a varinha depois de lavar toda a louça acumulada.

James gargalhou alto com a tentativa de defesa da mulher para a melhor amiga de seu filho.

— Claro, claro, tão comunicativa que a primeira vez que ela veio aqui quase morreu de tanta vergonha.

— Como se Ginny nunca tivesse ficado encabulada na vida. Ou você esqueceu de quando ela enfiou o cotovelo na manteigueira a primeira vez que fomos a casa dos Weasley?

O marido se segurou para não rir, a fim de provar seu ponto. Acabou por revirar os olhos para a esposa.

— Eu não sei por que você não gosta dela...

— Hey! Eu nunca disse que não gostava dela, por Merlim. Ela é adorável, muito bonita e dedicada. Mas Hermione é uma companhia tão boa para o nosso filho, notas exemplares, currículo perfeito, zero detenções, uma maturidade invejável. Sempre achei que a amizade deles iria evoluir uma hora ou outra.

James soltou uma risada pelo nariz. – Ela e Harry podem não ter evoluído a amizade, mas ela e o ruivo... – ao notar os olhares confusos de Lily, o Potter gargalhou – Ah, faça-me o favor Lil’s. Você realmente nunca notou como os dois são perto um do outro? Eu achei que você ignorava, por causa dessa coisa que você tem dela ter que ficar com o Harry, mas ‘tá na cara que eles se gostam.

Lily ignorou as insinuações do marido, terminando enfim de cozinhar o almoço.

— Tudo bem, já entendi que você não gosta da Hermione, agora vá buscar a Ginny junto com o Harry antes que vocês se atrasem.

— Hey, calma lá, eu nunca disse que não gostava de Hermione. Por Merlim, ela é a melhor amiga do meu filho, por que eu faria isso? Só acho que na questão relacionamento amoroso, eu prefira ela com o Ron.

— ‘Tá James, agora vai logo antes que...

— Pai? Podemos ir buscar a Ginny? – Os dois adultos viraram rapidamente ao ouvir a voz de Harry na porta da cozinha, enquanto trocavam um olhar cúmplice. James sorriu marotamente antes de responder.

— Claro, vamos logo acabar com sua agonia de tanto ficar longe de sua amada.

Harry corou um pouco e revirou os olhos, mas não contestou. Enfim, os dois partiram em direção a lareira com o pó-de-flu em mãos.

— A Toca.

***

Ginny estava completamente nervosa quando acordou naquela manhã de sábado. Tudo bem que já conhecia James e Lily Potter muito antes de se relacionar com Harry, afinal, o dito cujo era nada mais que melhor amigo de seu irmão, e eram incontáveis as vezes que suas famílias passaram alguma data importante na companhia uma da outra.

Porém, era de fato, a primeira vez que se apresentaria a eles, não como “Ginny Weasley, a irmã caçula de Rony” e sim como “Ginny Weasley, a namorada de Harry Potter”. Por isso, todo tipo de pensamento passava pela cabeça da ruiva.

“E se eles não gostarem de mim?” “Mas eles já te conhecem.” “E se eles forem o tipo de pais ciumentos que não gostam das namoradas do filho?” ‘Que namoradas Ginevra, ele nunca teve nada com ninguém além de você” “Teve a Cho! E se eles preferirem a Cho do que a mim? Oh Merlin, e se...”

— Chega Ginny! Não é como se eles já tivessem namorado sério, foi no máximo dois encontros. Outra coisa, desde quando você se preocupa com o que os outros vão pensar? – Falou para si mesma enquanto penteava os cabelos e se olhava no espelho.

“Desde que ‘os outros’ são os pais do seu namorado.” Pensou por impulso.

Respirou algumas vezes antes de levantar da penteadeira para ir em direção a cozinha, porém ao abrir a porta deu de cara com Harry. Ele estava com uma das mãos no bolso e a outra prestes a bater na porta, o mesmo cabelo despenteado de sempre e su inseparável camisa cinza. Ao ver o namorado, aparentando estar bem mais calmo que ela, seu coração relaxou por um momento. Chegou mais perto dele para lhe dar um selinho enquanto o mesmo a abraçava pela cintura.

— Vieram me buscar? Achei que iria com meu pai.

— Eu quis vir. Aproveitar para falar com Rony e com o Sr. e a Sra. Weasley – Respondeu Harry – Vim com meu pai, o que percebi que foi uma péssima ideia, porque agora estão todos eles lá em baixo conversando com ele, o que pelo jeito vai demorar um pouco.

Ginny deu uma risada e se afastou do abraço para dar passagem ao garoto.

— Entra, vamos esperar eles terminarem a conversa animada deles. Uma hora eles lembram que existimos e estamos sozinhos em um quarto.

Se Harry notou as segundas intenções na frase, não demonstrou, e se jogou na cama de Ginny, onde a mesma foi parar logo em seguida.

Por conta do comentário, ambos poderiam ter ficado encabulados ou criado uma tensão estranha no ambiente, porém a Weasley sabia que Harry era lento demais para entender tal sentido da frase. A única atitude tomada por ele no relacionamento, fora em seu primeiro beijo no salão comunal da Grifinória. Os beijos mais quentes, a primeira mão boba, e fugas no meio da madrugada para o dormitório um do outro eram todas ações incentivadas por Ginny. Se dependesse dele, até o dia do casamento nunca haveriam passado de selinhos castos antes de dormir. Por isso, a menina sabia que o “ato final” demoraria a vir, a não ser que ela tomasse uma atitude.

Harry fazia cachos nos cabelos ruivos de Ginny, enquanto ela brincava com a bainha de sua camisa. Estavam silêncio, não constrangedor, mas confortável, onde o único barulho eram suas respirações.

— Sabe, eu estou um pouco nervosa. – Confessou Gin, quebrando o silêncio.

Harry franziu um pouco as sobrancelhas e olhou para ela, tirando sua atenção das mechas ruivas.

— Nervosa por quê? Por conhecer meus pais? – Falou em tom de deboche, fazendo-a revirar os olhos.

— Não... Quer dizer, sim. Eu não sei bem, ok? Eu sei que conheço seus pais a anos, porém é como “a irmã mais nova do melhor amigo de Harry”, e não como “A namorada do Harry”. Eu nunca fui apresentada a família de nenhum namorado, e por mais que eu já conheça a sua é...

— Estranho?

— Não, não estranho. Novo, é a palavra.

Harry suspirou e voltou a brincar com os cabelos da menina.

— Sabe, eu não posso te julgar – Ele voltou a falar, depois de alguns minutos. –Quando decidimos assumir o namoro pras nossas famílias, eu pensei qual maneira seus irmãos iriam preferir para me matar.

Ginny gargalhou com a confissão – Não seja besta, as vezes penso que eles amam mais você do que eu.

— Mesmo assim, eu também fiquei nervoso. Jurava que na primeira oportunidade, seus irmãos iriam me cercar e apagar meu nome do mundo bruxo. – Contou ele – Só não pensa nisso ok? Meus pais te adoram. Isso nunca vai mudar. E veja pelo lado bom, você não tem que se preocupar com 6 irmãos mais velhos incrívelmente ciumentos onde um deles é seu melhor amigo e é o mais ciumento de todos.

Os dois caíram na gargalhada, antes de escutar James gritando do andar de baixo.

— Eu sei que vocês estão apaixonados, e muita coisa não pode ser compartilhada por carta, mas está na hora de ir.

Os dois desceram juntos até a sala, e de lá se despediram dos Weasley. James entrou na lareira, seguido de Harry.

Depois de ver o corpo do namorado sumir completamente, Ginny pegou o pó-de-flu e entrou na lareira. Com um último suspiro, jogou o pó no chão e falou em alto de bom som;

— Casa dos Potter.

Notas finais
logo logo atualizo com o segundo capítulo, que vai ser o almoço da família potter ♥

não esqueçam de deixar comentarios, não seja um leitor fantasma, ouies
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.