A noite mais sombria
1 Seleção
Imagine Dragons — Radioactive
PARA LUNA SEU PRIMEIRO dia na cidade onde sua mãe morou quase a vida inteira era minimamente legal, mas considerando que há pouco tempo morreu, e consequentemente deixou sua única filha sozinha, era uma droga.
ForestHill é a cidade mais chuvosa que já viu na vida, a temperatura quase menos de 0° graus, e também havia os monstros que caminhavam por ela todas as noites.
(...)
Luna levanta da cama se espreguiçando, e boceja várias vezes antes de conseguir colocar as pantufas. É tudo tão macio. A casa onde sua avó mora é grande e maciça, castigada pelo tempo, com algumas goteiras, e as noites passavam em vão por causa do seu maldito vizinho.
— Luna!! Primeira hora do dia garota, levanta! — sua avó está no andar de baixo batendo panelas, provável que esteja fazendo um pequeno almoço para Luna comer antes de ir para escola, ela está acostumada com os olhares dos outros, parecia que havia um imã na sua cabeça dizendo "Me olhe! Estou disponível como modelo nas horas vagas" e odiava isso.
Lentamente colocou suas usuais roupas vermelhas, e desceu as escadas rapidamente odiando cada som de madeira rangendo.
Foxflud, o colégio, ocupa quase um quarteirão inteiro, tem o ginásio na área norte, campo de vôlei na oeste, e sua predileta: natação. Água era de alguma forma calmante necessário para quando está estressada.
Rebecca, sua melhor, e única amiga, tinha belos cabelos loiros presos no topo da cabeça. Ela não era tão gozada quanto Luna, mas também, por estar andando com a garota esquisita que perdeu a mãe num acidente de carro que somente uma pessoa teve culpa: Luna, e nem se importar com isso, é difícil eles não zoarem, no entanto, Bek tinha lá seu charme.
— Você não vai acreditar no que acabou de acontecer! — exclama Bek puxando o braço de Luna forte para sala de história — Neil bateu a cabeça do Tyler no chão da quadra e tem sangue vazando por todo lado, nossa você tinha que ver, era quase mórbido.
Luna franzi-o o cenho.
— O que é aquilo? — aponta para o cartaz decolado na parede.
Todos os alunos devem comparecer ao ginásio depois das aulas, os professores vão escolher seus alunos dos grupos acadêmicos: grêmio, teatro, natação, vôlei, e etc. A presença de todos é requisitada e qualquer perturbação da ordem será levada como ato rebelde, levando a expulsão imediata.
— Ato rebelde? — Bek bufou. — Vou mandar a diretora colocar ato rebelde na bun...
— Sala! Sentem, vamos aprender como a segunda guerra mundial acabou — anunciou o professor calando Bek na hora, ela lançou uma piscadela para Luna e correu para seu acento. Luna olhou novamente para o cartaz.
"O que será que isso quer dizer?" pensou a garota.
Naturalmente, ela sentou no seu lugar de sempre, pelo menos, se o sempre fosse resumido em duas semanas e meia, no fundão, onde ninguém poderia incomodar. Luna é uma pessoa muito pouco sociável, isso era admiti, porém se considera bem romântica fanática por livros de romances impossíveis, e nenhuma pessoa ganhava de um livro na sua vida. Nenhuma.
Quando a aula terminou todos os quinhentos e quarenta e três alunos de Foxflud se dirigiram para o estádio coberto, porque está chovendo de novo. Luna sentou do lado de Bek.
— Alunos e calouros, estamos aqui, jovens cristãos, para parabenizar vocês por mais um ano de vida. Sabemos que nossa sociedade é meio conturbada por delinquentes juvenis, mas já está na hora do bom deus ganhar uma folga. Todos os anos nossa escola proporciona a vocês os jogos acadêmicos, e nesse ano não será diferente, os professores já adquiriram as listas de alunos que vão praticar cada prova. Terão ao todo dez equipes: os Dark, vencedores do ano passado; Starks; Vanilla; Torston; Cradus; Rotyner; Hardware; Taks; Despian; Burton, essas equipes serão compostas dos cinco alunos que estarão submetidos a provas que iram testa-los no quesito inteligência, bravura, determinação, trabalho de equipe, e companheiros, sem essas artimanhas vocês não ganharão nunca. Cada equipe terá um instrutor e poderá recorrer a ele por os rádios, mas lembrem-se que só terão três ligações. A noite dos jogos será aqui na escola, vocês terão que achar, caçar, e procurar pistas que levarão ao Senson, quem achar ganha o privilégio de duas semanas de folga... — as pessoas murmuriaram — no Hawaii. O nome dos alunos escolhidos estarão naquela tabela bem ali. — apontou a diretora.
Luna estreitou os olhos quando vários nomes em vermelho se formavam embaixo de cada esquipe. Não que estivesse preocupada. Esta ali apenas duas semanas, impossível ser escolhida.
— Por favor, seja eu, seja eu, seja eu. — sua melhor amiga cruzava os dedos ao seu lado. Não dava para acreditar que estava presenciando aquilo! O que será que tinha numa noite onde cinquenta alunos ficam trancados dentro da escola tendo somente objetos antiquados e instintos para achar um Senson.
— Meu deus! — gritou Bek. Luna pulou assustada.
— O que?!
— O garoto expulso das outras escola está na equipe Taks! Ele e seu irmão gêmeo estão em equipes diferentes, uau, isso poderi... Puta que lá merda! Luna, diz que seu nome é Miazzi?
— Você sabe que é... — Luna desdenhou sem saber o motivo da histeria da amiga.
Bek pega sua mãe e começa a apontar freneticamente para a tabela. E diz:
— Luna V. Miazzi, você é a nova capitã da equipe Taks.
A visão de Luna embasou na hora.
— Não pode ser — sussurra ela. — Rebecca, eu sou asmática, claustrofóbica, tenho pouca imunidade. Acredite, eu não posso estar em uma equipe. — diz a menina mais assustada que nunca, bom, menos quando o carro da sua mãe caiu no lago e... Não. Bek passa a língua nos lábios.
Ao seu redor as pessoas vibram de animação, mas Luna se manteve sentada roendo a unha até o toco, esta decidida que terá uma conversa com a diretora assim que as pessoas saíssem do pátio. Entretanto, os "escolhidos" ficarão no ginásio quando as pessoas voltarem para sua casa, Luna já podia vê tudo, seria um desastre tão grande que chamariam os jornais das cidades há espreita, e ela virara mais do que a garota do anterior que perdeu a mãe, será aquela desgraçada pelo qual sua equipe toda perdeu. Ainda estava em dúvida sobre o que fazer quando o lugar esvaziou rapidamente, e então ela estava com apenas cinquenta pessoas.
Congelada, Luna não saiu do fundo da escadaria.
Uma garota, bonita, e de aparência simpática, sentou ao seu lado com a mesma animação que Luna estava mostrando, a garota tentou parar de tremer, mas Luna percebeu que era mais do que um medo.
— Você está bem? — pergunta Luna cuidadosamente.
— Meu nome é Grace-e-e... — agora a garota tremia compulsivamente, e foi uma só isso que bastou, antes dela cair ao seu lado, inconsciente.
— Ei! Ajudem aqui! — grita Luna batendo de leve no rosto de Grace, que está com a cabeça no seu colo, e... "Murmuria" coisas estranhas.
Os garotos logo foram ajudar Grace, enquanto Luna tentava segurar o choro via a garota ser carregada para enfermaria pela equipe Despian.
Quando sua visão voltou a se adaptar com a claridade dos holofotes, ela levanta e anda para onde sua equipe esta, havia um garoto alto sentado numa cadeira com ar despreocupado, ele mexia os ombros de maneira engraçada enquanto escutava a música no fone gigante em sua orelha, outra garota, graças a deus, pensou Luna. Obviamente uma caloura, enrolava o chiclete no dedo entediada, e também havia o... Ele... Luna tem a vaga lembrança dele chegando todos os dias no mesmo horário que ela, porque graças a sua dedicação ao trabalho na fábrica ela conseguiu um carro razoavelmente bom que andava quarenta quilômetros por hora fazendo manhã, por isso Luna chega quase sempre atrasada na escola. Ambos chegam. Ele vai numa Ducati preta, e gradualmente rouba a vaga de Luna, era ele quem Bek falava, o que foi expulso das escolas.
Luna sentou na última cadeira vaga e esperou o professor aparecer para dar as instruções necessárias, logo em seguida ela falaria com a diretora, e estaria livre para não ir nesse campeonato estranho. Não teria nenhum propósito ela ir! Tinha pessoas, como os alfas: aquela garota sentada ao lado dela com certeza ela uma alfa, patricinha, cheia de mimos, terrivelmente arrogante. E betas: como o garoto que barra ela todos os dias quando tenta entrar no estacionamento e ômega: Luna. De qualquer maneira ela gostava de ser um lobo solitário na sociedade, apesar de ter Bek ela nunca foi lá uma das melhores amigas de todas, mas ainda sim, ela única e Luna não trocaria sua amizade por nada.
Aí, aí, ai, aí. O novo integrante do grupo sentou no lugar ao lado da Alfa passando os braços ao seu redor.
— Bom, agora que estamos todos aqui. — diz o professor de vôlei — A noite sombria será na próxima lua cheia, até lá quero que vocês se conheçam melhor, quero que ganhem um laço de fraternidade! — Sem chance, pensou Luna. — Vocês tem que se conhecer. Mas agora, vou lhes dar uma pequena aula sobre a noite sombria. Tudo o que ocorrer durante essa noite será registrados nas câmeras de segurança do prédio, que no caso está por todos os lugares, então nem pensem em traspassar queridos. Temos o seguinte: o cérebro, o atleta, o arrombador, o estrategista e o Alfa. Alguma pergunta?
O garoto cujo nome Luna ainda desconhece levantou a mão. Ele é obviamente o arrombador.
— E quem, exatamente, está qualificado para cada uma dessas alternativas? — sua voz era fria e zombeira ao mesmo tempo.
— É, porque está faltando alguém aqui. Somos quatro, já basta termos que participar desse negócio, agora temos que fazer isso com um a menos? — reclama a garota se desvencilhando facilmente do braço, e deixando o garoto com cara emburrada.
— É o Neil ainda está na enfermaria por causa do acidente com sua cabeça...
— Oh, sim, a cabeça dele flutuou até a travessão e então começou a chocar-se sozinha. É isso pessoal, temos um psicopata no grupo. — diz o arrombador. — Deixe-me ver. Temos a patricinha gostosa ali, o jogador com pouca autoestima ao seu lado e... — seu olhar intrigante pousou em Luna. Lindos. Lindos olhos negros e assustadores, pensou. Ela teve vontade que o chão se abrisse e engolisse ela. — Quem é você?
— Essa é Luna V. Miazzi, não é? A garota do Texas? — aponta a garota.
— Você não é aquela que... — o atleta começa, mas o arrombador o interrompe.
— La lua. — ele experimenta a palavra e sorrio cheio de dentes. — Até que ela é bonitinha. E depois vem o psicótico que começou a bater sua própria cabeça na trave porque estava muito frustado sexualmente. — arrombador coloca as mãos na cabeça e se inclina na cadeira — chocante.
Luna espera o professor falar alguma coisa, no entanto, o homem gordinho só olha para frente como se sua vida dependesse disso, era inquietante. Ao invés dos Alfas parecerem ofendidos com a perturbação do arrobador eles apenas sorriem sacanamente. Será que eles estão brincando comigo?
— É sempre tão sarcástico? — Luna quase conseguiu sentir a amargura na sua boca. Mas se arrependeu de ter dito as palavras.
O sorriso do arrombador se ampliou.
— Não. Tente algum dia em que não estiver chovendo. E, para sua informação, nunca para chover. Afinal, no que estou sendo sarcástico mesmo? Clareia minha memória.
Luna sela os lábios balançando a cabeça, se recusa a dar esse gostinho para ele, e aos alfas também. Arrombador acena para o professor prosseguir.
— Certo. Como equipe vocês terão, nessa última semana, que fazer exercícios de confiança uns com os outros. Se um se jogar, você pega, se eles chorarem, enxugue suas lágrimas, se alguém cair, levante, aqui é a noite sombria pessoal, não é lugar para preguiçosos. — por algum motivo Luna levou isso mais como uma indireta, bem, reta, e se consolou dizendo a si mesma que logo não estaria mais nesse grupo. Provavelmente poderiam colocar até Bek aonde ela esteva. — Agora uma demostração. Luna e Caleb levantem. A Luna vai se jogar de costas e Caleb pega, OK?
— Não! — Luna objetou ao mesmo que o arrombador levantou e disse:
— Claro.
— Não. Não. Eu não posso. Ele vai me deixar cair de cabeça no chão e...
— Você já tem problemas de cabeça! Sabemos. Agora faça o exercício, por favor, eu tenho muito mais o que fazer. — reclama o arrombador, mas havia um brilho sacana nos olhos que fez com que Luna estremecesse, limitou-se a olhá-lo com fúria, mesmo que sendo impossível para ela já que nunca odiou ninguém na vida toda.
— É sério professor... — tenta outra vez.
— Faça. — Luna aperta os olhos e acena. — Quando estiver pronta.
Então ela abri os braços e se choca diretamente no chão. Sua cabeça dói com o impacto e ela fica vários minutos sem se mover.
— Isso — diz uma voz bem perto da sua nuca —, é por me contrariar.
Luna sabe exatamente quem está falando, e seu instinto grita furioso com ela dizendo que é melhor ficar longe desse garoto, mesmo que não conseguisse sair dos jogos iria fazer de tudo para evitá-lo e, se deus quisesse, seria feito.
Sabe o que ela não viu? Foi os professores escolhendo pessoas para natação, teatro, ou essas coisas. Será que aquilo foi só um cartaz para chamar todos para dentro do pátio? Por quê?
Ela levanta apertando os olhos com força, seu dia pode ficar pior do que ela imagina.
♪ ♫ ♩ ♫ ♭ ♪
olá estrelinhas, a terra diz oi. Foi mal, mas não resisti.
Espero que tenham gostado, se houver qualquer erro de português podem falar, é que eu ainda não revisei porque meu not tá bugado.
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