A namorada do Poeta

11 Seu poema foi enviado com sucesso.


Notas iniciais
E aí, galerinha!! Tudo bem? Então, é o seguinte, tem capitulo novo!!!! Não vou me alongar aqui, então podem ir ler.

Sophia não imaginava que iria falar com o irmão tão cedo. Ela ainda não tinha digerido a ideia de ele estar noivo e ainda por cima não tinha gostado de sua futura cunhada. Além do mais, a voz dele tinha um tom estranho, um pouco receoso.

— Claro que posso falar, o que é?

— Fia, como você sabe, eu e a Tulipa estamos noivos. Com isso decidimos arrumar um lugar para morar, já que ainda moramos com nossos pais e eu não quero morar com minha sogra, nem ela aqui. Acabamos entrando num consenso de arrumarmos um lugar logo. Ela quer se mudar aí para Goiânia, o que seria bom já que ficaria mais próximo do meu trabalho. O que eu queria saber é se tem como a gente passar uns dias aí, enquanto eu acho algum lugar para alugar.

Sophia estaria prontamente disponível para aceitar o irmão em sua casa, qualquer dia e qualquer hora, porém, ele disse “a gente”, ou seja, a menina com nome de flor estaria vivendo em sua casa. A garota não tinha feito nada demais para Sophia, porém ela não aguentava nem ouvir o nome da garota sem revirar os olhos. Eduardo esperava uma resposta e Sophia resolveu sacrificar-se pelo irmão.

— Sem problemas. Tem um quarto sobrando lá.

— Nossa, valeu mana! Você não sabe o galho que está quebrando para mim. E fiquei tranquila, enquanto estivermos aí, ajudaremos em todas as despesas.

— Tudo bem, Edu.

— Agora eu tenho que ir, final de semana eu passo aí e combinamos tudo, ok? A Tulipa já estava com saudade de você.

— Eu também, mal posso esperar para reencontrá-la. — Sophia praguejou assim que o irmão desligou o telefone. Agora que mesmo que ela se sentia mais motivada a encontrar o Chris, pois ela precisava desabafar. Ela não sabia por quanto tempo aguentaria ter a menina do nome de flor morando em sua casa.

A estudante passou por mais algumas ruas cheias de pessoas com caras carrancudas e sonolentas, pois ainda era início da manhã. Chegando ao estabelecimento, ela pegou um carrinho de compras, que ficavam enfileirados próximo a entra do local. Entrando no supermercado, ela foi logo procurar Chris. Rodou por todas as sessões e não o encontrou. Então resolveu começar a fazer compras. Foi na sessão dos cereais, comprar açúcar e óleo e logo que entrou na sessão, pôde ver Christopher chegando com um fardo de arroz em cima do ombro. Ela esperou de longe ele colocar o peso no chão, e enquanto ele rasgava aquele fardo para retirar os pacotes e colocar na prateleira que estava visivelmente vazia, Sophia aproximou-se e disfarçando um pouco a voz disse:

— Poderia me informar onde eu acho lâmpadas?

— Claro, senhora, é só me seguir. — Disse Chris sem olhar para Sophia, já se dirigindo a sessão requisitada por ela. Sophia seguiu-o sem falar nada e quando chegaram, ele virou-se para ela e disse — É aqui. — E nesse momento, reconheceu a amiga. — Fia? Você aqui? Neste horário?

— Parece que uma sobrinha do chefe morreu e ele teve que viajar às pressas, e não fez alguns pedidos que faltavam. Então ele deu folga para os funcionários.

— Nossa, fico triste por ele. Bem, eu tenho que voltar a trabalhar.

— Eu queria conversar um pouco enquanto você trabalha, posso?

— Desculpa, Fia, mas eu tenho que ajudar a descarregar o caminhão com aquele arroz que eu estava colocando nas prateleiras. Ele vende bastante e estava em falta. Ou seja, eu vou ficar no depósito.

— Ah, ok. Depois do expediente, dê um pulinho lá em casa, então.

— Certo, Fia. Boas compras.

Assim que Chris saiu para fazer seu trabalho, Sophia foi terminar de fazer suas compras. Pegando tudo que tinha em mente, foi ao caixa pagou e pediu que fizessem a entrega à domicílio. Sophia chegou em sua casa, praticamente, junto com o entregador. Ela pediu que deixasse os produtos em cima do sofá, que depois ela colocaria na dispensa. Assim que o rapaz foi embora, ela resolveu dar um pulinho na casa de Carol, pois afinal, ela tinha o dia de folga e não sabia bem o que fazer. Tocou o interfone, Carol atendeu e destrancou o portão, que era elétrico. Sophia entrou encontrou a amiga, tomando um pouco de sol, perto da entrada da casa. Ela logo explicou o motivo de estar de folga e disse:

— Ou seja, estou com dias de folga e não sei exatamente o que fazer. Que tal fazermos algo juntas?

— Bem, eu só tenho a manhã livre. — Respondeu Carol.

— Como assim? Vai sair? — Perguntou Sophia.

— Sim, eu tenho um encontro hoje.

Sophia ficou feliz. Na verdade, ela ficou muito feliz. Desde o acidente, Caroline não tinha se relacionado com ninguém, mesmo sendo muito bonita, sua autoestima tinha sido abalada quando perdeu o movimento das pernas. Também não haviam surgido muitos pretendentes e ao ver que a loira tinha começado a progredir mais uma vez no campo amoroso, a musa do Poeta quase não pode conter a alegria.

— Anda, diz quem é o sortudo? — Sophia estava animada.

— Você não conhece, é o filho de um amigo do meu pai.

— Que bom, Carol, fico feliz por você.

— Mas se você quiser, podemos assistir um filme, o que acha?

— Não, pode deixar. Eu vou deixar você se embelezando para o seu encontro. Vou estudar um pouco.

Sophia voltou para casa e viu que suas compras ainda estavam no sofá. Depois de arrumá-las, ao invés de estudar, a garota fez algo que julgou melhor: dormir. Ela não vinha dormindo direito, afinal, ela estudava a noite, chegava em casa tarde e tinha que acordar cedo no dia seguinte. Era uma rotina bem cansativa. Ela dormiu muito, só acordando as duas da tarde. Almoçou e foi estudar e então Chris chegou, vindo direto do trabalho para lá.

— E então? Como foi o dia de folga? — Perguntou o rapaz.

— Muito produtivo. — Ironizou Sophia. — Dormi muito.

— Você ficou sabendo que a Carol vai sair com um cara? — Indagou o garoto.

— Sim, fiquei. Estou muito feliz por ela.

— Eu não ficaria tanto.

— Por quê?

— Ela vai sair com o Thiago! Esse é um dos caras mais babacas que eu já conheci! Além da ótima fama que ele tem. — Bufou Chris.

— Por que não falou isso para a Carol?

— O Lucas falou com ela, mas o Thiago conseguiu iludi-la.

— Nesse momento eles já tiveram ou estão tendo um encontro. — Sophia estava indignada.

Mais tarde naquele dia, Carol ligou dizendo que não iria para a faculdade naquele dia, pois ela iria sair novamente com o tal Thiago. Sophia esperava que pudesse convencer sua amiga de desistir do cara, mas parecia que isso não iria acontecer. Sophia foi com Chris para faculdade e os dois conversavam tentando achar uma maneira de fazer Carol abrir os olhos. Assim que chegaram no Campus, resolveram deixar o assunto um pouco de lado, enquanto tentavam prestar atenção nas aulas. Sophia não conseguiu, pois acabou lembrando dos hóspedes que em breve teria.

***

A garota estava mais uma vez fazendo aquela sua missão impossível. Era cada vez mais complicado deixar os poemas de seu amigo na mochila de Sophia, pois ela estava cada vez mais atenta a isso. A saída era sempre esperar ela ir ao banheiro, e esperar também que os amiguinhos dela não estivessem prestando atenção. A menina de cabelos cacheados via a hora de ser pega. Por um lado, seria bom, pois seu amigo já devia ter tomado coragem para se expressar, por outro, ela gostava um pouco da adrenalina e achava fofa a reação de Sophia com os poemas dele. Por isso ela continuava entregando.

Achando uma oportunidade perfeita, a garota foi até a mesa de Sophia e quando foi deixar o poema no bolso, viu um envelope. Este era destinado ao poeta, ou seja, para seu amigo. Ela deixou um e pegou o outro. Mandou uma mensagem de texto para seu amigo, da mesma forma que ele havia feito uma vez, pedindo que ele a encontrasse próximo aos banheiros. Quando ia para lá, ela cruzou com a Sophia e mesmo que não soubesse o que ela fazia, não fez contato visual. Por fim, encontrou o Poeta.

— Acho que isso é para você. — O garoto pegou o envelope e viu que estava escrito “De: Sophia para: O Poeta”. E ao abrir disse:

— Um poema...Para mim?

Notas finais
Imagino a Sophia dizendo: "Parece que o jogo virou, queridinho." Qual será a reação do Poeta com o poema? O que será que está escrito no no poema da Fia? Só aguardando para saber!