Notas iniciais
Plagio é crime.

PRÓLOGO

Era um dia chuvoso. O vento forte esbofeteava o rosto de todos ali.

Por incrível que pudesse parecer, Joana havia acertado ainda quando era uma pequena e inocente criança. Sim, em seu funeral choveria.

Ela tão pouco gostava de regras, por isso ainda jovem pediu alegremente que no dia de seu enterro tocasse uma batida de Rock. Que ninguém chorasse, mas estava sendo exatamente ao contrario. O desespero batia á porta de seus amigos e familiares.

Todos ali presente julgaram-na de alguma forma. Por algum motivo em particular, entretanto agora estavam diante de um ser querido que não poderia mais voltar.

O padre rezava pela sua alma. Sua mãe sucumbia as lagrimas e tentava abraçar seu caixão. Se ela ao menos visse todas aquelas pessoas chorando em volta de uma caixa grande feita de madeira. Todas vestidas de preto. Se ao menos pudesse ver o arrependimento estampado no rosto do seu ex namorado. O mesmo que tivera uma pequena parcela para com seu atropelamento. Hoje ele estava ali, desejando voltar ao passado e salva-la de um fim tão desgostoso.

Seu velho pai. Talvez até o mais ferido, eram tão amigos. Dividiam as preocupações, as risadas, as lágrimas. Quantas vezes ele não deu razão para seu comportamento louco, tantas vezes lhe disse que ter dezesseis anos era aquilo mesmo. Ah, ele estava ali, imobilizado pelo choque. Sentindo uma dor que o corroía lentamente seu coração.

Naquela manhã quase tudo estava acinzentado como o céu. Só o que diferenciava era um jovem muito simples, vestido a um sobretudo próximo ao caixão . Tão pouco as pessoas haviam o reparado. Ele ouvia a reza do padre, por trás de seus grandes óculos escuros escondia um olhar diferente e, quando todos começaram a se aproximar passando a mão sobre o caixão para se despedir. Aquele jovem fez o mesmo. Entretanto ele não há conhecia, e mediante aquele simples gesto; o vento se tornou bem mais pesado.

Acabou esfriando muito mais. Uma das melhores amigas de Joana —Hanna— que estava atrás dele deu uma leve comentada:

— Der repente esfriou demais, não acha?

— Tenho certeza que sim. — respondeu baixo em um tom grave, era como se ele estivesse no comando só com aquela curta resposta.

— Eu não me lembro de você! — comentou Hanna.

— Sou um velho amigo dela... —disse com a expressão seria.

—Claro! —Hanna sorriu.

— Com licença! Tenho que ir — despediu-se o jovem dando as costas.

O caixão começou a ser baixado. Porém uma pequena luz que não podia ser notada de tão fraca desceu junto.

O jovem ao sentir aquilo, antes de partir deu apenas um sombrio sorriso ...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.