A morte da bezerra
5 Esposas de pudins são ciumentas
Notas iniciais
Fui a minha primeira entrevista de emprego. O pudim Dean fazia várias perguntas pessoais, e algumas vezes tive vontade de fugir. Mas pensei no Max. Agora aquele duende era meu filho. Eu teria que assumir um papel de pai. E para isso precisaria me esforçar ao máximo.
– Estado civil? – Dean tornou a falar.
– Solteiro.
– Sorte sua. – nesse momento, o telefone de Dean começou a tocar – Ta vendo só? É minha esposa. Se eu não atender vou virar um pudim espragatado. – ele deu risada. – Desculpe, não resisti a piadinha. Com licença.
Enquanto Dean falava no telefone, eu me ajeitava na cadeira de rodas. Minhas mãos estavam molhadas de suor. A entrevista era só para o emprego de secretário, na firma de advocacia do Dean, porém para mim o cargo significa tudo. Eu precisava me bancar. Sustentar o Max. E também, liso eu não conseguiria mulher alguma. Mesmo de longe dava para ouvir a conversa de Dean com a esposa. Eles pareciam se amar muito. Era amorzinho para cá, docinho para lá. Ou o Dean era muito romântico ou ele havia feito alguma coisa errada.
– Sam, querida. Você sabe que eu te amo. – Dean falava, e de vez em quando dava para ouvir gritos do outro lado da linha. Ele havia feito alguma coisa errada. – Depois a gente se fala, chuchuzinho.
– Você ta com mulher aí, né seu safado? – ouvi a mulher do Dean responder. A voz dela era esganiçada.
– Amor, chega. Eu estou no trabalho. Ligo para você mais tarde.
Quando Dean desligou o telefone, retomou sua posição inicial, sentado em uma poltrona à minha frente. Ele suspirou pesadamente e murmurou algo como “você está contratado”. Fiz uma dancinha da vitoria “yeah yeah! Yeah yeah!”. Dean não sabia coisas profissionais sobre mim o suficiente para eu ser contratado, mas é obvio que eu não iria contestar. Dean me mandou descansar hoje, pois amanhã eu já iniciaria meu trabalho. Max ia adorar as noticias novas.

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