O frio já havia tomado conta de tudo naquela noite. As poucas pessoas que ainda detinham a vida, tinham medo de perde-la. Haviam entrado em um embate psicológico, não sabiam se seus corpos suportariam o inverno que já cobria o norte e em breve, o continente. O inverno chegara e com ele, a morte.

Em um pequeno povoado no extremo norte, uma menina de pele clara como a neve e cabelos negros, com olhos brilhando azul celeste, caminhava arrastando sua túnica branca entre corpos gélidos de cadáveres. O inverno era o pior enfrentado pelos homens, mas para a criança, aquilo não era nada. Ela desafiava as leis da vida. Seria ela o próprio inverno?

Conforme ela marchava, os cadáveres congelados começavam a se levantar, seus olhos começavam a brilhar azul, assim como o da menina. Ela tinha apenas um objetivo em mente, tomar controle do que fora deles um dia, o continente, retornando a era glacial. Os mortos-vivos a seguiram por quilômetros até avistarem algo que fora feito para a proteção dos humanos contra eles. Algo enorme.

A muralha era algo colossal. Ela se estendia de um lado ao outro, até onde a vista alcançava. Porém, para a mulher do inverno, a nascida da neve, aquilo não passava de um pequeno obstáculo para sua CONQUISTA. O castelo negro estava a sua frente, poucos quilômetros, pois já era visível de onde seu exército estava.

A noite caiu. O frio se alastrou ainda mais. O castelo negro dormia enquanto o exército se aproximava. Os vigias estavam sonolentos e ainda não tinham percebido o acercamento dos mortos-vivos e sua rainha. Um guarda gritou alertando os outros do que estava por vir. A trombeta foi soada. Todos se acordaram com um susto. Adrenalina ja corria em suas veias, sabiam oque aquele som significava, combate estava por vir.

A mulher gélida sabia que aquilo seria fácil. Seus poderes eram superiores, sua raça era superior. Os homens de preto não teriam chance, aquela muralha de gelo não serviria para nada, ela controlava o gelo.

Flechas começaram a voar de cima da grande muralha. Muitos mortos-vivos caíram no chão, pois a força das flechas aumentava muito com a queda. Sorte ou não, a mulher chegou a base da muralha. Levantando os braços e recitando palavras em outra lingua, ela comandou o gelo, abrindo uma brecha para seu exército passar.Ela recuou deixando os mortos vivos irem para a luta. Do outro lado da abertura, a batalha começou. Espadas de gelo se criaram nas mãos dos mortos vivos enquanto sua rainha recitava mais feitiços. O castelo não estava preparado para este tipo de batalha. Os mortos-vivos foram invadindo e destruindo tudo o que viam pela frente. Não durou muito para os corvos serem exterminados e mais cadáveres se levantarem do chão e se juntarem a soberana. O castelo havia sido tomado. A maior proteção do continente estava arruinada. A maior esperança dos homens e mulheres que ainda viviam seria ela, a nascida do fogo, rainha dos dragões.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.