A montanha-russa do amor
1 O melhor começo
Notas iniciais
Eu estava numa praça observando o lago é um pouco divertido e relaxante ver a vida de quem não precisa se preocupar com coisas que de certo pontos banais. É estranho ser feliz mesmo que essa felicidade seja por causa de uma “venda” que tampa sua visão do e te deixa ingênuo diante as outras pessoas, eu acho que sinceramente não vale a pena pode ser um pouco brega ou clichê o fato de pessoas terem um lema, mas o meu é “antes uma lagrima verdadeira do que um sorriso falso”
Continuo observando peixes nadando e crianças brincando e correndo de um lado para o outro, e me lembro de quando era criança, muito bom realmente à infância é a melhor época da vida sem se preocupar o que fazer na semana que vem apenas correr, brincar, esconder e no máximo se preocupar no que fazer amanhã era bom realmente era bom, mas a vida é assim que nem as pessoas más deixa apenas ingênuos e manipuláveis felizes para depois tirar sua ingenuidade e provar que apenas os fortes veem a vida e ainda querem ver, isso pode ate ser um pensamento pessimista, mas olhem é verdade quantas pessoas mudam com o tempo por que você saiu alguns anos ou meses ou então você mesmo começa a fazer coisas que nunca imaginou que faria, podem achar que isso é “fases da vida”, mas não é só sua inocência indo embora e você nem percebendo e quando você repara esta em um escritório vivendo sua vida sem nada para fazer de útil e culpando a rotina pela sua falta de felicidade. Realmente patético, mas então quem sou para julgar alguém? O que me tornatão superior a ponto de julgar alguém simples: nada, se você se sente julgado apenas por ouvir a opinião dos outros você é patético que não tem segurança nem mesmo na sua própria opinião
Riu dos meus próprios devaneios, bom se lembra que disse que eu não sou ninguém especial, bom isso quer dizer que a vida me pegou também, hora do almoço e eu uso para pensar, realmente sou uma pessoa estranha
Continuo andando quando tropeço em alguma pedra, não pera pedras não se meche nem resmungam muito menos tem cabelos ou corpo, é um homem?
-Ai, só mais 5 minutos-um homem começa a se remexer
-QUE TIPO DE PESSOA DORME EM UM PARQUE NO MEIO DA TARDE- o que ele esta fazendo
-UNNH não sei, quem sabe alguém que grita com uma pessoa que chutou e nem pede desculpa- o que, que cara de pau e sem vergonha
-OQUE!!!! QUE FALTA DE EDUCAÇÃO
-tá, tá desculpa agora me deixa dormir um pouco-ele se vira, mas é um muito preguiçoso
-Hunf preguiçoso– falei olhando para o lado
-Ah não isso foi de mais- ele me agarrou e colocou a cabeça no meu colo
-EI!!!! SEU PERVERTIDO EU TENHO QUE TRABALHAR!!!!!!!- eu tirei a cabeça do meu colo e ele se sentou
-Você trabalha...?- mais é um vagabundo mesmo
-Lógico eu não sou uma mendiga feito você- agora eu me irritei
-Onde eu quis dizer
-Como se fosse da sua conta- ele começou a se aproximar do meu rosto e eu recuei lógico
-“Meus Sonhos de Paginas”- ele leu meu crachá
-C-como você sabe? Esta me perseguindo?-só falta um esquisito na minha vida
-Celular- e esticou a mão
-O que? Esta me roubando seu pervertido?- a não, a vida só pode estar brincado
Ele olha do meu lado e eu olho também e percebo que meu celular caiu. Tento pega-lo, mas ele foi mais rápido
-Me devolve- já estava em cima dele pegando meu celular
-Só um momento- não ele definitivamente não ira fazer o que eu estou pensando
-Não vou deixa você ver- consigo fazer ele fechar o celular
-Ok, ok uma troca
-O que? Que troca?
-Seu crachá pelo seu celular
-Mas os dois são meus
-Hm... segura- ele jogou seu relógio e era pesado
-O que? Porque fez isso?
-Se eu não devolver você pode ficar- o relógio com certeza era de ouro
-Ok- dou meu crachá
Ele se vira pega o celular dele fez uma ligação enquanto eu apreciava o relógio com certeza valia mais que minha Tv. Tomara que ele leve meu celular em bora
-Toma- ele me devolve meu celular e meu crachá que droga queria tanto uma Tv nova
-Brigad- ele me interrompe deitando no meu colo de novo- ei o que você esta fazendo eu tenho que traba- meu celular vibra e vejo uma mensagem do trabalho escrita “Boa folga hoje”
-Pronto não tem mais- o que como assim
-Q-quem é você?
-Um vagabundo com sono- ele se aconchega e começa a dormir
Nessa hora eu começo a me levantar devagar e quando eu to já pegando minha bolsa para sair correndo e aproveitar meu dia de folga ele me segura no pulso
-Se sair, vai ser considerado que você faltou no seu trabalho por vagabundagem
-Chantagem? Quem é você? E eu nem sei se eu estou de folga mesmo
Ele pega o celular disca um numero espera ele atender sussurra para o celular coloca no viva voz e então eu escuto uma voz que me persegue nos meus pesadelos e faz meus dias um verdadeiro um inferno meu chefe
-Então Angel aproveite seu dia de folga
-Eeeeeee....- Ele fez como se cobrasse algo
-E se você sair de perto dele vai ser considerado falta por vagabundagem. Bom aproveite o dia com o senhor- Ele desligou
-Feliz? Agora vem cá- ele me puxou e se deitou no meu colo
-Meu Deus você é o presidente do mundo?- não é possível meu chefe nunca falaria sem gritar que ele é
-Quem sabe algum dia, agora eu quero dormir
-A o que eu fiz para merecer isso?
-Me chutou, não pediu desculpas e me culpou
-Ah desculpa, perdão mas por favor deixa eu ter o resto do dia de folga
-Depois que eu acordar
-Vai demorar muito?
-Se você continuar não me deixando dormir
-Tá, tá dorme logo agora
Ele dormiu mesmo, que tipo de mendigo conhece meu chefe e ainda faz ele falar comigo daquele jeito, com certeza deve ser o presidente do mundo
Ahhh!!!! Que sono chega voo dormi mesmo, pelo menos coloco o sono em dia e se alguém me roubar eu faço esse cara me pagar em dobro
Então eu me deito e deixo o sono me levar
Eu começo a acordar e sinto algo fazendo carinho na minha cabeça e começo abrir os olhos bem devagar e percebo ele me fazendo cafuné
-Bom di, quer dizer boa noite
-unh não deixa eu dormir- eu aconchego mais e tento voltar ao meu sono
-Preguiçosa-ele sussurra em meu ouvido
-Oque?- me levanto bruscamente e acabo dando uma cabeçada no nariz dele
-Ai! Sua cabeça é feita de que, aço?
-Se me chamo do que- eu já estava segurando a gola dele, ele simplesmente aponta para cima
-Já anoiteceu
-Nãoooooo meu dia de folga já se foi, quem sabe quando eu vou ter outro- Sinto uma mão na minha cabeça
-Vem, para de drama eu te levo para casa
-Drama? Você fala isso porque não trabalha. E outra quem disse que eu quero você me acompanhando na minha casa em? Vai que você tenta alguma coisa e eu não quero um maníaco sabendo onde eu moro
-Nossa é assim que você fala com um cara que você dormiu?- eu corei violentamente agora
-O que não distorça os fatos
-Ok, ok agora vamos ta tarde, e bem tarde por sinal, se não dorme faz quantos dias? Uma semana?
-Não valeu prefiro não ter a companhia de um maníaco na volta para casa
-Poxa... toma- ele jogou o celular e era bem caro- se eu tentar disca para a policia
-O que te faz pensar que eu não roubaria esse celular
-O GPS que mostra onde ele esta?
-Ok venceu vamos que não quero chegar tarde em casa amanhã eu acordo cedo- disse me levantando
-Eu consigo mais um dia de folga para você se quiser, mas vai ter que deixar eu dormir de novo no seu colo- ele se levantou também e começou a caminhas ao meu lado
-Não prefiro trabalhar feito uma escrava mesmo, e vai que você faça algo comigo amanhã
-Nossa, por que foi tão ruim assim ficar dormindo comigo se todo o tempo você passou dormindo
-Porque foi, agora rápido até minha casa é longe- comecei a andar na frente
-Sou muito preguiçoso para andar muito vamos de carro- ele parou e eu também mas um pouco mais a frente
-Eu não tenho carro- Eu me viro e vejo ele entrando em um carro que valia mais que meu salario inteiro por uns 20 anos
-Vem logo eu você não disse que tinha que dormir
-Você ganhou quantas vezes na loteria? 10?20?100?- Não é possível ele deve ser o presidente do sistema Solar
-Não acho que foi umas 15 só- ele ainda brinca com isso meu Deus quanto dinheiro um homem pode ter?- vem logo agora- eu entrei no carro e chegamos no meu apartamento bem medíocre rápido eu nem vi o tempo passar de tanto que eu reparava no carro
-Nossa que rápido
-Vamos, vamos, vamos quero ir para o seu apartamento logo
-Pera a e quem disse que você vai entrar no meu apartamento em?
-Você
-Quando?
-Quando se tava dormindo você falou “meu apartamento... sozinha... não”- Eu corei na hora
-Mentira!!!!!
-Verdade
-Mentira!!!!!
-Verdade
-Mentira!!!!
-Olha a gente pode ficar aqui discutindo até amanhecer ou a gente pode entrar no seu apartamento agora
-Tá-bufei- mais rápido
-Sim senhora- isso me pareceu não muito confiável
-Então vamos logo
Desci do carro e entramos no prédio e para minha sorte o elevador tava quebrado o que significava subir 10 andares de escada, legal né? E o pior o ser ao meu lado ficava falando toda hora “to cansado, falta muito?” até que finamente
-Aqui estamos
-Graças a Deus- ele se ajoelhou no chã, depois fala que eu que sou dramática
-Vai entra logo. Aé nem te perguntei sei nome ainda qual é?
-Não te falei desculpa, pode me chamar de Róz- Ele disse já se jogando no meu sofá- a boa noite
-Ei!!! Você não ia embora vai, passa cachorro passa- apontei para fora como se ele fosse um vira-lata
-Amanhã eu vou
-Ei- ele me interrompeu
-Vamos fazer assim tó –ele me deu uns papéis- meu documento do carro e as chaves esconde em qualquer canto ai se eu fizer algo você queima ou fica para você- Um carro daquele meu Deus eu posso vender e comprar uma casa to feita
-Feito, boa noite
-Ah! E eu durmo de cueca- parei olhei para ele coma pior cara de todas e disse
-Se você dormir de cueca eu te jogo pela janela, ok?- eu vi ele suando frio agora
-Nossa passou um vento que deu vontade de dormir com roupas hoje
-Bom mesmo- fui para meu quarto e escondi as coisas do meu futuro carro em um canto que só eu sei onde fica, e fui pegar as coisas para ele dormir- Toma- joguei travesseiros e cobertores para ele
-Uou- ele olhou para mim com uma cara meio corada
-Que foi?
-V-você esta linda nessa camisola- Corei mais que um tomate agora porque esqueci que a camisola ela é muito curta quase transparente, ele com certeza viu minhas roupas intimas
-Não olha pervertido!!!!!- fui para meu quarto e fechei a porta com tudo
-Se for para te animas eu achei sua calcinha muito sexy, ok?- nessa hora eu consegui ficar mais vermelha que já estava
-Va se foder!!!!!- gritei e ouvi ele rindo, depois de um tempo me concentrando consegui me acalmar finalmente e fui dormir
Tive um sonho estranho realmente muito estranho e confuso e bem real e começo a acordar, mas sinto um peso nas minhas pernas, abro os olhos e me deparo com uma cena bizarra o Róz deitado com a cabeça nas minhas pernas, esse cara ta me zuando só pode eu me levanto bem devagar eu percebo ele resmungando, eu rio com a cara de decepção dele, então eu começo a pegar as minhas cobertas bem devagar e puxo com toda a minha força e faço ele cair da cama
-AIII!!- ele se levanta do chão e olha para mim- qual seu problema? Que tipo de pessoa faz isso com uma visita
-Não venha dar uma de inocente o que você tava fazendo na MINHA cama, no MEU colo e no MEU quarto, você não tava dormindo no sofá? Seu pervertido!!!!- ele se levantou, ficou sério e disse
-A, mas o sofá era tão ruim para meu frágil corpo e o travesseiro machucava meu pescoço- ele falou meio que se abraçando e se balançando parecendo uma amoeba- dai eu lembrei do seu colo, ele era tão bom e macio que eu não consegui resistir
-E quem te deu permissão para se deitar do meu lado e por cima colocar as cabeça no minhas pernas
-Você
-Quando?- ele puxou seu celular e me mostrou uma gravação minha dormindo então eu vi eu falando “sozinha... dormir... não... alguém” eu não acredito que falei isso, eu tenho que parar com isso, e quando eu percebi estava mais vermelha que que meu guarda roupa- viu?
-E QUEM TE DEU PERMISSÃO PARA ME GRAVAR? E COMO VOCÊ ENTROU NO MEU QUARTO PARA GRAVAR ISSO?
-Vai saber é mistério da vida
-Ora seu desgraçado- ele começou a correr para sair do meu quarto mas tropeçou e caiu
-Opa tem alguém me chamando ali na sala- ele acelerou e conseguiu sair do meu quarto e fechar a porta antes da minha escova de cabelo acetar ele- nossa que agressividade é essa- a como eu queria que a escova de cabelo fosse uma faca para atravessar a porta e acertar a cabeça dele
-Seu desgraçado- olho para o relógio- POR QUE O MEU DESPERTADOR NÃO TOCOU?- eu raciocino um pouco- SEU FILHO DA PUTA VOCÊ DESLIGOU POR QUE?- começo a jogar todas as roupas para o alto pego uma roupa social que eu tava procurando
-Porque eu não queria que uma maquina demoníaca me acordasse, mas parece que não funcionou afinas um monstro me jogou no chão- falou com uma ironia- e não xinga mamai ela não tem nada a ver com isso- ele disse com uma voz infantil e calma
-AAAHH EU VOU CHEGAR ATRASADA!!!! E POR SUA CULPA!!!!- entro no chuveiro e começo o meu banho na velocidade na luz
-Eu resolvo isso para você
Cinco minutos não passou disso eu tomei meu banho, me sequei e me troquei e sai do meu quarto para ver ele com um sorriso de orelha a orelha, segurando um prato com café da manhã e na outra mão um copo com leite e néscal(na minha fic merchan não)
-Bom dia flor do dia, olha- ele mostra o celular que estava no prato eu pego e parece uma mensagem escrita “Dia de sorte, segunda folga seguida”
-Ainda tenho que descobrir como você faz isso ai
-Mágica
-Ó senhor Oz me ensine algo para conseguir mais folgas- eu apenas reviro meus olhos
-Ah simples, passe mais dias comigo- ele começou a chegar perto de mim e eu recuei
-Nossa deu uma vontade de trabalhar de repente- eu já estava entrando no meu quarto mas ele me chamou
-Ei é para você- ele estendeu o café da manhã
-O-obrgada- peguei o prato e meu néscal( já disse sem merchã em minha fic) e fechei a porta para me arrumar novamente
-Então o que vamos fazer hoje?
-Você eu não sei, mas eu vou aproveitar minha folga
-Oh então me espera que eu vou para minha casa me arrumar depois eu volto para aproveitarmos sua folga
-Quem disse que eu vou aproveitar com você?- abri minha porta e vi ele deitado no sofá todo esparramado, ele realmente é muito preguiçoso
-Eu disse- ele se levantou veio para minha frente e estendeu a mão
-O que?
-Meu carro, eu preciso dele- arqueei uma sobrancelha
-É meu se lembra “ se eu tentar alguma gracinha pode ficar para você” e que eu saiba me agarrar no meio da noite é uma gracinha
-Bom eu posso te levar par minha casa mas eu acho que nossa relação não ta nesse ponto. Mas se você insiste né- entrei no quarto peguei as chaves e o documento
-Toma logo e vai embora- joguei a chave no peito dele e os documento na cara e fechei a porta
-Ei me espera ok- escutei ele fechar a porta e esperei na janela até ver ele entrando no carro e saindo, a claro sem antes me perceber na janela e me mandar um “beijinho”
Nossa como alguém pode ser tão sem noção assim? O cara aparece do nada no parque em um dia e no outro ele tá dormindo na minha cama, qual o problema dele e o pior qual meu problema ahhhhhh! Deixa isso para lá eu vou me arrumar logo assim quando ele voltar eu não vou estar mais aqui muahahahahahahahahaha
Me arrumo pego o mesmo casaco de ontem afinal eu gostava dele era minha roupa favorita e saí na velocidade da luz para qualquer lugar da cidade
Acabo chegando em um restaurante que eu conhecia bem não era um restaurante cinco estrelas mas era bom me lembrava de coisas boas , eu sempre vinha aqui quando ainda tinha tempo sobrando
-Olha que é vivo sempre aparece- o dono veio me cumprimentar pessoalmente
-É né, meu chefe teve uma ideia boa finalmente e me deu uma folga
-Mas já foi demitida?
-O QUE? Eu falei folga você ta surdo agora é
-Ah mas do jeito que você fala dele parece que nem se você estivesse em um hospital em coma te daria um descanso
-É mas parece que deu a louca nele- é obvio que eu não vou falar que um cara fez isso por mim
-Hm, então o que nossa cliente preferida vai querer
-Um desconto, que tal- falo estendo a mão
-Quem sabe no seu sonho- ele aperta minha mão
-Sem graça- vou para uma mesa vazia- me vê o de sempre
-Oh o de sempre saindo, e feito por mim ainda
A como é bom voltar aqui mesmo depois de muito tempo quando eu ainda nem trabalhava naquela empresa demoníaca e eu tinha tempo livre, esses dias eram tão bons
Sou interrompida por um cara que senta na minha mesa
-Ta ocupa- 7 bilhões de pessoas no mundo e justo o Róz tinha que me achar
-Oi- ele fez um aceno com a mão
-Como você me achou- fui o mais fria o possível
-Você me escuta?
-O que você quer dizer?
-Olha no seu bolso- eu coloco a mão nele e sinto uma coisa que não deveria estar lá, puxo e vejo o celular dele- eu te falei GPS
-Merda como pude esquecer disso?
-Então como vamos aproveitar o resto do dia?
-Eu aproveitar e você do meu lado são duas coisas impossíveis de acontecerem juntas
-Ui que fria você em. Então o que pediu?
-Para Deus? Você longe de mim, mas parece que ele não me atendeu
Logo vem meu pedido e para completar era logo o chefe
-Aqui esta- ele olha para o Róz- não sabia que estava namorando
-E não estou
-É sabe sou só o peguete da semana
-Não sabia que você era desse tipo
-E eu não sou, isso ai- apontei para ele- é só um cara que ta me seguindo desde ontem
-Nossa que cruel falar assim com o cara que dormiu na mesma cama que você- corei muito forte esse maldito vai me pagar- prazer o motivo para ela estar de folga- ele se levantou e estendeu a mão
-P-prazer- ele olhou para mim ainda vermelha- então esse é o “louca no meu chefe”?
-É por algum motivo sobrenatural meu chefe obedece ele- ele voltou a se sentar
-Ei me vê o mesmo que ela por favor
-Certo daqui a pouco vai estar pronto- só o seu tom de voz dava para perceber que ele estava surpreso
-Já te falei que te odeio?
-Também gosto de você
Eu comecei a comer o mais rápido que pude para sair dali logo e consegui quando eu terminei ele tava começando a comer, me levantei rápido mas dai
-Não vai me esperar?
-Não
-Nossa que fria, seria uma pena se seu chefe te visse andando por ai sem mim e você levasse uma falta né- eu olho pela janela e vejo meu chefe sentando em um banco observando que passasse ali, nessa hora eu não sei oque me deixou mais abismada, o fato de que enquanto eu trabalho feito condenada meu chefe fica fazendo nada ou pelo fato de Róz saber que ele estava ali
-Como você faz isso?- me sentei e esperei ele terminar de comer
-Dessa vez foi coincidência- ele levantou as mãos em forma de rendição
-Tá, tá agora come logo quero aproveitar minha folga descentemente agora
Ele começou a me olhar e depois comer e inexplicavelmente ficamos em silencio, desfrutei desse momento extremamente raro. Depois de comermos eu tive uma ideia genial-novamente-
-Já sei onde vamos
-Onde?
-É uma surpresa
-Algo me diz que você esta tramando algo- ele disse visivelmente desconfiado
-Não, vai ser divertido- eu comecei a correr e animada, com certeza vai dar certo dessa vez
Então eu coloquei meu plano em pratica, um simples porém eficaz: Um dia no shopping com uma garota. Que homem que gosta de fazer compras com uma garota que não se decide muahahahahhaha, ele vai se arrepender de ter me seguido
-Aqui?
-Sim eu tenho que comprar roupas novas, fica aqui vai ser rapidinho eu prometo- rapidinho nada vou fazer questão demorar o máximo que puder
Então eu comecei a fazer minhas compras, sinceramente nunca fiz isso na minha vida, agir com uma garota mimada, fazer o que situações desesperadas pedem medidas desesperadas
Uma roupa aqui, uma roupa ali e se passaram algum tempo, quando eu olho para ele eu me surpreendo, ele tava lá escolhendo roupas para eu vestir. Ta de sacanagem, que homem escolhe roupas para uma garota e não se sente entediado e pior a pilha que ele tinha escolhido tava imensa. Assim que ele me viu veio com a pilha de roupas para eu vestir
Nossa foi um tormento era roupa atrás de roupa, eu me vestia mostrava para ele e ele falava sim pegava colocava numa pilha voltava mais uma roupa ele falava não a roupa vai para uma outra pilha. E assim se foi umas horas em um provador de roupa
-AHHHH!!!! Chega- gritei irritada
-Mas ainda tem roupas para você provar- ele apontou para uma pilha de roupas Sério como ele tinha paciência para aquilo, e pilha era enorme a loja nem parecia ter tanta roupa
-Não! To com fome, vamos comer- já saindo do provador com minhas roupas normais
-Mas e as roupas?- ele se referia a “ pilha do sim”
-Você ainda pergunta... Você que vai pagar
-Por que?
-Simples, eu ia comprar roupas básicas você veio com a pilha logo você que ira pagar
-Não é justo
-Desde quando você parou de oferecer dinheiro
-Eu nunca ofereci
-Mas você vai pagar
-Você vai ter que me dar algo em troca- sussurrou, mas logico que eu ouvi
-Eu deixo você pagar meu almoço- ele comprou as roupas e estávamos saindo da loja
-Por que eu to te bancando mesmo?
-Porque você que quis me acompanhar
Fomos para praça de alimentação e eu obvio escolhi a comida mais “barata” que eu tinha disponível ali, afinal o dinheiro não era meu, “pagamos” porque foi só ele que deu o dinheiro e fomos comer
-Você vai me falir sabia
-A culpa não é minha, quem quis minha companhia foi você
-Ta onde nós vamos depois?
-Ainda quer continuar andando comigo? Nossa não tem dó da sua carteira?
-Meu Deus, vai gastar mais?
-Depende, você vai me acompanhar?
-Vou
-Então sim, gastarei mais muito mais
-Nossa você não tem pena do meu dinheiro não?
-Não, mas se você quiser ir embora se sinta à vontade- a este ponto tava torcendo para ele se levantar e sair
-Mas assim quem ficaria cuidando da pequenina Angel- revirei os olhos peguei minha bandeja e sai com ele atrás de mim
E começou o segundo round de compras no shopping e acredite eu parecia uma patricinha com o cartão de credito do pai comprei sapato, perfume, maquiagem e tudo mais que eu não ia usar. E assim foi um dia inteiro de compras inúteis que não fui eu que paguei
-Mas alguma coisa ou já terminou de estuprar meu catão de credito- ele revirou os olhos não pude deixar de sorrir
-Não por hoje é só. — comecei a ir embora do shopping com sacola, muitas, muitas sacolas, mas como eu sou muito boazinha meu seguidor tinha muito mais sacolas do que eu.
Estava indo embora quando me veio uma fome meio repentina e como ir embora de um shopping sem antes tomar um sorvete. Peguei o mais caro, como eu gosto de gastar dinheiro alheio, mas sabe foi um pouco difícil comer uma casquinha com um monte de sacolas no braço.
-Eu achei que tinha perdoado minha carteira- ele parecia bem cabisbaixo, isso meu deu mais vontade de gastar ainda, mas eu estava sem tempo
-Calma, foi o tiro de misericórdia- terminei de comer a minha casquinha com alguma dificuldade, mas terminei
-Ei- ele me chamou eu olhei então ele chegou bem perto de mim, eu pude sentir sua respiração ele chegou mais perto e lambeu meu nariz eu recuei na hora
-O-o-o-o-o qu-que-que qui-qui v-v-vo-vo-voce e-es-esta f-faz-fazendo?- eu estava super corada quase cai para traz
-Estava sujinho aqui- ele apontou para o seu nariz
-Era só ter me falado!!!- eu tava fazendo um escândalo
-Calma, calma eu só não pude me controlar- ele falou calmamente, maldito
-Idiota!!!- me virei e sai do shopping o mais rápido possível
Eu fui andando pelo shopping inteiro indo direto para saída e ele me seguindo quando estávamos no estacionamento já quase saindo ele me chama
-Ei- eu viro- não quer carona?- ele aponta para o carro
-Hunf- volto passo por ele nem olho na cara dele abro o porta malas jogo as coisas no la dentro fecho com força depois abro a porta da frente entro e fecho com mais força ainda
-Calma o carro não tem culpa- ele coloca o resto das coisas no porta-malas depois volta e entra no carro
Fomos até em casa sem dizer nem um pio não trocamos olhares chegamos ele me ajudou a colocar as coisas no meu apartamento sem trocarmos nem uma palavra quando terminamos eu acompanhei ate a porta
-Bom tchau- ele estendeu a mão
-Tchau- apertei a mão dele, mas ele me puxou para u m abraço que eu fiquei sem reação
-Foi um dos melhores dias da minha vida até hoje- ele sussurrou no meu ouvido- até amanhã- ele me largou só então eu pude raciocinar um pouco
-Até nada!!! Amanhã eu não quero te ver
-Claro, vou fingir que acredito- ele falou olhando para mim por cima dos ombros e sorrindo- pode esperar- ele acenou de costas e começou a descer as escadas
Fechei minha porta tranquei e fui para meu quarto desviando das minhas compras quando cheguei fechei a porta e deslizei apoiada nela até sentar no chão
-Qual problema dele- sussurrei para mim mesma- idiota- sorri levantei coloquei meu pijama, programei meu despertador e cai no mundo dos sonhos
Acordei com o despertador fazendo o que eu tinha mandado, levantei fui fazer minhas obrigações matinais quando terminei já estava arrumada e já tinha tomado meu café-da-manhã.
Parti para o meu trabalho, admito estava com um pouco de medo porque eu tinha saído no meio do trabalho e ainda não tinha faltado no dia seguinte, ou seja, um dia e meio de documentos acumulados, eu estava perdida, mais do que perdida. Acho que trabalho escravo seria menos trabalhoso do que isso
Cheguei na casa de tortura, ops quer dizer no meu trabalho e adivinha quem estava la na minha frente e me esperando, exato ele mesmo meu torturador, quer dizer meu chefe com uma cara de... não posso pensar nisso agora se não eu vou rir da cara dele e na frente dele isso só pode dar uma coisa. Demissão
-Nossa que milagre a senhora vindo trabalhar- você que me deu folga seu retardado
-Sim vou compensar tudo oque falta- sorrio, mas com uma vontade de esganar ele ali mesmo
-Acho bom mesmo- a que raiva que eu tenho dele aposto que ele vai sair para uma de suas “folguinhas”
-Se me da licença- passo por ele o mais rápido possível e vou para meu local de trabalho
Começa meu dia entediante papeis e mais papeis, cada folha era como um teste para me manter acordada, cada linha me fazia ter dores de cabeça e cada palavra era como um fogo que queimava minha paciência. Até que
-Angel- uma colega chamada Carla me chama- ele esta te chamando- só pela cara que ela fez quando falou “ele” já sabia que era o Fred Gruguer da minha vida quer dizer meu chefe.
-Ta bom eu já vou ir
-Boa sorte- vou precisar
Paro de fazer meu trabalho e vou negociar com um terrorista ops falar com meu chefe, bom não bem falar é mais ouvir ele gritar e apenas concordar porque aqui não se pode ter opinião própria
Chego no escritório dele e a porta de vidro dele já aberta indicam duas coisas a primeira ele vai gritar muito e segunda eu tinha que entrar e fechar porque ele gosta de privacidade. Porra então para que a porta de vidro, puta que pariu vai se burro assim la na casa do caralho
-Queria fala comigo?- perguntei por pura educação, nós dois já sabíamos que sim, mas eu ainda gritava mentalmente: Diz que não!!! Diz que não!!! Diz que não!!! Por favor, fala não!!!!!!!!!
-É sobre seu rendimento- podia pelo menos ter respondido um “sim” né, educação e algo raro hoje em dia- esta muito baixo
-Sim senhor eu vou dar o meu melhor
-Não é questão de dar seu melhor hoje em dia ninguém quer seu melhor- educação mandou recado okay?- eu quero que você dê o que a empresa precisa
-Eu vou fazer isso
-É bom mesmo, e não quero mais saber de folgas- mas é você que me da folgas, não eu que peço- e mais uma cois-
Ele parou de falar do nada ate pensei que ele estivesse enfartando ou então tivesse tido um AVC, mas não ele ainda estava suando os olhos meios arregalados a boca entreaberta então eu fui olhar ver o que ele estava olhando e quase tive a mesma reação
Um homem sorrindo feito bobo segurando uma sacola com uma embalagem de alumínio e acenando. Aquilo não podia estar acontecendo, ele não podia estar ali, mas eu não estava sonhando. Eu fiquei meio pálida e vermelha ao mesmo tempo ele levantou a sacola e começou a apontar para o conteúdo da sacola depois fazendo sinal de comer com a mão, pronto naquela hora eu não estava mais pálida estava totalmente vermelha
-Estou interrompendo?- ele já estava dentro da sala e meu chefe ainda não parecia compreender bem a situação e para ser sincera nem eu, mas depois de alguns segundos parece que ele raciocinou tudo e balançou a cabeça negativamente- ótimo, Angel- eu ainda estava la parada como se tivesse visto um fantasma e na minha opinião teria sido bem melhor do que ele-Angel- ele estalou os dedos na minha frente dai eu despertei
-Que, que esta fazendo aqui?- eu já estava irritada minha voz já meio alterada mas eu não podia perder a compostura ainda mais na frente do meu chefe
-Ué almoço der- ele levanta a sacola na minha frente e com a outra mão me da um peteleco- não é obvio?
-Sai daqui eu estou trabalhando- comecei a empurrar ele e sussurrar não sei porque mas eu estava sussurrando
-Mas agora é hora do seu almoço- ele ainda tentava resistir
-Como você sabe?- parei de empurrar ele e o olhei seria
-Foi chute- ele começou a olhar para cima, tava mais que na cara que estava mentindo
-Vai embora logo eu tenho que trabalhar- voltei a empurrar ele mas não estava mais sussurrando
-Já ouviu falar que saco vazio não para em pé
-Vazia vai estar minha conta quando eu for demitida por sua culpa
-Ela não vai ser demitida, não é- essa pergunta não foi para mim se bem que não pareceu nem uma pergunta, tava mais para uma afirmação, olho para meu chefe e ele balança a cabeça negativamente- ótimo- ele segura minha mão- vamos- e me puxa
Fui puxada pelo andar inteiro tive tempo de falar te vejo depois para Carla uma amiga minha no trabalho antes de ser puxada para fora do prédio e indo direto para a praça que eu estava a dois dias, me sento em um banco aleatório com o Róz ao meu lado
-Aah que dia lindo, não?- ele olha para mim- ainda lembro quando nos conhecemos- ele sorri- ah é mesmo- ele estendo a sacola para mim- comprei para você
Eu pego e começo a abrir e me surpreendo era minha comida favorita arroz, feijão, carne , salada e farofa é simples e bem comum, mas só uma pessoa sabia fazer daquele jeito, meus olhos quase lacrimejam como a comida da minha mãe podia estar ali na minha frente, eu olho para o Róz e ele estava sorrindo para mim
-C-como?- estava quase chorando
-Se lembra daquele chef de restaurante? Como era o nome dele mesmo... João- fiz um sim com a cabeça- então parece que ele ainda sabia dessa receita antiga, então foi só pedir para ele fazer
Eu o abracei e deixei as lagrimas caírem
-Brigada, brigada, brigada muito obrigada mesmo- eu o apertei e ele começou a fazer um carinho no meu cabelo. Aquilo era bom, era muito bom. Nós ficamos assim por alguns instantes, então eu me separei
-Bom coma logo se vai esfriar- ele olhou nos meus olhos e sorrio eu apenas assenti
Comecei a comer era igual, quase idêntico, não era o mesmo, o sabor, a consistência e tudo mais com certeza era a mesma, aquela comida era da minha mãe. Essa comida me lembra de coisas boas, momentos felizes
Termino de comer e percebo que o Róz estava me observando eu coro um pouco e desvio o olhar
-Terminou?- eu faço um sim com a cabeça- ótimo, quer voltar para o trabalho- faço um não- então tá bom- ele segura minha mão- vem- e me puxa
Nós começamos a caminhar pelo parque estava tão bonito varias pessoas, até passarmos por uma arvore, então ele me puxou e nos sentamos na sombra da mesma
-É bonito, não?- ele se referia a vista do parque
-É- eu estava ficando sonolenta, aquela comida realmente me relaxou, então eu apoiei a minha cabeça no seu ombro
-Ta cansada?
-Um pouco- minha fala estava um pouco fraca e rouca
-Tudo bem, eu cuido de tudo pode descansar- ele pegou minha cabeça e colocou sobre seu colo- deixa eu retribuir o favor que você já me fez duas vezes- e começa a acariciar os meus cabelos
Era relaxante muito relaxante e confortável, minha pálpebras começaram a ficar pesada e minha consciência começou a se apagar até que eu cedi e a ultima coisa que eu me lembro é de ver ele acariciando meus cabelos e sorrindo
Começo a acordar e sinto algo em cima do meu cabelo e percebo que é a mão do Róz na minha cabeça e ele dormindo todo torto eu sorrio vendo aquela cena me levanto e começo a acorda-lo
-Ei, ei- começo a cutucar o rosto dele- Róz, acorda vai –balanço de leve seus ombros- vamo acorda eu te chamando
-Unh-ele começa a cordar- A-Angel?
-Eu mesma- eu sorrio
-E-eu te acordei?- dou uma risada pequena
-Não seu bobo, eu te acordei
-Por que?- ele ainda estava bastante sonolento era um pouco fofo
-Porque está ficando tarde- eu me levantei- vamos
-Agora?- eu olho com uma cara para ele- espera só um pouco
-Por que?
-Olha- ele aponta para o pôr-do-sol. Estava lindo
-É lindo
-Eu sei- ele se levanta e fica ao meu lado
Ficamos observando até anoitecer por completo depois fomos para o carro e partimos para meu apartamento
-Chegamos
-V-você quer subir?- eu tomei coragem e falei de uma vez
-Você? Me convidando para subir?
-Vamos logo antes que eu mude de ideia- já estava ficando impaciente
-Sim senhora
Subimos em meu apartamento e quando eu abro eu me deparo com minha bagunça que eu esqueci de arrumar ontem
-Nossa em, arrumar as coisas pode fazer bem
-Cala boca e me ajuda a arrumar
-Por isso você me convidou
-Claro, ou você achava que eu limparia sozinha- eu disse piscando para ele
-E a velha Angel esta de volta
E limpamos o meu apartamento demoramos por causa das nossas brincadeirinhas mas no todo foi bem divertido e produtivo até que chegou a hora de lavarmos a louça bem no começo foi normal até que sem querer eu derramei agua nele, não foi minha intenção foi sem querer
-Opa Desculpa Róz foi sem querer- eu disse me distanciando um pouco e fazendo gestos com as mãos
-A claro eu te desculpo- ele disse sorrindo e eu suspirei, até que ele jogou agua em mim- pronto agora ta desculpada
-R-Róz eu não acredito que você me molhou- então eu molhei ele devolta
-A você vai ver
Então começamos uma guerra d’agua que foi bastante divertida e molhada, demoramos bastante para lavar a louça, mas terminamos e depois de mais alguns minutos cansamos
-A Róz você me deixou toda molhada- minhas roupas estavam encharcada e depois de alguns segundos eu percebo que minhas roupas estavam quase transparente- nã-não olha!!!!!!
-D-de-desculpe- ele estava corado, mas não mais que eu
-Pare de olhar!!!!- fui direto para o banheiro correndo
Eu estava muito vermelha mas muito vermelha mesmo, então tive que me acalmar um pouco para raciocinar direito depois resolvi tomar um banho bem relaxante e demorado e quando eu estava no meio do banho eu me lembro de algo crucial: a toalha. Eu quase ia saindo do banheiro pelada mesmo, na verdade já tinha aberto a metade da porta, para só então me lembrar que eu tinha visita fechei a porta com tudo novamente
-Angel? Ta bem?- o Róz perguntou já se aproximando da porta
-To!- suspiro- pega uma toalha para mim
-Onde tem?- puts droga só tinha um lugar no apartamento que tinha toalha
-No meu quarto!-droga ele vai entrar no meu quarto e eu não vou poder ver o que ele esta fazendo- na parte esquerda do meu armário. E não mexa em mais nada além das toalhas!!!!- avisar não ia matar ninguém não é
-Ta bom- depois de um tempo ele bate na porta- tó- eu abro a porta e pego o mais rápido que posso
-Agora já pode sair
-Mas eu nem entrei
-Eu quis dizer do apartamento
-Você me molhou, agora eu vou tomar banho aqui e depois eu vou para casa
-Nem roupa você tem aqui
-Eu já vim preparado
-Como assim?
-Eu comprei umas roupas minhas no meio das suas compras e eu me esqueci de tirar- que desgraçado
-Faça como quiser
Voltei para meu banho relaxante estava tão bom que nem vi o tempo passar só sai quando tive vontade e demorou para essa vontade chegar, então sai mas então eu escuto o Róz falando no telefone e ele parecia estressado
-Eu sei o que eu faço, não preciso de ninguém me falando o que fazer!!!- eu votei para dentro do banheiro e fiquei lá para ouvir melhor- quando eu tiver vontade!- e desligou. Então fingi que estava saindo do banho agora indo direto para o quarto rápido
-Nossa que vergonha é essa? Nem parece que te vi quase nua agora pouco- eu corei mas estava mais preocupada com quem ele estava falando no telefone
-Pode ir tomar banho agora- abri a porta e entreguei a toalha por uma fresta que eu fiz para a toalha passar
-Ta bom
Eu ouvi a porta do banheiro se fechar então pude relaxar um pouco mais. Me arrumei com meu pijama e sai do meu quarto com as coisas para o Róz dormir, dpois fui para a porta do banheiro tinha que falar com ele
-Ei
-Oi
-Quando você terminar ai se for dormir aqui tranque a porta, porque eu to cansada e quero dormir logo
-Já sabia que eu não ia embora?
-Imaginei
Voltei para meu quarto e cai na cama
Acordei nem sabendo que horas eram só sabia uma coisa eu estava com sede. Me levantei ainda cambaleando meia tonta e vou até a porta e ia girar a maçaneta mas parei quando eu ouvi o Róz falando no telefone
-Eu to bem não se preocupe- sua voz dessa vez era calma e reconfortante- eu sei, mas não se preocupe... ta bom... eu vou tomar cuidado...eu também te amo irmãzinha...eu não sei, pode ser hoje ou amanhã...to com saudades também...ok, pode passar para ele tchau... fala logo oque você quer- a voz dele mudou do nada de calma para fria- mais alguma coisa ou só isso? Eu quero dormir logo...ta, ta você já disse isso... eu sou eu, eu faço o que eu quero... isso não funciona comigo... e isso é da sua conta por que?... olha aqui você não tem o direito de falar assim comigo ok? E o que eu faço e principalmente o que eu deixo de fazer é problema meu, então você vai ficar quieto sem fazer nada que é a melhor coisa que você pode fazer... você também não, então kits... eu não estou ai... não foi seu... é meu não seu... exato deu, do verbo não é mais seu e sim meu... ta bom, já terminou...ótimo tchau- e desligou
Eu ouvi ele se levantando e por um momento eu achei que ele fosse abrir a porta do meu quarto, mas não passou uns segundos e nada, então resolvo abrir um pouco da minha porta e vejo ele olhando pela janela. Suspiro e resolvo ir beber minha água
Abro a porta e vou para a cozinha direto como se não houvesse ninguém além de mim no apartamento pego um copo e começo a encher d’agua, fico pensando nas coisas que eu acabei de ouvir. “Com que ele estava falando depois da irmã dele?” “Será que é o pai dele ou alguém da família dele?” “Ele é brigado com a família?” “Ele veio para cá só para se esconder” essas perguntas ficaram na minha cabeça ate eu me dar conta que a água transbordou e molhou minha mão e manga . Eu fecho rapidamente a torneira e bebo a água em seguida depositando o copo na pia
Saio da cozinha e percebo ele la apoiado na borda da janela olhando a cidade como se nem tivesse se mexido. Eu fico observando ele por um tempo la parado até que me resolvo me aproximar
Oi- eu disse colocando uma mão em seu ombro ele não me respondeu só ficou olhando, então resolvi olhar também- a vista é bonita, não?- ele finalmente olha para mim
-Sim bastante- a voz dele saiu fraca como se estivesse cansado depois voltou a olhar a cidade
-Não consegue dormir?- ele assentiu- mais é um bebê chorão mesmo- ele virou para mim
-Como assim?
-Me espera aqui- fui para meu quaro
-Como assim- foi o que eu consegui ouvir antes de fechar a porta
Comecei a revirar meu quarto fazendo uns barulhos caindo e respondendo os “ você esta bem?” dele ate que finalmente consegui pegar o que eu queria
-O que é isso?- ele apontou para o colchão de solteiro em minhas mãos
-Um colchão, ta cego agora é?- falei colocando o colchão no chão ao lado do sofá
-Para que eu quis dizer
-Para dormir, der
-Nós dois?- fui para eu quarto de novo saindo logo em seguida com mais coisas para dormir
-Não, você no chão e eu no sofá
-Por que eu no chão?
-Porque eu quero. Agora vem vamos dormir logo
Peguei a mão dele e fui puxando até o sofá, mas depois de alguns segundos ele me puxoue deu um beijo em minha testa e depois sussurrando
-Obrigado- eu abracei e disse
-De nada, bebê chorão
Me desfiz do abraço e puxei ele até o colchão dele e em seguida indo deitar no sofá
-Ei, Angel- eu o olhei- boa noite
-Boa noite- logo em seguida eu cai no sono pesado
Eu acordo acho que um pouco cedo pois eu ainda estava com sono, olho para o lado e vejo ele o Róz dormindo todo esparramado, mal coberto e de boca a aberta quase babando. Não deixo de pensar que ele é um folgado mesmo
Me levanto e faço minhas tarefas matinais, claro com o bônus de ter que fazer o café da manhã do senhor preguiça ali
-Róz , Róz- começo a cutucar ele- acorda logo preguiçoso- ele começa a abrir os olhos. Mas é só chamar pelo verdadeiro nome que ele aparece
-Unh? Angel?- ele ainda tentava se acostumar com a claridade
-Não o papa
-Então o que o papa esta fazendo aqui nesse apartamento- ele se senta
-Vai toma- entreguei o café da manhã- que hoje nós vamos sair
-Para onde, posso saber?
-Visitar sua família- pude perceber que os olhos deles s arregalaram
-Não definitivamente não
-Sim definitivamente
-Mas
-Mas nada já e a segunda vez que dorme aqui, quero conhecer pelo menos a sua família
-Mas ela
-Sem desculpa nós vamos e vamos hoje
Conversa por encerrada fui para o banheiro tomar meu banho e me arrumar, afinal hoje eu iria conhecer a família do Róz
Eu saio do banheiro e ele entra com umas sacolas. Sério quando ele comprou roupas para ele, que eu me lembre eu não sai do lado dele
Bom a manhã foi normal depois de nós dois nos arrumarmos saímos rumo ao desconhecido ou a família do Róz. O caminho foi silencioso e calmo apenas a musica que eu coloquei no radio para aliviar a tensão, então paramos na frente de um hospital
-O que estamos fazendo aqui?- perguntei saindo do carro
-Não queria conhecer minha família
-Eles estão todos doentes?- entramos no hospital e todos me olhavam eu até achei que tinha algo na minha cara
-Você vai ver
Ele falou com a recepcionista e depois saiu e eu segui ele para uma sala e la estava uma senhora em uma cama que sorrio ao ver o Róz
-Mãe!!!- ele quase gritou em seguida foi abraçar a senhora
-Meu filho, querido quanto tempo- eles desfizeram o abraço- por que veio hoje aqui?
-A mãe é que eu queria te apresentar uma pessoa- ele olha para mim
-A-ah eu me chamo Angel muito prazer- estendo a mão
-Ah, ela é sua namorada filho?- eu coro na hora
-N-não ele só esta passando uns dias la em casa- eu começo a abanar as mãos de um lado para o outro
-Ah, entendo- ela olha para baixo e parecia meio desapontada. Será que eu disse algo errado, só me falta mesmo conheço a mulher agora e já faço merda- filho pode pegar algo para beber- ele assenti e sai
-Então a senhora é mãe do Róz- ela arqueia uma sobrancelha
-Róz?- ela da uma risada- ele não te contou o próprio nome?- agora eu arqueio uma sobrancelha- francamente que menino problemático- ela suspira- Rogério Oliveira Zanatta( tudo nome verdadeiro eu pesquisei)- por isso Róz
-Nossa, por que ele não me disse
-Ele não gosta desse nome, ele acha “estranho de mais”- ela sorri- então por que o Rogério lhe trouxe aqui?
-Eu pedi
-E por que pediu?
-É que ontem eu ouvi ele falando no telefone com a irmã dele e ele parecia dócil e amável quando falava
-É ele realmente gosta muito da irmã dele- ela sorri
-Mas.. depois ele começou a falar com outra pessoa no telefone, ele parecia mais frio e irritado com essa pessoa
-Deveria ser o pai dele
-O pai?- arregalei os olhos
-Sim, ele e o pai nunca se entenderam. Por um lado o pai queria que ele fosse sua sombra e assumisse o seu lugar na empresa, mas por outro e filho queria ser livre queria ser algo que ele realmente fosse ele não a sombra de seu pai
-Entendo
-Sinceramente eu não, uma empresa grande e que da muito dinheiro, qualquer um iria querer isso
-Nossa é tão grande assim- do jeito que ela falou parecia uma empresa mundial e que se parasse o mundo acabaria
-Sim, como é o nome, é... “Asas da imaginação”
Não!!!! Agora tudo faz sentido Asas da imaginação é um grupo de empresas de livros no qual a que eu trabalho faz parte, por isso meu chefe tem medo dele, por isso eu tive meus dias de folga e por isso as coisas deles valiam mais que o prédio onde eu moro
-Estou interrompendo?- ele apareceu na porta e eu olhei para ele com um olhar de “vou te amatr assim que você me der uma chance”- que foi?
-Nada senhor Rogerio Oliveira Zanatta – virei a cara para a mãe dele e ela riu
-Não precisava ter contado né mãe?- ele se sentou do outro lado da cama
-Bom é normal alguém se falar no mínimo o próprio nome se for ficar na casa de alguém, mas como meu filho não fez isso, eu tive que tomar medidas
-Mas ele é estranho- ele olhou para o lado
-Mas é seu nome então trate de usa-lo
-Nossa, quase tão mandona quanto a Angel- ele bufou e uma veia quase estourou na minha testa
-Como é que é seu mal-agradecido?- se não tivesse uma cama entre nós com certeza eu teria o estrangulado
-Nada, nada eu não disse nada- ele levantou as mãos em for de rendição
-A bom, achei que tinha ouvido um mosquitinho falar- agora parece que eu acertei ele
-Um mosquitinho que você adorou que tenha dormido na sua cama, né?- eu fiquei muito vermelha, como ele ousa falar isso na frente da mãe dele
-N-n-não distorça os fatos!!!
E assim foi nossa visita com a mãe dele: nós brigando e ela rindo por uma horas até que deu a hora do fim das visitas
-Tchau mãe- ele se curvou para beija-la no rosto
-Tchau filha- ela o beijou- e Angel cuide bem dele ok? Não deixe que ele faça burrice por ai
-Pode deixar se ele fizer qualquer coisa eu puno ele- dei um tapa na cabeça do Róz
-Por que me bateu?- ele perguntou passando a mão no local do tapa
-Porque você mereceu- respondi olhando feio para ele- bom tchau senhorita...érm... como é seu nome mesmo?
-Mas é muito burra mesmo- então ele leva outro tapa
-Amanda
-Ok tchau senhorita Amanda
-Mãe nós já vamos, afinal vai que ela resolva me espancar aqui mesmo- ele foi saindo do quarto e eu o segui
-Pelo menos não teria que te arrastar até o hospital mais próximo
Indo embora do hospital todos ainda me olhavam como se eu tivesse roubado um bebê, sério eu já estava começando a ficar com medo daquilo sabe parecia que a qualquer momento ele sairiam correndo com armas atrás de mim, mas graças a Deus isso não ocorreu e eu consegui sair ilesa do hospital
-Ah finalmente posso dormir um pouco- ele entrou no carro e se esparramou no banco de motorista. Sério, tipo sério mesmo que ele queria dormir mais quem que consegue dormir tanto assim(eu)
-Ainda não- já fui interrompendo ele de cara para depois não piorar a situação
-Mas eu já te mostrei a minha família- essa voz manhosa dele é tão fofa e repugnante ao mesmo tempo
-E seu pai- ele fechou a cara na hora
-Morreu- okay ele estava mentindo , mas eu não vou forçar ele a me falar
-Irmãos, tem?
-Uma, mas mora em outro país- ta bom vamos dar tempo ao tempo, nesses momentos é o mais certo a se fazer
-Mas ainda sim não acabou
-Mas ainda falta mais o que?
-Simples, sua mãe disse que você provavelmente iria pedir para ficar em casa um tempo, mas não disse o porque só disse “ele é um garoto problemático” – ele assentiu- então vamos comprar roupas e algumas coisas para você passar um tempo la em casa
-Ah! Isso faz sentido
E la fomos nós rumo ao shopping comprar roupas para ele o que foi de certo ponto engraçado, pois sabe aquela sena em que a garota fica escolhendo um monte de roupas e o cara fica em um banquinho sentando como se até mesmo a morte fosse mais interessante? Então aconteceu exatamente isso só que ao contrario e como foi chato isso meu Deus, mas aconteceu algo bom eu conheci três garotos quer dizer dois garotos e um homem extremamente forte, ele me viram e me perguntaram o que eu estava fazendo sentada na seção masculina de uma loja e eu disse do Róz eles riram conversamos um pouco mais, mas eles disseram que tinham que ir embora porque uma garota estava esperando eles então nos despedimos. Como tudo que é bom dura pouco e ainda bem que o que é ruim chega uma hora que acaba, ele acabou de comprar roupas
Em seguida fomos comprar coisas para ele conviver pacificamente. Foi cobertor, travesseiro, escova de dente, de cabelo, pasta de dente, gel, shampoo, e mais uma caralhada de coisas, mas finalmente chegou ao fim
-Ahhh acabou, finalmente acabou- dessa vez eu que estava toda esparramada no banco- poder ir para minha casa e deitar na minha cama
-Mas é muito preguiçosa mesmo- lacei um olhar 43 para ele que ele ficou calminho, calminho- v-vamos logo né
-Inda bem que entendeu o recado- suspirei- ah e la em casa só entra dinheiro suado
-Como assim?
-Vai ter que trabalhar
-Han? Por que?
-Porque sua mãe pediu para eu cuidar de você e trabalhar da caráter
-Mas
-Se não quiser pode ir embora de casa
-Afe ta bom, amanhã eu arrumo um emprego
-Ah e liga para meu chefe, aposto que ele esta doidinho para me despedir
-OK
Fomos para casa e depois de finalmente conseguir achar um lugar para colocar a roupas deles fomos descansar
Bom o dia seguinte não foi ruim foi só um pouco difícil para nos acostumarmos ao viver sobre o mesmo teto, mas fora isso foi bom. Ele avisou meu chefe que eu chegaria atrasada e fomos procurar um emprego para ele. E depois de muito andarmos achamos um mercado que estava contratando
-Eu não vou trabalhar ai
-Ah! Vai sim, oh se vai- olhei para ele com meu famoso olhar assassino
-tem razão eu vou
Na sala do gerente
-Esse aqui é o Róz ele queria preencher a vaga de caixa que a senhora precisa
-S-sim eu queria muito preencher a vaga!- o motivo dele estar tão nervoso? Simples minha mão na suas costas beliscando ela
-O que bom jovem, tem experiência?
-N-não senhora!
-Sabe fazer contas?
-S- sim eu sei senhora!
- Ótimo se o senhor quiser pode começar hoje mesmo- a senhora era um pouco velha mas ainda era dona, mas muito simpática, como eu queria que meu chefe fosse assim também
-Ele vai e vai fazer o seu melhor, não é- olhar psicótico mais um beliscão
-S-sim farei meu melhor!
-Oh que bom
Então eu sai deixando ele la no seu mais novo trabalho e indo para o meu. Foi um dia estressante: chefe gritando por causa da folga que ele mesmo tinha me dado, trabalho acumulado e a Carla me fazendo perguntas sobre o Róz
Mas então deu a minha hora de sair graças ao bom Deus, o que significava duas coisas. Primeira buscar o bebê na creche quer dizer o Róz no trabalho e segunda meu merecido descanso no fim do dia
Eu vou chegando no mercado e quando entro nele eu não acredito no que eu vejo um caixa com curativo na bochecha esquerda e na testa, o uniforme rasgado no ombro e band-aids em todos os dedos das mãos
-Bom dia, bem vida ao- ele percebe que sou eu- Angel! Que bom que chegou
-C-como- eu ainda estava pasma com aquilo
-O que?
-C-como que você fez isso
-Isso o que?
-Isso- apontei para a bochecha dele- isso- a testa- isso- o ombro- e isso- peguei as duas mãos dele- tudo em um mercadinho de esquina!!!!
-Ah! Você pode não acreditar, mas mesmo nesse mercadinho tem muitos riscos no trabalho
-Meu Deus, por favor diga que a gerente esta viva
-Ela ta no segundo andar calma
Eu subo correndo para o segundo andar e vejo ela com uns papeis resolvendo umas contas
-S-senhora- ela olha para mim- me perdoe por favor eu juro que vou lhe compensar tudo que aquele homem fez, mas por favor não chame a policia
-C-calma, ta tudo bem
-S-sério?
-Sim, aquele homem e um pouco desajeitado, mas tem um bom espirito e ele fez um bom trabalho aqui na loja
-Ufa, ainda bem. Isso quer dizer que ele pode voltar amanhã certo?
-Mas é claro
Suspirei de alivio e desci para falar com o Róz
-Então...
-Você ainda não foi demitido
-Mereço uma recompensa?
-Sim- fiz um vem ca com a mão- bom trabalho- e dei um tapa na sua cabeça
-Afe
-Agora vamos para casa eu tenho que cuidar desses seus “acidentes inexplicáveis no trabalho”
Dito e feito chegamos em casa e eu fui cuidar dele ele reclamou um pouco de dor mas eu precisava fazer e admito eu gostei da dor dele. Depois fomos comer algo e dormimos eu na minha cama no meu quarto e ele no sofá na sala
E assim foi indo todo dia durante umas semanas até que um feriado chamado véspera-de-natal que o Róz fez eu ficar o dia inteiro em casa falando que ele tinha que comprar um presente para mim e eu não podia ver
Eu estava assistindo qualquer coisa na TV já era de noite e o Róz não tinha voltado ainda eu estava começando a ficar preocupada, mas então a caba a energia do nada
Eu não tenho medo dessas coisas, mas você assistindo TV sozinha no seu prédio, pois todos estavam comemorando em lugares diferentes e de repente acaba a luz é de dar medo, o pior é aqueles barulhos que sua casa faz normalmente, mas você só escuta quando acaba a luz ou o memento fica tenso. E eu garanto eu estava muito tensa até que
Bam! Minha porta é chutada fazendo um barulho ensurdecedor eu caio do sofá e escuto passos penetrando minha casa e eu recuo então a energia volta se mostrando uma pessoa vestida de vermelho com barba branca
-Hohoho!- eu estava com tanto medo que eu nem pensei direito
-Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!- peguei qualquer coisa ao meu alcance e taquei, fiz isso repetidas vezes
-Calma... Angel... Sou... Eu... Róz- parei de tacar as coisas
-R-Róz?- perguntei receosa ainda
-É, sou eu- ele tirou a barba. Nesse momento eu peguei a almofada mais próxima de mim e pulei em cima dele e comecei a bater nele
-Idiota!!! Idiota!!!! Idiota!!! Idiota!!!! Idiota!!!- eu batia cada vez mais forte
-Angel!... Angel!... Angel!... Se continuar assim... Não vai ganhar os presentes- parei na hora
-Presentes?- me levantei e estiquei as mãos- me dá, eu quero
-Calma- ele se levanta- toma
Ele estende o saco para mim e eu começo a procurar, mas la só tinha isopor procurei, procurei e procurei taquei quase tudo para fora até que eu encontro dois papeis e os pego e leio logo meus olhos se enchem de lagrimas eu olho para o Róz e ele diz
-Feliz natal, pequenina Angel- eu o abraço um abraço extremamente forte e possessivo e ele começa acariciar meus cabelos
-Brigada, brigada, brigada mesmo- eu me separo- mas como você sabia?
-Eu tenho muitos contatos
-Quando?
-Depois de amanhã até o dia dois
-Mas e seu trabalho
-Folga
-O que estamos esperando vamos arrumar as coisas
-Sim capitã
Eu estava muito feliz, muito feliz mesmo uma viagem de uma semana ainda mais para a cidade onde minha mãe esta esse era o melhor presente que eu podia ter ganho
Eu estava dentro de um avião super feliz com o Róz ao meu lado e estávamos na primeira classe, mas eu estava tão animada que nem prestei atenção direito só me lembro de ter dormido e acordado já no destino
-Vamos- ele me chamou
-Ah sim
Então fomos para onde minha mãe morava uma casa modesta, mas muito aconchegante ainda naquele frio que estava fazendo. Como pode ser tão frio no verão vai la Deus saber
-Mãe!!!- eu pulei em cima dela e a abracei- quantas saudades eu tava da senhora
-Filha eu também estava com muitas saudades- ela se separou- quando me ligou e disse que vinha eu nem acreditei
-Caham- tosse forçada malfeita
-Ah! Mãe esse aqui é o Roz ele que esta morando de favor comigo
-Prazer, Róz- ele estendeu a mão
-Prazer, Maria Angel falou muito de você
-Falou é?- eu corei na hora
-Bom mãe vamos conversar temos que colocar o papo em dia, não?- a empurrei para a cozinha e deixei o Róz na sala- e Róz guarde minhas coisas e em quartos SEPARADOS
-Sim capitã
Então conte tudo o que tinha para contar para minha mãe de moramos umas horas para por “o papo em dia” depois ela disse que tinha que sair
-Então, vamos sair?- Róz e convidou
-Por que não?
E fomos comemos, nos divertimos, conversamos, brincamos e depois voltamos estávamos exaustos então caímos na cama e hibernamos
Os dias passavam de uma forma agradável eu e Róz saímos todos os dias depois falávamos com a minha mãe saiamos de novo depois voltávamos e dormíamos foi assim ate a noite de ano novo. Eu insisti para minha vir comigo e com o Róz, mas ela disse que não que ia ficar em casa então foi so eu e o Róz
Foi divertido eu com meu vestido branco e o Róz com sua calça branca e camisa rosa para representar a “paz e o amor”
Andávamos pelas ruas quase desertas apenas com algumas pessoas se confessando uma paras outas e crianças correndo até que ele olha em seu relógio e começa me puxar pelo braço para longe onde estávamos
-Aonde a gente vai?
-Você vai ver é uma surpresa
Ele me levou para um morro onde tinha a visão da cidade e tinha uma vista linda
-É lindo Róz
-Calma ainda tem mais
-Como assim?
-5,4,3,2,1,0- quando ele disse zero começaram a queima de fogos
Era uma visão indescritível de tão esplêndida e linda que era nós nos sentamos e ficamos vendo a queima de fogos, mas então
-Ei Angel
-O que foi- eu ainda olhava para a vista
-Ainda tem a parte mais crucial do meu presente
-E qual é- ainda olhando a vista
-Olha aqui
Eu virei assim que eu virei eu senti ele selando nossos lábio num beijo apaixonante e calmo no começo eu não correspondi, mas instantes depois ele pediu passagem e eu cedi e ficamos nos beijando até ficarmos sem folego, assim que nos separamos ele disse
-Eu te amo Angel- e me deu um selinho
-Eu também te amo seu idiota
E nos beijamos novamente até ficarmos sem folego quando nos separamos ele sussurrou em meu ouvido
-Feliz ano-novo
E aquele foi o melhor ano-novo da minha vida com o idiota mais apaixonante que eu já conheci
Notas finais
a e isso não é uma one vai ter mais capitulos
Té mas
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