A mentira tem perna curta
7 Capítulo 7: O trágico fim, parte 3.
No dia seguinte, Clark estava com um sorriso de orelha a orelha. Havia até mesmo acordado cedo. Estava na cozinha, tentando realizar uma atividade escolar, mas não conseguia parar de pensar no dia anterior, no “sim” de Chloe, nos lábios dela contra os seus…
Seus pensamentos foram interrompidos por uma batida na porta, seguida por uma voz suave:
— Senhora Kent?
Era a voz de Lana.
Clark respirou fundo. Ainda não sabia como encará-la depois do que havia acontecido. Mesmo assim, levantou-se e foi abrir a porta. A expressão simpática de Lana rapidamente se fechou ao perceber que era ele, e não sua mãe, quem estava ali.
— Ah, Clark. Sua mãe está?
— Oi, Lana. Não, ela não está. Saiu para fazer compras. Como posso ajudar você? — retrucou, tentando soar o mais normal possível.
— Eu queria encomendar umas tortas.
— Posso fazer isso. — Ele entrou, dando espaço para que ela fizesse o mesmo.
Clark caminhou até o balcão da cozinha, onde seu caderno estava. Pegou a caneta, virou a página e a encarou.
— Qual sabor?
— Morango. É a mais famosa. Quero uma quantidade maior do que da última vez.
— Ok, anotado. — Terminou de escrever e ergueu os olhos para ela.
Por alguns instantes, os dois permaneceram em silêncio.
— Lana, sobre aquele dia…
— Eu devia te pedir desculpas — interrompeu rapidamente. — Você está com a Chloe.
— É... — Clark enfiou a mão no bolso e sorriu. Ouvir que ele e Chloe estavam juntos era música para os seus ouvidos.
— Vocês estão bem?
— Sim. Estamos ótimos. — A resposta veio acompanhada de um tom que denunciava o quanto estava feliz.
Lana o encarou por alguns segundos antes de suspirar.
— Você parece feliz, Clark. Que bom! Desejo felicidades para vocês.
— Obrigado, Lana
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Mais tarde, na escola, Clark devolvia os livros das primeiras aulas ao seu armário quando, de repente, um estrondo ecoou pelo corredor. Ao seu lado, um corpo havia se chocado violentamente contra a fileira de armários.
Era Justin, o cara que estava com Chloe outro dia.
— Oi, Justin — cumprimentou-o. Mas Justin definitivamente não estava com cara de bons amigos.
— O que foi, Clark? Eu começo a passar um tempinho com a Chloe e você finalmente percebe que ela existe e resolve me tirar da jogada? — questionou, irritado. — Olha, cara, você teve a sua chance. Agora eu vou ter a minha.
Ele disparou as últimas palavras e foi embora.
Clark abriu um sorriso cínico.
A chance dele? Não ia acontecer.
Contudo, mais do que sentir ciúmes por outro cara estar dando em cima de sua garota, Clark ficou em alerta. Havia algo naquele sujeito que não lhe agradava. Justin parecia perigoso, e ele não gostou nem um pouco disso.
Rapidamente, caminhou até a sala do jornal. Chloe estava lá, sentada diante do computador. Ele bateu na porta, chamando sua atenção.
Assim que o viu, ela abriu um sorriso largo.
— Oi, namorado — disparou, levantando-se e indo até ele.
— Oi, namorada — retrucou, sorridente. — O que está fazendo?
— Estou ajudando o Justin a descobrir mais sobre o acidente dele.
Clark envolveu a cintura dela e a segurou com firmeza.
— Cuidado com esse cara — alertou.
Chloe passou os braços ao redor do pescoço dele e o encarou, divertida.
— Ciúmes?
— Também. — Admitiu, arrancando dela um sorriso ainda maior.
— Relaxa. Ele não faz o meu tipo.
Foi a vez de Clark sorrir.
— E qual é o seu tipo?
— Um cara maior do que eu, moreno e de olhos verdes.
Ela estava descrevendo exatamente ele. Clark se inclinou e depositou um pequeno selar em seus lábios. Um simples toque era suficiente para deixá-lo fascinado. Como ele podia ter demorado tanto para enxergá-la?
— Te vejo mais tarde? — perguntou.
— Com certeza.
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