A menina da porta seguinte
1 Capítulo 1
- Matteo, está na hora da escola, vamos! — A mãe do menino o despertou, ele havia protestado e xingado alguma palavra não muito decente mentalmente, mas logo repreendeu o pensamento, ele sabia o quão religiosa sua mãe era.
- Por que devemos ir a escolas? É tão desnecessário! — Disse coçando os olhos ao sentar-se na coberta completamente bagunçada. — Me diz que Theo já foi embora?
A mãe o encarou e revirou os olhos, isso porque Theo era seu padrasto, Matteo não superou o fato de seu pai ter falecido e principalmente o fato de sua mãe estar noiva de um homem que era praticamente ''o anjo da morte'' aos seus olhos.
- Matteo, não vamos começar essa discussão novamente, ou vamos? — A mãe o encarou com tédio, ela dobrava os lençóis da cama do garoto com tanta facilidade, e aquilo fazia Matteo pensar que talvez a mulher fosse uma fada.
- Não consigo gostar dele, desculpe mãe.
Matteo se dirigiu para o banheiro de seu quarto batendo os pés no chão, estava irritado. Afinal, que criança gostaria de ser desperta logo pela manhã tendo de ir para uma longa aula?
- O café esta servido, pegarei minhas coisas e irei para o trabalho, tudo bem? — A mãe do garoto deu duas batidinhas na porta do banheiro. — Te amo.
O menino somente sussurrou um ''também'' ainda sonolento, e seguiu seu banho. Gostava de pensar que estava enfrentando monstros marinhos, sim, ele sabia que aquilo era infantil demais.
- Bom dia, Gaspar. — Cumprimentou o felino gordo e cinza que ocupava a cômoda no corredor.
O garoto descia as escadas euforicamente indo em direção ao prato de panquecas, realmente, a mãe dele era mesmo uma fada. Foi o que ele pensou.
Depois de fazer suas devidas refeições, ele se dirigiu para a escola, mas antes ele encarou uma janela, a janela verde. Matteo sabia as lendas sobre a janela, sobre os moradores e sobre o terror que rondava por ali, mas ele era curioso.
Algumas lendas diziam que uma garota havia morrido ali por maus tratos, mas ele sabia que não eram só lendas, ela ainda vivia ali. E lá estava ela, apoiada na janela, com seus longos e loiros cabelos voando conforme o vento os levava, a menina tinha a pele pálida, um sorriso envergonhado e um olhar perdido, ela era linda, pelo menos ele achava.
- Matteo! — Enzo, um de seus amigos correu em sua direção. Ele parecia mais euforico que nunca. Seu cabelo preto jogado para cima, formando um topete não muito fofo, seus óculos pretos e suas meias verdes.
- Enzo. — O menino o encarou com um meio sorriso, acabaram de interromper sua paquera pela menina da janela verde.
- O que está fazendo aí parado? Temos aula hoje ainda, esqueceu? — O garoto se aproximou enquanto arrumava seus óculos que teimavam sair de sua ideal posição.
- Estava observando, apenas. — Ele sorriu envergonhado.
- Estou lhe esperando, vamos logo!
Matteo fez um gesto que o amigo pode entender como ''vá na frente'' e assim foi feito. Enquanto ele podia fazer durar seus momentos de devaneio, mais uma vez observou a garota da janela verde, e lá estava ela, o encarando com seu sorriso encantador, o sorriso em que ela lhe dava todos os dias, e sempre no mesmo lugar, na mesma posição. Quando menos ele pôde esperar, ela acenou e desapareceu na janela, parecia ter sido chamada por alguém, e certa pessoa estaria desesperada.
Matteo se viu na obrigação de retirar-se, e quando deu-se por si, estava no meio de seus amigos que falavam sobre seios, drogas, e alguns assuntos completamente pornográficos ao qual Matteo não parecia estar interessado.
- Então Matteo, vai assistir o vídeo com a gente? — Enzo perguntou completamente empolgado, o garoto apenas balançou a cabeça negativamente. — Qual é, Matteo?
- Está na lua desde a aula de fisíca, aconteceu alguma coisa? — Rick perguntou demostrando mais interesse ao aparelho telefonico que provavelmente estaria emitindo sons desagradaveis.
- Só estou com sono, garotos. Acho que é normal.
Matteo observou os amigos darem de ombros e continuarem rindo das obscenidades que viam. Ele desviou o olhar para uma parte de uma árvore vazia onde encontrou um rosto diferente. Uma garota de cabelos negros, pele clara e lábios rosados, ele nunca havia a visto antes.
- Vocês sabem se tem alguma aluna nova? — Ele perguntou tentando fisgar a atenção dos amigos, mas continuou ouvindo risadinhas maliciosas. — Ei!
Os dois amigos o encaram com cara de paisagem mas logo voltaram a pergunta.
- Ah, Scarlet? — Os garotos haviam apontado para a garota embaixo da árvore. Matteo assentiu.
- Ela é nova sim, mudou de cidade. Não viu ela na aula de hoje? — Rick perguntou. O amigo balançou a cabeça. — Em que mundo estava mesmo?
- Talvez seja aquela janela verde em frente á casa dele. — Enzo zombou. — Ele anda olhando muito para lá ultimamente.
- Ainda acha que ela mora lá? — Perguntou Rick zombando do amigo. — Por favor, ela morreu há anos, muito antes de nascermos.
- Eu a vejo. — Matteo protestou. — Eu sei que ela está lá, vocês que nunca observaram direito.
- Oh, mas é claro! — Enzo levantou as mãos em defesa. — Esta apaixonado pela garota da janela verde?
Matteo balançou a cabeça tentando desviar os pensamentos dos amigos e voltou seus olhos á menina nova.
- Vou falar com ela! — Levantou-se destemido.
- Com a novata estranha? — Rick riu. — Vai que ela te oferece drogas, melhor ter cuidado!
O garoto balançou a cabeça negativamente e caminhou próximo a menina, ele a indentificou como gótica mas ao percebe-la, apenas seus olhos brilharam com a luz do sol. Se acreditasse naquelas coisas teria dito que acabara de se apaixonar por alguém que nunca havia visto antes.
- Eu amo o sol, você gosta? — Ele aproximou-se encarando o céu na tentativa de puxar assunto. — Sou Matteo, e você?
- Scarlet.
Ele observou seus olhos atentos á um livro de capa negra, e se sentou atrevidamente ao seu lado.
- Já li todos, é uma ótima trilogia!
Scarlet o encarou com tédio e com aquele simples olhar o menino podia perceber que ela estava analisando cada detalhe de seu rosto, dos olhos até a boca.
- Esta tentando ser legal comigo?
- Sou péssimo nisso. Levo mais jeito maltratando as formigas do jardim da minha tia, desculpe. — Ao dizer isso a garota riu e balançou a cabeça.
- Gosta de dormir nas aulas?
- Eu não estava dormindo! Por que todos dizem isso agora?
- Se não estava dormindo, estava em outro mundo. — Ela piscou e ele pensou estar perdido naquele gesto, porém coçou a garganta.
- E por que a senhorita gótica estaria me observando?
Ela fechou o livro e o encarou.
- Porque sim. — Deu de ombros simplesmente.
- Porque sim? Eu conheço vários argumentos, mas pra mim, este não é um. Escolha outro, por favor.
- Eu gostei do seu cabelo.
- Meu cabelo? — Matteo passou a mão sobre o mesmo, ele sabia que estava tentando impressiona-la, mesmo que aquilo fosse desnecessário.
- É, você sabe, é descolado. — Ela riu fraco. — E por que veio falar comigo?
Matteo hesitou um pouco para pensar, ele observou as árvores á sua frente, e deu de ombros.
- Não sei. — Disse simplesmente a encarando.
- Não sei? Eu conheço vários argumentos, mas pra mim, este não é um. Escolha outro, por favor. — Ela repetiu sua mesma frase fazendo-o sorrir.
- Vamos lá, você está sozinha, é bonita e bem, esta lendo uma das minhas trilogias preferidas. Aliás, eu gostei do seu cabelo!
A menina riu, e voltou sua atenção aos seus dedos, possivelmente estava timida. De longe, Matteo observou seus amigos mangolóides fazendo gestos de beijinhos ao observa-lo, ele pensou em repreende-los mas viu que Scarlet o encarava.
- Então, vai ficar aí ou vem para a aula? — A menina perguntou já de pé o encarando com os braços cruzados.
- Bem, é, eu tenho que.. — Ele fez um gesto em direção aos amigos que se socavam sem nenhum motivo óbvio, apenas por diversão e deixou escapar uma careta de nojo.
- Você tem? — Ela franziu a testa esperando respostas.
- Eu tenho que ir com você. — Ele sorriu concertando as frases. — Vamos?
Matteo passou o resto das aulas acompanhado de Scarlet, eles riam algumas vezes sem nenhum motivo aparente, o que fazia o garoto questionar por onde ela andou durante todo esse tempo.
- Matteo, vamos pra casa? — Rick e Enzo o encontraram já na saída da escola empolgados com algum motivo ao qual ele não se importava muito em saber.
- Ah, desculpem, eu tenho que ir com a Scarlet, parece que ela precisa ir sozinha, e bem, vocês sabem.. — Matteo coçava a nuca descontraído. — Não quero que ela vá sozinha.
- Namorando a gótica conceitual? — Rick lançou um olhar malicioso. — Pelo menos ela tem seios médios.
Os dois garotos riram, e Matteo revirou os olhos.
- Vejo vocês amanhã. — Matteo se afastou ainda escutando risadinhas dos amigos.
Ele encontrou Scarlet subindo as meias de seu tênis colegial, o que o fez rir.
- Por que isso?
- Hey, gosta de skate? — A menina perguntou tirando um da mochila e fazendo-o questionar de onde aquilo havia surgido.
- Você? De onde tirou isso? — Ele levantou as sobrancelhas com os olhos levemente arregalados.
- Gosta ou não?
- Prefiro ir a pé.
A garota deu de ombros e então pegou em sua mão, ele se surpreendeu com o toque mas sorriu.
- Vamos?
Matteo somente assentiu e a seguiu que hora ou outra ameaçava cair tendo como apoio, seu ombro.
Enquanto caminhavam, uma pequena chuva ameaçava cair o que fez Matteo retirar seu casaco e coloca-lo na amiga.
- Você vai precisar.
- Hey, pare de ser gentil! — Ela riu. — Esta tudo bem.
- Fique com ele.
- Se continuar andando comigo, terá que aprender a se locomover de skate.
Matteo deu de ombros e respondeu simplesmente.
- Você será minha professora, Scarlet.
A menina sorriu e assentiu, e logo entrou para sua casa, porém antes deu um beijo na bochecha de Matteo, o que fez ficar surpreso.
- Até, Matt.
- Até, Scarlet.
O garoto chegou em casa meio entediado, e a primeira coisa que conseguiu fazer foi jogar sua mochila ao lado da porta e correr em direção ao computador.
- Matteo! — Ouviu Theo grita-lo, mas não se importou.
Ele trocou-se em questão de segundos e aumentou o volume da música, tocava rock, ele era obcecado.
- Matteo, abra essa porta! — O padrasto do garoto tornou a chama-lo, agora mais exigente.
- O que foi agora?
Theo suspirou e adentrou ao quarto do garoto logo em seguida, sentou-se na cama.
- Tem uma garota aí embaixo.
- Garota?
Matteo se aproximou da janela vendo Scarlet sentada sobre seu skate, parecia impaciente.
- Scarlet. — Ele sussurrou prendendo um sorriso.
- Conhece ela? — Theo o perguntou. — Ela queria falar com você.
- Sim. Escuta, por que entrou aqui mesmo?
Theo percebeu a repreensão no olhar de Matteo e logo se afastou.
- Sei que possivelmente ela será sua namoradinha, e queria dizer que, vá devagar!
- O que?
- É, você sabe, beijos aqui, ali..
- Você está louco? — Matteo praticamente o empurrava para fora do quarto. — Não vou dormir com a minha amiga de escola, seu doente!
O garoto bateu a porta na cara de Theo que apenas suspirou. Ele balançou a cabeça negativamente, arrumou seu cabelo e sorriu, ela gostava de algo nele, isso era bom. Quando ele desceu e a encontrou sentada no skate, apenas coçou a garganta.
- Scarlet?
A menina se virou surpresa pra ele e abriu um de seus melhores sorrisos, isso se pudesse ficar melhor.
- Pensei que tivesse causado algum caos, parece que seu pai me viu e.. — Ele a interrompeu.
- Ele não é meu pai. — Esclareceu. — Não diga isso, por favor!
Ela assentiu e se aproximou com o skate nas mãos.
- Vamos aprender? — Levantou o objeto tendo uma careta vinda de Matteo.
- Vida ao extremo.
- Isso é ridículo! — Ela negou. — Só vamos andar de skate.
- E se eu me machucar?
Scarlet riu tão alto que logo pôs a mão na barriga revelando uma dor.
- Se você se machucar, você se ferrou completamente. — Ela disse. — Então é melhor se esforçar pra não cair na vergonha.
Matteo a encarou por uns segundos, ela tinha umas cicatrizes no pescoço, ele demostrou grande curiosidade sobre as mesmas, mas decididiu não questionar a amiga.
- Eu não sei se irei conseguir me equilibrar, Scarlet.
- Ei, não acredita mesmo em você? — Ela levantou meu rosto de encontro ao seu. — Vamos lá, você consegue!
Matteo suspirou e deu suas mãos para a amiga que o trouxe lentamente para o meio da rua, observando se nenhum carro iria passar a garota suspirou e disse:
- A casa.
- Casa?
- A casa das janelas verdes. — Ela apontou para o lugar onde os sonhos de Matteo viviam, ele entendeu o que ela estava pensando somente em um olhar. — Você sabe sobre as lendas?
Matteo fez que sim com a cabeça, mas logo suspirou como se aquilo não fosse muito importante.
- Eu não acredito que são lendas. Ela vive ali, eu sei que sim.
- Como pode ter tanta certeza? Dizem que ela faleceu, pois seu tio a espancou até a morte.
- Eu nunca a ouvi direito, na verdade, eu só sei a lenda por partes.
Scarlet continuava observando atentamente a silenciosa e misteriosa casa, ela queria saber o que tinha ali dentro, na verdade, todos queriam.
- Quer que eu te conte?
- Mas e a aula de skate? — Matteo questionou como se aquilo fosse a coisa mais importante do mundo.
A amiga apenas fez uma careta sem entusiasmo e disse:
- Deixemos para outro dia. — Deu de ombros. — Quer mesmo conhecer a história dela?
Ele engoliu em seco. Não porque era uma lenda, mas temia acreditar tanto nela que começasse a ter medo da menina loira do sorriso hipnotizante. Ele assentiu, não queria parecer um medroso.
- Venha, sente aqui. — Ela se sentou na calçada molhada e bateu no espaço vazio ao seu lado. — É mais emocionante, já que esta escurecendo.
Matteo arregalou os olhos, aquilo não era nem um pouco emocionante! O fato dele ouvir uma lenda antiga sobre uma casa vizinha e saber que a menina da lenda é a musa dos seus principais sonhos não tinha nem um pouco de emoção.
- Scarlet, dizem que essa lenda é perigosa quando contada a noite. — Ele assentou ao lado da amiga. — Não querendo ser medroso, mas..
Ele foi interrompido pela risada alta da amiga.
- Não querendo mas já sendo. — Ela coçou a garganta. — Vamos lá, é uma lenda, e não é real.
Assim que a amiga começou a conta-la, na janela ele a viu, ela estava sentada com o corpo inclinado para fora, olhos e sorriso fechados. Tinha uma expressão de prazer por sentir o vento em seu rosto, parecia tão mais pálida, e tão mais... real.
- Matteo! — Ouviu a amiga grita-lo. — Você ouviu o que acabei de dizer?
Ele sorriu sem graça e logo balançou a cabeça negativamente, a menina bufou.
- Dizem que o nome dela era Amy. O tio era viciado em alcool. Em uma noite, ele chegou em casa completamente bêbado, e a espancou até a morte. Dizem que ele abusava dela quando bebia, ela era cheia de ematomas, e tinha várias tentivas de suícidio.
Matteo continuava observando a menina na janela, ouvindo e tentando imaginar todo o ocorrido, aquilo lhe provocava uma dor imensa.
- Meses depois, o tio dela se matou também pois pensava estar vendo-a vagar pelo quintal de sua casa, sempre ás 23:00 horas, que era o horário em que Amy adorava sair para brincar. — Scarlet hesitou um pouco para respirar. — O mais engraçado, é que se contar essa lenda durante a noite, ela provavelmente se aproximará mais de você, só que, é ridículo.
- Scarlet, como, como ela era?
- Bem, dizem que ela era loira, pele pálida, lábios macios e rosados, tinha um sorriso lindo e um olhar perdido, seus olhos eram azuis claríssimos e suas bochechas coradas.
- Digo, como ela agia, personalidade, você sabe.
Matteo piscou para a amiga que quase o devolveu um sorriso timído, mas ela logo puxou o ar para conta-lo.
- Ela gostava de brincar durante a noite, gostava de bolas e é por isso que muitos moradores evitavam ter bolas em casa. Diziam que atraía seu espírito. Existem lendas comprovando que várias famílias perdiam seus entes pelos mesmos motivos, e eram todos vizinhos dessa casa, mas, você não morreu.
Matteo riu um pouco, ele não acreditava naquela história, embora tivesse ficado com medo.
- Eu não morri e isso é loucura! — Ele se levantou. — É melhor entrarmos, ou você ir embora. Você sabe, amanhã temos aula.
- É, isso aí. — Ela pegou seu skate. — Até amanhã, Matt. Ah! E cuidado com as bolas, ou quem sabe, espelhos. Você sabe, é vizinho dela.
O garoto balançou a cabeça negativamente ao ver a amiga sair rindo. Antes de entrar, Matteo encarou os vidros da antiga casa em sua frente, ela não estava mais lá. Amy estaria dormindo? Por quais motivos ela então aparecia somente para ele?
Naquela mesma noite, ao adormecer, ele percebeu em seus sonhos que Amy o chamava para perto da porta, ele entrava dentro da casa, mas em seu sonho, ele não podia ver seu interior, somente Amy sentada em uma poltrona, sorrindo friamente e com uma bola ao seu lado. Ela o chamava para brincar, e ele negava. As expressões da menina mudavam de mal para pior quando escutava um ''não'' vindo de Matteo. Quando tentou sair da casa, Amy o puxava para ela, e com este sonho, ele acordou.
- Querido! — Sua mãe adentrou seu quarto. — Está tudo bem? Estava berrando!
Ele encarou o relógio, era 23:00h. Como na lenda, era a hora que Amy saía para brincar, mas ele não aceitou a brincadeira..
- Esta tudo bem, foi só um pesadelo.
A mãe do menino suspirou, foi até ele e depositou um leve beijo em sua testa, antes mesmo de sair ela sussurrou.
- Eu te amo, durma com os anjos.
Ao ouvir isso, ele realmente desejou que anjos existissem. Assim que encarou o espelho, viu o reflexo de Amy e mais uma vez ela sussurrava: ''Vamos brincar?''
Fale com o autor