As férias eram o período do ano favorito de Sasuke. Ele podia brincar à vontade durante o dia com seus amigos; à noite jogava com seu irmão; e antes de dormir se sentava no sofá ao lado do pai enquanto ele assistia algum filme. De fato, para ele era a época mais fantástica do ano, tão boa quanto o natal.

Dizia-se que inteligência era uma característica imutável nos Uchihas. Desde pequenas, as crianças costumavam ser bastante observadoras e com Sasuke não era diferente. Ele notou que a menina que se mudou para a casa ao lado quase nunca ia brincar no jardim e, quando fazia, era sempre por pouco tempo.

Na manhã ensolarada de terça-feira, Sasuke saiu para brincar e notou que Sakura estava sozinha em seu quintal. Aproximou-se da cerca e a chamou.

— Oi!

— Oi... — respondeu a menina de forma tímida.

— O que você tá fazendo? — o moreno questionou curioso.

— Uma coroa de flores — esticou seu trabalho delicado para que Sasuke conseguisse ver.

— É difícil?

— Mais ou menos... Você tem que achar as flores com cabo comprido...

— Você pode me ensinar? .

— Posso. Mas não acha que é coisa de menina?

— Flores são da natureza, né? Então pode ser coisa de todo mundo.

— Uau! — exclamou maravilhada, sorrindo contente quando o chamou com a mão.

Ele logo deu a volta na cerca e agachou-se perto dela. Fizeram coroas de flores de todas as cores, tomaram limonada que Mebuki preparou; comeram melância que Mikoto serviu.

Naruto sempre dizia a Sasuke que meninas eram chatas e barulhentas. Ele discordava de Naruto agora, porque Sakura era legal e inteligente. Prometeu a ela brincar em sua casa no dia seguinte, estava animado para mostrar seu pequeno pé de tomate nos fundos de casa, que plantou junto com Itachi e sua mãe.