A melodia da minha vida
1 Capítulo 1- A eterna curta greve de vida.
Notas iniciais
Ok, é minha primeira fanfic, meu primeiro capítulo, peguem leve.
“Qual o seu problema Marley Rose?” Foi isso que eu repeti pra mim mesma o dia todo, a semana toda na verdade. Eu tenho me comportado tão estranhamente que não estou nem me reconhecendo, só que isso passa, mas parece que Jake não aceita isso. E não me agrada a ideia de namorar alguém que não me aceita nas minhas semanas ruins. Porém a minha vida já tá tão ruim que se nós terminássemos agora, eu receberia o título de “um nível abaixo de no fundo do poço”, e não, eu não quero isso.
Mamãe vai passar o final de semana fora, num tal de “acampa dentro” do trabalho, e por ser a mulher mais gorda do McKinley, eles a tratam como se fosse especial, isso faz bem pra ela. Só que não faz pra mim! Vou ficar o final de semana todo sozinha, o que faz com que Jake queira mais que tudo vir para casa, e eu sei exatamente o que ele quer, mas eu não estou pronta pra isso, e já disse diveeeeeersas vezes, mas ele não entende, então eu resolvi falar mais uma vez. O que ocasionou uma briga, que terminou com a seguinte frase “Se você não quer, tem quem queira Marley”. Se já estava ruim, conseguiu ficar pior. E O OSCAR DE “Um nível abaixo de No fundo do poço” VAI PARA........... MARLEY ROSE!!! AH É!!!!! CADÊ MEUS APLAUSOS???? EU QUERIA MUITO AGRADECER A JAKE PUCKERMAN, O MORENO JUDEU MAIS FILHA DA PUTA DESSE MUNDO, POR ESSE TÍTULO, SEM ELE EU NUNCA CONSEGUIRIA!!! OBRIGADA MESMO!!! E como se não bastasse, fazem quase dois meses que eu não falo com Ryder. Eu poderia chama-lo de melhor amigo, mas isso soaria muito “friendzone”, e é por isso que ele não quer mais falar comigo, porque o deixei para namorar Jake . Desde então ele não fala mais comigo, aliás não fala com mais ninguém, só anda quieto e solitário. Sinto falta do meu loirinho do olho verde. Sinto falta das bobeiras que ele falava, dele brincando com meu cabelo, sinto falta do seu jeito, de como ele sempre estava aqui. Nas minhas semanas ruins, TPM’s, até quando eu contei sobre minha bulimia... Aquele dia nós nos beijamos, e foi perfeito. Eu estava de olhos fechados, mas aposto que se eu abrisse, teriam anjos com harpas cantando “Only You”. Ok, eu exagerei, mas realmente foi mágico. Parece um pouco clichê. E é pra ser. Então depois disso eu descobri que ele tinha dislexia e começou a ficar sem tempo pra mim, só pras aulas extras, e aí eu cansei, e foi quando descobri o Jake. Aquele jeito de pegador dele, chega a ser machão, mas eu gosto. Ele tem tudo, menos o jeito doce do Ryder. E foi ai que eu decidi mandar uma mensagem. Escrevi um puta texto dizendo o quanto eu fui idiota em não correr atrás, por trocá-lo pelo Jake, o quanto eu sinto sua falta, pedi desculpas por tudo. Contei sobre minha semana ruim, sobre a briga, sobre como eu to me sentindo, e como eu preciso dele agora mais que tudo. Sete minutos depois eu recebi uma mensagem: “E você acha que é fácil assim? Me larga, e quando Jake te descarta você vem correndo pra mim, como sua segunda opção? Como se eu fosse seu brinquedinho?” Isso me chocou, porque foi só ai que eu percebi que estava fazendo isso mesmo. E me senti mais idiota ainda. Antes que pudesse me desculpar, ou escrever qualquer outra coisa, veio outra mensagem: “Se você acha isso, você tá certa. Marley Rose, eu não poderia estar mais honrado por ser seu brinquedinho particular.” Eu respondi “Senti sua falta”, e ele logo voltou: “Só não me chame de Woody. Estou mais para um Buzz Lightyear. O astronauta sexy, como você diz. Você está naquela semana ruim né? Passo na sua casa em 15 minutos. Só eu sei que uma seção de Toy Story vai te animar.” Ryder me conhece melhor que qualquer um. Como se nos conhecêssemos desde sempre sabe? Isso me faz tão bem. Bom, depois disso, liguei para o Jake, cinco vezes, e nada. Quer saber, estou em greve da vida. Não vou sair do sofá, ou arrumar o cabelo, e nem tirar o pijama. Só vou ficar aqui, e isso só acaba quando for possível amar sem se machucar. Estava no meio do meu discurso sobre amor, vida e dor, quando a campainha tocou. Era o Ryder. Fim da greve.
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