A melodia da minha canção
4 Capítulo 4 - O passado bate a porta
Notas iniciais
Neste momento Angie ficou em choque, um turbilhão de emoções, pensamentos iam e voltavam em questão de segundos. Era um momento tão importante e ela não conseguia raciocinar direito. Era apenas um “sim”, mas lembranças do passado vieram para sua realidade.
– German... eu... eu confesso que tudo que queria agora é ser sua mulher. Mas, não posso negar que tudo passa pela minha cabeça agora – dizia ela com o semblante caído.
– Como assim Angie? O que você tá querendo dizer? Isso é um “não”, depois de tudo que te disse, da noite que passamos juntos? – Ele dizia sério.
– Não posso mentir, e dizer que não penso em Maria numa hora dessas. Germán, ela é minha irmã, mãe da Vilu e sua esposa – Angie dizia movimentando os braços.
– Não... ela ERA minha esposa, Maria morreu, faz anos...
– Eu sei, mas pensa só, eu me casando com o marido da minha irmã? – Ela o questionava com lágrimas no olhos.
– Angie, as coisas não são assim... você sabe muito bem, nada foi intencional, a Maria não morreu ontem e hoje nós temos um caso. Não veja as coisas desse ângulo. Nós nos apaixonamos e ninguém pode negar isso... certo? – ele dizia segurando suas mãos.
– Não quero ser criticada, não quero que as pessoas digam “olha lá, esperou a irmã morre pra ficar com o marido”. – Ela fazia gestos.
– Não é assim, você sabe... quando era casado com Maria você era uma menina, mal te conhecia. Hoje você é uma mulher, eu iria me apaixonar por você de qualquer jeito, sendo irmã da Maria ou não. Simplesmente porque você roubou meu coração. – Ele sorri para ela, e ela retribui com um olhar apaixonado.
– E a Vilu? Talvez ela não aprove o casamento. Talvez se sinta traída, com ciúmes... eu sei que ela sempre fazia piadinhas em relação a nós dois. Mas não sei como será quando ela souber de verdade. Isso pode doer.
– Sabe de uma coisa? É por tantos motivos que me apaixonei por voce, mas é por esse em especial... esse seu sentimento pela minha filha, de proteção, de cuidado, sempre pensando nos sentimentos dela primeiro. – Ele beijou uma de suas mãos.
– Claro, nunca conseguiria viver essa nossa história se a Vilu não tivesse de acordo. Eu tenho que ter a aprovação dela. Ela é minha sobrinha, minha amiga, minha companheira... é como se fosse uma filha. – Ela sorriu ao falar de Violetta.
– Eu sei, eu por isso tenho certeza que ela irá aprovar. Maaaas a Srta. Não respondeu minha pergunta... – Ele a fitou nos olhos
– Claro Germán, é claro que aceito ser sua, completamente sua... esposa, amiga, amante, companheira, a mãe dos seus filhos. – Ela disse de uma forma muito doce.
– Nunca pensei em ter mais filhos, mas só de imaginar que você será a mãe, o desejo de ter mais é estantâneo – Ele sorri, e coloca o anel em seu dedo.
Ambos se levantam e trocam diversos selinhos. Vão em direção ao apartamento de Angie andando e conversando.
POV Angie
Aquilo era tudo que uma mulher sonhava. Ser pedida em casamento daquela foram tão linda e emocionante. Estou ao lado do homem que amo e quero passar o resto da minha vida ao seu lado.
Chegando ao apartamento, eles vão até a varanda, que da de frente a uma linda visão de Paris, o clima estava muito frio, por isso ele a abraçou por traz envolveu em seus braços. Ela por sua vez, encostou sua cabeça em seu peito e ficaram ali como uma cena de filme.
– Amor, você sabe que já fiz várias canções – Ela disse alisando seus braços
– Sim, uma mais linda que outra.
– Pois é ... estava aqui pensando, se você fosse minha canção, seria a mais bela melodia... – ela disse e uma lágrima escorreu em seu rosto.
German ficou sem palavras e a inverteu, ficando um em frente ao outro.
– E você seria as mais bela combinação das notas musicais – logo, a beijou acariciando seu rosto.
Foram se beijando, e entrando para o quarto. O desejo voltou mais forte do que antes, deitaram na cama. Ele beijava seu pescoço e a fixava com seu olhar sedutor. Alguns minutos depois, o desejo e a vontade era cada vez mais intenso. A vontade era apenas uma, se amar e se amar. Germán admirava o corpo de sua amada, sendo impossível não beija–la totalmente. Tudo aconteceu como a primeira vez, ela sentia que pertencia a ele há muito tempo, ela estava se sentindo feliz, completa e amada. Estavam deitados um do lado do outro, ela alisava os cabelos dele, quando de repente o celular de Germán tocou.
– Alô
– Germán, aqui é o Ramalho, não queria interromper seu sono, mas a causa é importante.
– O que foi? Aconteceu algo com Violetta? – Ele levantou rapidamente e sentou na cama.
– É com ela mesmo, ela não melhorou, continua a febre e está cada vez pior...
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