A melodia da minha canção
21 Capítulo 21 - O fruto do nosso amor
Notas iniciais
Fazia uma grande tempestade, com muitas trovoadas e uma chuva forte. Chegaram ao hospital, Angie sentia muitas contrações e logo foi encaminhada para a emergência. O médico rapidamente a examinou, Germán estava nervoso e impaciente. Angélica, logo chegou e foi ao encontro deles. As contrações iam aumentando gradativamente e Angie sentia dor cada vez mais forte.
–Como a bolsa dela estourou, não há outra alternativa Disse o médico
–Mas doutor, não completaram os 9 meses ainda Disse Germán nervoso
–Sabemos, a criança nascerá bem, talvez um pouco pequeno mais temos recursos para isso Disse o médico tranquilamente saindo da sala
–Ele fala isso numa calma dessas? O mundo está se desabando em água e minha mulher está em trabalho de parto, e ele diz isso como se fosse a cozinha beber água? Germán dizia não acreditando na tranquilidade do médico.
–Calma Germán, não fica nervoso... aiiii Disse Angie deitada na maca com a mão na barriga
–Germán, fique calmo, tudo vai sair perfeitamente bem, ou não se lembra que Violetta também nasceu antes da hora? Disse Angélica tentando acalmar o genro ao lado de Angie.
–É me lembro perfeitamente, fiquei tão ansioso como este agora Ele alisava a barriga de Angie
O médico entrou novamente acompanhado de duas enfermeiras
–Vou pedir para ficar sozinho com a Angeles por favor -Disse o médico
–Não doutor, eu sou o pai, quero ficar com ela -Respondeu Germán
–Tudo bem, o pai pode ficar
Angélica foi até Angie, deu um beijo em sua testa e acariciou sua barriga
–Tudo vai dar certo minha filha, daqui a pouco você vai estar com seu bebe nos braços, e vai ser a sensação mais maravilhosa que já sentiu, sua vida vai mudar por completo
–Obrigada mãe, faz companhia para Violetta viu Disse Angie, -Angélica consentiu com a cabeça e saiu da sala.
O médico então, colocou as pernas de Angie sobre um ferro, ficando ela na posição do parto, ele a tocou examinando.
–Já está bem dilatado Angie, não vai demorar muito Disse o médico
–Perai doutor, não seria uma cesariana? — Angie perguntou assustada
–Sim, mas sua bolsa estourou e seu bebe já está pronto para nascer, não dá mais tempo para cesariana, será normal mesmo -Respondeu ele e Angie fez uma cara de medo e pânico
–Calma meu amor, vai dar tudo certo, estou aqui do seu lado, não saio de perto de você um minuto Disse German ela sorriu forçadamente sem tirar a expressão de medo
Germán colocou as roupas, a toca, toda a vestimenta apropriada para a sala de parto. Estava tão nervoso, mas feliz ao mesmo tempo, sabia que em pouco tempo teria em seus braços um bebezinho, uma dádiva.
Por sua vez, Violetta, Olga, Ramalho e Angélica estavam do lado de fora da sala aflitos sem notícias. Rodavam de um lado para o outro, conversavam, a vontade de entrar naquela sala era imensa.
POVS VIOLETTA
Não dá para acreditar! Meu irmãozinho ou irmãzinha estava para nascer, é o sentimento mais maravilhoso que já senti. Uma mistura de felicidade, responsabilidade e saber que nossa família vai estar maior e mais completa com a chegada desse bebe. Não vejo a hora de pega-lo e sentir seu cheirinho. Uma coisa tenho certeza ele ou ela será muito amado por mim!
A chuva estava ainda mais forte, os trovões iam e voltavam, um atraz do outro. Angie fazia força e apertava a mão de Germán que estava ao seu lado. Ela respirava fundo e novamente fazia força, parecia impossível algo sair dali até que ela fraquejou e desfaleceu.
–Não... não aguento mais Disse ela com a cabeça virada para traz
–Vamos Angeles, está faltando pouco, sei que é forte... vamos mais força-Disse o médico
–Meu amor, está tão pertinho de conhecermos nosso bebe, segure minha mão, já está acabando -Disse Germán beijando a testa de Angie, que já estava úmida de suor, ela chorava um pouco, sentia medo e dor.
Continuou fazendo força, respirava fundo e apertava a mão de Germán, tudo isso ao mesmo tempo com a tempestade que ainda insistia em continuar. Até que sentiu algo saindo de dentro dela, seu coração acelerava mais, sabia que estava chegando de seu bebe vir ao mundo.
–Vamos Angeles, o bebe já está saindo ... olha cabecinha aqui-Disse o médico. Germán olhou por alguns segundo e sorriu
–Amor, tá nascendo... tá nascendo -Ele estava eufórico
Ela continuou fazendo forças, até que um lágrima saiu de um de seus olhos, percorrendo sobre o seu rosto, sua cabeça caiu para traz, suas forças acabaram de vez e um grito ecoou por toda sala, e por todo corredor. Um choro forte e firme.
–Parece que a essa mocinha vai ser brava Disse o médico brincando com a bebezinha no colo suja de sangue, e a entregando para a enfermeira. — Parabéns para os pais, vocês tiveram uma menina!
Germán ainda segurando a mão de Angie, ria seu rosto estava estampado a felicidade. Sua vontade era de sair gritando e pulando pela sala. Angie sorria com a cabeça colada na de Germán, ela ainda estava sem forças, mas ria suavemente. Sentia uma alívio e tranquilidade, olharam um para o outro sorrindo ainda mais.
–Uma menina... uma menininha Disse Angie rindo sem parar olhando para Germán, que não se aguentava de felicidade.
–Uma garotinha pra gente... outra garotinha Riam e davam vários selinhos.
Lá fora, após o choro da bebe, Violetta abraçou a avó Angélica, Olga abraçou Ramalho, todos se abraçavam e riam, emocionados. Sabiam que a criança já havia nascido.
–Meu Deus, não aguento mais, quero entrar logo vovó- Disse Violetta com as mãos no rosto
–Daqui a pouco meu bem, mais um pouquinho de paciência- Disse Angélica
A enfermeira trouxe a bebezinha, já estava limpa do sangue do parto, era branquinha, com os cabelos loiros escuros, os olhos já estavam abertos olhando para todos os lados sem direção, eles eram azuis, isso se via perfeitamente, azuis como o céu, como os da mãe Angie. Era pequena, apenas com 2,900 Kg, ela chorava forte, parava e chorava novamente. A enfermeira veio caminhando com ela nos braços e Germán e Angie a acompanhavam pelo olhar, loucos para olhar o mais rápido possível para seu rostinho.
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