A melodia da minha canção
2 Capítulo 2 - Nada é tão difícil quando realmente se quer.
Notas iniciais
Angie acabava de entrar em seu apartamento, era muito aconchegante e bem decorado, tinha uma vista linda e fazia muito frio aquele dia. Ela se agasalhou e resolveu dar uma volta pela cidade. Ela caminhava e contemplava todas aquelas paisagens, mas sem deixar o sentimento de nostalgia que a contaminava a todo instante.
Quando voltou para casa, tomou um banho e resolveu dormir, estava cansada da viagem.
Germán estava a caminho da França, não sabia o que ia dizer para Angie, mas tinha certeza que as palavras certas seriam ditas no momento em que olhasse em seus olhos. O que mais desejava era nesse momento está ao seu lado, ainda faltava um pouco até cruzar o oceano.
Algum tempo depois...
German chega a Paris, e logo liga para Angie.
– Olô – diz ela.
– Olá Angie, é o Ger.... German...
– Eu sei, você acha que não reconheceria sua voz.
– É... diz German rindo.
– E como está a Violetta?
– Hum, tá bem... Angie gostaria do seu endereço ai da França, é que Violetta quer te enviar umas coisas...
– Ah claro, anota ai é ... – Angie passa seu endereço para German, sem ao menos desconfiar de nada.
– Obrigado.
German pega um táxi. E vai ao endereço de Angie. Ao descer, ele compra uma rosa vermelha, sobe as escadas e liga novamente para Angie.
– Alô – diz ela.
– Oi Angie, sou eu de novo, é que gostaria que você verificasse se tem alguma encomenda no seu novo apartamento.
– Como assim German? Não tem como ter nada aqui, eu cheguei ontem, é impossível ter alguma encomenda por agora.
– Será? Mas da uma olhada na recepção.
– OK tudo bem – diz Angie sem entender nada.
Ela vai em direção a porta, quando abre, da de cara com German sorrindo, segurando uma rosa nas mãos, ele estava mais lindo do que nunca. Seus olhos brilhavam, como o sol. Ela o olhava sem conseguir falar nada. E ficaram assim por alguns segundos.
– O que???? Voce???? Como assim??? Fazias várias perguntas ao mesmo tempo.
– Psiu! – Diz ele com um pequeno sorriso. – Não diga nada agora. Quem vai dizer sou eu, ou melhor quem vai agir agora sou eu.- Dizia German se aproximando de Angie fechando a porta com o pé. Os olhos dos dois permaneciam fixos um no outro.
– Essa rosa é para você. – diz ele entregando-a
– Nossa! German não sei o que dizer- ela segurava a rosa
– Não precisa dizer nada – nesse momento ele se aproximou, segurou em sua cintura, a puxando lentamente para perto dele.
– German, vamos com calma. O que é isso?
– Eu já disse para não dizer nada. Esse momento é meu e seu, não pensa no depois, pensa no agora – os olhos eram fixos um no outro. Era impossível não ouvir a respiração ofegante um do outro. Ela fechou os olhos. E ele lentamente a beijou, de uma forma tão carinhosa e tão apaixonada. Ele a envolveu em seus braços. Parou de beija-la e começou a beijar seu pescoço, sentiu seu cheiro, e ele sorriu. Ela meio sem graça, abaixou a cabeça.
– German acho que não deveríamos, porque não sabemos como será
– Angie, eu vim até aqui te dizer que eu não consigo viver sem você mais. Você fazia os meus dias mais alegres, depois que voce veio para cá, percebi que não faria sentido mais, eu e a Vilu sozinhos naquela casa, ela fica incompleta sem você.
Angie sorrio, seus olhos se encheram de lágrimas. Ela passou as mãos sobre os ombros de German.
– Voce e a Vilu são tudo pra mim. Não tem noção da saudade que ia sentir de vocês.
– Não queria te falar nada, mas depois que voce saiu a Vilu ficou doente, com muita febre e tendo hemorragias nasais, por conta do stress, da forte emoção que ela sentiu.
– O QUEE? Como assim? Não fala isso pelo amor de Deus – Angie fica nervosa e começa a chorar
– mas ela tá melhor Angie, já passou
– German, você não entende, a Vilu é tudo pra mim e posso saber que ela está sofrendo e por minha causa ainda.
– Calma meu amor, tudo pode se resolver.
– Meu amor? Você disse meu amor? – Angie começa a sorrir, é a primeira vez que você diz isso!
– E pode ter certeza que não será a última.
Nesse momento Angie fecha os olhos, imaginando que aquilo não passava de um sonho que logo iria despertar. Até que foi beijada novamente, sentindo um frio na barriga, uma sensação mais maravilhosa que havia vivido.
German, por sua vez, acariciava seus ombros, descendo para suas costas, eles beijavam e andavam ao mesmo tempo. Até que German a deitou em sua cama, era um misto de desejo e paixão, um sentimento que não podiam controlar.
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