A melodia da minha canção
10 Capítulo 10 - Me perdoa?
Notas iniciais
– Eu sei que eu errei, mas... muitas coisas passaram na minha cabeça, eu... – Ela tentava se explicar
– Angie... fui atrás de você na França, fizemos amor, prometi tantas coisas, te pedi em casamento e confesso que foi a decisão mais concreta que tomei até hoje e depois disso tudo você acha realmente que eu ia fazer isso com você? Te trai? Olha pra mim Angie – Ele segurou no queixo dela fazendo com que ela olhasse nos olhos dele – Olha pra mim e me diz que se você acha que sou capaz disso?
– Não, eu sei que não- ela respondeu chorando
– Fiquei tantos anos sem ninguém, sem me relacionar com ninguém, e agora que eu encontro a mulher que eu amo, que meu coração acelera toda vez que eu a vejo, você acha que eu iria procurar outra mulher? – Ele diz firme, e sai do escritório batendo a porta, vai em direção ao jardim e senta no banco, colocando as mãos no rosto.
Angie chora dentro do escritório, um choro de arrependimento, de tristeza, de remorso por não ter perguntado antes de julga –lo. Ela vai para seu antigo quarto chorando e por lá fica a tarde toda.
É chegada a hora do jantar, Olga está preparando a mesa quando Violetta chega
– Olguinha o que temos para hoje?
– Salmão com batatas, eu sei que você ama e sobremesa mousse de chocolate com morando
– Nooooossa, tá caprichado hoje hein! Jantar especial – ela pergunta com a mão na cintura
– Sim, bom não gosto de fofocas mas percebi que houve algum desentendimento entre seu pai e a Angie, então resolvi fazer algo especial.
– Ué, não to sabendo, o que aconteceu? – Violetta pergunta preocupada
– O motivo não sei, mas tenta ajuda-los queridinha
– Agora – Violetta sai em direção ao quarto de Angie, e bate na porta
– Quem é? – Angie pergunta
– Vilu
– Entra querida – ela estava encostada na cabeceira da cama com o notebook no colo, com rosto triste, mas tentava esboçar um sorriso.
– Angie, tá acontecendo alguma coisa entre você e o papai? – Ela pergunta sentando ao lado de Angie na cama
– Ah Vilu, nos desentendemos... fiz bobeira e dei um ataque de ciúmes – Ela diz segurando a mão de Violetta.
– Angie, eu sei que existem coisas que são só entre namorados, e não vou pergunta o que é, mas de uma coisa eu tenho certeza, meu pai te ama... há muito tempo. E agora que ele, quer dizer que vocês resolveram se acertarem, não acredito que ele iria atrás de outra pessoa... eu juro, se isso aconteceu eu desconheço o pai que tenho – Violetta enxugava as lágrimas de Angie.
– Eu sei, mas na hora eu não me toquei, não dei conta do que estava falando, e acabei magoando seu pai, e tudo que ele queria era ajudar a filha de Esmeralda, a Amber que tá doente precisando de um cirurgia de risco, e ela não tinha dinheiro, por isso ela procurou seu pai para pedir ajuda... foi isso, e eu falei tantas coisas que não deveria ter dito nunca – Angie chorava mais, Violetta a abraçou.
– Calma... isso vai passar e vocês vão se acertar logo... – ela da um pequeno sorriso para tia – Você ama muito meu pai?
– Ah Vilu, amo sim, amo muito – Ela sorri levemente – Amo mais do que imaginava, quando o vejo meu coração acelera e vontade de estar perto a todo instante. Depois que começamos a namorar tudo isso está sendo mais e mais intenso. Amo os beijos dele, o carinho e ... – Ela parou e olhou para sobrinha e deu conta do que estava falando.
– Continua... – Vilu estava empolgada
– Não, não posso falar dessas coisas com você – Angie sorriu, dessa vez com mais vontade.
– Estou adorando você falando assim dele – Violetta se ajeita na cama – E como são os beijos? Me fala...
– ah são os melhores, tem tanto desejos e nossos beijos se encaixam – Angie sorri a falar, e os seus olhos brilham.
– E o que mais? – Violetta se empolga mais
– Mais o que menina? – Angie sorri ficando vermelha – Ta querendo saber muito
– Tipo... rolou ... de tudo? – Violetta pergunta com um sorriso no canto
– Viluuuu! – Angie arregala os olhos e da um tapinha na mão dela
– Angie, tenho curiosidade nessas coisas, não tenho ninguém para conversar só você... sobre isso... – Ela solta uma gargalhada, Angie olha para cima e balança a cabeça.
– Siim, aconteceu.... se é isso que você quer saber – Violetta escuta atentamente com muita curiosidade- Não resistimos um ao outro, e aconteceu isso que você quer tanto saber...
– Mas me conta mais Angie
– Ohhh benditos hormônios em Vilu – Angie sorri olhando para sobrinha – Minha querida, isso acontece quando duas pessoas se querem muito... huum... O sexo ele é bom, maravilhoso, quando acontece com duas pessoas que se amam, não pode ser casual... isso não é certo não é bom... as duas pessoas tem que se amar, porque se não, ele torna insignificante, uma coisa momentânea. Entendeu? – Vilu balança a cabeça concordando.
– Entendi
– E outra... tem que ser feito por ADULTOS! Entendeu? A D U L T O S! Que sabem o que estão fazendo. É uma coisa que não podemos nos arrepender, porque fica marcado em nossas vidas. Por isso tem que ter a idade certa, estar mais velha, mais madura... ok?
– Entendi Angie, só você para falar dessas coisas comigo – Angie sorri docemente para a sobrinha e da um beijinho na sua testa que retribui com um beijo no rosto.
– Agora vai jantar já ta na hora, eu vou ficar por aqui.
– Angie não... vamos... – Violetta puxava pela mão, quando a porta do quarto abre lentamente, e Germán entra
– Filha, vai lá jantar, preciso falar com Angie.
– Tá bom papai, mas promete que não vão brigar de novo... que vão se acertarem.. por favor – Vilu dizia olhando para os dois.
– Tudo bem, aqui ninguém vai brigar mais – German piscou para filha, que saiu do quarto.
– Angie, eu pensei muito e estou aqui porque quero dizer que... te perdoo... de verdade, de todo meu coração – Ele se aproximou da cama, e sentou ao seu lado. — Mas não quero que isso se repita mais – ela apenas concordou com a cabeça e começou a escorrer lágrimas pelo seu rosto – Eu cruzei esse oceano para ir buscar a mulher que amo, que desejo, que quero de verdade passar o resto da minha vida, não iria brincar com seus sentimentos assim.
– Germán, eu errei, e isso não vai mais acontecer, prometo ser mais madura – Ela diz com a voz trêmula
– Todos nós erramos, eu já errei muito com você ... mas posso ter todos os defeitos do mundo, mas uma coisa posso te afirmar... eu sou fiel... sempre fui... Fui fiel a Maria, a Jade, a Esmeralda e serei a você. Não consigo entender esses homens que um dia se deita com sua mulher, e no outro dia está com outra... isso é uma questão de caráter, de integridade... e pode ter certeza minha linda que serei fiel a você sempre e sempre – ele colocava seus cabelos loiros atrás da orelha, enxugou suas lagrimas e beijou sua mão.
– German eu te amo – Ela abraçou forte, ficou assim por alguns segundos e depois viraram deram selinhos e um beijo longo.
– Eu também te amo, vamos esquecer isso... passar uma borracha- ele beijava seu rosto – Vamos jantar, porque hoje é especial.
Chegaram a mesa, não havia mais ninguém, Violetta já tinha saído e Olga estava esquentando o jantar que havia esfriado.
– Nossas... vocês demoraram tanto lá dentro que resolvi esquentar novamente, acho bom que tenham se acertado – Olga dizia olhando para os dois
– Sossega Olga, tá tudo certo – disse Germán
– Sim Olguinha, tudo certo
Os dois jantaram, conversaram, riram e comeram a sobremesa, logo depois tiraram a mesa e foram até a cozinha guardar o resto das coisas.
German puxou Angie pela cintura e começou a beijar seu pescoço, ela fechou os olhos e virou de frente para ele, aproximou sua boca da dele... quando ele ia beija-la, ela distancia a boca lentamente, atiçando ainda mais o desejo. Ele a pega pela cintura e a senta em cima do balcão da cozinha, fica entre suas pernas a beijando e falando coisas em seu ouvido, quando de repente
– Arggg – Violetta fazia barulho com garganta, rindo – Desculpa atrapalhar o casal, acredito que isso seja uma reconciliação, mas gostaria de dizer que isso aqui é uma cozinha e as pessoas transitam por aqui... não seria melhor se fossem para o quarto?- Violetta ria muito.
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