A marca do diabo: Os primeiros.
1 Capítulo 1
Notas iniciais
"Porem, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, e seduzira as nações que há!"
Me joguei no chão depois de arrumar as malas, deixei o telefone no alto falante e meus ouvidos já não aguentavam os gritos histéricos de Aiden do outro lado da linha.
—Escute-disse -Pede para o Zion, levar a gente se eu não sou uma boa motorista imagine você, vai capotar o carro assim que dobrar a esquina!
—Não vou não!-ela respondeu cantarolando e derrubando algo,
—sou muito jovem para morrer!-Exclamei fechando os olhos.
—Você pode ate ser jovem -ela resmungou -Mas está agindo como uma velha!
O mesmo papo de sempre "Ana parece uma velha" e "Ana é chata", essas frases fazem parte do meu cotidiano. Conheço Aiden desde pequena, sempre foi escandalosa e um tanto louca e isso era seus pontos mais fortes, a maioria das pessoas a considera doente mental, insuportável e outros nomes que eu decidi não comentar mas ela é uma boa pessoa, aos meus olhos.
Ela desligou o telefone e eu sentir meu ouvido zumbir, fiquei deitada encarando o teto contando os segundos até que Zion ligasse e:
—Tres -comecei -Dois e um!
O telefone tocou como se pudesse sentir a vibração do Zion ao outro lado da linha, imaginei ele dizendo pela septuagésima vez "Que historia é essa de me envolver em seus planos com a Aiden?"
—Eu não vou mudar de ideia!-gritei para ele assim que atendi.
—Mas você nem sabe o que eu ia dizer!-ele exclamou com voz estranha.
—Você sempre diz o mesmo!-retruquei.
—Que historia é essa de me envolver em seus planos com a Aiden?-ele perguntou e eu sentir o rosto dele ficar vermelho de raiva.
Ele repetiu três vezes.
—Por que você sabe das orgias das noites de drogas!-exclamei abafando o riso.
—O que?-ele gritou e eu ri -Da ultima vez que eu sair com vocês, eu acordei de biquíni na praia e isso foi a dois dias!
—E dai?
—E dai?-ele gritou mais alto -E dai? Vou te dizer o e dai...
—Ta bom, passa aqui as dezesseis horas em ponto se não estiver aqui eu vou na sua casa e roubar a sua carteira e seu salario dos próximos três meses é meu.
—Mas...-desliguei o telefone e enquanto ele ia começar a berrar algo.
—----------------¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨----------
Desci as escadas de casa pulando de dois em dois degraus por que minhas pernas já aguentam, Aiden tem razão: Eu pareço uma velha. O sol entrava pelas brechas da janela de maneira, não estava muito quente, o céu estava cheio de nuvens. Minha mãe estava na cozinha chutando o fogão e balbuciando alguma coisa, as roupas coloridas a faziam parecer hippie, os cabelos castanhos envolvido em um coque que parecia mais uma montanha de cabelos castanhos, alguma musica dos beatles tocava no rádio, olhei em volta e vi que ela pintou novamente os armários, e as cadeiras, a mesa, as paredes, mudou a geladeira de lugar e nunca queria comprar um fogão novo. Ela tem um excesso de agitação estranha, ela nunca está parada, ela sempre tenta ocupar a cabeça com algo e digamos que eu tenha sofrido um pouco com isso, algumas pessoas ja a chamaram de louca más ela só quer algo para se preocupar.
—Mãe!-exclamei e ela se virou para mim
—Oi -ela respondeu animada -Viu a nova decoração?
Confirmei com a cabeça fazendo uma careta.
—Não faça essa cara!-ela falou entortando um pouco a cabeça feito um gatinho manso -Você sabe que eu gosto de fazer essas coisas!
Ela se virou para o fogão, ela mexia em todas as partes e todos os lados e totalmente sem paciência.
—Mãe -exclamei abrindo os armários -eu vou sair com Aiden e Zion!
—Que legal!-ela respondeu.
Percebi que minhas mãos sujaram de tinta, fechei os armários e fui a pia lavar as mãos.
—Para onde vão?
—Uma casinha para acampar!-respondi.
—Onde fica?
Ela se virou para mim e arregalou os olhos.
—Esconda isso!-ela gritou puxando minha blusa.
—O que?
—A sua marca!-respirei fundo para não enlouquecer, sempre essa marca, a maldita marca, um maldito K dentro de um triangulo que se localiza na minha clavícula esquerda, minha mãe implica por que ela tem medo das pessoas acharem que é alguma tatuagem.
—Mãe você é cheia de tatuagens!-exclamei afastando as mãos dela.
—Voce não sou eu!
—è uma marca de nascença!-respondi.
Estamos prestes a começar uma discussão, mas Aiden entrou arrombando a porta e gritando:
—Hoje estamos livres desse mundo cruel e maldito!
Minha mãe derrubou o copo sem querer, e colocou a mão sobre a costela.
Que houve?-Perguntei indo na direção dela.
—Nada!-ela respirou fundo e saiu.
—Vamos agitar!-Aiden gritou dançando.
Dei de ombros e subi a escada para pegar a mochila, ouvi a voz de Zion na sala, ele reclamava sobre algo, me olhei no espelho a minha marca estava bem amostra puxei um casaco rosa que estava em cima da cama e vestir, por mais que eu negue que não me incomoda esse sinal de incomoda demais. Peguei minha mochila e desci, odeio escadas.
—-----------------------------------------------------------------------------------------------------------
—Aonde exatamente vocês vão?-minha mãe perguntou enquanto entravamos no carro, eu deveria ter vestido uma calça.
Zion ligou o carro reclamando algo com Aiden.
—Para onde vocês vão?-ela perguntou de novamente.
—Para as montanhas da morte, tia!-Aiden gritou.
—O nome não é esse!-Zion berrou de volta e Aiden revirou os olhos.
—Para o que?-Minha mãe começou a ficar vermelha pronta para dar um sermão, más já era tarde demais.
Fale com o autor