A maldição do whatsapp
4 Noite no hospital e visita inesperada.
Acordei e a primeira coisa que pensei foi no Maxi e como ele estaria.
— Mãe! — Disse descendo as escadas.
— Fala minha rainha — Ela respondeu-me rindo.
— Leva-me a ver o Maxi no hospital.. por favor — Eu pedi quase a chorar.
A minha mãe assentiu, foi buscar a chave do carro e correu comigo para o carro.
Chegámos no hospital quase 30 minutos depois e a turma toda já estava lá.
— Naty! — Ouvi Ludmila chamar-me e dei-lhe um abraço.
Todos viram o nosso abraço e juntaram-se para um abraço de grupo.
— Um por todos e todos por um — Demos todos as mãos e ficámos à espera de notícias do Maxi.
— Familiares ou amigos de Maximiliano Pontes? — A médica perguntou com uma expressão estranha.
O nosso grupo levantou-se e ficou a observar a médica à espera que ela abrisse a boca.
— O que eu tenho a dizer pode ser um bocado díficil de ouvir, mas apenas para uma pessoa que está aqui. — A médica começou e ficou a olhar fixamamente para as garotas presentes.
— Diga logo — A mãe de Maxi estava aflita.
— Quem é a Natália Vidal? — Ela perguntou e a mãe de Maxi apontou para mim.
— Sou eu!
— O paciente quer falar com você — Segui a médica e vi que a mãe dele nos seguia. — Apenas com ela.
Vi a mãe de Maxi bufar e eu continuei a andar pelos corredores.
— É aqui — A médica que se chamava Jade disse e abriu a porta.
Vi Maxi bastante branco e assim que me viu, abriu um sorriso, mas fechou-o rapidamente.
— Porque me chamaste Maxi?
— O que fizeste aquela miúda?
— Ela não parava de me chatear, então eu mandei-a para o inferno e ela disse que me ia fazer sofrer e depois ela admitiu que tinha tentando matar você — Eu disse com as lágrimas já a caírem.
— Natália fica comigo aqui por favor — Ele implorou.
— Claro! — Eu respondi prontamente.
12 horas depois
Foi complicado, mas consegui convencer a minha mãe a deixar-me ficar aqui com o Maxi. Ele está a preparar-se para dormir e eu estou totalmente babada a olhar para ele, mas como o que é bom acaba depressa, vi que tinha uma notificação no whatsapp e fui abrir, pensando que se tratava dos garotos ou das garotas.
Anabelle está online.
— Oiiiii....
— Anabelle.
— Aprendeste a lição?
— Olha, tenho coisas mais importantes para fazer do que falar com psicopatas como tu.
—...
— Estás bem?
Anabelle ficou offline.
Ia avisar Maxi que estava a falar com a culpada do seu acidente, mas ele já tinha adormecido, então eu decidi ir dormir também no sofá do quarto do hospital.
Pov narrador on.
Natália não conseguia dormir. Quando fechava os olhos, via uma garota assustadora a aproximar-se dela e de Maxi e abria os olhos rapidamente. A janela do quarto fez um barulho ensurdecedor e isso fez Natália assustar-se e quase berrar.
— Quem está aqui? — Natália perguntou com um medo notável.
— Shh, vão escutar-nos.
— Anabelle?
— Eu disse para tu calares a boca.
Anabelle ficou online.
— Oi Natália Vidal. Oi Natália Vidal. Oi Natália Vidal.
Anabelle está offline.
— Anabelle sai daqui!
— Adeus Natália.
Natália ficou assustada e decidiu deitar-se na cama ao lado de Maxi, assim julgava que ambos estavam mais protegidos.
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