A maldição do templo Shintõ e Shinden
5 O anjo Caído
Notas iniciais
Quando a líder falou o seu real nome para Kaori flashbacks invadiram sua mente. Mostrando coisas do passado no tempo em que ela era a filha de Amaterasu. Ela logo se lembrou de Enma, a mãe de Mei. E pode ver que Enma sempre era acompanhada de uma das suas “agentes”. E essa agente tinha longos cabelos negros como a noite e olhos de cores distintas. Um era vermelho, enquanto o outro era verde. Assim como a mulher que estava agora a sua frente.
– Eu me lembro de você... Você sempre acompanhava a rainha dos Shinigamis, Enma. O que faz aqui¿
– Vejo que você recuperou suas memórias muito bem... Kaori, filha de Amaterasu. O que eu faço aqui¿ Quero destruir você! Levem-na para o calabouço.
– Hay Ojousama – dizia Garra levando a garota para uma das celas do subterrâneo.
– Você cumpriu muito bem sua missão Mei Ichigo. Estou orgulhosa de você. Deve ir descansar.
– Sim, Alfa-san.
Kaori estava suspensa no ar por diversas algemas. Varias em seus braços e pernas.
– Pronto Alfa, a prisioneira esta algemada. – dizia garra.
– ótimo. Façam os preparativos.
– Sim.
“Quero ver uma luta surpreendente! Para o fim deste mundo” A líder pensava.
– Mei, prepare-se para lutar contra ela.
– Sim.
Todo o cenário foi preparado, um pátio imenso foi liberado para que as deusas Shintõ e Shinden lutassem entre sí. Alfa observava a tudo em uma das salas na cobertura com suas seguidoras. Kaori estava confusa, não entendia o que de fato tinha ocorrido para Mei não se lembrar dela.
– Você garota! Aqui esta sua arma – Garra jogou para Kaori um arco e flecha, enquanto Mei segurava sua foice.
– Prontas¿ LUTEM! – Alfa gritou dando autorização para iniciar a luta das deusas. O primeiro movimento foi de Mei, ela foi veloz e surpreendeu Kaori por trás dando uma coronhada nas costas da mesma. Kaori se afastou e atirou uma flecha purificada na direção de Mei que desviou graciosamente.
– Mei! Por favor, você tem que se lembrar, Sou eu, Kaori. – Kaori falava desviando dos golpes depositados por Mei. – Eu sei que eu fui um fardo desde que nos conhecemos, Mas ter te conhecido foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Gomen nasai Mei, Gomen nasai. Eu devia ter feito mais por você ao invés de ser um fardo – Kaori dizia chorando enquanto era contra atacada por Mei – eu sinto muito Mei, Mas eu não posso lutar contra você... Eu não aguento mais! – Ela disse largando o arco e flecha e caindo de joelhos no chão. Mei automaticamente parou de atacar prestando atenção com um olhar catatônico ainda. – Eu acho que não se lembra, Mas eu me lembro de você! Eu possuo todas as lembranças da minha vida passada como deusa. E o mais importante, eu me lembro que eu te amo Mei! E não posso lutar contra o amor da minha vida. Se uma de nós tem que morrer, que seja eu! – Ela falava olhando nos olhos de Mei.
Mei olhou para baixo por um tempo “Essa voz, eu conheço essa voz... Esse choro... Kaori, minha Kaori” ela pensava. E quando abriu seu olhos azuis, encontrou os ametistas de Kaori.
– K-Kaori... – Disse numa voz sussurrada.
– MEI!!! – Kaori saiu correndo abraçando Mei fortemente – Eu pensei que tinha te perdido, me desculpa por ser um peso. – Mei rapidamente deu um beijo nos lábios de Kaori. Enquanto isso na cobertura daquele cenário, Alfa ficou furiosa por ter perdido o controle da mente de Mei novamente.
– Maldição! Isso não vai ficar assim! CEIFADORA, GARRA, HINA! ACABEM COM ELAS! Matem todas! E vocês toquem o nono movimento, A dança dos mortos! Ninguém sairá vivo daqui hoje! – dizia Alfa para as gêmeas. E elas começaram a tocar (https://www.youtube.com/watch?v=61Z6I3IRPcY )
– Kaori é perigoso demais você ficar aqui... – Mei dizia preocupada com a garota a sua frente.
– Não se preocupe comigo. Vamos acabar com elas e impedir a destruição deste mundo! É a nossa missão. – Dizia Kaori feliz por ter as lembranças da sua vida e do seu amor de volta.
Nesse exato momento o céu que antes estava um azul ciano, se encontrava vermelho. E as duas estrelas estavam fundidas. Ventos fortes balançavam as árvores. E três garotas planavam no ar com suas respectivas Zanpakutos. Ceifadora com sua foice gigantesca, Garra revelou que seu braço na verdade era um braço amaldiçoado, daqueles que pareciam de monstros. E Hina com sua espada Zanpakuto. As irmãs Goumini e Gemini apenas tocavam a melodia fornecendo mana extra para a Alfa que adiria mais poder.
A primeira a atacar foi Hina, usando o ataque especial da sua Zanpakuto
– Septem cornua Nigro – ela disse enquanto saia raios negros da sua Zanpakuto em direção a Mei e Kaori. Ambas desviaram perfeitamente do ataque. Kaori lançou uma flecha purificada que explodiu no ar próximo de Hina. Ceifadora aproveitou o momento e deu três batidas no chão com o cabo da sua foice, abrindo uma dimensão para o inferno, convocando um monstrengo enorme com 4 metros de altura.
– Kaori, Consegue lidar com o monstro¿ Enquanto eu cuido delas três.
– Sim! Vai lá. – Kaori acertava o monstro com suas flechas de purificações que eram bastante eficazes. Enquanto Mei atacava simultaneamente Hina e a Ceifadora.
– “impetum malignis” – Dizia Mei atacando as duas com o poder triplicado.
– AHHHH – Gritaram. – Maldita, com aquele treinamento o poder dela ficou muito mais forte.
– Garra precisamos da sua ajuda. – Hina gritava.
– Hay. – Garra enfim se movimentou. De maneira tão rápida que Mei não pode nem perceber. — shredders úngues – Ela falou, e suas garras no braço de monstro brilharam, arranhando o abdômen de Mei.
– Urg... – ela gemeu ao sentir as garras da garota ruiva arranhando sua derme.
– MEEEEI!!! – Gritou Kaori preocupada, não prestando atenção na sua luta e levando um soco em cheio do monstrengo. – Arg...
– A luta esta ficando empatada Nyah... O que você acha Goumini-onee-chan¿ — Disse a gêmea Gemini para sua irmã.
– Sim. Esta ficando empatada. E nada podemos fazer a não ser tocar! Continue a cantar Gemini, quero logo que isso termine! – A irmã de cabelos brancos não aparentava interesse em nenhum dos dois lados, apenas desejava que aquilo terminasse bem.
– Sim Nyah. Uuuuuuh, Uuuuuuuuuhh, uuuuuuh, uhhh, ruuuuhhh, La, laa, laaa, laaaaaadaaa dataaaaa.
– Atenção! Voltem. – a líder falou – esta na hora de vocês testemunharem todo o meu poder. — tres spiritus malos et exulum possideri. Tres inter se distincti, tum absoluta potestate. Cecidit tenebris angeli. Deos mortis, adunare, et da mihi potestatem abstulisset, Abstulisset!!! – Ela dizia. Então Ceifadora tirou o seu capuz revelando seu curto cabelo acobreado e ataduras por todo o corpo, e um sorriso que lembrava aquele do coringa do Batman. Ela aparentava ser uma garota de 13 anos. Seu corpo levitou ainda mais no ar e brilhou, fazendo com que Kaori e Mei apertassem seus olhos. A segunda a ter o corpo inteiro brilhando foi Hina e por fim Garra. As três se fundiram em Alfa. E uma luz muito forte tomou todo o lugar. Sendo preciso fechar os olhos para não ficarem cegas. O monstro que a ceifadora havia convocado explodiu devido ao brilho intenso. E quando a melodia parou de tocar aquela luminosidade se dissipou aos poucos. Penas negras caiam do céu vermelho e as garotas apenas testemunhavam aquela cena.
– AARRRRGH – A poderosa transformação dos shinigamis unidos em um estava diante dos olhos delas. Um anjo enorme de assas negras e manta, urrava ferozmente com sua foice.
– Veja Goumini-onee-chan, chuva de assas negras Nyah. – Gemini falava para sua irmã um tanto receosa.
– Este é... O anjo caído dos shinigamis, Izanami. Esta é a sua forma de destruição. O que muitos humanos não sabem sobre a lenda. É que ainda há uma terceira parte. – Dizia a gêmea de cabelo branco para sua irmã, enquanto observavam aquela cena catastrófica.
– Há uma terceira parte Nyah¿ — A irmã perguntava parecendo um pouco assustada.
– Sim. Koteki-sama escreveu um trecho no pergaminho do tempo sagrado que dizia... “Quando as irmãs Goumini e Gemini juntas tocaram a dança dos mortos. Ocorrerá a junção de quatro shinigamis, formando a Izanami em sua forma de destruição” Por isso Alfa nos uniu aqui. O anjo caído veio para anunciar a morte e a destruição deste planeta.
– Mas... Nós iremos morrer também Goumini-onee-chan¿ Eu não quero morrer nyah! – a garota de cabelos pretos dizia assustada.
– Talvez Gemini. Mas eu vou estar ao seu lado por toda a eternidade... Minha pequena – A irmã de cabelos brancos abraçou a outra que começou a chorar.
– Você promete Nyah¿ — Ela disse entre choros e soluços, apertando forte a irmã.
– Eu prometo. – As duas se abraçaram forte naquele momento destrutivo da terra.
Enquanto isso Kaori e Mei olhavam para aquele anjo da morte enorme em cima das suas cabeças.
– O que faremos Mei¿ Acho que aquele velhinho não nos alertou dessa parte.
– Eu não sei Kaori, Mas vamos dar o nosso máximo, Sim¿
– HAY MEI!
– Tolas, Acham que poderão me derrotar nessa forma¿ A destruição da terra é inevitável. – Dizia aquele anjo da morte com uma voz sinistra.
– Você pode ser o deus da morte ou qualquer coisa parecida, eu não vou permitir que destrua esse lugar! Flechas purificadas! –
– “impetum malignis” – Kaori e Mei atacaram aquele anjo juntas. Mesmo com o poder triplicado de Mei, ele não sofreu um arranhão. Aquela situação estava ficando complicada. Será que era o fim para as garotas do templo Shintõ e Shinden¿
– Mei, Não conseguimos nem arranhar ele. O que faremos¿ — Kaori estava cansada de tanto poder espiritual gasto. Assim como Mei.
– EIII!! Vocês precisam de ajuda nyah¿ — A garota de longos cabelos pretos e olhos vermelhos disse sorrindo do lado da sua irmã.
– Vocês¿ Vocês estavam do lado da Alfa, como poderíamos confiar em vocês¿ — Mei falava.
– Não estamos do lado de ninguém. Viemos a este mundo como um suporte de poder e mana... – A garota de cabelos brancos dizia.
– Somos as responsáveis de guiar as almas dos mortos. E podemos fazer outras coisinhas a mais nyah!
– Mesmo que quiséssemos ajudar vocês, tínhamos um trato com a Alfa, e só terminaria nosso acordo com o objetivo alcançado. Então... Querem fazer um acordo conosco¿ — A mais seria falava.
– E o que temos que dar em troca¿ — Kaori perguntava, enquanto o anjo do mau destruía edifícios ao seu redor e etc.
– Normalmente aceitamos almas como pagamento. Mas... Gostamos desse mundo. E minha irmã se encantou, ela não quer desaparecer assim. Salve este mundo e poderemos ajudar vocês! – Goumini dizia.
– Certo, Temos um acordo – Dizia Mei. – O que temos que fazer¿
– Isso é com a gente! Goumini-onee-chan, hora do show nyah! – Ela disse e sua irmã preparou o cello dela e começou a tocar (https://www.youtube.com/watch?v=qU4qSGNtMg0 ) – Vocês só precisam não pensar em nada!
Quando a música começou os corpos de Kaori e Mei começaram a flutuar no ar, e as duas tiveram seus corpos brilhando, era uma luz tão poderosa que o anjo negro teve que levantar sua manta para cobrir seus olhos. Aquela luz se fundiu em uma. E quando a luz diminuiu revelou uma mulher de kimono preto e branco, com longos cabelos cor de ametista e olhos azuis. Uma foice enorme em sua mão direita e nas costas um arco e flecha dourado.
– Agora Izanami, você ira pagar! – Dizia uma nova criatura formada da junção de Mei e Kaori.
– HÁ-há-há-há-há-há-há-há não me faça rir! Lacamum Inflamarae – Das mãos daquele anjo saia bolas de fogo azuladas na direção da mulher de cabelo roxo.
– Deletrius – A moça falou apagando o fogo a sua frente. Aquela batalha estava mística e com muita magia. Feitiços eram ditos para mostrar quem era o mais forte. O anjo caído ergueu sua foice concentrando uma grande quantidade de mana na ponta da sua foice e atacou dizendo:
– Vermillious – De repente um jato de luz vermelha seguiu na direção daquela mulher que disse na mesma hora.
– Verdimillious – Outro jato de luz, só que agora verde seguiu em direção do jato vermelho. Sendo agora uma disputa de poderes.
Aos poucos pedras começaram a levitar devido o poder produzido por aqueles dois seres. O chão começou a fundar e ventos fortes em formato de furacões começou a se formar. Raios e trovões rasgavam o céu vermelho. Aquela luta não demonstrava quem iria perder ou ganhar.
– Você não irá conseguir salvar esse seu mundinho de merda! E eu serei o Deus de toda a galáxia. – O anjo negro falava sinistramente aumentando o seu poder e fazendo com que uma explosão acontecesse. Formando uma luz com poeira densa.
– O que será que aconteceu nyah¿ — Gemini perguntava para a sua irmã que olhava para o céu.
– Gemini, olhe para o céu.
Aos poucos o vermelho ia se esvaindo dando lugar a um belo azul celeste. Os raios solares invadiam aquele cenário aos poucos. Gemini abriu um sorriso enorme, abraçando de imediato sua irmã.
– Elas conseguiram nyah!!!! – ela disse feliz.
– Parece que sim. Elas conseguiram! – Quando a poeira baixou, elas olharam para o lugar de luta deles. E não havia sinal de nenhum dos dois. O anjo negro havia desaparecido assim como a mulher de cabelos roxos. O céu estava limpo e o ar mais leve.
– Estamos salvos nyah!!! – A de cabelos pretos dizia feliz.
Muitos dias se passaram e a aldeia de Shirakawago foi reconstruída. Os aldeões continuavam trabalhando duro. As vidas das pessoas continuavam a seguir. O mundo estava restaurado e a lenda do templo Shintõ e Shinden continuou a ser somente mais uma lenda. Quanto Kaori e Mei, sumiram... E bem longe dali, diria, fora da terra. Próximo da via láctea. Uma jovem de cabelo rosa estava sentada em baixo de uma árvore de sakura.
– Kaori¿ — Uma voz doce e calma falava em direção a jovem sentada.
– Mei... Porque demorou para voltar¿ Estava com saudades. – dizia Kaori.
– Ao desencarnarmos fomos para nossos respectivos templos. E eu demorei um pouquinho para voltar. – Dizia Mei se sentando ao lado de Kaori.
– O que importa é que estamos juntas novamente. – ela dizia sorrindo.
– Sim. – Mei beijou lentamente os lábios de Kaori com todo o amor. E a mesma retribuiu lentamente.
– Kaori... Mei¿ — Falavam Amaterasu e Enma.
– Crianças... Vocês logo terão que se separar novamente. – Dizia Enma com um olhar meio triste para sua filha.
– Essa Shinigami tem razão. Novos bebês irão nascer... E vocês precisam encarnar novamente.
– Por favor não Otoosan, eu não quero me separar da Mei... De novo não. – Kaori dizia triste chorando nos braços de Mei.
– Eu sei, eu também não quero Kaori, me espere, sabe que eu vou aparecer novamente na sua nova vida. – dizia Mei com lagrimas nos olhos.
– Meninas... É chegado a hora. A luz celestial esta a caminho.
– Mei eu te amo! – Kaori disse para Mei.
– Eu te amo Kaori – Mei disse e selou aquele momento com um beijo. E a luz brilhou em ambas, fazendo-as sumirem daquele templo.
– Eu me sinto triste quando vejo esses momentos se repetirem e se repetirem... Eu queria castiga-las naquela época... Mas não sei se agi certo. – Amaterasu falava para Enma ao seu lado.
– Eu também sinto a mesma coisa. Não sei se agirmos certo. Fomos rígidos demais. Me parte o coração vê-las chorando. – Enma dizia triste.
– Se eu pudesse reverter essa maldição...
– Mas não sabemos como quebrar essa maldição. Só elas poderão quebrar um dia. Não esta mais em nossas mãos.
– Você esta certa Enma.
– Já se passou tantos milênios Amaterasu que agora entendo sua bondade. Até que você esta suportável.
– E você menos irritante. – Os dois sorriam seguindo para o templo.
E na terra, em algum lugar novas crianças nasciam dando início a um novo ciclo de Shintõ e Shinden.
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