Notas iniciais
1- Sabe, um dia ouvi dizer que o Luka era a frase: "Eu amo-a e por isso deixo-a ir." enquanto o Adrien era: "Eu amo-a e por isso não posso deixá-la ir." Diziam que o Chat Noir sabia que ela gostava de outro e mesmo assim ficava obrigando ela (praticamente) a amá-lo. Enquanto o Luka, sabendo que a Marinette gostava de outro, incentivou-a a ir até ele. 2-Não acho que acho que se o Chat Noir soubesse que Ladybug tem um marido ele ficaria insistindo para ela fugir com ele, também não acho que ele a trocaria. Parece que ele gosta dela demais para isso. Mas fazer o que? Poderíamos ficar até amanhã discutindo isso. 3- Eu também acho que se o Luka descobrisse que ela é a Ladybug, não faria diferença na visão que tem sobre ela. Já se Adrien descobrisse, seria A diferença. Mas nada me tira da cabeça Temporizadora e o que veio depois disso. Ele mostrou o quanto se importa com ela, alguém que se importa tanto assim com você não deve ser desprezado. Acho que estão sendo um pouco injusto com ele. 4- Enfim, roda o cap:

Marinette voltou decida para perto de Luka, o tempo que ficaram juntos, por menor que tivesse sido, foi muito acolhedor. Era só isso que ela precisava, sentir-se acolhida. Era isso que Adrien não poderia dar a ela, por causa de sua enorme dor.

Sabia que poderia ser feliz ao lado de Luka e não seria tão forçado admitir que gostava dele. Ela havia sido clara para Adrien, não adiantaria chorar depois que o ativador ocorresse. Ele também foi claro ao dizer que não precisaria de seu perdão. Não havia o que pensar. Feliz que o ataque de akumatizado cessara, correu feliz para os braços de Luka.

Foi o dia mais feliz daquela semana, agora sabia que poderia ter mais dias alegres assim, mesmo longe de seu gatinho.

Ficaram dando giros no mesmo lugar por um tempo, não se via espaço para patinar tão fácil naquele lugar. Estava tudo abarrotado de pessoas. Marinette e Luka mal conseguiam se ouvir, a única coisa que os fazia ficarem bem ali era a presença um do outros. Capaz de iluminar todas as situações tenebrosas.

Em algum momento cansaram de catar espaço na pista, não precisavam que todas as suas saídas se baseassem em apenas uma de muito tempo atrás. Sabiam alguma coisa um do outro e sabiam como divertir-se em algo que ambos fossem um pouco mais habilidosos e interessados.

Cada um sugeria que fizessem uma coisa diferente a seguir, a verdade é que nenhum deles sabia direito o que fazer em tal caso tão inesperado. Marinette não imaginava que Adrien terminaria com ela, nem Luka imaginava que um dia Marinette sairia com ele. Não tinham ideia do que fazer para agradar um ao outro.

Isso foi um desanimador, parecia um sinal de que se entediariam caso se vissem demais. Mesmo assim, ao se separarem, ficaram muito tempo matutando o que poderiam fazer juntos. Marinette realmente queria ficar junto de Luka sabia que poderia contar com ele sempre. E o mesmo adoraria ficar junto de Marinette ojetivo que antes parecera impossível.

Mesmo separados, eles continuavam pensando um no outro, o que gerou uma forte ligação entre eles. Forte o suficiente para saberem que seus sentimentos eram fortes e muito difíceis de quebrar. Tal sentimento era uma onda de alívio para ambos. Para a garota que se achava apaixonada por Adrien e para o garoto que se achava longe de quem amava. Eles não podiam ter uma separação mais feliz.

Mal sabia a menina que sua felicidade acabaria em pouco tempo por causa de um gato amaldiçoado.

Porque sim, Adrien sentia-se amaldiçoado naquele momento. Primeiro perdera o pai para um inimigo terrível, o Hawkmoth. Depois, perdera as memórias sobre sua amada e não podia chegar perto dela sem ser torturado. E então, ele diz a pior coisa que poderia ter dito: para Ladybug terminar com ele e não voltar atrás.

Ele estava longe de sua Lady, nunca seria aceito de volta depois do que dissera. Marinette foi a única que sempre esteve ao seu lado e que, ao contrário de sua família, jamais o traíra. Porém ele a traíra, aquela a quem jurara nunca trair.

Precisava falar com ela, se é que ela o receberia depois de tudo.

Fez o que várias vezes já fizera antes. Escapuliu pela janela com ajuda de seu miraculous, agora ele era Chat Noir. O que antes fazia-o sentir-se livre, agora o lembrava do que fizera com sua Lady e só o deixava mais preso em sua culpa.

Quando chegou na casa de Marinette e a viu na janela, ele engoliu em seco. Estava suando frio, não sabia como ela encararia a notícia. Temia ser expulso a xingamentos, sabia que Marinette retribuía o seu amor e por saber o quanto se magoaria caso fosse ao contrário que temia reação da garota.

Marinette não poderia estar mais surpresa em encontrar Chat Noir em sua varanda. Ainda mais por ele estar perfeitamente equilibrado em uma das grades, coisa que a dor causada por sua proximidade deixaria deficiente seu equilíbrio.

—O que você quer? — perguntou ela, há certa distância para não o machucar

Adrien desfez sua transformação e se aproximou cada vez mais de Marinette que, sem entender, chegava sempre para trás.

—E a dor? — estava preocupada por ele

—Não a sinto mais – ouvindo tais palavras, as pernas da menina se recusaram a andar

“O ativador ocorrera, é claro.” pensava “Porque mais ele estaria aqui tão próximo?”

Ela sabia, agora, porque ele estava ali. Queria-a de volta, lembrou-se de amá-la. E ela sabia que ele a amava demais para ficar quieto. Ainda mais sabendo que era correspondido. Sempre lançava cantadas ao vento, mesmo quando não estava interessada.

Tudo que ela queria era acabar com a distância e selar seus lábios, mas uma promessa que fizera quando as regras eram outras impediu-a.

—O ativador. O que era? — perguntou, quebrando a tensão que se formara

—Nosso toque. — respondeu sorrindo –O que mais poderia indicar que tudo estava bem? — ele era irônico agora, mas tinha raiva por não pensar nisso antes

—O quão idiotas somos? — ela forçava o riso

Eles estavam muito próximos a essa altura e tudo que queriam era beijarem-se novamente. Porém, a promessa de outros tempos os prendia e despertava o desejo da sair em disparada para não sofrer mais dessa prisão.

Marinette se forçava a pensar em Luka, ele estava com ela e sempre estaria. Ao contrário de Adrien que falhou uma vez. Sabia que por mais que tivesse dificuldade para deitar-se por causa de seu gatinho, veria Luka no dia seguinte e sorriria outra vez.

—Eu queria pedir desculpas, fui muito grosso com você. — ela podia ver o desespero em não ser perdoado em seus olhos –Eu estava perdido em dor e não me lembrava do que você significava para mim. — ele suspirou –Agora me lembro, e sofro em pensar nas coisas horrível que lhe disse.

—Tudo bem, Adrien.

—Espero que possamos voltar ao ponto onde estávamos algum dia... — ele colocou para fora o que ambos prendiam

—Esse é o ponto. Você terminou comigo, eu disse que não voltaria atrás, e você disse que não precisaria. — ela foi firme -Não é assim que vai conquistar minha afeição! — ela estava entre o grito e o choro

—Eu sei, mas as circunstâncias eram outras... — ele implorava, estava praticamente de joelhos, mesmo estando em pé

Marinette foi firme e expulsou dali. Ela até poderia perdoá-lo um dia, mas não poderia parecer frouxa assim. Ele deveria aprender a tratá-la melhor. Se o perdoasse fácil, ele faria novamente.

—Vai embora! — disse antes de cair na cama

No dia seguinte, ela foi atrás de alguma luz para saber o que fazer. Por mais que soubesse que poderia estar com Luka, seu coração perdoara Adrien e o amor que tinha por ela irradiava energia. Não conseguiria esquecê-lo tão fácil, mas sabia que deveria estar com Luka. Ao contrário de Adrien, ele a valorizava de verdade.

Passeava sozinha no parque, em dúvida do que fazer. Até o momento que viu a morada familiar do Mestre Fu. Quem melhor para orientá-la do que aquele que iniciara tudo?

—Marinette, que surpresa esperada... — ele a surpreendeu

—Então você também sabe? — perguntou hesitante

—Claro que sim. E o que não sabia, por ele descobri. — as bochechas da garota coraram

—E o que acha que devo fazer?

—Minha querida, você tem dois travesseiros, um redondo e outro quadrado. Terá, com qualquer um deles, uma excelente noite de sono, a única questão é de qual travesseiro você gosta mais. — ele disse como se fosse óbvio

A pupila pensou um pouco. Sabia exatamente que tipo de travesseiro ela gosta mais, dos redondos. Só não fazia ideia de quem era qual travesseiro... Pôs-se a refletir por um pouco mais de tempo, porém a sala começou a ficar infestada de heróis.

—O que está acontecendo? Por que todos estão aqui? — perguntou, confusa

—Ainda precisamos derrotar Hawkmoth – disse Queen Bee sorrindo

Chat Noir, Viperion e Queen Bee estavam na pequena sala de Mestre Fu. Primeiro ela olhou feio por ele convidar todas aquelas pessoas que não sabiam sua identidade e revelar para eles assim de graça, porém logo percebeu que o plano era maior.

—Eu conversei com Chat Noir noite passada. — anunciou –Revisamos tudo o que deu errado na primeira invasão e chegamos a uma que não terá erros.

—Mas a visão dele... — Marinette começou, ele não lembrava exatamente o que ocorrera, teria uma visão modificada para excluí-la

—Foi depois disso. — Mestre Fu cortou-a

—E por que eles? — ela não contestava a escolha de Mestre Fu e Chat Noir, porém considerando todos os portadores que escolhera, não sabia porque eles dois eram os eleitos

—Quando eu apresentar o plano, tudo ficará claro, Ladybug.

Todos assentiram, era como se aprovassem o plano e jurassem lealdade a ele antes mesmo de ouvirem-no. Ele continuou:

—Precisamos surpreendê-lo, mas temos que ter certa vantagem antes disso. Adrien é seu filho e Chloé, velha amiga da família. Vocês dois entrarão na casa sem serem questionados. Vão preparar o terreno para o ataque de Ladybug e Viperion. Assim que eles aparecerem, fiquem alertas para o aparecimento de Mayura. Adrien e Chloé devem levá-la para longe e travaremos duas batalhas separadas. Dessa vez, ser capturado não é uma opção. Meu elixir não pode fazer esquecerem de mais de uma pessoa, então não podemos falhar.

Todos seguiram o plano hesitantes. Ladybug e Chat Noir já enfrentaram Hawkmoth em pessoa antes e falharam, quando tentaram novamente, a falha foi o resultado. Não tinham muitas esperanças, porém seguiram o plano de Mestre Fu.

Adrien e Chloé entraram e distraíram Gabriel. Com algumas desculpas oportunas, modificaram a posição da mobília em certos lugares estratégicos. Em um momento, só esperavam o sinal para pularem em cima de Nathalie, que estava parada como uma estátua.

Quando o sinal foi dado, Ladybug e Viperion apareceram para encarar Hawkmoth. No mesmo instante, ao olhar para o lado, Gabriel não via mais nem Adrien nem Chloé. Eles já estavam em outro cômodo enfrentando Mayura.

Lutar com ela era diferente de lutar contra Hawkmoth. Eles não sabiam se ela era mais habilidosa e motivada ou se era apenas o fato de lutar com um leque.

Queen Bee e Chat Noir nunca tinham lutado lado a lado antes, raras vezes ele tivera a chance de lutar só ele com Rena Rouge, no entanto Ladybug sempre estava junto. Ele achava que no fundo, a dificuldade não era do inimigo, e sim da dupla sem sincronia.

Chat Noir distraia-a pela frente enquanto Queen Bee esperava o momento certo para usar seu poder e paralisá-la. Ciente de qual risco corria, Mayura parecia a definição de flexibilidade. Queen Bee nunca conseguia acertá-la.

O pensamento de serem pegos e terem que tomar a poção era o que os mantinha vivos na luta. Chat Noir, principalmente, se recusava a ter que esquecer sua Lady novamente. Se recusava ficar longe dela para não sentir dor. Se recusava a machucá-la novamente. Se recusava a perdê-la.

Na verdade, quase perderam a concentração com a aparição súbita de Viperion.

—Ladybug está com dificuldades. Eu e ela não temos tanta sincronia assim ou, se temos, ela está distraída demais... Ela precisa de você. Sei que é isso que precisam para vencer.

—Não. Você ouviu o que Mestre Fu disse. Se eles enfrentarem ou Hawkmoth ou Mayura juntos, se perderem dariam o poder absoluto de graça para eles. — Queen Bee contestou, sendo ignorada por Viperion

—Você quer que ela falhe e Mestre Fu não tenha escolha além de dar a poção a ela? Seria mesmo uma pena se esquecesse você e sentisse dor sempre que estivesse perto... — ele era irônico -Não teria nada mais justo – ele completou, agora sério

Ao ouvir aquelas palavras, o herói suou frio. Sentia-se tonto só de considerar a possibilidade. Sabia o sofrimento que impusera a sua Lady era tremendo, e preferia não o experimentar. Saiu correndo como um menininho covarde.

“Alguém tem que estar ao lado de Ladybug, e é claro que não sou eu. Alguém tem que ficar ao lado de Queen Bee também e, se não vou estar com Ladybug, deve se eu.” pensava Luka

Quando Ladybug viu seu gatinho, não pôde evitar de sorrir.

—Chat... — ela suspirou aliviada

O sorriso dela foi o suficiente para Chat Noir saber que fora perdoado. A presença dele naquele momento foi o suficiente para ela saber que era o travesseiro redondo. A felicidade que os dois irradiavam era o suficiente para dar medo em Hawkmoth.

...

—Até que não fazemos uma dupla ruim... — Viperion disse hesitante

—É claro! Eu sou incrível! — disse Queen Bee com sua natural confiança

—É verdade – concordou ele rindo –Pelo que ouvia de você, não achei que seria essa boa pessoa que encontrei... — ambos coraram

Por um momento, se encararam sem dizer nada. Estavam perdidos no olhar um do outro.

—Temos que levar o miraculous para o Guardião — Queen Bee quebrou o silêncio

Nenhum dos dois conseguiam parar de sorrir. Não podiam evitar de pensar que ocorrera ali o momento mais importante e feliz de suas vidas.

Notas finais
Obrigada por lerem até aqui, espero que tenham gostado, comentem o que acharam, desculpa pelos erros e até mais
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!