A maldição do Vampiro.
1 Prólogo - O começo.
Notas iniciais
Thomas já estava dentro da caverna, com pilhas de corpos que se estendiam por todas as passagens iluminadas da caverna. Tinha as luzes de luminárias a óleo e fogo que acenderiam a cada ritual que fazia antes de desfrutar de suas vítimas. As lanternas estavam classificadas em linha reta no chão, que assim seguia até o final da complexa gruta. Thomas estalou os dedos e sua invisibilidade foi desfeita. Usou-a faz dias e a manteve sobre seu corpo. Pois ao fugir, se refugiou neste local. Ele estava sangrento, e machucado. Sua jaqueta de couro havia sido rasgada. E a calça jeans negra estava sem sua manga das pernas. Os joelhos e os pés estavam com ferimentos quase fechados, claro, Ele possuía a imortalidade da cura. A Óre. E assim, sua resistência era descomunal. Poderia viver dias, ou até anos sem encostar-se a carne, ou ao sangue. Mas nunca deixou de exterminar para viver. A textura humana era... Deliciosa a seu ver. Os humanos apesar de serem estúpidos e irrelevantes devorare-los seria mais que hábito. Era uma sensação de vida. E que não era um vampiro inativo.
Mesmo tendo fugido, passou dias nesta caverna que era habitada, e, aproveitou-se dos corpos imaculados e bebeu-lhes o sangue sem empenho algum. Usava uma taça incrustada de diamantes dos mais raros, e com um líquido carmim no fundo do copo. Era sangue. Que a cada beber corava sua mandíbula afiada. Tinha os dentes de vampiro pontiagudos, e amolados como uma faca. Que eram cobertos pelo líquido espalhado e enrubescido tanto pelos dentes e seu queixo. Deu um gole e a taça esvaziou-se como o corpo com a “alma” agora, indefinida. A vítima tinha um pedaço do pescoço arrancado a dois dentes, e a nuca esbanjava a “bebida” que aumentava ainda mais sua sede. Estava “sob” os pés de Thomas, com o ritual já feito. Ele fora servido com carne e a vitalidade daquela humana. Só podia ver o cabelo dela desengrenado e negro, o olho azul que estava se acinzentando por causa da morte. Usava um vestido curto, e uma saia de estudante típica dos uniformes ingleses; Seus olhos ainda estavam castanhos, e subestimados diante do olhar irônico e psicopático de Patrick que depois de um voo rápido, pousou sobre o solo rochoso. Finalmente o homem demoníaco havia encontrado sua presa. O homem de trinta e três anos possuía os cabelos brancos e repicados até o pescoço. Aspectos de velhice e nervosismo. Os olhos eram em cinza, com as pupilas horripilantemente dilatadas. Trajava um, sobretudo de lã, e uma calça moletom, com marca de garras, por sinal, as de Thomas. E sangue sendo despejado dos seus ferimentos que estavam intactos, porém sendo demonstrados tanto pela sujeira e pelos rasgos. Era excêntrico. Sua pele estava no estado pálido. Então seu poder havia sido liberado. Já Thomas era quase o oposto do homem. Tinha seus vinte e três anos, cabelo ainda negro que estava numa franja espalhada por todo o rosto, e os fios camuflavam-se como algo inexistente pela ambígua penumbra entre a abertura da caverna e seu centro. Os olhos de Thomas eram arregalados, e tinham uma pequena olheira, e os lábios finos e sem cor, como sua pele, com o poder também aberto. Apenas com apontas do sangue que rolou por sua boca ao queixo e secou. Havia também gotas sobre a blusa e o casaco.
– Patrick... – Thomas disse seco, o olhando com reprovação.
O seu estalo de dedos que Thomas reproduzia constantemente parecia eterno. Parecia algo vivo que se apoderava do som a cada instante.
– O próprio – A voz ressoou tênue, enquanto o corpo que a carregava transluziu em meio das rochas negras e úmidas. Agora parecia que havia sumido. Mas estava lá. Habituado com o ritmo e com as possíveis ações que viriam a acontecer.
– É Thomas... Não mudará nunca, não é mesmo? – Perguntou, com um sorriso falso.
– Vampiros são Vampiros... Acostume-se com o mundo. – Revidou ímpeto.
– Sabe Thomas... Estou necessitando de sua ajuda. Pois estou com uma organização pacífica que dominará os países... Eu estou reunindo todos os vampiros, para que usem a polícia como distração. E isto será mais fácil com um dos vampiros mais fortes do Oriente. Somente você poderá me ajudar... Já temos membros envolvidos em assassinatos, no governo, e na polícia. Faltam poucos anos para que meu plano se concretize.
– Veio aqui para isto? Nem parece o meu antigo rival, onde nos machucávamos até as entranhas saírem. Contudo... Estou ciente desta conversa há anos. Só que o mundo que você conhece mudou. E a polícia também. A inteligência do FBI é precisa. E acabará conosco fácil. E eu o odeio. Eu sou um opositor. — Disse com uma voz fraca.
– Eu tenho uma organização. Os estados unidos já são pouco para mim. Infelizmente, meu caro.
– Veremos. – O sorrio percorreu a face de Thomas.
– Não teme a mim? Sua morte é clara se não se aliar. Vão lhe matar, e te caçar como um bastardo. — Correu raiva em suas palavras, e a expressões como a testa e cenho, franziram. Suou, desbancando a confiança que estava semeada em sua face.
– Nossa rivalidade sempre fora declarada. Eu o matarei junto com o teu propósito. Matarei você e o amaldiçoarei... E tudo que há com você. – avisou de forma intimidadora.
– Realmente? – embraveou-se, e seu corpo retornou a aparecer. Plantando o olhar carnívoro sobre Thomas. Passaram-se segundos, e, como um piscar; Patrick correu fugaz, marcando seu rastro. A velocidade que mantinha era turbulenta como um carro tunado. Quando deu por cessar a rapidez; Patrick havia apanhado Thomas e o erguido para o alto com apenas uma mão, segurando-o pelo pescoço, fazendo-o bater as pernas umas nas outras, com uma “insuficiência respiratória” – Nós lutamos faz poucos dias né, desgraçado? Mas agora acabarei com você em menos de centésimos.
– Isso não vai funcionar em mim. – Thomas o rebaixou, com uma voz gentil.
Terminou de falar, e inesperadamente lançou-lhe um cuspe sobre os olhos de seu rival, cegando-o momentaneamente. “Maldito!” foram as palavras de aversão de Patrick. Thomas Foi rápido, e puxou o braço do indivíduo para sua frente, o chutando brutalmente na barriga. A força era imensurável, e o arremeteu contra o teto, e sua jaqueta fora perfurada por uma estalactite, que foi cravada em sua barriga. Thomas saltou velozmente, e deu-lhe um tremendo soco; que o lançou contra varias luminárias acesas, e ao quebra-las, o fogo tomou posse de parte do rosto e do corpo; começando desfigurar a face de Patrick, que estava em meio de grunhidos e contorcidas dos braços, e do corpo. Ao ver de Thomas aquilo foi... Satisfatório. Thomas desceu sobre o chão de pedra, e a jaqueta de couro pareceu planar como uma capa no ar. Ele andou calmamente, com o comportamento singular e incrédulo. Em meio do fogo que deformava seu inimigo; Thomas seguiu em direção a seu ombro. Soprou as chamas, e o fogo esvaeceu, apagando-as. Um simples sopro foi o suficiente para todas as luminárias que estavam presentes, apagarem. Thomas avançou em seu pescoço, olhando em sua face horrenda, e sorrindo, disse:
– Foi bom enquanto durou. Mas hoje, você será um começo de todos seus aliados que eu matarei.
As palavras foram humilhantes tanto quanto a derrota que Patrick teve. Pois tiveram várias batalhas abstrusas, mas esta durou apenas seis segundos. Foi algo maldito, e pelo pior que seja Thomas ousou a morder o pescoço do vampiro. E bebeu o líquido que parecia âmbar, de maneira maníaca, era sedento como morcegos que avistam uma cabra robusta, dormindo no período noturno. Teve um pequeno surto, e sentiu os nervos pulsarem como seu coração, e garganta queimar como se tivesse engolido o fogo que usou para “matar” Patrick. Aquilo era estranho. Seu paladar não tolerou, e quis fazê-lo vomitar, mas fora insistente. Era um ato de “louvor” então tentou digerir o líquido. E desfrutou mais, a ponto da veia que distribuía o sangue que bebia parar de enviar o que queria.
Terminou. Ah... Como teria sido bom. Esfregou o braço em sua boca, e queixo limpando-os. Sorriu psicótico, se sentia violento e poderoso.
– Não voltarei mais a este lugar. Acabou. Eu venci! – Disse congratulando a si mesmo.
Sorriu, e aproximou-se da boca da caverna, e impulsionou-se num pé, começando dum voo raso até um voo alto e distante dos prédios. E de pessoas. Só queria encontrar seu apartamento e descansar. Fora uma noite produtiva e infernal...
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