A maldição

3 A ira da cigana


Notas iniciais
é nesse capitulo que a historia realmente começa...boa leitura a todos

Evelyn estava dentro do vestiário, sentada em um dos bancos entre os armários, o rosto entre as mãos, os pensamentos no garoto. “ porque aquela velha encanou logo comigo?" Os pensamentos a corria, tudo que Evelyn queria naquele momento era ir embora pra casa, deitar em sua cama debaixo das cobertas e dormir. Ela tinha quase certeza que o garoto não sobreviveria, os exames apontaram um aneurisma no cérebro e ele teria que ser operado com urgência, estava muito debilitado e havia uma grande chance de não sobreviver.

— O que foi Evelyn? porque está aqui sozinha? — Patrícia havia acabado de entrar no vestiário, e se assustou quando viu Evelyn lá

— Nada Paty, não é nada — Evelyn simulou um bocejo

— Não adianta fingir um sono, saiba que eu sei quando esta mentindo queridinha. — as duas riram — mas Evy me diz ai o que houve? — Evelyn percebeu a preocupação no olhar da amiga

— Não é nada não

— O garoto já foi levado pro centro cirúrgico, você acha que ele vive ou não? — Evelyn sentiu um aperto no coração, quando patrícia disse aquelas palavras

— Não sei, espero que sim.

— Vamos aguardar pra ver as cenas dos próximos capítulos NE?

— É vamos aguardar. vamos à cantina comer algo?

— Você paga?

— Pago NE fazer o que! — as duas saíram do vestiário rindo alto

Meia hora depois voltava pra urgência à mulher atropelada já estava liberada, o garoto ainda estava no centro cirúrgico. Enquanto arrumavam as macas, o telefone tocou

— Você atende agora Evelyn, eu atendi as duas ultimas vezes!

— Tudo bem preguiçosa! — Evelyn se dirigiu ao telefone

— Urgência e emergência Evelyn boa noite?

— Evelyn sou eu doutor Wagner!

— Oi doutor!

— O garoto não sobreviveu, preciso que leve a família, e façam aguardar por mim dentro da salinha, perto da tomografia eu mesmo darei a noticia. tchau

— Tudo bem doutor tchau. — Evelyn sentiu o sangue ferver, Ela teria que ver o rosto daquela velha mais uma vez, e ela a culparia por isso. Evelyn colocou o telefone no gancho e saiu da sala, enquanto andava em direção a recepção treinava cada palavra que falaria a cigana, ao chegar lá avistou a velha de longe que veio correndo em sua direção.

— Terminou a cirurgia do meu neto, ele esta bem? Posso vê-lo? — a velha agarrou os dois braços de Evelyn e os apertou com força, ela tentou se soltar

— Senhora acalme-se- a velha a soltou — acompanhe-me — após levar a velha ate a sala, começou a discursar suas palavras

— o doutor Wagner que fez esta cuidando de seu neto vira falar com a senhora em instantes.

— Ele morreu né? Eu sinto isso. Vocês o matam né?! — a velha começou a elevar a voz

— Senhora o doutor vira conversar com a senhora e... — a cigana estava chorando e a olhava com fúria

— Me diz a verdade garota, não precisa esperar medico nenhum- a velha estava desesperada

— Senhora eu não sei o que houve com seu neto eu não fui...

— Como não sabe?! Você esta aqui pra que então? Esquentar banco? — A cigana gritava com ela

— Senhora acalme-se — Evelyn não sabia mais o que fazer o doutor então logo apareceu

— Evelyn pode voltar ao seu trabalho, obrigado por ajudar, fique calma não se preocupe Evelyn então saiu da sala e encostou-se à parede do lado de fora espantada com a reação da mulher

— Como é o nome da senhora? — o doutor tinha a voz calma e serena

— Tereza, meu neto ta morto? — a mulher abaixou o tom da voz e agora só chorava

— Infelizmente houve complicações na cirurgia, ele estava muito debilitado e não conseguiu sobreviver, fizemos o impossível, mas não houve jeito — a velha nada disse apenas chorava Evelyn que permanecia do lado de fora da sala, percebeu que dos seus olhos escorriam lágrimas, mas por quê? Seria medo? Dor?Ódio? Ela então rapidamente enxugou as lágrimas com as costas das mãos

Após uma longa conversa, o doutor saiu da sala e se dirigiu a recepção, quando Evelyn percebeu que a velha também saia, voltou pra urgência evitando outro encontro com ela, entrando na urgência ela sentou-se e deu um longo suspiro, tirou seu celular do bolso e ficou olhando os minutos passarem, logo então escutou alguém entrar na urgência, quando olhou era a velha cigana, a revolta e o medo tomou conta de Evelyn

— O que a senhora esta fazendo aqui?- Evelyn levantou-se da cadeira

— Foi culpa sua

— Culpa minha o que?

— A morte do meu neto!

— hahaha me poupe disso, não fui eu que o atropelou e muito menos quem o operou- evelyn começou a alterar sua voz, a raiva foi tomando conta dela

— você não serve, pra ser alguém que cuide das pessoas, você as mata mesmo sem toca-las

—a senhora não tem o direito de falar assim comigo, sua velha maldita!- Evelyn gritava. A velha arregalou os olhos

— Vou fazer de tudo pra que saia desse hospital sua incompetente, assassina — a velha também gritava

— Como vai fazer isso, se você não passa de uma velha imunda, que é apenas uma cigana de merda? Naquele momento patrícia entrou na urgência correndo e preocupada

— O que ta acontecendo aqui?

— Tira essa velha daqui patrícia, por favor? — Evelyn agora chorava

— Sua vida daqui pra frente garota será um inferno, ME SIM ROM, OPR CORSELUIV DORVLI SECURIS DEVESRT PEDROEN TAVAROIE LACRAELUY DOMILEIVOS COROPATRIS QUELITOS VOREZ! ATRUPETITO ALELAISSSSSSSSSSSSSSSS. a velha então disse essas palavras estranhas apontando o dedo a Evelyn, o segurança a puxou pra fora da urgência, e ela ria alto, patrícia então abraçou Evelyn que caia em pranto

— Vamos amiga, vamos- patrícia levantou Evelyn e a levou ate uma sala que eles usavam pra descansar, La Evelyn chorou mais ainda

— To com medo!!

— Não precisa ficar aquilo não foi nada. — mas é ai que Patrícia se enganava.