A maldição dos céus
2 Capítulo 2 - Minha irmã foi um pinheiro?
Notas iniciais
Acampamento Meio-Sangue, já imaginara o por que do nome, na entrada havia uma multidão, todos usavam laranja, havia também um enorme pinheiro cercado por um dragão de mesmo tamanho.
– O pinheiro de Thalia. — Disse Jackie ao ver minha expressão.
– Pinheiro de quê?
– Thalia, semideusa filha de Zeus, a mais durona que já pisou nesse acampamento eu diria.
– Ela tinha um pinheiro?
– Bem, ela morreu e Zeus com piedade a transformou em pinheiro e criou as limitações mágicas pra impedir que monstros invadam o acampamento, o pinheiro é fonte de poder da barreira, um dia o pinheiro estava morrendo e...
– A barreira quebrou — completei.
– É, Alguns semideuses saíram em missão pra buscar o velocino de ouro...
– Pele de carneiro dourado?
– É, tem poderes totais curativos, bem como dizia... Percy Jackson, Annabeth Chase, Tyson e Clarisse La Rue recuperaram o Velocino ele não curou só o pinheiro mas também Thalia.
– Então ele voltou a ser humana?
– Sim. — Respondeu Jackie ansioso.
Ao passar pelos limites mágicos senti enjoo e meus cabelos arrepiaram.
– Oi. — Disse pateticamente enquanto acenava.
A multidão se abriu revelando um sujeito alto com cabelos negros arrepiados, olhos castanhos claros, alto e atlético, usava uma camisa vermelho sangue, calças e botas pretas estilo militar.
– Hmpft... novato... — Disse ele.
A multidão se abriu de novo dessa vez saiu um homem, tinha cabelos grisalhos, uma longa barba, e usava um suéter dizendo "Yeah! Sou um homem cavalo" depois de ler o suéter percebi que o cara era metade cavalo.
– Quíron, meu nome é Quíron. — Ele se apressou em dizer.
– Henry Parker. — Falei timidamente.
– Sou diretor de atividades do acampamento. — Ele respondeu.
– Ah, claro Jackie me falou de você.
– Trevor, será que poderia mostrar o acampamento pra o Henry?
O sujeito alto suspirou.
– Sério Quíron? Humpft... venha novato!
Ele saiu me arrastando pelo braço, até uma grande estrutura azul celeste.
– Esta é casa grande, onde ficam os diretores e a enfermaria, também tem acesso a internet. — Ele falou com desprezo.
– Uau! É enorme! — Me surpreendi.
Saímos por um tour pelo acampamento, era realmente surpreendente, arena, os campos de morango, a praia dos fogos, refeitório, tudo era fantástico até mesmos os lugares mais comuns, como o anfiteatro, tudo tinha um toque de magia. Por fim fomos a trilha de chalés, onde havia a fogueira e os chalés que formavam a letra grega ômega.
– Então onde ficarei? — Perguntei olhando para os maiores chalés.
– Tudo depende de seu pai ou mãe olimpiano. — Ele retrucou já aborrecido.
– Trevor não é? — Perguntara confuso.
– Trevor Johnson, Trevor para os amigos, Sr.Johnson pra você.
– Hey Trevor. — Falei pra aborrecer ele.
– Humpft.
– E se eu não for aclamado hoje?
– Geralmente você passa a noite no chalé de Hermes.
– Entendi. — Falei assentindo relutante.
Fui com ele em direção ao refeitório, que era uma estrutura de mármore aberta, sustentada por grandes pilares brancos.
Ele sentou numa das mesas, e Quíron me encaminhou a mesa de Hermes, ele dizia que o filhos de Hermes eram extrovertidos, logo logo ia ter um amigo, ele estava enganado passei todo o jantar em silêncio.
Até que de repente uma luz azul ofuscante iluminou o local, todos prenderam a atenção em mim, até mesmo Trevor parecia surpreso. Olhei para cima e vi uma águia azul, parecia holográfica. Os semideuses se ajoelharam e eu não entendia nada, então resolvi me ajoelhar também.
– Filho de Zeus! — Exclamou Quíron.
Zeus, deus dos céus e das tempestades, governante do Olimpo.
Estava a caminho do chalé quando um garoto me cumprimentou. Tinha olheiras pesadas, como se estivesse cansado da vida, ma era jovem, usava uma camisa branca e preta de manga como se estivesse frio.
– Oi. — Ele disse devagar.
– Ahn, oi.
– Henry Parker, o novato não é?
Assenti e ele foi me acompanhando.
– E você?
– Gerard Wises, filho de Hades, tem doze não é? Devo ter a mesma idade.
Ficava me perguntando que tipo de nome era Gerard, um nome antigo, achava eu, e por que ele não sabia a própria idade? Aquilo pouco me incomodava, era a primeira pessoa que viera falar comigo por conta própria.
– Devemos ser meio primos. — Ele disse entusiasmado.
– É, por ai.
– Te vejo depois Henry.
Ele acenou e saiu caminhando sem rumo, eu dei de cara com o chalé de Zeus, uma enorme estrutura de mármore polido, havia em seu topo, uma escultura, escultura de uma águia, tinha grande portas de carvalho e minha observação de que era o maior chalé. Adentrei o mesmo cheio de esperanças.
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