A maldição dos céus

1 Capítulo 1 - Meu pequeno pônei.


Notas iniciais
Para Fer, a menina gótica que não acredita no amor (Eu amo ela) 'w' e Gui, meu bródi 'w'

Bom, vida de semideus não é nada fácil, muitos monstros, muitos problemas, enfim, eu me chamo Henry Parker, tenho 12 anos e sou um semideus, sempre morei em Orlando com minha mãe, bem, vou contar a vocês a minha história. Mesmo que vocês não queiram saber.

Era um dia qualquer de verão, o sol raiava, os pescadores já estavam em alto mar com seus barcos, gaivotas oscilavam sobre os mesmos e sempre que dava roubavam um peixe.

Estava a caminho da minha nova (semanal) escola, East Florida School para garotos malcriados, malcriado não era como as pessoas geralmente me rotulavam era só que minha mãe ficou cansada de me trocar de escola semanalmente, eu sofro de dislexia, e bem, escola não lá meu lugar favorito, e também tem as coisas estranhas que só acontecem comigo.

Me distraia olhando os pescadores e esbarrei numa parede, pelo menos eu achava ser uma parede, ao olhar bem percebi que era um homem, extremamente grande, uns dois metros e algo mais, tinha traços brutos, era pálido, calvo, e usava roupa de couro, como de motoqueiros e fedia a queijo mofado.

Estava prestes a me desculpar, antes dele acertar minha cabeça com um taco de beisebol de ferro. Eu desmaiei na hora.

Acordei num restaurante Fast Food, na cozinha pra ser mais específico, lá tinha um homem, era baixo, tinha cabelos castanhos encaracolados e uma barba como de um bode, usava um uniforme. Ele me olhou entusiasmado e disse:

– Você acordou!

– Acho que... sim.

– Isso é um alívio. — Ele suspirou.

– Onde estou? — Perguntei confuso.

– Senhor Taco, oras!

Ele me estendeu a mão eu a apertei ele me ajudou a ficar de pé. Não entendia o que acontecera. Mesmo assim falei:

– Eu lembro de um homem — Exitei mas continuei — Ele fedia a...

– Queijo — Ele completou.

– Queijo — Eu repeti.

Ele parecia feliz, mas algo o preocupava.

– Você sabe algo sobre mitologia grega? — Ele perguntou.

A verdade era que não me interessava nada por história mas por algum motivo aparente eu sabia muito sobre mitologia.

– Tipo, Minotauro, Pégaso — Me animei — Aquiles e Hércules?

– Ééééé — Ele retrucou — Bem por ai...

– O que, que tem?

– Se eu te dissesse que tudo isso é real, você acreditaria?

Antes que eu pudesse rir e dizer não, reparei que da cintura pra baixo o homem tinha pernas de bode.

– Sá... tiro.

Ele assentiu sorrindo e deixou escapar um "Béh!"

– Mas e... — Eu estava sem palavras, o que era uma coisa rara de acontecer.

Antes que pudesse ter qualquer reação, um urro ecoou pela lanchonete, o sátiro tentava me puxar, mas eu estava abismado demais, quando saímos pelos fundos pude ver o homem queijo mofado atravessar a parede num escorão.

O sátiro corria em velocidade máxima em direção a floresta e as vezes dava um saltinho.

– Sou meio bode montanhês... — Ele se desculpou, mas aquilo realmente não importava.

Não ousava olhar pra trás. Quando enfim chegamos a floresta o sátiro me jogou num arbusto e pulou junto.

– Está vendo ele? — Perguntou o sátiro.

Eu fiz que não e me tranquilizei. Ele sorriu e disse ofegante:

– Me chamo Jackie, e você?

– Henry.

Foi o ponto final da conversa, antes que ele pudesse falar qualquer outra coisa um urro ecoou toda a floresta, uma árvore passou zunindo sobre minha cabeça, derrubando mais muitas atrás.

– Oh não! — Disse Jackie.

Saímos correndo e Jackie tirou de um cinto encouraçado um punhal com um leve brilho dourado, mas aquilo não intimidou o monstro que vinha correndo em nossa direção.

– Ciclope. — Disse Jackie relutante.

Ao olhar bem pro seu rosto enrugado percebi um único e grande olho. O fato dele ser um ciclope não piorou ou melhorou a situação ele continuava correndo em nossa direção.

– Bééééh! — Exclamou Jackie que partiu pra cima dele.

O ciclope bateu nele e ele voou a dez metros deixando o punhal cair no chão.

O ciclope olhou pra mim e abriu um sorriso amarelado. Veio em minha direção e levantou o enorme punho, de repente eu não conseguia pensar em nada, meu cérebro entrou no automático, desviei do soco com um rolamento e peguei o punhal de Jackie.

– Hey! — Disse eu — Tem que escovar melhor os dentinhos!

Ele "rosnou"com raiva e partiu pra cima de mim, pulei em cima dele e cravei a adaga em seu braço, ele fez um movimento voraz com a mão e eu caí, me senti encurralado, e estava esperando ser esmagado ou coisa assim.

Minhas esperanças já tinham acabado quando vi o vulto negro lançar o ciclope em uma árvore. Era um cavalo, um cavalo com asas. Ele parecia orgulhoso e trotava feliz.

– Isso! — Gritei animado.

Cedo demais pra ficar animado, antes que pudesse ter uma reação se quer, o ciclope agarrou o cavalinho alado. Recuperei as forças e investi novamente no ciclope subi pelo seu braço onde cravei o punhal.

Ele urrou, e largou o cavalo alado, me segurei firme em suas costas pra não ser derrubado. O cavalo alçou voo e investiu contra ele repetidamente prendendo sua atenção, aquela era minha oportunidade.

– Hey! — Disse eu tentando parecer corajoso — Feioso!

Subi em seus ombro e ele tornou a olhar pra mim, enfiei o punhal no seu único e grande olho, ele urrou e sibilou. Depois explodiu numa nuvem de poeira dourada me largando no ar.

Jackie se levantou e veio até mim.

– Você conseguiu!

– É, acho que sim.

Ele subiu no cavalo alado que parecia conhecê-lo. Ele estendeu a mão e disse:

– Vamos!

Olhei para trás e soube que ia me arrepender daquele momento pro resto da minha curta vida.

Subi na garupa e alçamos voo, na viagem Jackie me explicava tudo sobre semideuses e Deuses, e eu não tinha opção a não ser acreditar depois do que tinha vivido.

Pensava em minha mãe, e se ia revê-la, enfim havíamos chegado em um belo lugar, Long Island, ao meu ver, pousamos e seguimos caminho cavalgando.

Chegamos ao um lugar com um grande portão branco, nele havia escrito, "Acampamento Meio-Sangue".

– Onde estamos? — Perguntei confuso.

– Acampamento Meio-Sangue! O lugar mais seguro para semideuses!

Notas finais
Oeee, ;3 Espero que tenham gostado e beijo na nádega, até a próxima.