A madrasta, uma nova História.
3 Desmaio.
(Estevão vai para casa. A noite passa rápido... Amanhece).
{Apartamento de Maria}.
(Marka estava pronta, iria sair um pouca, não sabia ainda para onde, quando o telefone toca).
{•Ligação On•}
Maria: Alô.
Estevão: Maria sou eu Estevão, preciso te ver, e conversarmos.
Marla: Sobre?
Estevão: Eu te direi quando nos encontrarmos. Se quiser podemos comer juntos, o que você acha?
Maria: Esta bem. Mas iremos comer aqui no restaurante do Hotel. Aa duas e meia, sem um minuto a mais. Já te esperei durante vinte anos, e agora não estou disposta a te esperar um minuto a mais. Ate mais.
{•Ligação Off •}
(No restaurante do Hotel).
(Estavam lá Heitor, Ângelo e Leonel)
Heitor: Aqui é um ótimo restaurante.
(Ângelo olha para o lado e vê Carlos e Estrela entrando).
Ângelo: Olha lá
(Todos olham).
Heitor: Melhor deixar quieto.
(Estrela e Carlos se sentam em uma mesa distante. Alguns minutos se passam e Estevão chega no restaurante, e Maria vê ele).
Maria: Chegou bem na hora.
Estevão: Sempre fui pontual.
(Leonel vê Maria e Estevão).
Leonel: Olha la o seu pai.
Heitor: (Se virando)- Quem é aquela?
Leonel: A Maria. A mulher que foi vê o seu pai a alguns dias, que eu disse que desmaiou em meus braços.
Ângelo: A mulher que você esta perdidamente apaixonado.
Leonel: Sim. Eu vou la falar com eles.
Heitor: Tudo bem. Agente fica aqui.
(Leonel vai até Maria e Estevão).
Leonel: Boa tarde.
Estevão: Leonel o que faz aqui?
Leonel: Vim almoçar. E vocês?
Estevão: A Maria mora aqui. Vim conversar com ela. Um assunto pessoal, você nos da licença?
Leonel: Sim. Com licença. Ate mais Maria.
Maria: Até.
(Leonel sai).
Maria: (Olhando nos olhos de Estevão)- Não podemos conversar aqui. Outro dia.
Estevão: Não. Eu te encontro no seu quarto.
Maria: Tudo bem. Daqui a deis minutos.
(Ela sai. Quando Maria vai passando Estrela a vê , apesar de longe fica encantada com a beleza dela).
(Na mesa de Leonel, Heitor e Ângelo).
Leonel: Ela tinha que ter uma conversa pessoal com seu pai.
Heitor: Deixa. Eu queria que a Ana Cobra chegasse agora.
(Leonel fica pensativo, pensava em Maria).
Heitor: (Colocando um dedo no queixo dele)- Olha a baba.
(Todos riem, menos Ângelo).
(Apartamento de Maria)
(Maria pensava na noite anterior quando Estevão toca a campainha. Ela vai atender)
Maria: Entre.
(Ele entra, r vai ate a sala).
Estevão: Muito bonito o seu apartamento.
Maria: É muito melhor que a cela que eu ficava.
Estevão: Já vi que você sofreu muito... Mas não foi eu quem te condenei, nem foi eu quem coloquei aquela arma nas suas mãos.
Maria: Eu não matei a Patrícia... As vezes penso que você poderia ter matado a Patricia.. (Pausa, e se senta)- Sente-se.
Estevão: (Se senta)- Então pensa que eu poderia ter matado a Patrícia. Eu não teria motivo nenhum para matar a Patrícia.
Maria: Eu também não, lembre-se que era a melhor amiga dela.
Estevão: Não vamos falar do passado. Por enquanto vamos focar no futuro. Maria pense, pensávamos que não iria sair mais daquela prisão. Por isso falei que estavas morta.
Maria: Por esse motivo eu nunca vou te perdoar.
Estevão: O que queria? Que eu falasse para meus filhos, que a mãe deles estava em uma prisão, condenada a prisão perpétua? Por isso mandei que pintassem um quadro, esse quadro roubou seu lugar, que agora é a mãe deles. Eles não iriam te reconhecer se ti vissem frente a frente. A essa altura não posso aceitar que fale a verdade para eles, isso vai destruir suas vidas. (Grita)- É isso que você quer? Responde! (Ele olha a ela chorar)- Por que não mim responde Maria? A felicidade dos nossos filhos esta nas suas mãos.
(Maria chorava, seu rosto estava inundado por lágrimas).
Maria: É muito fácil para você inverter as coisas. Eu sofri durante vinte anos, e agora eu sou a única culpada pelo que pode acontecer com nossos filhos? (Gritando)- Eu não aceito isso.
Estevão: Entenda Maria pensávamos que nunca sairia da prisão, estava condenada a prisão perpétua.
Maria: Mas a justiça mim concedeu uma segunda chance, e vou aproveitar, ninguém vai tirar o direito que eu tenho de abraçar meus filhos, de beija-los e de gritar que sou sua mãe.
Estevão: Maria te suplico.
Maria: (Se levanta)-De que é feita sua alma? De que é feito seu coração? Como é possível que não se compadeça do meu sofrimento?
Estevão: (Se levanta)- Eu não te fiz nada.
Maria: Acha pouco? Mim roubou meus filhos, mim roubou vinte anos da minha vida, mim roubasse minhas ilusões, meu desejo de viver. Como pode mim dizer que não mim fez nada? Como se atreve? (Batendo no peitoral dele, ela gritava e chorava)- Te odeio, te odeio, assim como te amei agora te odeio, te odeio com todo meu coração... Te odeio, te odeio.
(Ela desmaia nos braços dele...
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