Notas iniciais
Metamorfos são meus monstros preferidos! IUAHSUAHS. Serio, espero que gostem! Obrigada!

Três meses, foi o tempo que havia se passado desde Cold Oak, e eu... Bom, eu estava me adaptando a uma nova vida, afinal, quando se é acostumado a viver com uma pessoa desde o dia em que ela nasce é meio difícil um dia acordar e ver que você tem que viver com outras pessoas, mesmo que essas sejam amigas.

Mas eu sabia que já havia passado da hora de erguer a cabeça e aceitar que Mel não ia mais voltar, e que eu não ia fazer um pacto com um demônio imundo. Preferia viver sem Melanie, a tê-la viva sabendo que foi graças a uma coisa que caçamos.

Até então eu estava ajudando os garotos com as pesquisas na casa de Bobby, que me acolheu e vinha sendo um pai, ele me ajudava na maioria das vezes, e nas horas vagas ficava no sofá vendo novelas mexicanas. Confesso que era hilário ver Bobby se emocionando com uma cena de beijo.

– alô, Katy? – Era a voz de Sam na outra linha.

– Oi Sammy!

– Acho que encontramos um caso em Tennessee. A duas garotas mortas com partes do corpo faltado.

– Parece mais trabalho de psicopata. – Confessei.

– Eu não sei Katy, estou com certa intuição de que seja um dos nossos.

– Bom, eu quero ir com vocês, ando precisando caçar.

– Serio?! Que ótimo, fico feliz! – Ele realmente parecia – Estamos próximos de Sioux Falls, vamos passar ai então.

– Certo.

O Impala preto estacionou em frente à casa de Bobby por volta das 18 horas.

Os garotos entraram, conversamos e bebemos umas cervejas, foi um típico fim de tarde de domingo.

– Olhe – Começou Dean me passando um jornal amassado e com manchas de café.

Era a matéria das garotas encontradas mortas em Nashville.

“ Barbara Armstrong, é encontrada morta em seu apartamento com as duas pernas faltando.

Barbara foi vista pela ultima vez na casa de Amanda Sxmess, também morta na ultima quinta feira, as duas trabalhavam juntas como modelos na agencia Dolls.

– eu não sei o que anda acontecendo com minhas meninas – Declara Julia Truwer, diretora da agencia de modelos.

Barbara é a terceira modelo morta no ultimo mês.

A polícia local investiga”.

Ao lado da manchete havia a foto de cada uma das jovens, ambas muito bonitas.

Mas ainda sim me parecia apenas trabalho de um psicopata tarado.

– O que acha? – Perguntou Sam.

–Psicopata tarado? – Respondi.

– Qual é. – Ele sorriu.

Partimos pela manha de Sioux Falls no Impala preto. Depois de aproximadamente 14 horas chegamos ao nosso destino.

Nós hospedamos em Americas Best Value Inn o primeiro hotel em que passamos em frente. Pegamos um quarto com duas camas casal e um sofá.

– Eu fico com uma cama sou menina – Disse assim que entramos. – Se virem!

Joguei minha mochila em cima da cama. Eles me olharam de soslaio, mas não reclamaram, jogaram joquempô, Sam acabou ficando com a outra cama e Dean teve que se contentar com o Sofá.

Logo e seguida começamos a arrumar os mapas, fotos e pedaços de jornais na parede atrás da TV.

– Certo o que sabemos? – Começou Dean ligando o computador.

– Sabemos que parece um psicopata tarado. Porém, olhem. – Eu havia levado meu computador logico. O do Sam provavelmente deveria estar cheio de vírus pornô por causa do Dean.

Era uma foto, uma foto do ultimo concurso de beleza, onde Barbara ganhou o primeiro lugar.

– Olhe a modelo que ficou em segundo lugar. – Dean sentou do meu lado e observou a foto.

– Ela parece decepcionada.

– Não, idiota. Essa é Jannifer McKlen. Morta há um Mês...

– encontrada com os dois braços faltado. – Completou Sam.

– exatamente. Agora repare na segunda competidora.

– É a mesma garota. — Disse Dean. – Mas não pode ser ela por que o concurso foi a uma semana, e a não ser que ela tenha uma irmã gêmea, tem um metamorfo andando por ai com cara de modelo.

Fomos atrás do metamorfo, e descobrimos que as vítimas todas eram garotas com menos de trinta anos, e que de alguma forma era consideradas muito bonitas. Tinham mortes parecidas em todo o estado cinco no total, mas todas essas pistas não nos levavam muito além. Metamorfos não roubam partes dos corpos de suas vitimas, pelo menos nenhum que eu tenha caçado.

– Isso não faz sentido. – Dizia Sam indignado olhando fixamente para os papeis das autopsias das garotas. – Para que um metamorfo faria isso com suas vitimas? E porque ele deixa o corpo para trás? Normalmente eles são cuidados.

– É um metamorfo psicopata tarado. – Disse desviando os olhos do livro que estava lendo.

– Pare de ler essa porcaria Katy, é tudo um monte de mentira. Bruxos são do mal e não mocinhos. – dizia o mais velho e mais implicante membro do trio fantástico.

– Avada Kedravra cowboy.

– Cowboys são clássicos! Sua Vanda que dava nuca vai vencer meus Cowboys! Sam, Sam fala pra ela dos cowboys!

Sam olhou e com um sorriso e não respondeu nada.

– Não sei dos Cowboys, mas tenho um plano pro nosso monstro. – Dean e eu o olhamos – O metamorfo vai atrás das garotas com menos de trinta aos certo? E se o atraímos ao invés de irmos atrás? A última morte foi aqui em Nashville, então provavelmente ele ainda está por aqui.

– Certo e como vamos fazer isso? – Perguntei. Sam me olhou com um sorriso torto.

– Quantos anos você tem Katy?

– O que?! Isca?

Isso, eu era a isca, o plano era o seguinte chamar a atenção de mais homens possível, fazer o tarado da metamorfose vir atrás de mim.

Eu descobri que não sabia andar de salto. E que saias me incomodavam. Porém, eu consegui. Olhei-me no espelho e estava parecendo uma prostituta fantasiada de Pato Donald, olhei para o meu coturno sujo embaixo da cama.

– Eu volto querido. – Sussurrei pra ele, voltei-me a porta e sai.

Dean e Sam Arregalaram os olhos e se entreolharam, meu Deus eu deveria mesmo estar parecendo o pato Donald.

– Katy? Você é uma garota! – disse Dean sorrindo.

– Idiota!

– está linda senhora! – Repetiu Sam abrindo a porta do carro.

– Outro idiota! Vamos logo antes que eu desista.

Estacionamos perto de uma lanchonete e desci e sorri para todos os homens que passavam por mim, eles sorriam de volta na maioria das vezes e alguns até sorriam primeiro.

Mas não encontramos nada, voltamos para o hotel.

– Nada Katy? Nenhum cara estranho? – era Sammy que perguntava.

– Nada.

– Vamos à delegacia ver se achamos mais alguma coisa das vitimas, um lugar onde todas foram em comum. Coisa assim.

– Vão vocês, eu vou pesquisar algo na internet.

Eles saíram, eu tirei aquelas roupas horríveis e coloquei minha calça jeans rasgada e minha camiseta de algodão cem por cento confortável, fiquei por volta de uma hora sozinha pesquisando algo sobre as garotas vendo se alguma tinha aparecido em outro lugar, até que a porta se abre, mas era só o Sammy.

– Oi Sam.

– Oi. Tudo certo por ai? Achou algo?

– Nada por enquanto, mais eu vou achar.

Ele foi até a geladeira e pegou duas cervejas, me entregou uma.

– Sabe, você estava muita linda hoje mais cedo, com o vestido. – Ele sorriu. – Serio.

Eu o olhei por um segundo em silencio.

– obrigada Sammy, eu acho.

Ele se aproximou de mim, sentou-se ao meu lado e abaixou a tela do computador, eu o olhei com os olhos arregalados.

O rosto dele estava a centímetros do meu agora.

– Sammy... o que... – ele me beijou.

Eu sentia que era errado, mais o beijei de volta por extinto, afinal ele era um homem e em menos de dez segundos estávamos apenas em roupas intimas rolando na cama.

Mas um minuto de sanidade veio a minha mente, aquele não podia ser Sam, porque o ele não ia voltar sem o Dean. Ai meu Deus eu estava transando com um monstro em forma de Sammy!

Ele estava em cima de mim, e parecia que tinha plena consciência do que estava acontecendo. Segurou meus braços contra o colchão, fingi sorrir e dei um chute em sua parte intima, ele gritou e saiu de cima de mim. Levantei-me em um salto e ele também, olhei ao redor como eu poda estar em um quarto com um metamorfo e não ter absolutamente nada de metal por perto?

Ele me atacou e nós lutamos até eu ser arremessada contra a janela que se despedaçou com um estrondo eu senti pedaços de vidro entrando em minhas costas despidas.

Ele demorou alguns segundos para sair, e quando saiu, era idêntico a mim.

– Ei Katy querida, por que você prefere do jeito difícil?

– Sair da rotina é mais interessante.

– Eu só quero o seu rosto.

– que pena.

Joguei o pedaço de vidro que estava no chão em pedaços nela, mas o efeito foram apenas três passos para trás. Eu precisava achar um jeito de chegar pelo menos as minhas calças onde tinha uma faca de prata.

Corri e a empurrei de volta para dentro o quarto, engatinhei até minhas roupas e ganhei um chute na barriga de brinde.

– Como você é patética. Sua mente é toda perturbada e cheia de culpa. Sorte que você é bonita.

Ela pegou uma faca que estava na calça jeans eu me levantei e dei um chute certeiro na mão dela, que a fez derrubar a faca.

– Maldita!

Empurrei-a e peguei a faca do chão, mirei no peito e sem pensar duas vezes matei.

– Vaca.

A porta foi chutada atrás de mim. O metamorfo caiu.

–Estão atrasados.

– Adoro lingerie rosa Katy.

– Cala a boca Dean!

Eu não contei para os rapazes que o metamorfo veio fantasiado de Sam nunca, mas eu sabia que aquela criatura era de primeiro escalão, se transformou muito rápido e sem deixar pele.

– Katy, Você estava transando com você mesma? – Disse Sam sorrindo.

– Não Sammy! Eu estava tomando banho poxa.

– Isso explica as roupas jogadas no chão! – dizia Dean rindo enquanto tentava arrumar a janela antes de partimos.

– Maldito Cowboy. Mas me digam acharam algo? Tipo por que o metamorfo deixava os corpos e arrancava pedaços.

– que era realmente psicopata! – Respondeu Sam.

– É Katy, parece que a outra você queria fazer a garota perfeita. – Dean explicava – ela arrancava a parte mais perfeita do corpo das vitimas e pendurava na sala de estar do esgoto, então quando o manequim estivesse pronto ela poderia ser uma pessoa comum e não uma cópia de pessoas entende? E só faltava...

– O rosto?

– Isso. É pelo jeito ela te achou uma gracinha.

No fim da tarde, nem parecia que havia tido uma luta naquele quarto, estava e perfeitas condições.

– Bora dormir equipe! Amanha vamos partir bem cedo! – Disse Dean

– Pra onde capitão? –Perguntei

– Não faço a mínima ideia! Eu adoro esse trabalho!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.