A luz no fim do túnel
5 Os novos monitores
Nos dias que se seguiram várias coisas aconteceram na vida de Hannah que ela mal podia acompanhar, mas estava conseguindo se acostumar. Para melhorar, a audiência do Harry aconteceu e ele conseguiu continuar a estudar em Hogwarts, o que, para praticamente todos, era motivo de alegria, menos para Sirius, ele até pareceu feliz na hora da notícia, mas aos poucos, foi se isolando de todo mundo, não precisava ser muito esperto para perceber isso, e Harry decidiu desabafar com os amigos sobre isso enquanto limpavam um armário mofado, que estava se sentindo meio culpado, mas antes que Hannah ou Rony falasse alguma coisa para melhorar seu humor, Hermione já fala:
— Pare de se sentir culpado! O seu lugar é em Hogwarts, e Sirius sabe disso. Na minha opinião, ele está sendo egoísta.
— Você está sendo um pouco dura, Hermione – Disse Rony, franzindo a testa enquanto tentava retirar um pouco do mofo agarrado em seu dedo.
– Nessa eu estou com o Rony. Não seria legal ficar presa nesta casa sem ter companhia. – Disse Hannah.
— Ele vai ter muita companhia! – Disse Hermione. – Aqui é a sede da Ordem da Fênix, não é? Ele é que andou alimentando esperanças de que Harry viesse morar aqui.
— Não acho que seja verdade – Disse Harry, torcendo o pano de limpeza. – Ele não quis me dar uma resposta direta quando perguntei se podia.
— Ele não queria era aumentar ainda mais as esperanças dele – Respondeu Hermione sensatamente. – E é provável que se sentisse um pouco culpado, porque acho que em parte estava realmente desejando que você fosse expulso. Então os dois seriam marginalizados juntos.
— Ah, para com isso! – exclamaram Harry e Rony ao mesmo tempo, mas Hermione meramente encolheu os ombros.
— Como quiserem. Mas às vezes acho que a mãe de Rony está certa, e Sirius se confunde, sem saber se você é você mesmo ou seu pai, Harry.
— Então você acha que ele está meio biruta? –Perguntou Harry, inflamado.
— Xiiii! Vai começar... – Falou Rony em voz baixa para Hannah, fazendo ela rir um pouco.
— Não, só acho que passou muito tempo sozinho – Respondeu Hermione com simplicidade.
Neste ponto da conversa, a Sra. Weasley entrou no quarto por trás dos meninos.
— Ainda não acabaram? – Perguntou, metendo a cabeça no armário.
— Pensei que a senhora estivesse aqui para mandar a gente fazer uma pausa! –Disse Rony com amargura. – Sabe quanto mofo nós limpamos desde que chegamos aqui?
— Vocês estavam tão dispostos a ajudar a Ordem – respondeu a Sra. Weasley –, que tal fazerem a sua parte, deixando a sede decente para podermos viver nela?
— Estou me sentindo um elfo doméstico – resmungou Rony.
— Bem, agora que você conhece a vida horrível que eles levam, quem sabe vai querer participar mais ativamente do FALE! –Disse Hermione esperançosa, quando a Sra. Weasley saiu e os deixou continuar. – Sabia que até a Hannah aceito ajudar no FALE? Sabe, talvez não fosse má ideia mostrar às pessoas o horror que é viver limpando as coisas, poderíamos promover o patrocínio de uma faxina da sala comunal da Grifinória, em que toda a renda revertesse para o FALE; isso ampliaria a consciência e os fundos do movimento.
Rony resmungou alguma coisa que Hannah não conseguiu ouvir, mas não ligou muito.
O dia para ir para Hogwarts estava chegando, e Hannah não podia estar mais ansiosa, e quando chegou o último dia de férias, chegaram as cartas de Hogwarts, e estava lá, uma carta com seu nome. Ela abriu sua carta que continha duas folhas de pergaminho: uma era um aviso de que o trimestre começaria em primeiro de setembro e a outra listava os livros de que iria precisar durante o ano letivo. Gina tinha descido para avisar a Sra. Weasley que as cartas tinham chegado, e enquanto Hannah olhava/admirava a sua carta, alguém dá um grito agudo bem no seu ouvido, a assustando
— Desculpa Hannah! Mas olha!! – Falou Hermione mostrando um distintivo vermelho e dourado. Havia um grande “M” sobre o leão de Grifinória. Hermione pareceu lembrar que ela nunca tinha ido para Hogwarts e não sabia o que era aquilo. – Isso é um distintivo de monitor, geralmente são dois monitores... será que?
Hermione saiu correndo e Hannah decidiu ir atrás. Quase que Hermione quebra a porta do quarto dos meninos e perguntou pro Harry ofegante:
— Você... você recebeu...?
Ela viu o distintivo na mão de Harry e soltou outro grito agudo, que Hannah conseguiu se afastar para não ficar com tímpanos explodidos de novo.
— Eu sabia! – exclamou, excitada, brandindo a carta na mão. – Eu também, Harry, eu também!
— Não – apressou-se Harry a dizer, devolvendo o distintivo a Rony. – Foi o Rony e não eu.
— É... o quê?
— Rony é o monitor e não eu – explicou Harry.
— Rony? – admirou-se Hermione, de queixo caído. – Mas... você tem certeza? Quero dizer...
A garota ficou muito vermelha quando Rony se virou para ela com uma expressão de desafio no rosto.
— É o meu nome que está na carta.
— Eu... – começou Hermione totalmente perplexa. – Eu... bem... uau! Parabéns, Rony. É realmente...
— Inesperado – concluiu Jorge, confirmando com a cabeça.
— Não – disse Hermione, ficando mais vermelha que nunca –, não, não é que... Rony fez montes de... ele realmente...
A porta às costas dos garotos se abriu um pouco mais e a Sra. Weasley entrou de marcha a ré no quarto, trazendo uma pilha de vestes recém-lavadas.
— Gina me disse que as listas de material afinal chegaram – disse ela, vendo todos aqueles envelopes ao se dirigir à cama onde começou a separar as vestes em duas pilhas. – Se vocês me entregarem as listas, irei até o Beco Diagonal hoje à tarde e comprarei tudo, enquanto vocês fazem as malas. Rony, terei de comprar mais pijamas para você, estes estão no mínimo quinze centímetros mais curtos do que deveriam. Não consigo acreditar como você está crescendo tão depressa... que cor você gostaria?
— Compre vermelho e dourado para combinar com o distintivo – disse Jorge, rindo.
— Combinar com o quê? – perguntou a Sra. Weasley, distraída, enrolando um par de meias castanho-avermelhadas e depositando-as na pilha de Rony.
— O distintivo dele – repetiu Fred, com ar de quem quer acabar depressa com a pior parte.
— O novo, belo e reluzente distintivo de monitor dele.
A preocupação com os pijamas impediu que a Sra. Weasley entendesse imediatamente as palavras de Fred.
— Dele... mas... Rony, você não é...?
Rony mostrou o distintivo.
A Sra. Weasley soltou um grito agudo igual ao de Hermione, e Fred ficou rindo da cara de Hannah por estar do lado da Sra. Weasley.
— Eu não acredito! Eu não acredito! Ah, Rony, que maravilha! Monitor! Como todos na família!
— Que é que Fred e eu somos, filhos do vizinho? – perguntou Jorge indignado, enquanto a mãe o empurrava para o lado e abria os braços para apertar o filho mais novo.
— Espere só até o seu pai saber! Rony, estou tão orgulhosa de você, que notícia maravilhosa, você pode acabar monitor-chefe como Gui e Percy, esse é o primeiro passo. Ah, que coisa para acontecer no meio de toda essa preocupação, estou encantada, ah, Roninho...
Fred e Jorge estavam fingindo grandes ânsias de vômito às costas da mãe, mas a Sra. Weasley nem reparou: os braços apertados em torno do pescoço de Rony, ela o beijava por todo o rosto, que se tornara vermelho mais intenso do que o distintivo.
— Mamãe... não... mamãe, se controla... – murmurava ele, tentando afastá-la.
Ela o soltou, e disse ofegante:
— Bom, então o que vai ser? Demos a Percy uma coruja, mas naturalmente você já tem uma.
— Q-que é que você quer dizer? – perguntou o garoto, com cara de quem não ousa acreditar no que está ouvindo.
— Você tem de ganhar uma recompensa por isso! – disse a Sra. Weasley carinhosamente. – Que tal um belo conjunto de vestes a rigor?
— Já compramos isso para ele – disse Fred com amargura, parecendo sinceramente arrependido de sua generosidade.
— Ou um caldeirão novo, o velho caldeirão de Carlinhos está todo enferrujado, ou um rato novo, você sempre gostou do Perebas...
— Mamãe – pediu Rony esperançoso –, posso ganhar uma vassoura nova?
A Sra. Weasley pareceu ligeiramente desapontada; vassouras eram caras.
— Não precisa ser uma realmente boa! – Rony se apressou a acrescentar. – Só... só nova para variar...
A Sra. Weasley hesitou, em seguida sorriu.
— Claro que pode... bem, então é melhor eu ir andando se tenho de comprar uma vassoura também. Vejo vocês mais tarde... meu Roniquinho, monitor! E não se esqueça de fazer suas malas... monitor... ah, estou vibrando!
Ela deu mais um beijo na bochecha de Rony, fungou alto e saiu apressada do quarto.
Fred e Jorge se entreolharam.
— Você não se incomoda se a gente não beijar você, não é, Rony? – perguntou Fred, num tom de fingida ansiedade.
— Podemos fazer uma reverência, se você quiser – sugeriu Jorge.
— Ah, calem a boca – disse Rony, amarrando a cara para os irmãos.
— Se não? – disse Fred, com um sorriso maligno se espalhando pelo rosto. – Vai nos tascar uma detenção?
— Eu adoraria que ele tentasse – debochou Jorge.
— E ele pode, se vocês não se cuidarem! – disse Hermione aborrecida.
Os gêmeos caíram na gargalhada, e Rony murmurou:
— Deixa pra lá, Mione.
— Vamos ter de tomar cuidado com o que fizermos, Jorge – disse Fred, fingindo tremer – com esses dois atrás da gente...
— É, parece que os nossos dias de desrespeito à lei finalmente terminaram – disse Jorge, sacudindo a cabeça.
E, com mais um barulhento craque, os gêmeos desaparataram.
— Esse dois – exclamou Hermione furiosa, olhando para o teto, pelo qual eles agora ouviam Fred e Jorge rir às gargalhadas no quarto de cima. – Não ligue para eles, Rony, só estão com ciúmes!
— Não acho que estejam – disse Rony em dúvida, olhando para o teto. – Eles sempre disseram que só babacas viram monitores... ainda assim – acrescentou mais alegre –, eles nunca tiveram vassouras novas! Eu gostaria de ir com mamãe escolher... ela nunca terá dinheiro para uma Nimbus, mas saiu uma Cleansweep que seria ótima... é, acho que vou dizer a ela que gostaria de ganhar uma Cleansweep, só para ela saber...
E saiu correndo do quarto, deixando no quarto Harry, Hermione e Hannah. Harry estava sério e não encarava as meninas, Hermione e Hannah perceberam que alguma coisa estava errada, mas Hermione parecia não querer incomodar ele sobre isso, então falou:
— Harry? – chamou Hermione hesitante.
— Parabéns, Mione – Disse ele, tão gentilmente que nem parecia sua voz, e ainda sem olhar para ela – genial. Monitora. Legal.
— Obrigada – disse a garota. – Hum... Harry... posso pedir a Edwiges emprestada para mandar dizer à mamãe a ao papai? Eles vão ficar realmente satisfeitos... quero dizer, monitor é uma coisa que eles conseguem entender.
— Pode, sem problema – respondeu, ainda com aquela cordialidade estranha na voz que não era sua. – Pode levar!
Harry se inclinou para o malão, depositou as vestes no fundo e fingiu estar procurando alguma coisa, enquanto Hermione ia até o armário e pedia a Edwiges para descer. Alguns minutos se passaram; Harry ouviu a porta fechar, mas continuou curvado, parecendo que esqueceu que Hannah estava lá, e Hannah decidiu falar com ele
— Harry? Você está be-
— Estou ótimo Hannah! – Respondeu Harry, com uma certa irritação na voz, e nesse tom, normalmente Hannah iria deixar para lá, com medo de que a pessoa começasse a gritar com ela, mas ela não saiu, continuou lá no quarto e se aproximou de Harry.
— Eu não te conheço tanto quanto os outros, mas conheço o suficiente para perceber que ai tem coisa. – Falou Hannah, Harry não a encarou e nem a respondeu, e Hannah conseguiu entender – É sobre esse negócio de monitor né?
— Você nunca ficou chateada com os seus dois melhores amigos conseguindo alguma coisa e você não? – Perguntou Harry, claramente chateado por não ter sido monitor.
— Bem, não. O mais perto que tive de amigos até agora são vocês, nunca tive outras amizades além do Lupin. – A expressão de raiva/chateação do Harry sumiu imediatamente e foi substituída por uma de nervoso
— Desculpa Hannah! Eu não sabia, eu...- Harry já ia se desculpando, talvez por medo de ter tocado em um assunto delicado, e Hannah riu um pouco
— Tudo bem, não tem como eu ficar chateada com uma coisa que eu nunca tive. – Falou Hannah com simplicidade. – Mas agora, sobre você, porque você está tão chateado com esse assunto?
Harry pareceu pensar um pouco, e então falou
— É que, por pensar que eu queria ser monitor, me faz pensar que eu me acho melhor que o Rony e todos, mas não sou, e não gosto de pensar nisso. Mas seria verdade? – Perguntou Harry, mas pra ele do que para Hannah
— É normal sentir isso, mesmo que você não queira pensar. – Começou Hannah – É tipo, pelo o que ouvi, você fez um monte de coisas naquela escola, e todas envolvendo o mesmo cara, e mesmo que você tenha ajudado sua casa a ganhar pontos, isso significa que você tem coisas bem maiores pra se preocupar do que ser monitor, não?
— Bem, sim. – Falou o Harry entendendo – Talvez seja até por isso ele não me escolheu. Ele quer que eu me foque em deter Voldemort!
— Exatamente! – Falou Hannah feliz e agoniada por escutar o nome dele. – Eu vou arrumar minhas coisas, pois amanhã iremos para Hogwarts e eu não quero ficar arrumando as coisas correndo amanhã.
— Hannah! – Chamou Harry – Valeu.
— De nada.
Hannah ficou um pouco ansiosa, pois ela demoraria umas horinhas para começar a arrumar suas coisas, pois diferente dos outros, ela não tinha os outros livros, tanto os antigos, tantos os novos, mas por volta de seis horas, a Sra. Weasley voltou do Beco Diagonal carregada de livros e mais um embrulho comprido, de papel pardo grosso, que Rony tirou das mãos dela com um barulho muito estranho.
— Não precisa desembrulhar agora, as pessoas estão chegando para o jantar, quero todos lá embaixo – Disse a mãe, mas, no instante em que ela desapareceu de vista, o garoto rasgou o papel com uma animação e examinou cada centímetro da vassoura nova, com uma expressão de animação no rosto.
Embaixo, no porão, a Sra. Weasley pendurou uma flâmula vermelha sobre a mesa de jantar coberta de iguarias, em que se lia:
PARABÉNS RONY E HERMIONE OS NOVOS MONITORES
Ela parecia muito mais animada do que Hannah tinha visto durante todo o período das férias.
— Pensei em fazer uma festinha e não um jantar à mesa –Disse a Harry, Rony, Hermione, Fred, Jorge, Hannah e Gina quando eles entraram no aposento. – Seu pai e Gui estão a caminho, Rony. Despachei corujas para os dois, e eles ficaram entusiasmados –Acrescentou sorridente. Fred girou os olhos para o teto.
Sirius, Lupin, Tonks e Quim Shacklebolt já estavam ali, e Olho-Tonto Moody chegaram, batendo a perna de pau.
— Ah, Alastor, que bom que você está aqui – cumprimentou a Sra. Weasley animada, quando Olho-Tonto sacudiu do corpo a capa de viagem. – Há séculos que andamos querendo pedir a você: será que podia dar uma olhada na escrivaninha da sala de visitas e nos dizer o que é que tem lá dentro? Não quisemos abri-la, porque pode ser alguma coisa realmente ruim.
— Pode deixar comigo, Molly...
O olho azul elétrico de Moody girou para o alto e fixou-se no teto da cozinha, transpassando-o.
— Sala de visitas... – rosnou à medida que sua pupila se contraía. – Escrivaninha no canto? É, estou vendo... é, é um bicho-papão... quer que eu suba e me livre dele, Molly?
— Não, não, eu mesma farei isso mais tarde – Sorriu a Sra. Weasley –, tome a sua bebida. Na verdade estamos fazendo uma pequena comemoração... – disse, indicando a flâmula vermelha. – O quarto monitor na família! – disse com carinho, arrepiando os cabelos de Rony.
— Monitor, eh? – Resmungou Moody, seu olho normal fixando-se em Rony e o mágico girando para olhar um lado da própria cabeça e afastou-se em direção a Sirius e Lupin. – Bem, então meus parabéns – Disse Moody, ainda olhando para Rony com o olho normal – Figuras de autoridade sempre atraem problemas, mas suponho que Dumbledore o considere capaz de resistir à maioria das principais azarações, ou não o teria nomeado...
Rony pareceu bastante espantado com esta opinião, mas não foi preciso responder graças à chegada do pai e do irmão mais velho. A Sra. Weasley estava de tão bom humor que nem sequer reclamou de terem trazido Mundungo com eles.
— Bom, acho que a ocasião pede um brinde – Disse o Sr. Weasley, depois que todos se serviram de bebidas. Ele ergueu o cálice. – A Rony e Hermione, os novos monitores da Grifinória!
Os dois garotos sorriram enquanto todos brindavam e em seguida os aplaudiam.
— Eu nunca fui monitora. A diretora da minha casa disse que me faltavam certas qualidades necessárias.
— Quais, por exemplo? – perguntou Gina, que estava escolhendo uma batata assada.
— A capacidade de me comportar – disse Tonks.
Hannah e Gina riram, Hermione parecia não saber se ria ou não, e escolheu um meio-termo, servindo-se de um gole exagerado de cerveja amanteigada e se engasgando.
— E você, Sirius? – perguntou Gina, batendo nas costas de Hermione.
Sirius, que estava bem ao lado de Harry, soltou uma risada que lembrava um latido.
— Ninguém teria me nomeado monitor, eu passava tempo demais detido com Tiago. Lupin era o garoto bem-comportado, ele ganhou o distintivo.
— Acho que Dumbledore talvez tivesse esperanças de que eu fosse capaz de exercer algum controle sobre os meus melhores amigos – disse Lupin. – Não preciso dizer que falhei miseravelmente.
— Ei! Hannah – Chamou Tonks – Posso perguntar uma coisa?
— Claro. O que foi?
— Por que você nunca foi pra Hogwarts?
— Pra falar a verdade, eu não sei muito bem. — Nessa altura, Hermione e Gina estavam prestando atenção também. – O Lupin falou com o diretor e ele falou que meu registro não existia, ai, eles pensam que foi um erro da própria escola, mas eu não tenho muita certeza.
— Imagina se na verdade você não se chama Hannah Hollister, por isso seu nome não estava na lista. – Falou Gina de brincadeira, fazendo todo mundo que estava prestando rir, menos Hermione.
— Gina, não brinca com isso. Já tem MUITA coisa acontecendo. – Disse Hermione fazendo Gina rir mais ainda
— ... o punho é feito de carvalho americano com um verniz antiazaração e tem controle antivibração embutido — Rony começou a falar para Tonks. A Sra. Weasley deu um grande bocejo.
— Bem, acho que vou dar um jeito naquele bicho-papão antes de ir dormir... Arthur, não quero esse pessoalzinho acordado até tarde, está bem? Boa-noite, Harry, querido. – Ela saiu da cozinha e Harry a seguiu. Hannah já tinha se despedido das pessoas ir estava indo arrumar sua coisas para depois ir dormir, quando escutou o Harry gritando:
– Sra. Weasley, saia daqui! Deixe outra pessoa...
Lupin subiu a sala correndo, seguido de perto por Sirius e Moody, que fechava a fila, batendo a perna de pau.
— O que será que aconteceu? – Perguntou Hermione
— A Sra. Weasley deve estar tendo problemas com o bicho papão. – Falou Hannah.
— Acho melhor ir ver o que aconteceu. – Falou Rony já se levantando, mas Tonks o tranquilizou, e como Hannah realmente não queria se envolver com problemas, subiu para o quarto fazer o que ia fazer.
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